O diretório estadual do Partido Novo oficializou nesta terça-feira (21) os nomes que estarão participando das eleições de outubro. A organização da convenção partidária se deu no Clube Internacional do Recife, na área central da capital pernambucana, e serviu ainda para ratificar apoio ao nome da governadora Raquel Lyra (PSD) para a reeleição.
Na ocasião, foram confirmadas as candidaturas de Carlos Sant’Anna ao Senado Federal, além das chapas para deputados federal e estadual. O partido não deverá indicar outro nome para a Casa Alta.
Ao todo, serão 76 postulantes da sigla no pleito de outubro, de acordo com o presidente estadual Tecio Teles. “É um momento de consideração do partido nesta eleição e eu não tenho dúvidas de que o Novo fará história, ofendendo ao povo opções para o povo votar de forma consciente”, disse Teles.
“Estamos oficializando aqui o apoio à governadora Raquel Lyra. (…) Nós precisamos nos livrar do PT, do PSB e de João Campos, que tanto mal faz ao povo de Pernambuco”, prosseguiu Tecio.
Nome do partido ao Senado, Carlos Sant’Anna disse que o seu nome representa uma mudança nos nomes apresentados.
“Na política, não dá pra votar nos mesmos políticos e esperar um resultado diferente. Nossa candidatura vem alicerçando uma novidade na política com valores e princípios”, disse Carlos.
Se há um grande perdedor nestas eleições são os institutos de pesquisas. Erraram feio, tanto no primeiro turno, quando davam Lula (PT) em primeiro lugar, quanto no segundo, apontando, em sua grande maioria, uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Em geral, não captaram o efeito do vermelhão que tomou as ruas do País nem o massacre que Flávio sofreu de Lula no debate da Globo, dias antes. Aliás, o comportamento cafajeste de Flávio tratando Lula de nove dedos também tirou uma enxurrada de votos do candidato oposicionista.
O candidato derrotado disse que não adianta nada o salário mínimo de R$ 1,6 mil se Lula dá com uma mão e tira com os nove dedos. Isso é comportamento de moleque e quem é moleque não pode governar o País.
De imediato, numa postura de estadista, Lula usou parte do seu tempo para rebater a fala do candidato. “Não vou permitir que miliciano me chame de 9 dedos. Ele não sabe o que é uma carteira de trabalho, o primeiro emprego dele foi falso, no gabinete do pai”, disse.
O petista exigiu que o candidato do PL se desculpasse por ter usado a expressão. Ele se desculpou, mas de nada adiantou. Deslizes no jogo político pavimentam o caminho para a derrota. Na política, o erro de um homem é a oportunidade de outro e Lula soube com muita competência e propriedade tirar proveito do deslize verbal do adversário.
Fica a lição para o filho de Bolsonaro: em política, o que começa com arrogância quase sempre termina em fracasso.
O Instituto Media Inteligência em Pesquisa acertou o resultado do segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. Divulgada na véspera da votação, no sábado (24), a pesquisa Media/O Potengi apontou Cadu de Lula (PT) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Allyson Bezerra (União Brasil).
O resultado oficial da apuração confirmou a vitória de Cadu de Lula, com 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra obteve 49,23%.
A comparação mostra que a estimativa do Instituto Media ficou a apenas 0,07 ponto percentual do resultado oficial para cada candidato, uma diferença bastante pequena entre a pesquisa divulgada antes da votação e os números apurados nas urnas.
De acordo com os dados da apuração oficial divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cadu de Lula recebeu 1.073.024 votos, enquanto Allyson Bezerra obteve 1.040.399 votos. A diferença foi de 32.625 votos em favor do candidato do PT.
O levantamento Media/O Potengi foi publicado em um cenário de disputa acirrada, com os dois candidatos separados por apenas 1,4 ponto percentual na estimativa de votos válidos.
A pesquisa Media/O Potengi antecipou corretamente o candidato que venceu o segundo turno no Rio Grande do Norte e cravou os percentuais praticamente iguais aos divulgados na apuração oficial.
