Em um cenário em que inovação e produtividade definem a competitividade industrial, o Ceará passa a integrar de forma estratégica o Programa NE 4.0 – Núcleos da Nova Indústria Brasil (N-NIB). A iniciativa foi lançada hoje, pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com a Federação das Indústrias do estado (FIEC) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE).
A chegada do núcleo ao estado representa mais um avanço na estratégia de regionalização da Nova Indústria Brasil, política do Governo do Brasil voltada à modernização das cadeias produtivas e ao fortalecimento da indústria nacional. Com isso, o Ceará se consolida como um dos polos nordestinos na agenda de transformação digital e inovação industrial.
Leia maisO superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, explicou que o projeto tem como foco ampliar a competitividade das empresas locais por meio da incorporação de tecnologias avançadas e da melhoria de processos produtivos. “Para isso, precisamos aumentar a digitalização, integrar dados, inovar e qualificar o capital humano das nossas indústrias”, afirmou.
A iniciativa reúne governos, setor produtivo, academia – a chamada tríplice hélice, como destacou a secretária-executiva da Indústria na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Brígida Miola. “Quando a gente coloca uma indústria 4.0, estamos falando de novas tecnologias dentro do setor industrial cearense. Isso aumenta a competitividade e, consequentemente, gera um aumento da economia, de geração de empregos qualificados e geração de renda”, ressaltou.
Entre as ações previstas estão diagnósticos gratuitos de maturidade digital, workshops, visitas técnicas e suporte especializado para estruturação de projetos e captação de recursos. A iniciativa também busca conectar empresas, instituições de ensino e centros de pesquisa, criando um ambiente colaborativo voltado à inovação. A parceria com o IFCE e a FIEC fortalece este ecossistema, aproximando o conhecimento acadêmico das demandas reais da indústria e contribuindo para o desenvolvimento de soluções tecnológicas adaptadas às vocações econômicas do estado.
Para o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, discutir o futuro da indústria nordestina, hoje, significa necessariamente abordar temas como inovação, produtividade, tecnologia e transformação digital. “O grande mérito deste projeto está em compreender que a competitividade da indústria contemporânea não depende apenas de infraestrutura física ou de incentivos tradicionais. Ela depende, cada vez mais, da capacidade de gerar inteligência, incorporar tecnologia e acelerar a inovação dentro das cadeias produtivas”, frisou.
Um eixo relevante do NE 4.0 é a formação de capital humano qualificado. O programa prevê a criação de residências tecnológicas em Indústria 4.0, aproximando estudantes e pesquisadores do setor produtivo e estimulando a inovação aplicada. “Nós temos os maiores tesouros que são as pessoas, fundamentais para que a nossa indústria sobreviva em um ambiente tão competitivo”, disse o reitor do IFCE, Wally Menezes.
Com atuação prevista em todos os estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, o Programa NE 4.0 consolida uma rede regional de inovação industrial. A expectativa é apoiar diretamente empresas e profissionais, contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável e para o fortalecimento da indústria nordestina.
O lançamento no Ceará integra a agenda de expansão do programa na Região, que já contempla estados como Alagoas, Sergipe e Maranhão, ampliando a capilaridade de uma política pública que conecta tecnologia, produtividade e desenvolvimento regional. Os próximos eventos serão realizados no Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Piauí e Paraíba.
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