Um dia após as chuvas intensas que atingiram Camaragibe e a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a madrugada de ontem (1º), a prefeitura de Camaragibe informou ter mobilizado equipes de diferentes secretarias para atender a população e monitorar áreas de risco. Segundo a gestão municipal, as ações envolveram pastas como Assistência Social, Defesa Civil, Educação e Infraestrutura. Entre as medidas adotadas estão a abertura de abrigos, o encaminhamento de famílias que deixaram áreas consideradas de risco e a realização de serviços emergenciais de limpeza.
Em declaração, o prefeito Diego Cabral (PSD) afirmou que as equipes foram acionadas ainda durante a madrugada para avaliar os impactos das chuvas e organizar a resposta. Ele também informou que participou de reunião com a governadora Raquel Lyra (PSD) e anunciou o cancelamento das comemorações pelos 44 anos de emancipação da cidade, previstas para ocorrer entre os dias 8 e 13 de maio.
De acordo com a prefeitura, escolas municipais foram utilizadas como pontos de apoio para recebimento de doações e atendimento à população. Inicialmente, cinco unidades foram destinadas a esse fim, com concentração das atividades na Escola Municipal José Collier, na Vila da Fábrica. Posteriormente, o atendimento foi centralizado em dois locais: as escolas José Collier e Marcelo José, no Alto Santo Antônio.
A Secretaria de Assistência Social informou que também foram definidos abrigos para acolher famílias que precisarem deixar suas casas em caso de novos episódios de chuva. Já a pasta de Infraestrutura atua com equipes e equipamentos em serviços emergenciais nas áreas afetadas. Segundo a secretária Daiana Meira, as doações recebidas até o momento incluem roupas, materiais de limpeza, colchões e móveis. Ela afirmou que a distribuição é feita com base em cadastro das famílias atingidas. A gestão também fez apelo por novos donativos, especialmente itens de limpeza e utensílios domésticos.
Levantamento realizado pela prefeitura aponta que 13 famílias ficaram desabrigadas, totalizando cerca de 50 pessoas, encaminhadas para abrigos na Vila da Fábrica e na Associação Santa Terezinha. As equipes seguem monitorando a situação.
A Defesa Civil informou que mantém acompanhamento das áreas de risco e das previsões climáticas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Entre as ações, foram instaladas lonas em pontos considerados vulneráveis, como trechos da Estrada de Aldeia e do Loteamento São João São Paulo. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil municipal pelo telefone (81) 99935-3015 (WhatsApp) ou a Guarda Civil Municipal pelo número 153.
Há medidas provisórias que nascem para resolver problemas. E há as que nascem para criar outros. A MP 1.394/2026 é da segunda categoria. Em nome do combate às apostas, o governo editou um texto tão genérico, tão mal redigido, tão cheio de buracos, que ninguém (nem jurista, nem policial, nem torcedor) sabe ao certo o que está proibido, mormente diante da costumeira criatividade interpretativa das cabeças iluminadas que mandam e desmandam no país.
O texto veda “ações de comunicação, de publicidade, de propaganda, de marketing e de patrocínio” relativas a bets, em “qualquer meio de comunicação, físico ou digital”. E é aí que mora o perigo.
Olha, uma camisa de time é um meio físico, sim. Ela veicula uma marca. Circula pela cidade, entra no ônibus, vai à padaria, aparece na arquibancada. Se o critério é “meio físico que divulga”, então a camisa do Flamengo com a Betano estampada no peito é, a rigor, publicidade ambulante. E se é publicidade, está proibida. E se está proibida, quem usa está infringindo. E se está infringindo, alguém pode (na cabeça de um agente mal-informado, num dia de mau humor, numa tarde de operação) decidir que aquilo é caso de prisão. Não estou dizendo que é. Estou dizendo que a lei, do jeito que está escrita, e à luz da elasticidade interpretativa vigente no país, permite que se diga isso. E permitir que se diga já é um problema grave.
Agora, se você quer entender por que a insegurança é real, não basta olhar para a MP. Tem que olhar para o precedente. E aqui, a história é ainda mais grave. Em 14 de março de 2019, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, instaurou de ofício o Inquérito 4.781, o tal do “inquérito das fake news”, com base no artigo 43 do Regimento Interno do Tribunal. E, na mesma portaria, designou, sem sorteio, o ministro Alexandre de Moraes como relator do feito.
Pois bem. O ministro Alexandre de Moraes, constitucionalista de formação, tinha, a rigor, o poder-dever de reconhecer, de plano, a falta de justa causa para a instauração do inquérito. O artigo 43 do Regimento Interno exige infração penal ocorrida “na sede ou dependência do Tribunal”. Fake news não são publicadas na sede do STF. São publicadas na internet, em blogs, em redes sociais, por meio de computadores e celulares espalhados pelo país.
O relator poderia ter arquivado o inquérito com base no artigo 21, XV, do Regimento Interno. Faltava justa causa para a jurisdição originária do Tribunal, que não tinha competência para atrair a investigação a si. Afinal, não cabia a ele nem a nenhum outro ministro conduzir o inquérito a partir de interpretação tão elástica de um dispositivo regimental tão simples. Isso o colocaria na história como um dos baluartes das liberdades civis em nosso país.
Mas não. Moraes assumiu orgulhosamente o encargo. E o primeiro ato do inquérito foi a censura à revista Crusoé e ao site O Antagonista, que haviam publicado reportagem sobre o próprio Dias Toffoli. A matéria revelava que Marcelo Odebrecht, em sua delação, referira-se ao então presidente do STF como “o amigo do amigo do meu pai”. O “amigo do pai” de Marcelo era Lula. Portanto, Toffoli, então chefe da AGU no governo petista, era o elo entre o empreiteiro e o ex-presidente. A censura não foi para combater fake news. Foi para abafar uma verdade incômoda.
A questão foi parar na ADPF 572, proposta pela Rede Sustentabilidade. Em 18 de junho de 2020, o Plenário do STF concluiu o julgamento e, por dez votos a um, declarou a legalidade do inquérito. O ministro Luís Roberto Barroso (o mesmo que, em solenidade recente, foi às lágrimas ao abraçar Edson Fachin) acompanhou o relator e votou pela manutenção do inquérito, sustentando que ataques via internet permitem ampliar a ideia de “sede e dependência”.
O único voto divergente foi o do ministro Marco Aurélio Mello. Esse sim, alguém que a história colocará como uma das maiores consciências morais do Direito no nosso tempo. Certamente, Marco Aurélio Mello pode dormir com a consciência mais tranquila — e não chorar lágrimas de crocodilo.
O resultado, a gente viu: um inquérito que, sete anos depois, foi retirado das mãos do relator, ministro Alexandre de Moraes, pelo presidente Edson Fachin, que determinou que a PGR decida entre denunciar ou pedir o arquivamento. Inquérito que se tornou o símbolo máximo não apenas da elasticidade interpretativa, mas do autoritarismo e dos abusos de poder que hoje ameaçam contaminar todo o ordenamento.
Lembro que meu querido professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito do Recife, Geraldo Galindo, dizia que tribunal não é corte; corte é coisa de reino. Acrescento que, se corte fosse, teria um bobo. E o bobo seria o ministro Flávio Dino. Em Rei Lear, por exemplo, de Shakespeare, o bobo é o mais inteligente. E foi justamente ele que pediu vistas, mesmo depois, pasmem, de ter exaustivamente defendido o posicionamento de Gilmar Mendes que suscitou a questão de ordem. A esperteza, no caso, não serviu para revelar a verdade, mas para obstruir a investigação.
