Por Américo Lopes, o Zé da Coruja*
Para Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias, cuja filha caçula e menina dos seus olhos, a Folha de Pernambuco, completou 28 anos.
Meu querido Magno Martins:
Muito lindo e culto, algo como um beijo na mulher amada quando há a reciprocidade. Refiro-me à sua crônica deste domingo, 5 de abril de 2026.
Você cita com conhecimento de causa tantos: Drummond, Rosa, Raquel, Pessoa, Cecília, Neruda e os seus extraordinários cantos do mar e insere todos eles maravilhosamente na sua belíssima crônica. Você foi superlativo.
Leia maisSabe a impressão que fica? Que você é um nerd selvagem e que devorou todos os grandes autores do mundo e visitou todos os grandes museus em Afogados da Ingazeira. E boa parte disso na infância e adolescência no seu rincão querido, aí o milagre ganha dimensão pelo seu determinismo geográfico.
Tiveste tempo para um namorinho? Alguma deusa de tua rua acelerou teu coração de poeta que ficou para sempre descompassado, louco de paixão? E a filha do homem valente, namoraste?
Acho que sobre isso você pode lembrar e contar vantagens feito um “caba pabo”, besta, do “Pajeú das Flor”, que todos nós daquela terra santa somos assim. Penso que você pode falar tudo, a sua administração não estava com Nayla. Com Nayla e nenhuma mulher se brinca, nossas mãos já foram por demais queimadas no fogo e na água viva da fonte.
Como você hoje fez literatura do mais alto nível, lembrei de um querido amigo, Wilson Araújo de Sousa, que disse, escreveu e registrou para a posteridade: “Descobrindo o Brasil às machadadas de assis, entre ramos e rosa”.
Aqui ele se refere aos grandes escritores brasileiros. E brasileiros em sua cidadania, Machado de Assis, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa. Escrito em minúsculas, ele também fala de machados afiados, de ramos e de rosas dos campos nacionais/brasileiros.
Seu amigo,
Zé da Coruja
*Diretor operacional da Folha de Pernambuco
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