O levantamento ouviu 1.050 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 19 e 23 de outubro. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE-RN sob o número RN-07104/2026.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O cientista político The Gaule aflorou no recinto. Depois de votar no segundo turno ele veio confirmar sua tese histórica de que as bocas das urnas são muito sérias nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz. Assim também os institutos de pesquisa tipo DataZeAraujo, onde quem manda é o freguês. Basta considerar a margem de erro de 50% para mais ou para menos, explicou The Gaule.
Além da ciência política, The Gaule também exerce o ofício de futurólogo. Ele acredita que o futuro do Brazil S.A. está escrito no seu passado. – Maktub!
Já estamos no terceiro turno das eleições presidenciais de 2050. Os candidatos do segundo turno foram trucidados entre si, na base de facadas, tiros e canibalismo. Um criptocomunista mastigou a orelha do adversário como prova da coragem cívica. O tema dominante da temporada, pra variar, é corrupção, crime organizado, crime avulso, dívida pública de trilhões, feminicídio, lei da ficha suja.
O candidato da High Esquerda defende a tese de que o Brazil S.A. deve manter uma reserva de mercado para a corrupção, em louvor das honoráveis tradições auriverdes da Colônia, Império e República. Lema de campanha: se o Brazil S.A. revogar a corrução, não será mais Brazil.
A futura primeira-dama de Pindorama em 2050, uma senhora construtora de barracos, a bordo de um cartão corporativo, irá dar um esculacho no bisneto do fogueteiro Elon Musk: “Seu piá bisneto de Elon, você é um piá de coliforme, to fuck your anéis”.
Os saudosistas dirão no ano 2050: Bons tempos aqueles de 2026! Havia uma seita vermelha e o coração da seita era o umbigo de um velhinho com quase 200 anos de idade. Ele dizia em seus delírios que os traficantes eram vítimas dos maconheiros e chamava Jesus de Genésio. Virou uma múmia, coitado.
Neste ano de 2050 também haverá eleições gerais na República Caribenha Democrática de Cuba. O candidato do Partido Comunista Vintage propõe a restauração da ditadura comunista e o fuzilamento dos opositores reacionários no Paredón, a começar pelos descendentes da família de Marco Rubio. Propõe também que todos os maricones (gays) sejam expatriados para Miami ou condenados à prisão perpétua.
O candidato a presidente da ultradireita abolicionista de Cuba defende a liberação da internet, do rock n‘roll e dos investimentos privados. Os dois candidatos estão empatados tecnicamente, segundo as pesquisas.
Os marqueteiros cubanos são filhos do dilúvio. Ou foram importados de Marte, o planeta vermelho, como diria o cientista planetário Lavareda, o astro das pesquisas.
Dizem que a política é muito dinâmica. Verdade. A corrupção também é muito dinâmica. Desde o Mensalão e o Petrolão até hoje a corrupção evoluiu bastante. Está irreconhecível. Os corruptos inventaram até o crime perfeito, o crime que não é crime, segundo The Gaule. Em compensação, o que não é crime passa a ser criminalizado, tipo o crime de opinião.
A reeleição de Lula (PT), numa virada espetacular, quebrou paradigmas. Nunca um candidato derrotado no primeiro turno havia vencido uma disputa no segundo turno. A vitória tem suas explicações e lógicas. Se antes Lula havia subestimado o adversário, na retomada da campanha não apenas mudou a estratégia, mas foi para cima do adversário com um ímpeto nunca visto.
O povo nas ruas teve um peso fundamental, numa mobilização espontânea e natural, sem estruturas partidárias ou de máquinas públicas. Pelas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor.
Mas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha. Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.
Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno. A campanha trouxe a promessa de continuidade das políticas adotadas nos últimos quatro anos ou de aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.
Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.
Seu programa de governo falou em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento do câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como a atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.
Na área de educação, Lula prometeu criar novas versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.
Após enfrentar com soberania o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o compromisso em manter relações equânimes, diplomáticas e comerciais com todos os países do mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na industrialização, e buscando novos mercados para exportação.
