Brasil cada vez mais próximo de um impeachment no STF
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O senador Laércio Oliveira (PP-SE) acredita que o Brasil está cada vez mais próximo de passar pela experiência de um impeachment no Supremo Tribunal Federal (STF), depois do escândalo do Banco Master, que revelou as relações entre os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o dono do banco, Daniel Vorcaro. Esse é o clima que Oliveira percebe na Casa Alta.
Segundo o senador, ainda há resistência interna a um impeachment e, se fosse apresentado hoje, um pedido contra Alexandre de Moraes ainda não teria votos suficientes, mas essa é uma possibilidade cada vez mais real. Oliveira foi o entrevistado de ontem (17) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.
“Hoje, ainda não tem (votos). Se você me perguntar, há seis meses, quando foi apresentado o impeachment (de Moraes), em relação a hoje, eu acho que hoje tem mais votos, mas ainda são insuficientes”, observou Oliveira. Para ele, impeachment é um processo traumático para qualquer instituição e macula a imagem de uma nação, mas fica cada vez mais difícil fugir desse resultado.
O senador destacou que a pauta do Congresso Nacional está sacrificada com os escândalos, que interferem na rotina da Câmara e do Senado. Na opinião dele, é preciso devolver ao Congresso a rotina de produção, além de recuperar a imagem das instituições brasileiras.
“Um episódio como esse macula a imagem dos Poderes como um todo. Pelo que demonstram até aqui nas investigações, os Poderes estão todos com indícios de envolvimento com o caso. Então, todos nós perdemos com isso. Primeiro, a gente lamenta. Mas precisamos, eu, na condição de ocupante de um desses Poderes, o Legislativo, fortalecer o meu poder para que ele consiga avançar e cumprir o seu papel, aquilo que a sociedade espera. Espero que os outros Poderes também façam o mesmo”, defendeu.
O senador ainda citou o escândalo dos desvios do INSS e criticou a interferência do Supremo nos trabalhos da CPI Mista que investiga o caso. Após a Comissão aprovar a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT), o ministro Flávio Dino, do STF, anulou a decisão.
“Definitivamente, a gente precisa acabar com isso. A gente precisa encontrar um caminho, um pacto, para cumprir a Constituição, o respeito à autonomia e à independência dos Poderes. Basta de tanta interferência do STF no Parlamento, no Congresso Nacional. Como a gente vai concluir uma CPI?”, questionou Oliveira.
Federação UB/PP – A federação entre União Brasil e Progressistas, que reuniria mais de 100 deputados federais, não deveria existir, na opinião do senador Laércio Oliveira. Para ele, o grupo está confuso. “Eu não sei se é uma federação, se é um sindicato ou se é uma associação. Está muito confusa a situação. Acho que o casamento (entre União Brasil e PP) já vai começar ruim. Isso se começar. Qualquer posição que seja tomada será uma decisão do partido. Eu seguirei e trabalharei no meu estado dentro desse propósito. Mas a minha posição é de que ela (a federação) não deveria existir”, declarou.
Denúncia ao MPPE e ao TCE – O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) protocolou denúncias no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e no Tribunal de Contas (TCE-PE), pedindo investigação sobre pagamentos superiores a R$ 160 milhões do Governo de Pernambuco à empresa Cetus Construtora, mesmo ela constando como sancionada no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS). A denúncia tem como base reportagem do portal Metrópoles e documentos reunidos pelo parlamentar que apontam possíveis irregularidades na contratação da empresa para manutenção predial de escolas estaduais.
PSD filia sete deputados – O PSD de Pernambuco realizou, ontem (17), a filiação de sete deputados estaduais. São eles: Débora Almeida e Izaías Régis (ex-PSDB); Joãozinho Tenório (ex-PRD); Aglailson Victor (ex-PSB); Socorro Pimentel e Romero Sales Filho (ex-UB); e Antônio Moraes (ex-PP). As fichas foram abonadas pela presidente do partido no Estado, a governadora Raquel Lyra. Com os novos nomes, a legenda passa a ter bancada robusta na Assembleia Legislativa (Alepe).
Arco Metropolitano – A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe aprovou, ontem (17), por unanimidade, os projetos de lei apresentados pelos deputados Socorro Pimentel (PSD) e Antônio Moraes (PSD), que denominam o futuro Arco Viário da Região Metropolitana do Recife – com obras já iniciadas pela governadora Raquel Lyra (PSD) – com o nome de Ministro Fernando Lyra, tio da governadora. Além de ministro da Justiça do Governo José Sarney, Fernando Lyra foi deputado estadual por um mandato e, em seguida, cumpriu seis mandatos como deputado federal.