Poder-se-ia dizer que estas linhas contêm ironia demasiada. Mas estou acobertado por uma sumidade de peso, o próprio Dino, que atribuiu a Aristóteles a ideia de que a ironia serve para descontrair o ambiente. Se ele pôde cometer um atentado desses — confundindo a ironia socrática com a eutrapelia, a virtude do humor social —, posso eu, humildemente, utilizar a ironia conforme um dos usos propugnados por Aristóteles: o de levar a sério quem se presta a tais bazófias rasteiras em ambiente tão solene.
Por falar em palavras e nos seus significados, a frase que melhor traduz esse espírito de corporativismo veio do decano Gilmar Mendes, dita não sobre o inquérito das fake news, mas durante o bate-boca com o ministro André Mendonça no caso Master: “Até a máfia tem ética”. A frase, dita para atacar um colega que ousou solicitar investigação contra o próprio Moraes, revela o sentimento que une o Tribunal quando o assunto é proteger os seus — o mesmo sentimento que, desde o início, protegeu Dias Toffoli do escrutínio de suas ligações com Lula e com a família Odebrecht, passando pela corroboração pelo Plenário na ADPF 572, que manteve o inquérito, e continuando até a reunião a portas fechadas na qual Toffoli, pressionado, concordou em sair do inquérito do Banco Master em troca de não ser investigado sobre tais questões, culminando na vergonhosa tentativa de blindar Moraes protagonizada por Flávio Dino e Gilmar Mendes.
A propósito, em homenagem a Gilmar Mendes, talvez devesse ser adotada, para o termo “máfia”, uma interpretação menos elástica do que a que se fez no inquérito das fake news: uma acepção nova, purificada, expurgada do seu passado hostil ligado ao crime e, inspirando-se talvez em “1984”, de Orwell, a adquirir agora uma aura de intocabilidade. Se até a máfia tem ética, o que se pode esperar da suprema máfia que referenda verdadeiros atentados ao Direito, à lógica e à própria língua portuguesa, tudo para acobertar os seus pares? O “pai da lei” deu continuidade à novilíngua em que as palavras passam a significar o seu oposto, tal como “dentro do tribunal” significa “fora do tribunal”. Agora o tribunal está irmanado à máfia, alçada ao posto de exemplo de ética.
Não deixa de ser irônico — e trágico — que um país que elegeu Rui Barbosa como o maior brasileiro de todos os tempos, em pesquisa da revista Época publicada há 20 anos, veja nosso mais alto tribunal conspurcar sua própria história num episódio como esse.
Agora eu pergunto: se o STF pôde estender “sede ou dependência” para alcançar o que é digitado dentro de casa, a quilômetros de distância, por que um agente na ponta não poderia estender “meio físico de comunicação” para incluir a camisa do torcedor? A lógica é a mesma. O que importa é o efeito, não o lugar. A comparação não é retórica, não. É estrutural. Se as sumidades abriram a porteira da interpretação ampliativa, a MP das bets (escrita de forma ainda mais aberta) não oferece barreira nenhuma contra o arbítrio. Não se duvide de nada.
E aqui a coisa fica ainda mais concreta. Imagine a cena. Estamos em dia de eleição. O eleitor chega à seção eleitoral vestindo a camisa do seu time, com aquele patrocínio de bet estampado no peito. Um mesário, um fiscal, um policial resolve que aquilo é publicidade de bet. A ordem vem: “O senhor não pode entrar para votar com essa camisa. Tire essa camisa.” O eleitor não obedece. Aí vem a voz de prisão. Crime de desobediência, artigo 330 do Código Penal. O cidadão é detido, algemado, levado à delegacia, no meio do processo eleitoral, no meio da fila. Já pensou que rebuliço?
E ainda tem a questão de alguém, por exemplo, compartilhar na internet o vídeo com o gol do seu time — feito o belíssimo gol do Santa Cruz contra o Floresta, pela quarta rodada do quadrangular de acesso da Série C, em partida disputada no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Um gol de falta incrível, marcado por Renato aos 39 minutos do segundo tempo, com a narração fabulosa de Aroldo Costa, da Rádio Jornal — aquela que viralizou nas redes sociais. Lá está estampado o nome de uma casa de apostas na camisa tricolor. Se alguém compartilhar esse vídeo com alguém no grupo de WhatsApp, no Instagram ou no TikTok, estaria fazendo publicidade da bet? Estaria proibido? Poderia ter sua rede bloqueada, apenas por expressar amor ao Tricolor do Arruda?
Não estou dizendo que vai acontecer. Estou dizendo que a lei, do jeito que está escrita, e o precedente, do jeito que foi construído, permitem que se diga que pode. Ainda há barreiras, é verdade. Não há tipo penal que puna o torcedor. As sanções do artigo 18 remetem ao artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor, aplicável a fornecedores. O torcedor que comprou a camisa é o destinatário da publicidade, não o emissor. Se um policial ordenar que ele vá em casa trocar a camisa, essa ordem é ilegal. E ordem ilegal não gera dever de obediência. Mas isso só é reconhecido depois. Depois da abordagem, depois do constrangimento, depois do flagrante, depois da audiência de custódia, depois do habeas corpus. A proteção jurídica existe, mas chega tarde. E é por isso que a cautela é prudente.
Enquanto isso, o desamparo e a perplexidade coletiva diante do oportunismo do presidente em editar essa medida provisória às vésperas do pleito — assim como fez com o anúncio do aumento do Bolsa Família — revela atitudes de canto do cisne, gestos tardios para mostrar firmeza e preocupação com o povo, de forma lenta e atrasada, quando tudo deveria ter sido feito há três anos.
Diante de tudo isso, o que resta ao cidadão? Resta a lucidez. Resta a coragem. Resta a independência. Resta a urna. Porque uma medida provisória como essa não é apenas um erro técnico. É um sintoma. É a prova de que quem governa prefere o gesto ao resultado, a bravata à responsabilidade, o palanque à governança. Proibir bets a nove dias da eleição, sem plano de transição, sem indenização pelas outorgas pagas, sem alternativa para os clubes, é uma jogada política que trata o país como tabuleiro e a segurança jurídica como peão sacrificado em um gambito eleitoreiro.
Não se trata de defender bet, entenda bem. Trata-se de defender a coerência. Se o problema são as apostas, que se regulem com seriedade. Se o problema é a publicidade, que se delimite com precisão, excluindo expressamente da vedação os casos decorrentes de mera liberdade de expressão (como o uso da camisa com patrocínio de bets ou o compartilhamento de vídeos em que aparecem imagens de bets).
E se me permite uma sugestão prática, na dúvida, não vá votar com a camisa do seu time que tenha bet estampada. Não porque você esteja fazendo algo errado. Não porque a lei proíba. Mas para que ninguém, dependendo da sua cara, da sua cor, do seu time ou do humor do fiscal de plantão, queira dizer que você está fazendo propaganda de bet na porta da seção eleitoral. A camisa é sua, o voto é seu, e ninguém tem o direito de lhe barrar. Mas, diante de uma lei tão mal escrita, de interpretações tão elásticas em voga e de um clima tão tenso, a prudência manda guardar a camisa para outro dia. Vá votar com a consciência limpa e a cabeça no lugar. A camisa do seu time pode esperar até segunda-feira, porque segunda-feira, “vai ser outro dia” — como diz a música famosa de Chico Buarque. E não haverá medida provisória nem máfia nenhuma que apague a enorme euforia.
(Elaborado com auxílio do Deepseek)
*Bacharel em direito, ensaísta e analista político.
Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (24) mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico no cenário de 2º turno: o presidente tem 47% das intenções de voto e o senador, 45%. A disputa também é apertada em grupos específicos do eleitorado brasileiro.