Esta eleição, entretanto, trouxe lições que o governo do Lula 4 vai ter que aprender, não só para governar, mas para garantir uma renovação. Lula não tem mais como se reeleger e agora vai ser obrigado a preparar a sucessão dele e ter que fazer isso à luz desses elementos que vimos na campanha: a importância da campanha de rua e da dominação de redes.
MUDANÇA DE TOM – Lula saiu atrás no primeiro turno de Flávio Bolsonaro, conquistando 45,16% dos votos, ante 47,03% do senador do PL. A diferença foi de 2.224.965 votos, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tom da campanha mudou completamente no segundo turno. Quatro anos após o discurso da vitória de 2022, em que exclamou “Tentaram me enterrar vivo, mas eu ressuscitei”, o presidente demonstrou sua capacidade de ressuscitar. No dia seguinte à derrota, enquanto o PT se engalfinhava em busca de culpados, milhares de estudantes da Universidade Federal Fluminense saíram do Campus do Gragoatá e percorreram ruas de Icaraí e do Centro de Niterói para defender Lula. Dias depois, outros milhares de jovens ocuparam a praça da Candelária, no Rio. O movimento se espalhou pelo país. A esquerda, que desde 2013 estava sumida das ruas, ressurgiu num movimento orgânico, sem partido e unida pela rejeição ao bolsonarismo.
Ouvir mais e teimar menos – Em Brasília, Lula defenestrou o que ele mesmo definiu como o comando da “campanha mais desorganizada da história”. O senador Camilo Santana (PT-CE) assumiu a coordenação e o governador do Piauí, Rafael Fonteles reorganizou a comunicação. O deputado André Janones (Rede-MG) abriu espaço a cotoveladas para criar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que em duas semanas reuniu mais de 10 milhões de membros. Na sua nona e última campanha eleitoral, Lula mudou com a ameaça de encerrar a carreira com uma derrota. Segundo quem convive com ele, passou a ouvir mais e teimar menos.
Erros, enfim, reconhecidos – O Lula que ressuscitou no segundo turno e foi eleito ontem foi obrigado a se atualizar rápido. Após anos de ojeriza às redes, passou a gravar vídeos diários na vertical, em formato de selfie. Até o chapéu que ele insistia em usar, mesmo em entrevistas de estúdio, foi deixado de lado. Conceitos distantes da população, como a soberania nacional e o controle da exploração das terras raras, foram substituídos por temas urgentes como a redução da jornada de trabalho e a renegociação de dívidas. Pela primeira vez em quatro anos, Lula reconheceu que seu governo cometeu erros e que a população tem motivos para estar insatisfeita.
Popularidade em baixa – Apesar da vitória, Lula teve um terceiro mandato com problemas de popularidade. Lideranças petistas avaliam ainda que parte das dificuldades que vieram à tona na campanha são resultados de erros cometidos desde o início do mandato. Em uma opção vista como “arrogante” por uma parcela dos seus aliados, Lula não levou a “frente ampla” formada para a disputa contra Jair Bolsonaro para o centro de sua gestão, apesar da vitória apertada sobre o ex-presidente em 2022.
O exército de Janones – O deputado federal André Janones (Rede-MG) comandou a virada digital na campanha do presidente Luiz Inácio Lula (PT), determinante em sua vitória contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o próprio Lula reconheceu em discurso na comemoração da vitória. À frente do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, ele organizou a atuação da militância a favor do petista na arena on-line, onde passou a disputar espaço contra o bolsonarismo, tradicionalmente com desempenho melhor que a esquerda nesses espaços. Popular nas redes sociais, o parlamentar tem sua trajetória política ligada à mobilização de apoiadores em momentos como a greve dos caminhoneiros, a pandemia e a campanha presidencial de 2022. Criado para concentrar as orientações para atuação on-line da militância pró-Lula, o canal chegou a mais de 10 milhões de seguidores.
CURTAS
RECORDE – Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliará um recorde que já pertence a ele: o de presidente mais velho a tomar posse na história do Brasil. O petista terá 81 anos quando iniciar seu novo mandato, em 5 de janeiro de 2027. A marca anterior foi estabelecida em 2023, quando Lula retornou ao Palácio do Planalto aos 77 anos, após derrotar Jair Bolsonaro (PL).