Homenagem do Legislativo – “Esta é uma homenagem muito importante que o Legislativo presta a um político sério, bem articulado e que pensava o Brasil como um todo. Um daqueles nomes que hoje em dia nos fazem falta. Homenageá-lo colocando seu nome no Arco Metropolitano, uma das obras mais importantes para o Estado lhe faz absoluta justiça”, afirmou Moraes. “Fernando Lyra teve uma atuação decisiva em momentos estratégicos da vida política brasileira, sempre pautado pelo diálogo, equilíbrio e construção de consensos. Associar seu nome a uma obra estruturadora como o Arco Metropolitano é uma forma de eternizar esse legado e reafirmar a importância de referências que ajudaram a fortalecer a democracia no nosso país”, reforçou Socorro Pimentel.
CURTAS
Representatividade feminina – A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), assumiu, ontem (17), a primeira secretaria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). A oficialização aconteceu durante a Assembleia Extraordinária que empossou Pedro Freitas como novo presidente da instituição.
Mulheres e Política – O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) promove hoje (18), às 9h, o 5º Encontro do Ciclo de Estudos Mulheres e Política, com o tema “Violência política de gênero”. A atividade integra a programação da Semana da Mulher do TRE-PE e será realizada na Sala de Sessões da sede do Tribunal, na Avenida Agamenon Magalhães, nº 1.160, bairro do Derby, no Recife. O evento é aberto ao público.
O tempo do leão – O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 começa na próxima segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de maio. As datas e regras da nova temporada foram publicadas na última segunda-feira (16) no Diário Oficial da União. A expectativa da Receita Federal brasileira é de receber cerca de 44 milhões de declarações no período estipulado.
Perguntar não ofende: Quantos votos teria um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes?
Mais de duas mil pessoas acompanharam, ontem (21), a filiação do pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo ao Partido dos Trabalhadores (PT), em Serra Talhada. Durante cerimônia, Breno reafirmou a sua luta e colocou seu nome para atuar como representante na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2027. Além da esposa, a prefeita Márcia Conrado, também estiveram presentes o senador Humberto Costa, a senadora Teresa Leitão, o deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, os deputados federais Pedro Campos e Fernando Monteiro, além da deputada estadual Dani Portela, da vereadora do Recife Kari Santos, de vereadores de Serra Talhada e de municípios da região.
Durante o evento, o senador Humberto Costa destacou a mobilização popular em torno do nome de Breno. “O recado está claro: todos que estão aqui, os que conseguiram entrar e os que estão lá fora, querem você, Breno, deputado estadual”, afirmou. Já Teresa Leitão ressaltou a força política do grupo. “Breno não chega só ao PT, chega com Márcia e com todo o time do presidente Lula”, declarou. Em seu discurso, Breno relembrou sua trajetória. “Se eu pudesse revisitar o passado, deixaria uma mensagem para aquele estudante de odontologia, que militava no movimento estudantil: não desista dos seus sonhos. Esse jovem vivenciou grandes avanços no Brasil com um governo do PT”, afirmou.
Nestes últimos dias, ao percorrer as páginas dos blogs, ouvir as rádios do nosso Pernambuco e acompanhar as entrelinhas das declarações políticas, me deparei com mais um daqueles momentos que revelam, não apenas o jogo do poder, mas, sobretudo, a essência da convivência democrática.
Li, ouvi, comparei versões — como sempre faço, com o cuidado de quem não deseja apenas repetir notícias, mas compreender o que está por trás delas. E foi assim que cheguei à fala do prefeito do Recife, João Campos, comentando a saída do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, de sua base política, agora alinhado à governadora Raquel Lyra.
Confesso: não vi ali um rompimento. Vi política em seu estado mais legítimo.
João Campos, jovem, mas já calejado pelo ambiente público, escolheu o caminho do respeito. Disse que há encontros e desencontros — e há mesmo. Quem viveu um pouco mais sabe que a política não é uma estrada reta; é cheia de curvas, atalhos, retornos inesperados. O que chama atenção, no entanto, não é a divergência, mas a forma como ela é tratada. Não houve ataque. Não houve desqualificação. Houve reconhecimento. E isso, convenhamos, não é pouca coisa nos tempos atuais.
Por outro lado, Miguel Coelho segue seu curso. Político de raízes firmes no Sertão, conhecedor da realidade de um Pernambuco profundo — aquele que vai além da capital e pulsa forte nas margens do São Francisco — faz uma escolha que carrega estratégia, mas também visão de futuro.
Ao se aproximar da governadora Raquel Lyra, Miguel não apenas muda de lado; ele se reposiciona. E política é isso: movimento. É leitura de cenário. É saber onde se pode contribuir mais — e, claro, onde se pode crescer.
