O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu, hoje, que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte. As informações são do portal G1.
Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento. Uma eventual nova restrição, no entanto, ainda poderá ser determinada em um processo judicial.
Leia mais“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, diz um trecho do documento. Dessa forma, a medida vale até que haja uma decisão do plenário do TSE, em processo judicial, sobre o funcionamento do canal.
Floriano de Azevedo Marques concedeu parcialmente o pedido apresentado em mandado de segurança e suspendeu os efeitos de ordens da Presidência do TSE que possam resultar na suspensão, indisponibilização ou restrição do alcance ou das funcionalidades do “Exército do Lula”.
O ministro também determinou que a Presidência não use sua atribuição administrativa de fiscalização das plataformas digitais para adotar esse tipo de medida contra o canal.
A discussão sobre o funcionamento do “Exército do Lula” já provocou uma série de decisões divergentes dentro do TSE e também é analisada em uma ação de investigação judicial eleitoral que tramita na Corregedoria da Corte.
Leia menos
Ontem, o município de Serra Talhada, no Sertão, realizou uma cerimônia em homenagem a mulheres que se destacam pela atuação profissional e pela contribuição a diferentes segmentos da sociedade. Entre as homenageadas esteve Rocksana Príncipe Patriota, professora, psicóloga e profissional com cinco pós-graduações, que atualmente ocupa o cargo de diretora da Rede Brasil de Comunicações. Ela também é esposa do ex-deputado federal Gonzaga Patriota.
À frente da rede, Rocksana acompanha as operações das rádios Petrolina FM, Rajada FM, Lagoa Grande FM, Santa Maria FM, Salgueiro FM, Moxotó FM e Sertânia FM. A homenagem integrou o prêmio Mulheres de Sucesso, iniciativa que busca reconhecer trajetórias femininas marcadas pela determinação e pela contribuição à sociedade, além de incentivar outras mulheres a desenvolverem seu potencial e transformarem suas comunidades.
A Câmara Municipal de Garanhuns realizou, hoje, a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028. O vereador Johny Albino (PSB) foi reeleito presidente da Casa Legislativa. A nova composição conta ainda com Erivan Pita (PSB), como vice-presidente; Luizinho Roldão (PSB), como 1º secretário; e Fabiana Zoobi (PSB), como 2ª secretária.
Reeleito, Johny Albino reafirma o compromisso com o diálogo, a transparência e o fortalecimento do Poder Legislativo, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em favor de Garanhuns e da sua população. A nova Mesa Diretora assume suas funções em janeiro de 2027, com mandato até dezembro de 2028.
Com muita honra, serei um dos participantes do Festival Nacional de Jornalismo, que chega ao Recife, na próxima quarta-feira, em sua primeira edição no Nordeste. O encontro será realizado no auditório da OAB-PE e reunirá profissionais da imprensa, professores, pesquisadores e representantes do setor para discutir a formação jornalística, a ética, o combate à desinformação e os desafios da profissão.
Ao lado de nomes como Francisco José, Patrícia Blanco, Carol Monteiro, Fernando Rêgo Barros, Laurindo Ferreira, Leusa Santos e Eduardo Scolese, vou integrar a programação do evento, criado em Brasília por iniciativa da jornalista Kátia Cubel.
A procura por inscrições já é expressiva, mas ainda há vagas disponíveis. A participação é gratuita, e os interessados podem se inscrever pelo site www.festivaldejornalismorecife.com.br.
No último dia de propaganda eleitoral gratuita na TV, hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que o Brasil está melhor do que quando assumiu e defendeu a continuidade de seu projeto. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou como a opção de mudança e pediu aos apoiadores que mobilizassem familiares e amigos para votar.
A campanha de Lula também retomou críticas ao histórico do adversário e apontou riscos de cortes em programas sociais. “Ele não diz onde, mas a gente sabe que vai implicar salário, aposentadoria e programas sociais como Farmácia Popular e o Bolsa Família”, afirmou a narração do programa de Lula sobre a proposta de corte de gastos de Flávio Bolsonaro.
Leia maisFlávio Bolsonaro, por sua vez, não citou o petista pelo nome e encerrou sua propaganda com uma oração do Pai-Nosso. “Enfim, você vai escolher se tá na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais. Do jeito que tá não dá mais. Ninguém aguenta”, afirmou.
Esta sexta-feira marca o encerramento da propaganda eleitoral gratuita do segundo turno no rádio e na TV, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação será neste domingo (25).
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Lá no século 18, Montesquieu lançou a ideia do sistema de freios e contrapesos entre os poderes. Estabeleceu um modelo no qual cada um dos poderes serve de barreira para os outros, estabelecendo um equilíbrio entre eles. Já discutimos por aqui que, no Brasil de hoje, os poderes da República estão desequilibrados.