SEM ESCOLHA – O Congresso mais conservador em seu quarto mandato é um desafio lembrado por Lula em seu discurso. Mas esse fato foi amenizado pela fala do petista: “Eu não escolho o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse em sua fala após o resultado final.
RAQUEL – A governadora Raquel Lyra (PSD) parabenizou, em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória alcançada neste domingo. “Vamos seguir trabalhando junto com o governo federal com muito diálogo, respeito institucional e parceria. Da nossa parte, pode contar com Pernambuco, presidente Lula. Vamos seguir trabalhando, sem parar, para transformar cada compromisso em resultado concreto na vida das pessoas”, disse em nota.
Perguntar não ofende: Lula governa com o Congresso bolsonarista eleito?
A eleição presidencial de hoje, com Lula (PT) reeleito, traz mais do que um resultado eleitoral. Traz, sobretudo para Pernambuco, uma realidade política objetiva. Durante quatro anos, a governadora Raquel Lyra (PSD) contou com o apoio do governo federal. Nas eleições, porém, fez questão de ficar em cima do muro.
Apostou que Lula não viria a Pernambuco, que não tomaria partido, que não teria lado nem time. Mas teve. E o resultado está aí: embora João Campos não tenha conseguido se eleger governador, Lula saiu vitorioso em Pernambuco e fez os dois senadores.
Raquel, por sua vez, investiu o tempo todo numa aproximação com a direita. Chegou, inclusive, a contribuir para a desfiguração da trajetória política de Túlio Gadêlha, colocando-o no centro de uma articulação com setores da direita pernambucana, enquanto administrava as diferentes candidaturas da maneira que considerava mais conveniente para seus próprios interesses.
Depois da vitória nas urnas, comportou-se como se fosse a dona absoluta do jogo político. Ainda assim, fez questão de demonstrar que não tinha posição política definida, renovando acenos à direita, tanto publicamente quanto nos bastidores. Apostou, ao que tudo indica, numa derrota do presidente Lula.
A realidade, entretanto, foi outra. Lula venceu. Venceu com força e teve, em Pernambuco, uma votação expressiva, com uma margem histórica. E agora começa a realidade de um novo mandato presidencial.
É nesse cenário que Raquel terá de enfrentar as contradições que acumulou ao longo do governo e, principalmente, durante o processo eleitoral. Não será tão simples continuar desfrutando dos benefícios da relação com o governo federal.
A partir de agora, a governadora terá de lidar com uma esquerda que não pretende assistir passivamente à tentativa de transformar em mérito exclusivo de sua gestão os investimentos e as obras viabilizados pelo governo federal em Pernambuco. A disputa pela paternidade política dessas realizações será inevitável.
Porque, na política, alianças têm preço, conveniências cobram suas contas e a falta de posição também é uma posição. E a traição, quando fica evidente, costuma ter consequências.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, neste domingo (25) criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento e disse que vai pedir anulação das eleições.
“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo”, disse. As informações são do g1.
“As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado”, afirmou o candidato derrotado. A decisão contraria o próprio pedido da campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados. Eu nunca vou saber em estados que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse Flávio.
Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25) que ele e sua campanha tiveram de vencer o que chamou de “intromissão” externa de plataformas e defendeu a regulação de redes sociais.
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), o petista se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular. As informações são do
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio tinha 48,26%.
“Essa eleição foi uma eleição que a gente teve que vencer a intromissão, vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime do mundo digital tenha que ser tratado igual ao crime da vida real”, afirmou Lula.
Lula também disse que o resultado da eleição foi uma “derrota para o negacionismo e para a mentira”. E fez críticas a Flávio Bolsonaro.
“Nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do ‘milicianismo’ neste país. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo, parece tudo falso”, afirmou.
O petista também disse que pretende desenvolver uma inteligência artificial brasileira. E agradeceu a integrantes da campanha, como o deputado André Janones (Rede-MG), que coordenou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de inscritos, na campanha eleitoral.
“E quero dizer que uma coisa eu aprendi. Eu não vou falar aqui para vocês, mas essa eleição me ensinou muitas lições. Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país. Quero dizer para vocês que nós vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões, a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, declarou.