Quando destacamos grupos do eleitorado, a margem de erro da pesquisa aumenta, porque a amostra de eleitores é menor. Nesta reportagem, você verá como está a disputa entre Lula e Flávio em cada recorte do eleitorado. O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. O nível de confiança é de 95% e o número de registro no TSE é BR-00304/2026.
Uma carreata com grande quantidade de carros e motos tomou as ruas de Petrolina, no Sertão do São Francisco, ontem (26), em mobilização organizada pelo Partido Liberal (PL). O ato foi comandado pelo candidato a deputado federal Carlos Britto, que percorreu diferentes regiões do município, do bairro KM-2, onde ocorreu a concentração, até as proximidades do Bodódromo, na Avenida São Francisco. A mobilização também marcou o aniversário do candidato.
Ao longo do percurso, a carreata passou pelas zonas Norte e Oeste, pelo Centro e pela Orla, reunindo apoiadores e lideranças políticas. Também participaram o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, o candidato ao Senado Mendonça Filho e a candidata a deputada estadual Lara Cavalcanti. Em entrevista à Grande Rio FM, no aeroporto de Petrolina, Carlos Britto afirmou que pretende reduzir desigualdades no município. “Nós temos duas Petrolinas. Uma Petrolina da Sete de Setembro pra lá, uma Petrolina que não aparece na televisão”, declarou Britto.
Britto também pretende direcionar emendas parlamentares para unidades de saúde dos bairros e da zona rural. “Minha emenda impositiva vai ser para os postos de saúde da zona rural e dos bairros, para que acabe com essa distância, essa diferença, para que se deixe de lotar o Traumas e o Dom Malan”. Sobre a comemoração do aniversário durante a agenda política, o candidato afirmou: “Comemorar como eu mais gosto: abraçando as pessoas, sendo abraçado por elas. É um aniversário diferente, mas muito feliz.”
E o “tal” dos três poderes Caminharão abraçados? Cumprirão os seu deveres Ou seguirão isolados? Cada um querendo mais Um dizendo que os demais Querem fazê-lo servil Cada um mais arredio Visando unir o trio Pra onde irá o Brasil?
Educação e saúde Seguirão abandonadas? Enxergaremos virtude Nas políticas implantadas? Acabarão as mamatas? E as tais negociatas Seguirão na escala mil? Nós veremos algo novo? Em defesa do seu povo Pra onde irá o Brasil?
Seguiremos no consórcio Com o crime organizado? E setor agronegócio Seguirá sendo ajudado? Que grito será ouvido? Quem será o protegido, Militar ou o civil? Irá seguir em apuros? Irá reduzir os juros? Pra onde irá o Brasil?
Quando o vitorioso Assumir o seu poder Para o pobre esperançoso O que ele irá dizer? Os grupos de minorias, Ganharão melhores dias, Ou o tratamento vil? Os seus direitos negados? Desses caminhos citados Pra onde irá o Brasil?
*Escritor e Graduado em Administração, Pós-Graduado em Gestão Pública e Finanças. Instrutor no SENAR/PB
A dor crônica é complexa. Seu tratamento também precisa ser.
A dor persistente vai além de uma simples sensação desagradável. Quando se torna crônica, pode modificar a forma como o sistema nervoso percebe e processa os estímulos, interferindo no sono, no humor, na concentração, na mobilidade e na qualidade de vida.
Por isso, o tratamento da dor crônica precisa ser individualizado. Nem sempre o uso de medicamentos é suficiente. Em pacientes selecionados, bloqueios, técnicas de neuromodulação e outras abordagens intervencionistas podem ser incorporados ao plano terapêutico, de acordo com o diagnóstico, as características dos sintomas e os mecanismos envolvidos.
Os bloqueios permitem uma atuação mais direcionada sobre nervos, articulações ou outras estruturas relacionadas à dor. Além do potencial efeito terapêutico, alguns procedimentos também podem auxiliar na investigação do quadro, contribuindo para identificar estruturas envolvidas na geração ou transmissão da dor. Já a neuromodulação utiliza diferentes técnicas para modificar a atividade de vias do sistema nervoso relacionadas à percepção e à manutenção da dor. A indicação depende do tipo de dor, de sua duração, dos mecanismos envolvidos e da resposta aos tratamentos realizados anteriormente.
A dor crônica também pode estar associada a alterações do sono, do humor, do comportamento e da capacidade de realizar atividades cotidianas. Da mesma forma, fatores emocionais e alterações do sono podem influenciar a percepção e a persistência da dor. Isso não significa que a dor seja “psicológica”. Ela é uma experiência real, com mecanismos neurobiológicos complexos, nos quais aspectos neurológicos, físicos e emocionais podem interagir.
É nessa interface que Neurologia, Psiquiatria e Medicina da Dor se complementam, permitindo uma compreensão mais ampla do paciente e a construção de uma estratégia terapêutica personalizada. As abordagens intervencionistas não devem ser vistas como tratamentos isolados, mas como parte de um plano que pode incluir medicamentos, reabilitação, atividade física, fisioterapia e acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, conforme a necessidade de cada caso.
O objetivo não é apenas reduzir a intensidade da dor, mas também recuperar sono, mobilidade, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida. Por isso, cada intervenção deve ser cuidadosamente indicada, considerando o diagnóstico, os mecanismos envolvidos, os potenciais benefícios e riscos e, principalmente, as necessidades individuais de cada paciente.
Compreender os mecanismos da dor é o primeiro passo para construir uma estratégia de tratamento mais precisa, individualizada e efetiva.
*Médico com atuação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
Se estamos felizes, todos os dias são belos. Li esta frase estampada na traseira de um caminhão indo para minha Arcoverde, pedacinho do céu que se transformou em meu refúgio de plena felicidade ao lado da minha Nayla. Mas o que é felicidade? Os filósofos dizem ser um estado durável de bem-estar, satisfação, equilíbrio físico e psíquico. Um sentimento de contentamento profundo e paz interior.
Os antigos gregos chamavam de eudaimonia, termo ainda usado em ética. Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. É difícil definir, rigorosamente, a felicidade e sua medida. Investigadores em psicologia desenvolveram diferentes métodos e instrumentos, a exemplo do Questionário da Felicidade de Oxford, para medir o nível de felicidade de uma pessoa.
Esses métodos levam em conta fatores físicos e psicológicos, tais como envolvimento religioso ou político, estado civil, paternidade, idade, renda, etc. Sentimento mais importante da vida, a felicidade está presente fortemente e emocionalmente na música. Na clássica “A noite mais linda do mundo”, Odair José contraria os gregos e os filósofos em geral, quando diz que a felicidade não existe, o que existe são momentos felizes.
“Vamos fazer dessa noite/ A noite mais linda do mundo/ Vamos viver nessa noite/ A vida inteira num segundo”, canta Odair. Ouvi Odair na minha adolescência em Afogados da Ingazeira nos anos 70, quando era estouro de sucesso. Recentemente, gravei um Sextou, programa musical que ancoro na Rede Nordeste de Rádio, e me emocionei com suas histórias.
Me contou que num show no Recife Antigo uma senhora chegou ao seu camarim, extremamente emocionada, para contar que uma música dele a impediu de cometer suicídio. “A vida é feita de momentos, cada momento representa um sentimento, por isso devemos fazer com que esse sentimento momentâneo seja a felicidade”, disse Odair, ao se referir ao episódio da fã que sua música salvou.
A felicidade povoa corações e mentes do universo fantástico da MPB. Marcelo Jeneci, com quem também gravei um Sextou, tem uma composição em parceria com Chico César (famosa na voz de Jeneci e também gravada por Elba) que diz que “felicidade é só questão de ser”. Tom Jobim e Vinícius de Moraes também gravaram sobre a efemeridade e a beleza da felicidade, comparando-a a uma pluma que voa no vento.