Nesse sentido, o cientista político André Cesar e o advogado Alvaro Maimoni, da Hold Assessoria, começam a observar que pode estar se ensaiando um movimento de criação de um sistema de freios e contrapesos dentro de um só dos poderes, o Legislativo. Diante do grande avanço eleitoral da direita, mais especificamente, do PL, o Centrão ensaia esse movimento de contenção absoluta desse grupo. O Centrão vem comandando o Congresso desde que Eduardo Cunha se elegeu presidente da Câmara em 2015. “O Centrão não há de querer ser fagocitado pela direita”, observa André.
Leia maisA biologia explica que a fagocitose é um processo pelo qual a membrana da célula vai absorvendo dentro dela outras partículas. Trazendo para o campo da política, seria agora a direita absorver para si esse campo do Centrão. O problema é que isso daria poder demais à direita que acabaria por expelir o Centrão das estruturas de decisão no Congresso. “A disputa pelo comando das duas Casas revela o esforço dos partidos do Centrão para preservar seus espaços de poder”, escrevem André Cesar e Maimoni.
André Cesar relembra um momento importante: a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) como presidente da Câmara em 2005. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava na metade do seu primeiro mandato, experimentando forte poder. O PT tinha forte hegemonia, 90 deputados na bancada. Certo da sua forma, permitiu uma disputa pelo comando da Câmara, com dois candidatos à Presidência, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), e Virgílio Guimarães (MG). A divisão dos votos entre os dois petistas acabou elegendo Severino Cavalcanti.
Agora, a direita começa a ensaiar disputa tanto no Senado quanto na Câmara. No Senado, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), disputa as pretensões com Tereza Cristina (PP-MS). Na Câmara, têm pretensões de comandar os deputados o atual vice-presidente Altineu Côrtes (PL-RJ) e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante. André Cesar observa essa disputa.
Na avaliação do cientista político, essas disputas podem acabar beneficiando os projetos de continuidade dos atuais presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB). A partir do risco de perda de poder, o Centrão pode se unir à esquerda para mantê-los, mantendo espaços de negociação.
A essa altura, Alcolumbre tem de administrar certo excesso de esperteza. É o responsável por uma derrota histórica de Lula, quando trabalhou para rejeitar Jorge Messias como ministro do STF. Por outro lado, ajudou Lula a aprovar o fim da escala 6×1. No fim, pode ser um problema: não ter a essa altura a confiança nem de um lado nem do outro.
“Importante dizer que, apesar de contar com as maiores bancadas nas duas Casas legislativas, o PL não terá força suficiente para impor sozinho sua agenda. No Senado, a situação é mais favorável. Com 28 senadores, supera o mínimo de 27 assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)”, observam André e Maimoni.
“Na Câmara, por sua vez, são necessárias 171 assinaturas, número superior aos 121 deputados que integrarão sua bancada”, continuam sobre os eleitos deputados pelo PL. “Em ambos os casos, contudo, a aprovação de uma PEC exige três quintos dos votos de cada Casa, em dois turnos, o que torna indispensável e obrigatória a negociação”.
Assim, Hugo Motta se mexe para tentar se manter no comando, ainda que ele seja uma figura mais controversa na Câmara, mais criticada, que Alcolumbre no Senado. Um movimento importante nos últimos dias favoreceu Motta. Ele recebeu o apoio público de 12 partidos para continuar à frente da Presdiência da Câmara.
E é em grande parte exatamente uma manifestação vinda pelo centro: a federação União Progressista, o MDB, a federação PSDB/Cidadania, o PSD, com legendas mais à esquerda como o PSB e o PDT. Essas eleições no comando do Congresso só se definirão em fevereiro do ano que vem. E, claro, vão depender do que acontecerá no domingo (25).
Leia menos
De hoje até domingo haverá uma enxurrada de pesquisas sobre o cenário da disputa presidencial. Pelo que soube, 13, dos mais variados institutos. Cada um com números diferentes. O Big Data diz que Flávio se distanciou de Lula e abriu uma frente de quatro pontos.
Já a Vox traz Lula com um ponto na frente. Em quem acreditar? Em nenhuma, sugiro. Por um motivo muito simples: nenhum instituto acertou no primeiro turno. Todos traziam Lula na frente, principalmente o DataFolha e a Quaest, abençoadas pela Globo.
Abertas as urnas, Flávio ganhou com dois pontos, deixando todos os que fazem pesquisas com cara pálida, sem argumentos convincentes para tamanho erro.
Melhor esperar o veredicto das urnas!
Segundo a pesquisa Vox Radar, divulgada há pouco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nos votos válidos no segundo turno à Presidência. O atual mandatário tem 50,6% das intenções de voto, enquanto o senador, 49,4%. As informações são do portal CNN.
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição. Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
O levantamento da Vox Radar ouviu 2.100 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro e tem uma margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%. A pesquisa está cadastrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03259/2026.
