Minha agora Triunfo oficial, uma vez que recebi a cidadania honorária quinta-feira passada, amanheceu com uma leve neblina, bem agradável para cumprir minha corridinha diária de 8 km.
Minha agora Triunfo oficial, uma vez que recebi a cidadania honorária quinta-feira passada, amanheceu com uma leve neblina, bem agradável para cumprir minha corridinha diária de 8 km.
O clima junino já começa a tomar conta do Recife com uma proposta inovadora, gratuita e cheia de emoção. No próximo dia 04 de junho, a partir das 19h, o projeto São João 360 promete reunir música, cultura e muita animação no tradicional Cais da Alfândega, em uma grande celebração aberta ao público.
O evento chega como um verdadeiro esquenta junino, reunindo artistas que marcaram gerações e novos nomes da música nordestina em uma noite especial para toda a família. Entre as atrações confirmadas estão Neno, trazendo sucessos que marcaram o forró romântico, e Michelle Menezes, dona de uma voz marcante e presença forte nos palcos.
A programação ainda contará com shows de Deivinho Sanfoneiro, o fenômeno do forró da Mata Norte, além da proposta moderna e apaixonante da Love Brega. Também sobem ao palco os artistas Vítor Novaes, Franquinho Vaqueiro, Henrique Barbosa e Williames Siqueira, além de participações especiais que prometem surpreender o público. O evento é gratuito, mas o público terá que retirar os ingressos pelo sympla.
A Prefeitura do Paudalho, por meio da Secretaria de Educação e Juventude, através da Gerência de Desenvolvimento da Educação (GDE), realizou, na última sexta-feira (29), a Etapa Municipal do Concurso Ler Bem, reunindo estudantes da Rede Municipal de Ensino em um momento de valorização da leitura, da oralidade e do protagonismo estudantil.
Promovido pela Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA), o Concurso Ler Bem é uma iniciativa voltada para estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, com o objetivo de incentivar o hábito da leitura, desenvolver a fluência leitora, ampliar o repertório cultural e fortalecer habilidades como interpretação, comunicação e expressão oral.
A realização do concurso reforça o compromisso da Rede Municipal de Ensino com o incentivo à leitura e a formação de estudantes cada vez mais preparados, críticos e apaixonados pelo conhecimento, reconhecendo a leitura como uma ferramenta fundamental para a aprendizagem e o desenvolvimento educacional.
Em dois dias, dois ataques de tubarão aconteceram em Pernambuco. O primeiro, ocorreu no último domingo, quando João Lucas, de apenas 11 anos, foi atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. O menino ficou gravemente ferido e perdeu uma perna. O ataque foi o terceiro registrado no estado só em 2026.
Ontem, um outro ataque foi registrado, uma jovem de 19 anos foi atacada por tubarão na Praia de Boa Viagem, no Recife e precisou ser retirada às pressas do mar. Ela foi encaminhada ao hospital da restauração pelos Bombeiros e pelo SAMU.
Leia maisEm resposta aos episódios, o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa protocolou na Assembleia Legislativa de Pernambuco requerimento cobrando do Governo do Estado e Prefeituras, ação imediata: um plano concreto de segurança para as praias de risco, a instalação de telas de proteção nas áreas de maior incidência e a retomada do monitoramento dos tubarões, suspenso há anos.
O parlamentar também fez uma comparação com a pandemia. Durante a Covid-19, o Governo do Estado colocou Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, helicóptero e a Cavalaria nas praias todos os dias, por meses, para impedir as pessoas de entrar no mar. “Quando quis, agiu. Então por que a segurança de quem vai tomar banho de mar nunca teve a mesma prioridade?”, questionou o deputado.
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A contagem regressiva para a I Corrida Cultural da OAB já começou. No próximo dia 21 de junho, atletas, caminhantes, advogados, estudantes, amantes do esporte e da cultura estarão reunidos para o Treino Solidário de Reconhecimento de Percurso, uma ação que une esporte, cultura e responsabilidade social. O objetivo é a preparação para a grande corrida que acontecerá no dia 16 de julho, abrindo oficialmente a programação da tradicional Festa Universitária de São José do Egito.