Seu Jorge, Gabriel Moura e Leandro descrevem a felicidade nas coisas simples do cotidiano, como tomar um café, ir à praia ou estar na companhia de quem se ama. Martinho da Vila, com quem também tive a grande emoção de gravar um Sextou e que está vindo para um show no Recife, tem um samba aconchegante que reflete sobre os bons momentos e a leveza de viver, chamado “Felicidade”.
Voltando ao tema de Odair José, que a felicidade não existe e que o que existe são momentos felizes, ele, na verdade, nos provoca ao debate de que a ideia central é que a felicidade contínua não existe como um estado fixo de espírito. O que temos são pedaços de alegria, surpresas boas e sorrisos que acontecem no dia a dia.
Sua canção nos ensina que devemos aproveitar o momento presente sem sofrer pelo futuro. Por volta do século VI a.C., na China, dois filósofos apontaram dois caminhos para se atingir a felicidade: Lao Tsé defendeu que a harmonia na vida podia ser alcançada através da união com o tao, ou seja, com as forças da natureza. Já Confúcio enfatizou o dever, a cortesia, a sabedoria e a generosidade como elementos que permitiriam uma existência feliz.
Para o filósofo grego Aristóteles, a felicidade é uma atividade de acordo com o que há de melhor no homem. O homem, diferente de todos os outros seres vivos, é dotado de linguagem (logos), e a atividade que há de melhor no homem deve ser realizada de acordo com a virtude. Quem organizar, portanto, os seus desejos de acordo com um princípio racional terá uma ação virtuosa e a vida de acordo com a virtude será considerada uma vida feliz.
Deixo aqui, ao final, algumas reflexões, porque, para mim, não existe caminho para a felicidade, porque a felicidade é o caminho. Viver é a única forma de ser feliz. Foi Carlos Drumond de Andrade que disse que ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira.
A vida é só essa coisa atropelada, que passa muito rápido e as únicas pessoas felizes são as que atravessam o tempo entregues ao amor. Nos meus filhos, entrego e recebo amor. Minha Nayla multiplica a entrega do amor e por isso sou feliz. Recorro a Érico Veríssimo: felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade, que está nas coisas simples que o amor rega. O amor evita males e prolonga a vida.
Foi Charles Chaplin quem nos ensinou: “Não espere por um dia perfeito para ser feliz. A felicidade está nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes e nos pequenos momentos”.
Sete em cada dez motoristas de aplicativos reclamam das taxas
O trabalho por aplicativos cresceu como alternativa de renda para muitos brasileiros. Porém, a expansão do setor não eliminou uma questão central para quem está na ponta: quanto do valor gerado por corrida ou entrega efetivamente fica com o profissional? A percepção dos próprios motoristas e entregadores é que o problema está menos na falta de trabalho do que na parcela da receita que chega ao bolso depois das taxas cobradas pelas plataformas.
Segundo levantamento da GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, para 67,5% dos entrevistados a principal medida capaz de aumentar seus ganhos seria a redução das taxas cobradas pelos aplicativos. O resultado coloca a remuneração líquida no centro da discussão sobre o futuro do trabalho por plataformas e sinaliza que, para a maioria dos profissionais, aumentar o volume de chamadas não necessariamente resolve o problema. A diferença aparece com clareza quando as demais respostas são analisadas. Apenas 7,7% apontam a existência de mais corridas ou entregas como o principal caminho para elevar a renda. Outros 9,5% gostariam de receber mais informações sobre os ganhos antes de aceitar uma chamada, enquanto 9,9% citam programas de benefícios e incentivos. Outros modelos de remuneração aparecem com 5,4%.
O dado ajuda a deslocar o debate sobre a relação entre plataformas e profissionais. Em vez de simplesmente buscar mais demanda, o trabalhador parece estar olhando para a eficiência econômica de cada hora trabalhada. Se uma corrida adicional vem acompanhada de uma taxa que reduz significativamente o valor recebido, aumentar o número de chamadas pode significar apenas trabalhar mais para obter um ganho proporcionalmente menor. Essa percepção também se conecta à dificuldade de prever a renda. No mesmo levantamento, 43,6% dos profissionais classificam seus ganhos como pouco ou nada previsíveis, enquanto 44,6% consideram a renda razoavelmente previsível. Apenas 11,8% dizem ter ganhos muito previsíveis.
A combinação dos dois resultados revela um desafio maior para o setor: não basta discutir quanto o aplicativo movimenta ou quantas chamadas oferece. Para quem trabalha na plataforma, a questão é quanto sobra e quão possível é antecipar esse valor. A discussão tende a ganhar importância à medida que novos modelos de cobrança e remuneração são testados pelas empresas. A redução das taxas aparece como a alternativa mais desejada, mas a pesquisa também mostra que existe demanda por maior transparência sobre o valor das chamadas e por mecanismos que tornem a renda menos sujeita a oscilações. São questões diferentes, mas que convergem para a mesma preocupação: dar ao profissional maior capacidade de calcular se o tempo e os custos envolvidos na atividade estão compensando.
Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, os resultados mostram que a discussão sobre remuneração precisa considerar o valor que efetivamente chega ao trabalhador. “O profissional não está olhando apenas para o número de corridas que consegue fazer. Ele está fazendo uma conta mais completa, que envolve a margem de lucro, o valor que recebe e a previsibilidade dessa renda. Modelos que consigam melhorar essa equação tendem a ser mais relevantes para a categoria do que simplesmente aumentar o volume de chamadas”, afirma.
Quatro em cada seis corridas já são feitas por eletrificados – Para quem trabalha por aplicativo, trocar de carro não é uma decisão de consumo comum. O veículo é o próprio instrumento de trabalho e precisa conciliar custo de aquisição, manutenção, consumo e capacidade de permanecer muitas horas nas ruas. É nesse mercado que o governo federal decidiu flexibilizar as regras do Move Brasil, reduzindo de 12 para seis meses o período mínimo de atividade exigido para que motoristas de aplicativo tenham acesso às condições especiais de financiamento do programa.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (14), a nova regra exige que o motorista comprove seis meses de atividade na mesma plataforma e pelo menos 100 corridas realizadas nesse período. A mudança ocorre depois de dificuldades na liberação dos primeiros créditos e permite que profissionais que tiveram a inscrição rejeitada pelo critério anterior façam uma nova tentativa. A flexibilização acontece em um momento em que a própria composição da frota de aplicativos começa a mudar.
Dados da Machine mostram que os modelos mais utilizados ainda são carros compactos a combustão, como Volkswagen Polo, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Fiat Argo e Kwid. São veículos associados a uma lógica bastante objetiva para quem trabalha nas ruas, com atenção ao consumo, manutenção e uso urbano. Ao mesmo tempo, os eletrificados já representam 41,4% das corridas analisadas. Entre eles, o BYD Dolphin Mini aparece na liderança, seguido pelo Dolphin. O dado mostra que a discussão sobre renovação de frota já não se resume à substituição de carros antigos por modelos mais novos. Ela envolve também uma mudança na tecnologia dos veículos que sustentam a atividade.
Como escolher? – Essa transformação ajuda a dar outra dimensão à política de crédito. Para o motorista, a escolha de um veículo pode alterar diretamente a estrutura de custos da atividade. Um carro mais econômico pode reduzir despesas ao longo do tempo, enquanto a aquisição de um modelo mais caro pode aumentar o compromisso financeiro mensal. O impacto do Move Brasil, portanto, dependerá não apenas de quantos profissionais conseguirão acessar o programa, mas de quais veículos eles conseguirão colocar nas ruas.