Já a governadora, por sua vez, demonstra habilidade. Ao acolher um nome com densidade eleitoral e capilaridade no interior, fortalece sua base e, ao mesmo tempo, organiza o tabuleiro para o que virá. Não se trata apenas de governar o presente, mas de construir o amanhã.
E nós, eleitores? Assistimos. Mas não apenas como espectadores passivos. Observamos, analisamos, sentimos. E é nesse ponto que faço minha reflexão mais pessoal: há algo de positivo nesse cenário. Ver jovens lideranças — cada uma com seu projeto, com suas ambições — conseguindo divergir sem romper pontes, é um sinal de maturidade institucional.
A democracia não exige concordância permanente. Exige respeito. Divergir, sim. Romper, nem sempre. Reencontrar-se, muitas vezes.
Talvez o maior ensinamento deste episódio seja justamente esse: a política não precisa ser um campo de guerra. Pode — e deve — ser um espaço de construção, onde posições diferentes coexistem sem que isso signifique inimizade.
No Sertão, aprendemos cedo que o mundo dá voltas. Que hoje se caminha por uma vereda, amanhã por outra. Mas o que não pode se perder é a capacidade de olhar no olho, apertar a mão e reconhecer o outro como parte do mesmo chão.
Entre encontros e desencontros, Pernambuco segue escrevendo sua história. E nós seguimos lendo — atentos, críticos, mas, acima de tudo, esperançosos.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador pela FACAPE – Petrolina e mestre em economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), memorialista e cidadão sertanejo apaixonado por Pernambuco.
Romeu Zema (Novo) renuncia neste domingo (22) ao Governo de Minas Gerais, que passa a ser tocado em definitivo por seu vice, Mateus Simões (PSD).
A posse de Simões está marcada para 10h. A cerimônia acontecerá na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) e será conduzida pelo deputado estadual Tadeu Leite (MDB), atual presidente da Casa. Senadores, ex-governadores e outras autoridades devem participar do evento. Há previsão de discurso de Simões. As informações são do portal UOL.
Após cerimônia na ALMG, novo governador seguirá para Palácio da Liberdade. Lá, Zema deve passar oficialmente o comando do estado para Simões. O atual governador comunicou à Assembleia, na última quarta (18), sua renúncia a partir de hoje. Ontem, no instagram, Zema fez um vídeo retirando seus pertences na sua então sala de trabalho, no Prédio Tiradentes.
Nascido em Gurupi (TO), Simões tem 45 anos. Formado em direito, ele já atuou como professor universitário, secretário-geral do estado e foi vereador pelo Novo em Belo Horizonte entre 2016 e 2020. É procurador licenciado da ALMG.
O futuro de Zema
Zema é apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo Novo. Contudo, lideranças como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, veem com bons olhos a possibilidade de ele ser vice numa chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em janeiro, Zema disse que recusou um convite de Flávio para ser vice. Segundo ele, os dois teriam “propostas diferentes”. Apesar disso, o próprio Simões já afirmou que uma eventual parceria entre os dois unificaria a direita em Minas — o que contribuiria para a eleição de Simões para o governo do estado em outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a reunião da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Celac-África, que aconteceu ontem (21), em Bogotá, para defender as terras raras do interesse de países ricos. Ele destacou que países como o Brasil já foram colonizados, conquistaram soberania e não podem simplesmente se tornaram exportadores de matérias-primas.
“Nós não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Nós não podemos permitir que alguém possa se intrometer e ferir a integridade territorial de cada país”, disse o presidente no discurso citando Bolívia, Venezuela, Cuba. As informações são do jornal O Globo.
Terras-raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de ímãs permanentes, baterias, turbinas eólicas, semicondutores, catalisadores, equipamentos eletrônicos e tecnologias militares. Apesar do nome, não são necessariamente escassas na natureza, mas sua extração e processamento são complexos, caros e ambientalmente sensíveis.
“Levaram quase tudo da Bolívia. Agora que a Bolívia tem minérios críticos, é a chance da Bolívia, é a chance da África, é a chance da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles. Ou seja, quem quiser que venha se instalar e produzir no país. Para que a gente tenha a chance de desenvolver os nossos países”, destacou o presidente.
As reservas conhecidas de terras-raras no Brasil têm valor estimado equivalente a 186% do Produto Interno Bruto (PIB) do país — quase duas vezes o tamanho da economia brasileira. O cálculo é do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), feito com base em preços internacionais e valores de PIB de 2024.
