Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, anunciou ontem (4) que ficará na Rede Sustentabilidade e que disputará vaga no Senado por São Paulo, confirmando especulações que já corriam nos bastidores.
Anúncio aconteceu no começo da noite. Em nota divulgada à imprensa, Marina afirmou que decidiu ficar na Rede para reafirmar seu “compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade, que seja capaz de promover justiça social, respeito à diversidade, à democracia e à sustentabilidade”. As informações são do UOL.
Leia maisEx-ministra era disputada por, pelo menos, oito partidos. Além da Rede, PCdoB, PDT, PSB, PSD, PSOL, PT e PV manifestaram interesse em ter Marina como candidata ao Senado em 2026. Ontem, a Folha antecipou que ela deveria ficar mesmo na Rede e disputar o Senado, juntamente com Simone Tebet (PSB) — no palanque para a reeleição do presidente Lula.
“A permanência na Rede, portanto, é uma decisão política que reafirma o compromisso pela reeleição do Presidente Lula e pela vitória importante para São Paulo de Fernando Haddad, e projeta uma atuação cada vez mais ativa no fortalecimento do imprescindível bioma democrático brasileiro”, disse Marina, em nota enviada à imprensa.
Apoio a Lula foi decisivo para escolha. Fator era apontado por aliados da ex-ministra como prioritário para decisão. Em março, o PSOL se negou a formar federação com PT, mas manteve sua federação com a Rede (que também aprovou a manutenção do arranjo por unanimidade) e confirmou apoio a Lula (PT).
Com decisão, Marina deixa de ser nome possível para vice de Haddad (PT). No grupo político dela, a possibilidade não era bem vista, em função da grande chance de derrota da chapa. O ex-ministro da Fazenda foi destacado por Lula para concorrer ao Palácio Bandeirantes contra Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Marina já foi filiada ao PT e ao PSB. No PT, ela foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente durante os dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. Em 2014, já no PSB, Marina substituiu Eduardo Campos após sua morte e ficou em 3º lugar na disputa pela presidência, quando o registro da Rede estava em andamento.
Reflexos paulistas
Em São Paulo, aliadas de Marina trocaram Rede por PSB. Após a deputada estadual Marina Helou ter feito a mudança em março, a vereadora Marina Bragante anunciou o movimento hoje. Elas tiveram atritos na Rede, após o comando do partido ter sido assumido por grupo ligado a deputada federal Heloísa Helena.
“Essa decisão é fruto de uma reflexão responsável sobre o momento político e, principalmente, sobre o que ainda precisa ser feito”, disse Marina Bragante.
Marinas devem ser candidatas em 2026. Enquanto a atual vereadora deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada estadual tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Marina Silva deixou o Ministério do Meio Ambiente na última quarta (1). No lugar da ambientalista, ficou João Paulo Capobianco, ex-secretário executivo da pasta. Ao sair do cargo, ela não confirmou se seria ou não candidata ao Senado por São Paulo.
Ministra deixa Brasília com impasse sobre Margem Equatorial. Marina enfrentou desentendimentos com colegas do governo federal sobre estudos de exploração de petróleo na Margem Equatorial, que envolve cinco bacias sedimentares entre o Norte e Nordeste do país.
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