Com concentração marcada para as 5h30 da manhã, no Pátio de Eventos Governador Miguel Arraes de Alencar, o treino permitirá que os participantes conheçam antecipadamente o percurso oficial da Corrida Cultural da OAB, passando por importantes marcos históricos, culturais e afetivos da Terra da Poesia.
Leia maisMais do que uma atividade esportiva, o momento terá um forte caráter solidário. Para participar, cada pessoa deverá contribuir com um item para o café compartilhado e um produto de limpeza destinado à ONG Amigos de 4 Patas, entidade que desenvolve um importante trabalho voluntário de proteção e cuidado aos animais em São José do Egito.
A iniciativa reforça uma das principais propostas da Corrida Cultural da OAB: transformar o esporte em instrumento de integração social, valorização cultural e cidadania.
Segundo a presidente da OAB Subseção São José do Egito, Hérica de Kássia Nunes de Brito, a proposta é fazer com que a população vivencie desde já a experiência que será proporcionada no dia da corrida. “A Corrida Cultural da OAB nasce para unir esporte, cultura, memória e pertencimento. O Treino Solidário é uma oportunidade de conhecermos juntos o percurso, fortalecermos uma importante causa social e mostrarmos que correr também é um gesto de solidariedade e compromisso com a comunidade”, destacou.
A I Corrida Cultural da OAB é uma realização da OAB Subseção São José do Egito, por meio de sua Comissão de Cultura e Arte, com apoio da ESA Pernambuco, CAAPE, Egito Running, Associação Cultural de São José do Egito e diversos parceiros e patrocinadores.
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O deputado estadual Adalto Santos (PP/UP) manifestou apoio à convocação de uma reunião da executiva da Federação União Progressista para deliberar sobre a escolha do candidato ao Senado Federal que representará o grupo na chapa da governadora Raquel Lyra.
O parlamentar ressaltou que a Federação reúne importantes lideranças políticas de Pernambuco e que uma decisão dessa relevância deve ser tomada de maneira institucional, respeitando a construção coletiva do projeto.
“A definição da candidatura ao Senado precisa ser debatida dentro da Federação. É uma decisão estratégica e que deve refletir a vontade do conjunto das lideranças que fazem parte desse projeto. A unidade sempre foi uma das maiores forças da União Progressista e deve continuar sendo preservada”, declarou Adalto Santos.
Foi instalada na Assembleia Legislativa de Pernambuco, hoje, a Comissão Especial em Defesa do Canal do Sertão, iniciativa que tem como objetivo fortalecer a mobilização política e institucional em torno da execução de uma das mais importantes obras estruturadoras para o desenvolvimento do interior pernambucano.
Autora do requerimento que propôs a criação da comissão, a deputada estadual Socorro Pimentel foi eleita presidente do colegiado. O deputado Doriel Barros assumirá a vice-presidência, enquanto o deputado Luciano Duque exercerá a função de relator.
Leia maisAlém de Socorro Pimentel, integram a comissão, como membros titulares, os deputados Eriberto Filho, Doriel Barros, Kaio Maniçoba e Luciano Duque. Como suplentes, foram designados os deputados João Paulo do PT, Henrique Queiroz Filho, Jarbas Filho, Rodrigo Farias e Wanderson Florêncio.
Durante a reunião de instalação, Socorro Pimentel destacou a relevância da comissão e reafirmou o compromisso do colegiado com a defesa da obra. “Quero dizer que essa comissão nasce com propósito, com responsabilidade e com senso de urgência. Porque o Canal do Sertão não é apenas uma obra de infraestrutura. O Canal do Sertão é uma obra estruturante, estratégica e transformadora”, afirmou.
A Comissão Especial terá duração inicial de 120 dias, podendo ser prorrogada por mais 90 dias. Ao longo desse período, os parlamentares deverão promover debates, audiências, visitas técnicas e articulações junto aos diversos entes envolvidos na viabilização da obra.
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Do G1/PE
Uma quadrilha investigada por corrupção de servidores públicos, desvios de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos firmados com a prefeitura do Recife foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), na manhã de hoje. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Recife, no Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes.