A nova regra tenta corrigir uma barreira identificada na primeira etapa do programa. Ao reduzir pela metade o período de atividade exigido e estabelecer um mínimo de 100 corridas, o governo busca adaptar o acesso ao crédito à dinâmica de uma atividade marcada por jornadas variáveis e, muitas vezes, atuação em diferentes plataformas. O pedido de habilitação deverá ter resposta em até dez dias após o cadastro no gov.br. A medida também cria uma nova oportunidade para quem foi recusado anteriormente por não cumprir a exigência de tempo.
“O novo programa pode incidir diretamente sobre uma frota já parcialmente alinhada às suas regras. Na prática, os modelos mais utilizados hoje pelos motoristas urbanos são justamente aqueles que mais se aproximam do perfil esperado para o financiamento, o que pode acelerar a renovação dos veículos e reforçar a presença de opções eletrificadas no setor”, diz Júlia Camossa, estatística responsável pelo Data Machine.
A flexibilização, porém, é apenas uma etapa. O acesso ao crédito não garante a compra do veículo, que continuará condicionado à capacidade de pagamento de cada profissional. Ainda assim, a mudança chega em um momento particularmente relevante para o setor. Ao mesmo tempo em que o governo tenta ampliar o acesso ao financiamento, a frota de aplicativos começa a incorporar uma parcela cada vez maior de veículos eletrificados, indicando que a próxima renovação poderá alterar não apenas a idade dos carros, mas também a lógica de custo e operação de quem trabalha com eles.
Dois modelos GAC entram na categoria Black – E por falar em aplicativos, a chinesa GAC se adequou às novas regras do Move Brasil, programa federal de renovação de frota que passou a oferecer mais condições para motoristas de aplicativo, taxistas e outros profissionais que utilizam veículos em suas atividades. Com a sanção da nova lei, o programa segue contemplando a aquisição de carros novos flex, híbridos e elétricos com valor de até R$ 200 mil, além de estabelecer condições específicas de financiamento para os profissionais elegíveis.
Entre as mudanças está a redução de 12 para seis meses no período mínimo de atividade exigido de motoristas de aplicativo na mesma plataforma. Também é necessário comprovar pelo menos 100 corridas realizadas nesse período. Para os veículos destinados a essa modalidade, o programa prevê carência de até seis meses e financiamento em até 84 parcelas, de acordo com as condições estabelecidas e a análise da instituição financeira.
Nesse contexto, a GAC também amplia as possibilidades de utilização de seus modelos no mercado de mobilidade por aplicativo. O GS4 e o Aion Y passaram a integrar a categoria Black, permitindo que motoristas elegíveis utilizem os dois modelos nessa modalidade de viagens da plataforma. A entrada dos dois modelos na categoria amplia as alternativas para profissionais que buscam veículos para atuar com transporte por aplicativo, ao mesmo tempo em que aproxima a linha da GAC de uma demanda específica do mercado de mobilidade urbana. O GS4 é um SUV híbrido equipado com sistema de propulsão que combina motor a combustão e eletrificação, enquanto o Aion Y é um veículo 100% elétrico. Com propostas distintas, os dois modelos oferecem aos motoristas alternativas para diferentes perfis de operação e utilização.
Versão aprimorada do Renault Kardian custa R$ 99,9 mil – O Renault Kardian Vibe já está à venda nas concessionárias da marca com preços a partir de R$ 99,9 mil. A nova configuração recebeu alguns melhoramentos que resultaram, por exemplo, em redução de massa (de 43kg), recalibração do conjunto de motor e câmbio, otimização aerodinâmica e uma nova relação final para a transmissão manual de seis velocidades. Com isso, a versão ganha eficiência energética (6% melhor), redução nas emissões de CO₂ (de 7%) e melhora no desempenho em aceleração.
A versão, segundo o Inmetro, agora tem consumo de 13,7 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina ou 9,3 km/l e 10,9 km/l, respectivamente, com etanol. O melhor resultado é observado no ciclo urbano com gasolina, em que o consumo melhora 8%. Esses números são resultado de um trabalho da engenharia da Renault Geely do Brasil, e tem como meta atender o Programa Carro Sustentável, iniciativa do governo federal para incentivar veículos produzidos localmente com elevada eficiência energética.
“O Kardian Vibe entrega o melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência energética. O motor turbo TCe de 125 cv agora oferece o maior torque entre os concorrentes diretos e os melhores índices de consumo da categoria”, avalia Aldo Costa, diretor comercial da Renault.
Confira os principais equipamentos da Vibe:
6 airbags (frontal, lateral e de cortina)
Aerofólio traseiro
Antena shark
Ar-condicionado digital com função auto
Assistente de partida
Bancos com acabamento exclusivo na cor azul
Controlador de velocidade e limitador de velocidade
Controles eletrônicos de estabilidade e tração
Faróis e assinatura luminosa 100% em LED
Multimídia com tela de 8” com Android Auto e Apple CarPlay com espelhamento sem fio
Painel com acabamento na cor azul
Regulagem manual de altura dos faróis
Retrovisores externos com ajuste elétrico
Sensores de estacionamento traseiro
Sistema de monitoramento de pressão dos pneus
Start&Stop
Vidro do motorista com função one-touch e antiesmagamento
Vidros elétricos para passageiros
Volante com ajustes de altura e profundidade
Com etanol, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h foi reduzido de 11,0 para 10,1 segundos, uma melhora de 8% da versão Vibe em relação à configuração anterior. Já com gasolina, o tempo caiu de 11,4 para 10,6 segundos, representando uma melhora de 7,0%. Tudo isso sem alterar os 125 cv de potência e 22,5kgfm de torque.
Jeep lança série especial do Avenger e do Renegade – A marca norte-americana pertencente à Stellantis celebra os 85 anos de uma história marcada por, entre outras coisas, conexão com diferentes gerações de consumidores. Para comemorar a data, também profundamente ligada à evolução do mercado automotivo brasileiro, a marca acaba de iniciar as vendas da Série Especial 85 Anos, formada, neste primeiro momento, pelos modelos Avenger e Renegade. A produção limitada, com itens exclusivos de design, acabamento e tecnologia.
O Avenger ganha uma configuração comemorativa que combina elementos visuais exclusivos (o ponto forte dela) e uma boa oferta de tecnologia. Externamente, o modelo se destaca, por exemplo, pelo teto bicolor preto e emblemas da série especial. A lista de equipamentos inclui faróis Matrix, câmera 360°, rodas de 18 polegadas, teto preto, grade iluminada, sensor de estacionamento frontal e Jeep Adventure Intelligence, com assistente de voz ChatGPT embarcado. No interior, a versão recebe detalhes em Mayan Gold, tonalidade aplicada às costuras dos bancos, etiquetas e outros elementos do painel. O acabamento cria uma atmosfera ainda mais sofisticada e reforça o caráter exclusivo da edição comemorativa. O modelo conta com o sistema MHEV de 12V da Stellantis, com o conhecido motor turbo T200.
A tecnologia híbrida-leve combina um motor a combustão com um sistema elétrico de baixa tensão (12 Volts), redução de emissões e o consumo de combustível sem abrir mão do desempenho. O Renegade também integra as celebrações de 85 anos da marca em uma versão especial baseada na configuração Longitude. O modelo recebe elementos exclusivos da série, incluindo detalhes internos em preto e costuras em Mayan Gold no painel de portas, painel e assentos. O volante preto e o acabamento em preto na manopla de câmbio complementam o ambiente interno, reforçando a proposta de exclusividade e sofisticação da edição limitada.
