A liderança do Partido Liberal na Câmara dos Deputados divulgou uma nota oficial em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a circulação de materiais que associam seu nome ao escândalo do Banco Master. O posicionamento ocorre em meio a uma estratégia de comunicação do PT para conter o avanço do parlamentar nas pesquisas eleitorais.
Na manifestação publicada nas redes sociais, o líder do partido na Casa, Sóstenes Cavalcante, afirma que há uma tentativa deliberada de vincular o senador a um episódio no qua ele não é investigado. As informações são do jornal O GLOBO.
“Não há qualquer investigação que envolva o senador Flávio Bolsonaro nesse caso. Ainda assim, insiste-se na repetição de acusações sem base, numa tentativa evidente de construir uma narrativa artificial”, diz trecho da nota.
Leia maisA reação foi motivada, principalmente, pela apresentação de uma nova linha de comunicação do PT durante o 8º Congresso Nacional da legenda, realizado no último fim de semana, em Brasília. No encontro, integrantes do partido tiveram acesso a um vídeo que busca estabelecer uma conexão entre o escândalo do Banco Master e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Um dos materiais exibidos termina com a frase: “A verdade é que o Banco Master é Bolso Master”, em referência ao fato de a instituição financeira ter obtido autorização para funcionamento durante o governo anterior.
Sóstenes, contudo, rebate a tentativa de atrelar o caso à família Bolsonaro, e diz que “a repetição de versões não comprovadas, com o objetivo de influenciar a opinião pública, substitui o compromisso com a verdade”.
Além da ofensiva comunicacional, o congresso petista também aprovou um manifesto com propostas de reformas estruturais, incluindo mudanças no Poder Judiciário — com previsão de “mecanismos de autocorreção” — e no sistema político, especialmente no modelo de execução das emendas parlamentares, tema que tem gerado atritos recorrentes entre Executivo e Legislativo.
A associação entre o caso do Banco Master e o entorno bolsonarista, no entanto, não é inédita. A expressão “Bolso Master” já vinha sendo utilizada há meses por parlamentares do PT, sobretudo por integrantes da CPI do INSS ligados ao partido, que passaram a adotar o termo à medida que a comissão avançava sobre o tema.
Na nota, o líder do PL na Câmara também tenta inverter o foco das críticas ao citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retoma um encontro do controlador do banco, Daniel Vorcaro, com o petista.
“O Brasil tem o direito de saber o que foi tratado nesses encontros e por que essas reuniões não foram devidamente registradas com transparência”, afirma.
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