Segundo a PF, as investigações da Operação Check-in começaram neste ano após a apreensão de canhotos de cheques no âmbito de outra operação, denominada Firenze, apontar “pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da prefeitura do Recife por parte de uma empresa contratada pelo município”. O nome e o cargo dele não foram divulgados.
Leia maisAinda de acordo com a PF:
Resposta da prefeitura
Procurada pela TV Globo, a prefeitura do Recife se pronunciou sobre o caso por meio de nota.
“A Prefeitura do Recife esclarece que não é alvo da operação Check-in, que trata de contratos referentes a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. O Executivo Municipal reforça que segue à disposição das instituições e órgãos de controle no apoio às investigações”, disse no texto.
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Em meio as especulações sobre uma candidatura avulsa do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), ao Senado, o Uniao Brasil enviou, há pouco, ao blog, uma nota esclarecendo que a postulação do pré-candidato é legitima e “não se trata de movimento isolado nem de divergência”. Confira na íntegra abaixo:
Nota oficial
O União Brasil em Pernambuco reafirma que sua atuação se dá integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em estrito respeito ao seu estatuto, regularmente deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Leia maisA postulação de Miguel Coelho ao Senado é legítima, madura e construída com responsabilidade. Não se trata de movimento isolado nem de divergência: trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a Federação reúne em Pernambuco. Esse direito não se mede pela maior ou menor bancada de qualquer das legendas que a integram, e sim pela construção conjunta e equilibrada das decisões.
O estatuto, aliás, é claro: havendo entendimento da Federação pela indicação de dois nomes ao Senado, essa postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, inclusive sem coligação com outras legendas, cabendo às instâncias federativas, e em última análise à Direção Nacional, a deliberação sobre as candidaturas majoritárias.
O União Brasil mantém seu compromisso com a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e com a unidade da base, convicto de que ela se constrói pelo diálogo e pelo respeito mútuo, jamais pela imposição.
Diretório estadual do União Brasil
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Por Aldo Rebelo*
Brasil não é um país pobre. O Brasil é um país rico e interditado. Interditado institucionalmente. E o que interdita o Brasil não é a falta de capital ou tecnologia; o Brasil é interditado por suas próprias instituições. A interdição é institucional.
O STF, o Ministério Público, o Ibama e a Funai podem bloquear, e bloqueiam, qualquer investimento público ou privado. Ferrovias, rodovias, hidrovias, portos, aeroportos, atividades de mineração em terra e no mar, plantas industriais, nada escapa à ideologia de negação do desenvolvimento das corporações do Estado e de suas aliadas, as organizações não governamentais financiadas do exterior. No século das terras-raras, o país detentor da mais promissora fronteira mineral do mundo permanece imobilizado nas suas potencialidades.
Leia maisA outra interdição é política, e tem seu epicentro na divisão artificial do país em esquemas ideológicos rígidos (esquerda X direita) ou biológicos (raça X raça e gênero X gênero). A questão é que é possível ganhar eleições em um país dividido, mas é impossível governá-lo.
O Brasil vive um Estado de guerra civil virtual nas redes sociais, com a distribuição equânime de ódio, ressentimento e mágoa entre os adeptos das facções ideológicas e políticas em disputa. A resultante é a ausência de qualquer mediação que contemple a agenda nacional e o interesse comum.
A situação exige a ousadia dos justos como contraponto à pusilanimidade que afeta o organismo nacional. O Brasil anseia que as ambições mesquinhas sejam confrontadas pela audácia dos estadistas nos momentos sublimes da vida dos povos.
A encruzilhada histórica do Brasil clama por um governo de conciliação e união nacional, constituído com a finalidade de submeter os conflitos naturais em uma sociedade democrática ao denominador comum das aspirações permanentes da nação. A ideia parece uma abstração romântica, mas já foi adotada no Brasil em condições cercadas de maiores adversidades no passado.