O modelo traz ainda teto solar panorâmico e teto bicolor preto, além de contar com Jeep Adventure Intelligence, comutação automática de faróis e detector de ponto cego. O pacote de itens é destacado ainda por paddle shifters, retrovisor eletrocrômico e sensor de chuva. Além da tecnologia MHEV de 48V da Stellantis, o Renegade traz bons itens de tecnologia e segurança, como seis airbags, tecnologias de condução semi autônoma (Adas) – frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa e detector de fadiga.
Avenger – R$ 142.990
Renegade – R$167.690
Leapmotor amplia garantia para seis anos – A partir deste mês a Leapmotor passará a oferecer no Brasil garantia de seus veículos por seis anos ou 150 mil quilômetros (o que ocorrer primeiro). A proteção de fábrica para bateria de tração, motor elétrico e inversor segue por oito anos. A proteção contratual é válida para a linha ano-modelo 2027 (inclusive unidades já comercializadas e entregues aos clientes). São eles: B10 Elétrico 2026/2027 em diante, C10 Elétrico 2026/2027 em diante e C10 Ultra-Híbrido 2026/2027 em diante, e estará disponível para o próximo lançamento da marca, o B10 Ultra-Híbrido. A manutenção da garantia ocorre mediante atendimento das regras contratuais, incluindo a execução das revisões periódicas na rede de concessionárias Leapmotor distribuídas pelo Brasil. As revisões ocorrem a cada 12 meses ou 20 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro.
Nova Kawasaki Ninja ZX-10R 2027 custa R$ R$ 136 mil – Apresentada ao público brasileiro durante o Festival Interlagos 2026, a nova Kawasaki Ninja ZX-10R 2027 já está disponível em toda a rede autorizada da marca pelo preço público sugerido de R$ 136 mil, com frete incluso. A nova versão chega com mudanças desenvolvidas para aprimorar a agilidade, a estabilidade e o aproveitamento das curvas de torque e potência, elevando a experiência de pilotagem da superesportiva. Entre as principais atualizações do conjunto ciclístico estão o novo designer da parte frontal com asas aerodinâmicas, além de novos faróis dianteiros e amortecedor de direção Öhlins com ajuste mecânico.
Este último favorece um ajuste preciso para as pistas, o reposicionamento da suspensão dianteira, o novo ajuste da taxa da mola na suspensão traseira, o novo link da suspensão e o reposicionamento da balança traseira. O conjunto contribui para uma motocicleta com uma maior sensação de leveza, tornando-a mais ágil e precisa. O modelo também recebeu um novo mapa de injeção eletrônica, que aprimora a entrega de potência em médias e altas rotações, permitindo que a motocicleta tenha um maior aproveitamento da potência transferida para o solo, aumentando o desempenho dos pilotos e a satisfação na pilotagem esportiva.
Condições especiais – Para acompanhar a chegada da Ninja ZX-10R 2027 ao mercado brasileiro, a Kawasaki oferece condições especiais para as vendas no varejo realizadas até 10 de outubro de 2026. O consumidor poderá escolher apenas uma das quatro opções de benefícios:
Financiamento com taxa zero, entrada de 60% e prazo de até 18 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
Emplacamento e IPVA 2026 integralmente grátis, além de financiamento com taxa especial de 0,99% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 24 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
Trade In de R$ 4 mil para a supervalorização da motocicleta usada, além de financiamento com taxa especial de 0,99% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 24 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
Trade In de R$ 8 mil para a supervalorização da motocicleta usada, combinado com uma destas modalidades: pelo Banco Safra, financiamento com a primeira parcela somente em janeiro de 2027, taxa a partir de 1,34% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 36 meses; ou, pelo Banco Santander, financiamento com taxa especial de 1,49% ao mês, entrada de 30% e prazo de até 48 meses.
Aston Martin lança sua 1ª moto de rua – A Aston Martin é conhecida por seus carros esportivos. Mas, agora, surpreende o mundo automobilístico ao mostrar sua primeira motocicleta homologada para circular nas ruas. A AMB 002 Roadster foi desenvolvida em parceria com a lendária britânica Brough Superior e terá produção global limitada a apenas 300 unidades. Vale lembrar que essa união já tinha dado dois frutos: a AMB 001, de 2019 e limitada a 100 unidades, e a AMB 001 Pro, de 2022 e com 88 exemplares.
Mas ambas foram projetadas exclusivamente para uso em circuitos fechados. A AMB 002 foi desenvolvida do zero, sem aproveitar componentes dos modelos de pista. Seu motor é um bicilíndrico em V de 1.083 cm³, quatro tempos e refrigeração líquida. A marca declara potência máxima de 132 cv e torque de 11,2kgfm. O propulsor, por sinal, foi ajustado para entregar a maior parte do torque em baixas e médias rotações – o que, segundo a fabricante, é ideal para o uso em vias públicas. Uma das principais inovações da AMB 002 é o seu quadro. Usinado a partir de um bloco maciço de titânio, o chassi pesa apenas 5 quilos. A construção ultra-leve contribui para uma distribuição de peso perfeita de 50% sobre cada eixo.
A fabricante informa peso a seco de 190 quilos — algo relevante para uma superbike de mais de 1.000 cc, ficando muito próxima dos 188 quilos em ordem de marcha (já abastecida. A carenagem e o tanque utilizam fibra de carbono para reduzir a massa e manter o centro de gravidade o mais baixo possível. O desenho da moto é assinado pelo estúdio de design da Aston Martin e incorpora a linguagem visual dos automóveis mais exclusivos da marca. As lanternas traseiras foram diretamente inspiradas nos super carros Vulcan, Valkyrie e Valhalla.
Já as duas saídas ovais de escapamento trazem dissipadores de calor semelhantes aos empregados em modelos como Vanquish, DB12 e DBX. A motocicleta conta ainda com tecnologia de partida sem chave (keyless), botão de ignição iluminado e assento com revestimento de couro costurado à mão. As encomendas internacionais já estão abertas e as primeiras entregas estão previstas para o terceiro trimestre de 2027. Não há detalhes sobre os preços nem se algum exemplar virá para o Brasil.
Crise, que crise? Financiamento de veículos bate recorde – O mercado de financiamento de veículos registrou em agosto seu melhor desempenho para o mês em 15 anos, mesmo em um cenário de juros altos e volatilidade econômica. Foram financiadas 683,9 mil unidades no período, o maior volume para agosto desde 2011, quando 729.672 veículos tiveram crédito aprovado. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 10,4%. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, foram financiados 5,136 milhões de veículos, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado principalmente pelos autos leves, que somaram 478 mil unidades financiadas em agosto, sendo 350 mil de veículos novos e 127 mil usados. Na comparação com julho de 2026, houve alta de 1,4%. “A alta consistente de financiamento de veículos mostra a resiliência do mercado mesmo em momentos de volatilidade na economia. Agosto teve uma média de 32.568 veículos financiados por dia útil”, diz Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia.
As motos somaram 178 mil financiamentos, com 133 mil unidades novas e 45 mil usadas. O volume representa crescimento de 4,9% em comparação a agosto do ano passado. Já as vendas financiadas de veículos pesados totalizaram 27 mil operações, divididas entre 15 mil de novos modelos e 12 mil de usados. O crescimento foi de 10,4% na comparação anual. No recorte regional, o Sudeste liderou a participação, com 42% do total. Em seguida, vieram Sul, com 20%, Nordeste, com 19,8%, Centro-Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,5%.