Oposição no Congresso
Lula também falou sobre a oposição que deve enfrentar no Congresso Nacional, que será composto em grande parte por políticos que apoiaram Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
O petista minimizou o cenário de adversidade e disse que não escolheu o Congresso. O presidente reeleito afirmou que governará com os parlamentares que foram eleitos.
Ele também disse que o quarto mandato será o melhor de todos que já teve.
A virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou o clima de confiança que inicialmente tomava o local onde Flávio Bolsonaro (PL) acompanhava a apuração dos votos, em uma casa onde funciona o Quartel-General da campanha, no Lago Sul, em Brasília. Apreensão aumentou quando o petista assumiu a dianteira, com cerca de 80% das urnas apuradas.
Diante dos números, o senador deixou o espaço onde acompanhava a contagem em um telão e se reuniu reservadamente com integrantes da cúpula da campanha, entre eles o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri. As informações são do jornal O GLOBO.
A movimentação ocorreu na casa do advogado Vicente Santini, amigo pessoal de Flávio e eleito primeiro suplente na chapa de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. O local havia sido escolhido para reunir familiares, amigos e aliados do candidato durante a apuração. Até a virada de Lula, os presentes acompanhavam juntos os números exibidos no telão, em meio a conversas sobre as possibilidades de vitória.
Segundo pessoas que acompanhavam a movimentação, a mudança de ambiente foi imediata. Flávio se retirou para uma sala reservada acompanhado de integrantes da equipe política, senadores eleitos e advogados. O grupo permanecia reunido até por volta das 21h15, enquanto os demais convidados continuavam acompanhando a apuração.
Nos bastidores, aliados avaliam que a reunião servirá para discutir os próximos passos diante do resultado eleitoral. A presença de Bucchianeri ocorre em meio à insatisfação da campanha com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação. Ainda não há confirmação de que o grupo esteja preparando alguma medida judicial para questionar o resultado.
A irritação com a decisão já vinha sendo manifestada por integrantes do grupo político de Flávio ao longo da tarde. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), questionou o fato de o pedido de prorrogação ter sido apresentado a Zanin, que atuou como advogado de Lula.
— O rito judicial era que as decisões fossem tomadas pelo TSE. Quando fazem uma petição ao ministro Zanin, causa estranheza porque ele foi advogado do presidente Lula — afirmou.
Entre os aliados, a avaliação é de que a prorrogação teria prejudicado a direita. Um integrante do grupo chegou a afirmar, antes da conclusão da apuração, que acreditava na vitória de Flávio, mas que, caso o resultado fosse desfavorável, a decisão judicial seria um dos principais motivos de contestação política.
— (Foi um clima de) tensão muito grande, gerada a partir dessa decisão extemporânea do STF passando por cima de uma jurisprudência e de uma Justiça especializada. Isso fragiliza muito a democracia. O resultado pode ter sido fruto dessa balbúrdia — afirmou o deputado Danilo Forte (União-CE), ao deixar o local.
A apreensão contrastou com o início da tarde do senador. Flávio havia chegado à casa de Santini acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e da mãe, Rogéria Bolsonaro. Também estavam no local amigos próximos, como o publicitário Marcello Lopes, e o pastor Pedro Leite, da igreja frequentada pelo candidato. O começo da apuração foi marcado por conversas e vinho, em um ambiente descrito como tranquilo por pessoas próximas.
Com o avanço da contagem, porém, o clima começou a mudar. Em determinado momento, Flávio se recolheu a uma sala inicialmente destinada a orações. Tarcísio também entrou no espaço, em uma primeira movimentação reservada que chamou a atenção dos presentes.
A reunião em Brasília atraiu aliados de diferentes estados, entre eles o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), e o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também esteve entre os presentes. A expectativa de comemoração, no entanto, foi substituída por conversas reservadas e incerteza sobre os próximos passos do candidato.
Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte neste domingo (25), ao vencer o segundo turno das eleições contra Allyson Bezerra (União Brasil). Com 100% das seções apuradas, o petista recebeu 1.073.024 votos, o equivalente a 50,77% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cadu foi declarado eleito às 21h08. Allyson terminou a disputa com 1.040.399 votos, ou 49,23%. A diferença entre os dois candidatos foi de 32.625 votos. A vice-governadora eleita é Larissa Rosado (PSB). As informações são do g1.
Ao todo, foram registrados 2.229.510 votos. Desse total, 2.113.423 foram válidos, 35.873 foram brancos (1,61%) e 80.214 foram nulos (3,60%). A abstenção foi de 426.776 eleitores, o equivalente a 16,07%.
Como foi a disputa
A vitória de Cadu representa uma virada em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Allyson Bezerra ficou em primeiro lugar, com 733.809 votos (36,94%), enquanto Cadu recebeu 718.300 votos (36,16%). A diferença entre os dois era de 15.509 votos a favor do candidato do União Brasil.
No segundo turno, Cadu ultrapassou Allyson e terminou a apuração com 32.625 votos de vantagem. A mudança na margem entre os candidatos foi de 48.134 votos em relação ao resultado do primeiro turno.
A campanha de Cadu teve o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT), de quem foi secretário estadual da Fazenda, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula esteve em Natal no dia 10 de outubro e participou de um ato de campanha com o candidato no bairro do Alecrim.
Durante a visita, o presidente comparou Cadu ao governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que também foi secretário estadual da Fazenda antes de assumir o governo.
Cadu disputou o segundo turno com Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró. No primeiro turno, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) ficou em terceiro lugar, com 530.580 votos (26,71%), e não avançou para a etapa final.
Perfil
Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu de Lula, tem 48 anos e é natural do Rio de Janeiro. Engenheiro de computação, tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e é auditor fiscal estadual desde 2005.
Cadu construiu a carreira na administração pública estadual. Em 2019, durante o primeiro governo de Fátima Bezerra, assumiu a Secretaria Estadual de Tributação. Mais tarde, tornou-se o primeiro titular da Secretaria de Estado da Fazenda, criada a partir da reorganização da estrutura tributária estadual.
Entre 2023 e 2025, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Deixou o cargo de secretário em 2026 para disputar o governo do Rio Grande do Norte.
Esta foi a primeira eleição disputada por Cadu para um cargo eletivo. Ele adotou o nome político Cadu de Lula durante a campanha, em referência ao presidente da República.
PT segue no Rio Grande do Norte
A eleição de Cadu mantém o PT no comando do Rio Grande do Norte. O partido governa o estado desde 2019, quando Fátima Bezerra assumiu o primeiro mandato. Ela foi reeleita em 2022 e encerra o segundo mandato em dezembro de 2026.
O resultado também amplia a presença do PT no comando de governos estaduais do Nordeste. Em 2026, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, Elmano de Freitas, no Ceará, e Rafael Fonteles, no Piauí, foram reeleitos no primeiro turno.
O Rio Grande do Norte foi o único estado nordestino em que a eleição para governador foi decidida em segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que completa 81 anos daqui a 2 dias, foi eleito neste domingo (25.out.2026) para seu 4º mandato à frente da Presidência da República. O petista é o 1º político escolhido 4 vezes pelo voto direto para comandar o país.
Às 21h20 e com 99,81% das urnas apuradas, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostrava o candidato do PT com 51,76%. Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tinha 48,24%.
O chefe do Executivo contou com 7 partidos de esquerda e centro-esquerda em sua aliança já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede.
Com a vitória, Lula seguirá no Palácio do Planalto de 2027 a 2031. Somados os 8 anos dos 2 primeiros mandatos (2003-2010) e os 4 anos do atual (2023-2026), terá completado 12 anos no poder ao fim de 2026. Ao concluir o 4º mandato, chegará a 16 anos na Presidência e 85 anos de idade.
O período supera o de qualquer outro presidente eleito desde a redemocratização. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) governou por 8 anos, de 1995 a 2002. Lula já havia igualado essa marca ao fim de seu 2º mandato e agora dobrará o período.