Ao abdicar do trono, com a crise que o levou de volta à Europa, D. Pedro 1º deixou um herdeiro de 5 anos de idade, seu filho Pedro 2º, e uma anomalia institucional e política: um império sem imperador e uma monarquia sem monarca. O Brasil mergulhou em um estado de anarquia e desordem e conheceu guerras civis no período da Regência:
Em 1853, d. Pedro 2º amadurecera, já não era imperador quase adolescente e convocou os serviços de um dos estadistas do Império, o Marquês do Paraná, a quem incumbiu a missão de organizar o gabinete da conciliação, reunindo conservadores e liberais moderados com o objetivo de sepultar o espírito das guerras civis e descortinar um horizonte de pacificação e progresso para o país.
O Paraná reunia autoridade e experiência para a tarefa. O gabinete da conciliação foi constituído e o Brasil conheceu o período de paz e desenvolvimento. O mercado interno foi unificado, os investimentos em infraestrutura, principalmente ferrovias, foram ampliados, a segurança jurídica e a estabilidade política e institucional atraíram capitais para os negócios e o Império conheceu o seu melhor momento.
O governo de conciliação e união nacional nas condições atuais não se destina a sufocar diferenças nem a impor soluções unilaterais ao destino do país. Ele terá como projeto construir uma agenda comum, que contenha aquilo que no passado se traduzia pela expressão “objetivos nacionais permanentes”, que se elevam acima das ambições ideológicas, políticas, partidárias ou de grupos.
A agenda deve reunir 3 grandes eixos capazes de contemplar o mundo do trabalho, o mundo da produção e as camadas médias da sociedade:
O destino deu ao Brasil os recursos necessários para uma vida digna e de esperança, principalmente para a juventude. Mas o destino deve receber o impulso das escolhas para que possa se converter em desenvolvimento e elevação do padrão de vida material e espiritual dos brasileiros.
*Político e jornalista. Foi deputado federal em 6 mandatos pelo PCdoB e presidente da Câmara dos Deputados de 2005 ao início de 2007. Também foi ministro da Coordenação Política e Relações Institucionais no governo Lula; na gestão de Dilma Rousseff comandou os ministérios do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa.
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O deputado estadual Henrique Filho (PP), líder da bancada da Federação União Progressista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), defende que a definição da candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 seja construída de forma coletiva e institucional, por meio do diálogo entre os integrantes da federação formada pelo Progressistas e União Brasil.
A manifestação ocorre após declarações do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que afirmou, em entrevista recente, que mantém o seu projeto de disputar uma vaga ao Senado mesmo diante da possibilidade de não haver consenso interno na federação, admitindo inclusive a hipótese de uma candidatura avulsa.
Leia maisPara Henrique Filho, a União Progressista foi criada justamente para fortalecer seus quadros políticos, ampliar sua representação e contribuir com o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o que exige unidade e construção conjunta das decisões estratégicas.
“Estamos ao lado da governadora Raquel Lyra e escolheremos, em conjunto com todos que integram a Federação União Progressista, o candidato ao Senado na chapa majoritária. Não aceitaremos candidatura avulsa nem projeto independente. Essa é uma decisão que precisa ser tomada de forma coletiva”, afirmou o parlamentar.
Segundo Henrique Filho, a principal força da federação está justamente na capacidade de reunir lideranças em torno de um projeto comum para Pernambuco, respeitando os espaços de diálogo e as instâncias partidárias responsáveis pelas definições eleitorais.
“O propósito da federação é unir forças, fortalecer nossas lideranças e construir um projeto político consistente para o Estado. As decisões mais importantes precisam passar pelo entendimento coletivo e pelo respeito às instâncias partidárias. É assim que se preserva a unidade e se fortalece o grupo para os desafios de 2026”, destacou.
O deputado ressaltou, ainda, que a condução das definições eleitorais caberá à executiva da federação, que deverá avaliar os cenários políticos e construir os consensos necessários para a formação da chapa majoritária.
Nos bastidores políticos, a disputa pela indicação ao Senado tem mobilizado lideranças da União Progressista em Pernambuco. Henrique Filho, porém, reforça que o momento exige responsabilidade política e foco na construção de um projeto convergente.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) não aceita e chama de “narrativa”. Mas muitos dizem que a ação que moveu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando o resultado da eleição presidencial de 2014, quando perdeu para Dilma Rousseff, foi o ovo da serpente que permitiu o ambiente que gerou a tentativa de golpe em 2022 e 2023.