O dado coloca o Brasil em posição de destaque na nova disputa global por minerais críticos, insumos estratégicos para baterias, turbinas eólicas, semicondutores, equipamentos eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética e à inteligência artificial.
Ao discursar na cúpula da Celac, Lula afirmou que é “hora de levantar a cabeça” e não permitir que os países sejam colonizados mais uma vez.
“Estão querendo nos colonizar outra vez. É preciso que a gente levante a cabeça. Não é possível alguém achar que é dono dos outros países”, afirmou. “Levaram quase tudo da Bolívia. Agora que a Bolívia tem minérios críticos, é a chance da Bolívia, é a chance da África, é a chance da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles. Ou seja, quem quiser que venha se instalar e produzir no país. Para que a gente tenha a chance de desenvolver os nossos países”, destacou o presidente.
Em fevereiro deste ano, o governo dos Estados Unidos convidou o Brasil a integrar uma nova coalizão internacional voltada ao fornecimento, à mineração e ao refino de minerais críticos. A proposta apresentada por Washington envolve parcerias para garantir o acesso a insumos como lítio, grafita, cobre, níquel e terras-raras, além da criação de mecanismos de preço mínimo, com o objetivo de oferecer maior previsibilidade ao mercado e reduzir a volatilidade.
Na época, o Brasil participou de uma reunião nos EUA em que o tema principal eram minerais críticos. Os planos do governo americano foram apresentados pelo vice-presidente J.D. Vance.
Não há uma posição do governo brasileiro sobre uma eventual adesão ao grupo. Um interlocutor com acesso às tratativas afirmou que, neste momento, o governo Lula ainda reúne elementos técnicos e políticos para avaliar o alcance do convite e suas implicações estratégicas.
A iniciativa se insere em um contexto geopolítico mais amplo, marcado pela tentativa dos EUA de reduzir o peso da China, que hoje detém posição dominante não apenas na mineração, mas sobretudo no refino mundial desses minerais estratégicos.
Em Brasília, a abordagem tem sido cautelosa. O governo brasileiro enfatiza a recusa ao papel de mero exportador de matérias-primas brutas e sustenta que qualquer acordo nesse campo deve estar associado ao desenvolvimento da cadeia de valor no país, com investimentos em refino, beneficiamento e agregação de valor à produção interna.
A medicina moderna caminha para uma compreensão cada vez mais integrada do ser humano, deixando para trás a ideia de que corpo e mente operam em compartimentos isolados. Um dos exemplos mais nítidos dessa interconexão é a relação entre a dor crônica (aquela que persiste por mais de três meses) e as doenças psiquiátricas.
Não se trata apenas de uma coincidência; existe uma via de mão dupla biológica e psicológica onde uma condição frequentemente alimenta e agrava a outra.
A relação entre dor e psiquismo é frequentemente descrita como um ciclo vicioso. Quando a dor se torna crônica, ela deixa de ser apenas um “sinal de alerta” e passa a ser uma doença em si, alterando o sistema nervoso central.
Impacto psicológico da dor: Viver com dor constante gera desgaste emocional, isolamento social, perda de autonomia e distúrbios do sono. Esses fatores são gatilhos diretos para episódios depressivos e crises de ansiedade.
Impacto da saúde mental na dor: Por outro lado, pacientes com depressão ou ansiedade apresentam uma modulação da dor alterada. O cérebro “em sofrimento” tem mais dificuldade em filtrar estímulos dolorosos, diminuindo o limiar de tolerância. A ciência explica essa ligação através da neuroanatomia. Áreas do cérebro como o córtex cingulado anterior e a amígdala estão envolvidas tanto no processamento da sensação física da dor quanto na regulação das emoções. Além disso, neurotransmissores como a serotonina e a norepinefrina desempenham papéis duplos:
No cérebro, regulam o humor e o bem-estar.
Na medula espinhal, atuam nas vias que “bloqueiam” ou atenuam os sinais de dor que sobem para o cérebro. Como as causas são multifatoriais, o tratamento isolado da dor física raramente é eficaz a longo prazo. O modelo biopsicossocial é o padrão-ouro:
Tratamento farmacológico: Uso de antidepressivos (como os duais) que auxiliam tanto no humor quanto na analgesia.
Psicoterapia: Especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda o paciente a ressignificar a dor e reduzir a “catastrofização”.