O instituto Real Time Big Data divulgou, há pouco, uma nova pesquisa para a disputa de presidente da República no segundo turno das eleições 2026. Flávio Bolsonaro (PL) tem 52% das intenções de voto e Lula (PT) soma 48% no cenário de votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. Eles estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na última pesquisa Real Time Big Data antes do 1º turno, publicada na semana da votação (1º de outubro), Lula aparecia com 46% das intenções de votos válidos e Flávio registrava 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Nas urnas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula 45,16%. As informações são do portal Gazeta do Povo.
Leia maisAinda pelo levantamento desta sexta-feira (23), no cenário espontâneo da pesquisa Real Time Big Data, os eleitores que responderam que votarão nulo ou em branco somam 5%, enquanto os indecisos chegam a 3%.
O levantamento apresentou um cenário espontâneo (quando os nomes dos candidatos não são mostrados previamente ao eleitor) e um cenário estimulado (quando a lista dos concorrentes é informada antes da resposta) de segundo turno com votos totais e votos válidos, estes excluindo brancos, nulos e indecisos.
Cenário espontâneo
Cenário estimulado – votos válidos
Cenário estimulado – votos totais
Metodologia das pesquisas citadas:
O ex-senador por Pernambuco e ex-ministro José Jorge recebeu, na última terça-feira (20), o título de Doutor Honoris Causa do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa de Brasília (IDP), a mais alta distinção acadêmica concedida pela instituição. José Jorge também foi ministro de Minas e Energia e ministro do TCU. A solenidade fez parte do XXIX Congresso Internacional de Direito Constitucional, em Brasília. Abaixo, confira na íntegra o discurso do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, na ocasião.
Por Duda Feitosa*
As canções de Belchior nunca saíram de moda porque, na verdade, nunca pertenceram apenas ao passado. Continuam falando de um Brasil que ainda enfrenta a violência policial, as desigualdades, as ameaças à democracia e as sombras de uma ditadura que tantos insistem em ressuscitar.
Belchior cantou a liberdade, as contradições humanas, a coragem de amar e a inquietação de uma geração que se recusava a aceitar o mundo como ele era. E, tantas décadas depois, seguimos encontrando o nosso tempo dentro de suas canções.
Leia maisO Sextou de hoje com Wannick Belchior, filha e herdeira do legado musical desse gigante nordestino, é uma homenagem emocionante, sobretudo diante dos tempos que estamos vivendo. Cearense como o pai, Wannick não apenas preserva sua memória.
Ela mantém viva a força de uma obra que atravessa gerações sem perder a capacidade de provocar, questionar e emocionar. Mergulhar na história de Belchior é também mergulhar na história do Brasil. É reconhecer a riqueza da nossa cultura, a potência do Nordeste e a profundidade de artistas que transformaram suas inquietações em poesia.
Belchior não cantava apenas o amor ou a juventude. Cantava o desencanto, a resistência, o desejo de transformação e a coragem de romper com aquilo que parecia estabelecido. Afinal, ele já nos ensinava que o novo sempre vem, mesmo quando o passado insiste em permanecer.
E é justamente essa profundidade que encontro em Wannick. Em tempos de tanta superficialidade, ela se destaca pela sensibilidade, pela consciência do que representa e pelo respeito à obra que carrega. Mas há algo ainda mais bonito nisso tudo.
Wannick não se limita a ser filha de Belchior. Ela tem talento, identidade e uma maneira própria de dar continuidade a uma história que pertence não apenas à sua família, mas à cultura brasileira.
Ouvir Wannick falar do pai, a quem também chama de mestre, é perceber que a verdadeira grandeza de um artista está naquilo que sua obra continua despertando, mesmo depois de sua partida.
Belchior permanece atual porque o Brasil ainda precisa ouvir o que ele tinha a dizer.
*Jornalista
Leia menos
Um público estimado em 150 mil pessoas, segundo dados da segurança, participou do Bloquinho do 22, mobilização liderada pela direita, na noite de ontem, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, a manifestação saiu da pracinha de Boa Viagem em direção ao Parque Dona Lindu.
O encontro contou com a participação de Gilson Machado Neto, deputado federal eleito, acompanhado do filho, Gilson Machado Filho, eleito deputado estadual. O ato também reuniu nomes da política nacional, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), o deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS), o vereador e deputado federal eleito Tiago Medina (PL-PE) e o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE).
Leia maisPara Gilson Machado Neto, a participação dos pernambucanos representa um sinal do momento político vivido pelo estado. “A adesão do povo pernambucano demonstra a força e o desejo de mudança da população. Estamos diante de um momento histórico, em que o Brasil tem a oportunidade de encerrar o ciclo do PT no comando do nosso país. Pernambuco está mostrando que saberá dar sua resposta nas urnas no próximo dia 25, votando 22”, afirmou.
A agenda de mobilizações segue até sábado, com atividades em outros municípios pernambucanos. Em Caruaru, no Agreste, uma nova edição do Bloquinho do 22 está prevista para a tarde deste sábado, 24, na Avenida Agamenon Magalhães, seguida de carreata. A programação contará com a participação de lideranças estaduais e dará continuidade às atividades de mobilização na reta final da campanha presidencial.
Leia menos