Aécio diz que reconheceu o resultado, que apenas fez alguns questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Mas o fato é que depois disso o PSDB, que governou o país por oito anos com Fernando Henrique Cardoso, caiu em forte trajetória descendente. E ele junto. Agora, Aécio preside novamente o partido. E tenta outra vez voltar a ser protagonista político.
Leia maisNum primeiro momento, Aécio imaginou um retorno do PSDB ao protagonismo a partir de uma candidatura de Ciro Gomes, que se filiou novamente ao partido em outubro do ano passado. Mas Ciro Gomes preferiu manter sua candidatura ao governo do Ceará, onde, segundo as pesquisas, tem boa chance de ser eleito. Ciro, então, publicou nota na qual apoia que o candidato seja, então, Aécio Neves.
“A profundidade complexa de nossos problemas sociais e econômicos em cenário internacional bastante complicado e ameaçador pedem um projeto nacional de desenvolvimento e este suplica por moderação”, disse Ciro na nota. Padrinho político de Ciro, o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati também se manifestou. O Correio Político foi procurado, porém, por um improvável outsider na pretensão tucana. Suas chances são ínfimas, e ele mesmo reconhece. Mas o engenheiro e advogado Mario Oliveira Filho resolveu se oferecer como alternativa.
Mario Oliveira Filho pondera que Aécio Neves pode ser importante para o projeto do PSDB disputando o Senado por Minas Gerais. Como parece ter ali boa chance de eleição, poderia evitar assim a menos provável eleição presidencial. Assim, o engenheiro e advogado, que há não muito tempo era filiado ao Avante, coloca a sua pretensão.
“A prioridade é Aécio”, disse Mario. “E eu não pretendo fazer nenhuma disputa interna”, completou. “Estou somente apresentando minha colaboração ao partido, e me colocando como eventual opção”. Mário Oliveira Filho não tem experiência política ou pública anterior. Seu caminho foi na iniciativa privada.
Mário Oliveira Filho apresentou ao PSDB um plano de governo, que batizou de “Plano Brasil Real II”, remetendo ao Plano Real feito no governo Itamar Franco, que rendeu ao então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso a Presidência da República. Ele emenda remetendo também a JK: “40 anos em quatro”.
“De 1980 até 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% ao ano, abaixo da média mundial, que foi 3,25 e abaixo dos países emergentes, que cresceram 4,4%”, diz Mario. “Se crescêssemos como os emergentes, seríamos a quarta economia”, continua. “Já fomos a sexta; hoje, somos a décima-primeira”.
No plano que afirma ter submetido ao PSDB, Mario aponta modernizações que considera importantes. Estabelece, por exemplo, um modelo de bonificação para o serviço público, que todas as audiências de juízes com advogados sejam gravadas e publicadas na internet, e o fim dos penitenciárias urbanas com presídios agrícolas.
Antes de tentar agora o PSDB, Mario foi candidato à Presidência em 2010 pelo PTdoB, atual Avante. Teve somente cerca de 36 mil votos, 0,03% do total. Foi candidato à Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) em 2021, ficando em quarto lugar, com 5,15% dos votos.
“Não posso deixar de reconhecer que a política tem uma fila”, afirma Mario de Oliveira Filho. “Essa fila tinha Ciro Gomes à frente, e agora Aécio Neves”, completa. “Mas eu me coloco como opção. Ou deixo minhas ideias como contribuição”, disse ele ao Correio Político. São ideias em debate.
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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse, hoje, ter pedido a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que não taxasse as empresas brasileiras. O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs nesta terça a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Na semana passada, Flávio esteve em Washington e se reuniu com Trump e com auxiliares do presidente americano.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
Leia maisA proposta do Escritório de Comércio dos EUA veio na conclusão de uma investigação sobre o governo brasileiro, acusado de cometer práticas que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. A apuração cita como exemplos o PIX, desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção.
“É uma sugestão ainda [a taxa de 25%], que entraria em vigor a partir de julho”, disse Flávio à rádio. “Quer dizer, Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, para que as nossas empresas não sejam sancionadas, não sejam punidas”, afirmou.
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