ASCENSÃO ELEITORAL
Lula foi derrotado nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, venceu em 2002 e 2006, ficou fora da disputa de 2018 depois de ter sua candidatura barrada pelo TSE e venceu novamente em 2022. Agora tem a 4ª vitória em uma disputa presidencial. A contagem considera só as disputas em que Lula foi candidato.
A contagem considera só as disputas em que Lula foi candidato.
O Brasil já teve 10 eleições presidenciais que permitiam 2 turnos. Um petista sempre ficou como 1º (6 vezes) ou 2º colocado (4 vezes). Lula perdeu no 1º turno pela última vez em 1998, para FHC.
CAMPANHA
A construção da campanha começou no início de 2026. Em janeiro, a saída anunciada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deu partida nos movimentos internos para desenhar o discurso econômico da reeleição. A candidatura foi oficializada em 2 de agosto, na convenção do PT em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice.
A campanha se concentrou no legado dos 3 mandatos e na comparação direta com o governo de Jair Bolsonaro (PL). Citou o crescimento do PIB, a queda da inflação e o desemprego, que fechou o trimestre encerrado em setembro em 5,3%. Também usou a redução da pobreza, a saída do Brasil do Mapa da Fome e programas como Crédito do Trabalhador, Desenrola Brasil e Pé-de-Meia. Na agenda doméstica, Lula concentrou seu discurso em medidas voltadas ao mercado de trabalho, à segurança pública e à renda. Defendeu o fim da escala 6 X 1, promulgada em 16 de outubro, e a aprovação da PEC da Segurança Pública –o texto ainda não foi analisado pelo Senado.
Na reta final, a campanha incorporou medidas direcionadas ao consumo e à regulação das apostas. Lula editou uma MP que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. O presidente também anunciou um reajuste de 15% do Bolsa Família e a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras para pessoas com obesidade pelo SUS.
Em uma eleição acirrada marcada por uma virada inédita, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) presidente da República e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio tinha 48,26%. As informação é do g1.
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), o petista se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.
A quarta vitória ocorre mais de duas décadas depois de chegar ao poder pela primeira vez, em 2002.
A virada histórica se deu após uma forte mobilização da campanha do petista, nas ruas e nas redes sociais.
No quarto mandato, Lula terá grandes desafios, como lidar com uma forte oposição no Congresso Nacional e equilibrar as contas públicas após ampliar benefícios durante campanha eleitoral e prometer reforçar programas sociais.
Um dos fundadores do PT, Lula foi eleito presidente em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro, pai de Flávio, nas eleições de 2022.
Sua trajetória também foi marcada por três derrotas presidenciais, condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), 580 dias de prisão e o retorno à disputa eleitoral.
A nova vitória consolida Lula como o principal personagem da política brasileira no século 21. E garante ao petista mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.
Depois de ficar atrás de Flávio no primeiro turno, 47% a 45% dos votos válidos, o petista protagonizou uma virada histórica na segunda etapa da disputa eleitoral.
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), 44, foi eleito governador do Espírito Santo neste domingo (25), projeta Datafolha.
Com 99,07% das urnas apuradas, ele marca 52,15%, totalizando 1.117.586 votos, frente aos 47,84%, totalizando 1.033.346 votos, registrados pelo atual governador Ricardo Ferraço (MDB), 63. O resultado confirma a dianteira do candidato do Republicanos, que quase ganhou a eleição em primeiro turno — Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos em 4 de outubro.
Advogado, Pazolini já foi auditor do TCE-ES (Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo) e delegado da Polícia Civil antes de entrar para a política. Ele foi eleito deputado estadual em 2018 e, em 2020, conquistou a Prefeitura de Vitória, cargo para o qual foi reeleito ainda em primeiro turno em 2024, com 56,22% dos votos válidos. Com informações da Folha de S.Paulo.
Ao longo da campanha, o governador eleito se associou ao PL, partido de sua vice-governadora Eliane Leal, e recebeu o apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), com quem dividiu palanque no Bloco do 22 realizado na praia de Camburi, em Vitória, no último sábado (17). O ato contou com a participação de outros nomes alinhados ao bolsonarismo nacional, como o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), eleito neste ano.