O monitoramento mensal da Tabela Auto B3, solução desenvolvida pela Trillia em parceria com a Bright Consulting, indica que os preços de transação dos veículos 0km cresceram 2,7% em agosto ante julho, revertendo a queda de 1,2% observada em julho. Todos os segmentos apresentaram aumento. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de veículos novos ficou em -1,1%. No mercado de veículos usados, agosto apresentou variação média de -0,1%, indicando estabilidade após a queda de 1,0% registrada em julho. O comportamento foi distinto entre os segmentos, com três categorias em alta, três em queda e os crossovers praticamente estáveis. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de usados ficou em -3,9%.
Dê a atenção devida à pintura do seu carro – A conservação da pintura está entre os fatores que mais influenciam a aparência e a valorização de um veículo ao longo do tempo. Ainda que muitos danos só se tornem visíveis com o passar dos anos, a exposição diária ao sol, à chuva e à poluição, e até mesmo alguns hábitos inadequados de limpeza podem acelerar o desgaste da lataria. Segundo Ricardo Vettorazzi, gerente técnico de Repintura Automotiva da PPG, a manutenção adequada da pintura ajuda a proteger a carroceria, preservar o valor de revenda do veículo e evitar intervenções corretivas que poderiam ser minimizadas apenas pela manutenção adequada. “Em muitos casos, pequenos hábitos fazem diferença na preservação da pintura. A limpeza adequada, a escolha do local para estacionar e a atenção a resíduos que entram em contato com a lataria ajudam a evitar manchas, desgaste precoce e até processos de corrosão”, explica.
Evite lavar o carro com a lataria quente
Um dos erros mais comuns é realizar a lavagem logo após o veículo permanecer exposto ao sol ou após percorrer longas distâncias. Com a superfície aquecida, a água e os produtos de limpeza secam mais rapidamente, aumentando o risco de manchas. O ideal é aguardar o resfriamento da lataria e utilizar produtos adequados para limpeza automotiva. Após a lavagem, o enceramento pode contribuir para reforçar a proteção da pintura.
Onde o veículo fica estacionado?
Sempre que possível, prefira locais cobertos ou protegidos da exposição direta ao sol e à chuva. Também é importante ter cautela ao estacionar sob árvores, já que a seiva e fezes de aves podem danificar a superfície quando permanecem por longos períodos em contato com a pintura. Caso isso aconteça, a recomendação é remover a sujeira o mais rápido possível utilizando pano macio e água, evitando esfregá-la seca.
Poluição e poeira
Partículas presentes no ar, como poeira, poluentes e outros resíduos, podem se acumular na superfície do veículo e comprometer o acabamento ao longo do tempo. Por isso, manter uma rotina de limpeza ajuda a evitar que essas substâncias adiram à pintura, dificultem sua remoção e contribuam para o desgaste precoce da lataria. “A frequência ideal de lavagem varia conforme o uso do veículo e as condições do ambiente, mas a limpeza periódica é uma das principais formas de preservação”, orienta Vettorazzi.
Polimento com moderação
Quando a pintura começa a apresentar perda de brilho ou pequenas imperfeições, muitos motoristas recorrem ao polimento como solução imediata. Embora o procedimento possa ser eficaz para recuperar o aspecto da superfície, o especialista conta que seu uso excessivo pode causar o efeito contrário. Dependendo da frequência e da técnica utilizada, o polimento pode reduzir gradualmente a camada de verniz responsável pela proteção da pintura.
“O polimento é um recurso importante para corrigir imperfeições e restaurar o acabamento do veículo, mas não deve ser encarado como um procedimento de manutenção rotineira. Cada intervenção exige uma avaliação cuidadosa da condição da pintura e, quando realizada sem necessidade ou de forma inadequada, pode comprometer a proteção da superfície ao longo do tempo. Por isso, o ideal é que a análise seja feita por profissionais especializados, capazes de identificar a real necessidade da intervenção”, aconselha.
Sinais de desgaste!
Manchas persistentes, perda de brilho, pontos de corrosão e diferenças de tonalidade podem indicar que a camada de proteção da pintura já está comprometida. Nesses casos, a avaliação de um profissional especializado ajuda a identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado, antes que o dano se torne mais severo. “Assim como acontece com outros componentes do veículo, a manutenção preventiva costuma ser mais eficiente e econômica do que uma correção tardia. Pequenos sinais de desgaste não devem ser ignorados porque muitas vezes indicam que a superfície já está perdendo parte de sua capacidade de proteção. Quanto mais cedo houver a intervenção adequada, maiores são as chances de preservar as características originais da pintura”, alerta Vettorazzi.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
A Justiça Eleitoral reprovou, neste sábado (26), o conteúdo de um vídeo de direito de resposta que havia sido concedido a Raquel Lyra (PSD). Segundo o desembargador Fernando Braga Damasceno, houve desvirtuamento do teor da mensagem autorizada por decisão judicial anterior sobre o supersalário da governadora, o que pode gerar punição à coligação governista.
A tentativa de driblar a Justiça foi apontada pela Frente Popular de Pernambuco. Segundo a coligação que representa João Campos (PSB), a campanha de Raquel tentou promover a candidata em um espaço que deveria ser destinado apenas a responder o adversário. A comunicação de Raquel também pretendia usar a peça para argumentar que o salário de R$ 60 mil recebido pela governadora está de acordo com o que diz a Constituição, argumento que, além de não encontrar respaldo na realidade, não havia sido avalizado pela Justiça Eleitoral.
“A decisão que concedeu o direito de resposta não reconheceu a regularidade ou a constitucionalidade da remuneração percebida pela representante [Raquel Lyra], tampouco declarou que os valores por ela recebidos se encontravam integralmente em conformidade com os limites constitucionais. (…) O direito de resposta assegurado às representantes permite esclarecer o contexto omitido, explicar o regime remuneratório aplicável e contrapor-se à conclusão de que os valores foram recebidos de forma comprovadamente inconstitucional. Não autoriza, contudo, apresentar como reconhecida pela Justiça Eleitoral a constitucionalidade de regime jurídico que a própria decisão qualificou como objeto de controvérsia”, argumentou o desembargador.
O vídeo com o direito de resposta irregular não chegou a ser veiculado. O magistrado deu 24 horas para que a campanha de Raquel envie uma nova mídia nos termos aprovados pela Justiça, sob pena de perda do direito de resposta caso haja descumprimento. “A não apresentação da nova mídia no prazo assinalado, ou a apresentação de conteúdo que persista em desatender aos limites estabelecidos nesta decisão, poderá ensejar o indeferimento do exercício do direito de resposta, sem prejuízo das demais providências cabíveis”, determinou.
Mais cedo, Raquel já havia sofrido outras duas derrotas na Justiça Eleitoral em outros pedidos de direito de resposta sobre críticas da Frente Popular ao seu supersalário. Nas decisões, Damasceno reconheceu que uma mídia veiculada pela coligação de João Campos não apresentou informações inverídicas sobre o tema, o que resguardou o direito do candidato de seguir questionando a remuneração de R$ 60 mil que Raquel recebe como procuradora do Estado de forma inconstitucional.
Candidato à reeleição, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), afirmou, ontem (25), durante agendas de campanha em Ribeirão, na Mata Sul do estado, que o vínculo que construiu com o município vem de longe e que, diferentemente de alguns concorrentes, não estava ali “caindo de paraquedas”.
O parlamentar lembrou que começou a visitar e a trabalhar por Ribeirão durante a gestão do ex-prefeito Marcello Maranhão (PSB) e que continuou a parceria com a prefeita Carol Jordão (PSD). “Quando comecei a andar por aqui, não conhecia ninguém e hoje eu me sinto fazendo parte do povo de Ribeirão, pela amizade e pelo conhecimento que a gente tem”, disse, em discurso.
“A gente tem que conversar com vocês, tem que falar que a gente vem trabalhando pelo município. Eu não estou aqui caindo de paraquedas. A gente vem trazendo ações na saúde, ações na agricultura, poços artesianos, retroescavadeira, calçamento, como vocês estão vendo aqui”, completou. O deputado afirmou ter orgulho de fazer parte do grupo político liderado por Carol e Marcello. “Este grupo mudou a história desse município”, ressaltou.
O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado a 22 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável em um dos três casos pelos quais responde. Além da pena, que deve ser cumprida inicialmente em regime fechado, a decisão de primeira instância determinou o pagamento de uma indenização no valor de R$ 100 mil por danos morais à vítima e das custas processuais. A defesa pode recorrer.
Esta é a segunda sentença contra o acusado desde que as denúncias vieram à tona, em 2024. Em novembro do ano passado, ele foi condenado a 12 anos de reclusão em outro caso. Ainda há mais um processo criminal tramitando na Justiça. As vítimas relataram ter dormido e acordado com sinais de abuso sexual após receberem um comprimido do réu.
Em abril de 2024, o empresário foi preso acusado de estupro e violência contra mulheres e solto quatro dias depois. Foi preso novamente em junho daquele ano, passando mais cinco meses na prisão. Desde então, ele responde aos processos em liberdade. O g1 tenta contato com a defesa de Rodrigo Carvalheira.
A nova decisão, à qual o g1 teve acesso, foi proferida na quinta-feira (24) pela juíza Ana Maria da Silva, da 17ª Vara Criminal do Recife. Segundo os autos, a vítima contou que sofreu dois abusos.
O primeiro, conforme a denúncia, aconteceu em novembro de 2018, durante uma viagem a Fernando de Noronha. De acordo com o relato, os dois se hospedaram na mesma pousada e, após passarem uma tarde ingerindo bebidas alcóolicas, o acusado insistiu para que eles retornassem à hospedaria e ofereceu à jovem um comprimido de um remédio tranquilizante.
No táxi de volta para a pousada, o réu teria tentado beijar a vítima à força. Quando chegaram ao quarto, a mulher disse que “apagou” e se lembra de ter acordado no dia seguinte com o empresário sobre o corpo dela.
O segundo abuso foi registrado em março de 2019, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Conforme a denúncia, a vítima foi à casa de uma amiga depois de uma festa e, enquanto ela dormia, o acusado entrou no quarto e tentou fazer sexo com ela.
Durante o processo, os advogados de Rodrigo Carvalheira alegaram que houve cerceamento da defesa e pediram a nulidade do interrogatório do réu durante o processo. O pedido foi negado pela juíza.
No documento, a magistrada afirmou que o conjunto de provas orais e documentais, como o boletim de ocorrência e depoimentos de testemunhas, sustenta a materialidade do crime, mesmo sem laudo pericial.
“A leitura cronológica do acervo revela, portanto, dado de máxima relevância epistêmica: a narrativa da ofendida encontra ancoragem em elementos produzidos em 2018 e 2019, muito antes da instauração da persecução penal e, consequentemente, antes de eventual exposição decorrente do processo, de contexto litigioso ou de contato entre supostas vítimas. Não se está, pois, diante de narrativa construída exclusivamente de forma retrospectiva, anos após os acontecimentos, mas de um relato que encontra pontos de confirmação em manifestações e comportamentos registrados contemporaneamente ou em período próximo aos fatos”, escreveu a juíza na decisão.
Rodrigo Carvalheira e cronologia do caso
Empresário de 37 anos faz parte de uma tradicional família pernambucana, com empreendimentos nas áreas de gastronomia, produção de eventos e imóveis;
Rodrigo Carvalheira já foi secretário de Turismo de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco;
Também já ocupou o cargo de presidente do diretório estadual do antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB);
Carvalheira foi alvo de cinco denúncias feitas por mulheres do círculo de amizade dele. Um caso prescreveu e outro ainda não teve andamento ou denúncia formal;
Preso preventivamente em 11 de abril de 2024, ficou sete dias detido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife;
Foi solto, com uso de tornozeleira eletrônica, em 17 de abril de 2024;
Carvalheira voltou a ser preso em 6 de junho, a pedido do Ministério Público de Pernambuco, por causa de um telefonema que fez, em dezembro de 2023, para o tio de uma suposta vítima. O MPPE considerou que o empresário estaria interferindo nas investigações;
Foi solto novamente em 26 de novembro de 2024, após cinco meses detido, e passou a responder em liberdade.
Em novembro do ano passado, Carvalheira foi condenado a 12 anos de reclusão no julgamento do primeiro caso.
Na última quinta-feira (24), foi condenado a mais de 24 anos de prisão no segundo caso, além do pagamento uma indenização no valor de R$ 100 mil por danos morais.
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, finalizou a agenda deste sábado (26) agora em Carnaíba, no Sertão do Pajeú. João foi recebido por lideranças locais, apoiadores e moradores, que acompanharam uma minicarreata pelas ruas da cidade até o centro.
Ao lado do candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa; da candidata ao Senado, Marília Arraes; do candidato a deputado federal Anchieta Patriota; do candidato à reeleição a deputado federal Carlos Veras; e do candidato a deputado estadual Diogo Moraes, João percorreu as principais vias do município acompanhado de apoiadores.
A governadora Raquel Lyra (PSD) sofreu duas derrotas, neste sábado (26), em ações judiciais que solicitavam direito de resposta contra a Frente Popular de Pernambuco pela veiculação de propaganda eleitoral com críticas à sua remuneração mensal superior a R$ 60 mil. O desembargador Fernando Braga Damasceno indeferiu os pedidos por entender que não houve apresentação de fatos inverídicos pela coligação encabeçada pelo PSB. Com isso, João Campos ganhou na Justiça o direito de questionar o supersalário da candidata.
Nas inserções, a Frente Popular afirmou que, “junto com a prima que é procuradora, [Raquel] assinou uma lei que quase triplicou o próprio salário”. Também fez comparações entre o salário de R$ 22 mil, que ela deveria receber como governadora, e o de R$ 60 mil, que Raquel recebe como procuradora do Estado de forma inconstitucional. Por fim, o vídeo que a campanha governista tentou impugnar contém a informação de que a governadora já recebeu R$ 1,2 milhão a mais do que deveria.
“Analisando o conteúdo da peça impugnada em confronto com o arcabouço probatório constante dos autos, verifica-se que a mensagem vertida na propaganda não parte de dados inteiramente fictícios ou fabricados, mas sim de fatos e documentos oficiais concretos”, argumentou o desembargador. “A tese levada ao ar pelos representados [Frente Popular] sustenta que o art. 38, I, da Constituição Federal não teria previsto a faculdade de opção remuneratória para os cargos executivos estaduais (governador), restringindo a faculdade de opção aos prefeitos e vereadores (art. 38, II e III). Essa interpretação encontra lastro e respaldo argumentativo em precedentes do STF (a exemplo da ADI 1.381/AL)”, completou o magistrado.
As duas ações são similares, sendo uma relativa a 20 veiculações ocorridas em 13 de setembro e outra a um pedido genérico de proibição da veiculação de propagandas desse teor em rádio e TV. Damasceno julgou improcedente o pedido de direito de resposta, entendeu haver descabimento no tocante à “proibição genérica e abstrata de veiculação de conteúdos futuros ‘com qualquer outra redação ou numeração’” e extinguiu o processo por decisão de mérito, o que significa que João Campos, como qualquer cidadão, teve resguardado o direito de seguir apontando a ilegalidade do salário de Raquel.