Mudanças de estilo de vida: Higiene do sono, exercícios adaptados e técnicas de manejo de estresse (mindfulness). A dor crônica e as doenças psiquiátricas são duas faces da mesma moeda do sofrimento humano. Reconhecer que a dor de um paciente pode ter raízes — ou ser amplificada — por questões mentais não é invalidar o seu sofrimento, mas sim oferecer uma oportunidade real de cura e qualidade de vida.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
A possibilidade de uma colaboração premiada avançar sobre determinados agentes políticos e, ao mesmo tempo, omitir outros nomes de peso no cenário institucional, como ministros do Supremo Tribunal Federal, provoca um debate sobre os limites e a credibilidade desse instrumento no país. A discussão ganha contornos concretos diante de menções ao empresário Vorcaro, ligado ao Banco Master, e à eventual delimitação do alcance de suas declarações.
Pelo que estabelece o art. 4º da Lei nº 12.850/2013 (Lei de Organização Criminosa), a colaboração deve ser voluntária, eficaz e baseada na veracidade das informações prestadas. Na prática, isso impõe ao colaborador o dever de não omitir, de forma deliberada, fatos relevantes que estejam ao seu alcance, sob pena de comprometer os benefícios negociados com o Estado.
Integrantes da Procuradoria Geral da República, Polícia Federal e especialistas em direito penal destacam que o instituto não exige uma “onisciência” do colaborador, mas repudia a chamada colaboração seletiva. Ou seja, ainda que o delator não seja obrigado a saber tudo, não lhe é permitido escolher estrategicamente o que revelar com o objetivo de proteger determinados envolvidos.
Nesse contexto, a hipótese de Vorcaro apresentar informações que atinjam políticos, mas deixem de fora ministros do STF eventualmente relacionados ao mesmo conjunto de fatos, poderia acender questionamentos jurídicos relevantes. A eventual omissão de elementos substanciais pode ser interpretada como quebra da boa-fé objetiva, princípio que orienta os acordos de colaboração.
A legislação prevê consequências claras para esse tipo de conduta, incluindo a possibilidade de revisão ou até rescisão do acordo, além da perda dos benefícios concedidos. O controle judicial e a atuação do Ministério Público são apontados como essenciais para aferir a consistência e a completude das informações.
Na minha ótica, a credibilidade da colaboração premiada depende diretamente da sua aplicação rigorosa e uniforme. Em um ambiente de alta sensibilidade política, qualquer percepção de seletividade pode comprometer não apenas investigações específicas, mas também a confiança pública nas instituições responsáveis pela persecução penal.
A primeira professora é como uma estrela guia que ilumina o caminho da educação. A minha, que me ensinou o beabá em Afogados da Ingazeira, Deus já chamou, mas há outras, verdadeiros faróis da sabedoria, vagalumes que nos tiram a vedação e o lacro da ignorância, que também são eternas, inesquecíveis. E que continuam por aqui ainda a me inspirar.
Luiza Tadéia, que ilustra esta crônica recebendo o meu livro “Os Leões do Norte”, num encontro casual na loja de conveniência do posto Cruzeiro, em Arcoverde, foi o meu primeiro facho de luz como professora de Português em Afogados da Ingazeira. Uma gigante em sabedoria. Foi dela que recebi o primeiro norte da linguagem de texto.
No colégio Normal em minha terra natal, Tadéia me deu puxões de orelha, notas baixas e me pôs de castigo. Mas, quando percebeu que os seus métodos estavam dando certo comigo, ficou feliz. E professor feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina, como dizia Cora Coralina em sua sabedoria poética das suas colinas de Goiás.
O reencontro com Tadéia se deu numa manhã ensolarada na lojinha do Cruzeiro, parada obrigatória dos matutos que fazem o vai e vem dos seus rincões para a capital. Depois de papear, recordar os bons e saudosos tempos, me despedi dela segurando firme nas suas mãos. Suspirei forte e disse: “Obrigado, Tadéia, por segurar minha mão e me ensinar a dar os primeiros passos no conhecimento das letras”.
E acrescentei: “Você transformou letras em palavras e sonhos em realidade. Com carinho e paciência, você plantou em mim a semente do saber”. Seus olhos lacrimejaram, os meus também. Nos abraçamos demoradamente. Nunca mais vou esquecer aquele reencontro de um começo de história de 50 anos passados.
A primeira professora deve ser tratada como deusa. Mais do que ensinar, ela cuida, dá conselhos, alivia dores, cicatriza feridas, renova esperanças. Professor é ato de amor e compromisso social. Exige paciência, resiliência para superar obstáculos estruturais e dedicação diária para enxergar e desenvolver o potencial de cada aluno.
Tadéia, tenho plena convicção, nasceu vocacionada para a docência, que não é apenas um dom inato, mas um ofício construído na prática, reflexão e formação contínua. Bons professores como ela são como uma vela: consome-se para iluminar o caminho para os outros.
Ser professor é carregar no peito o orgulho de quem transforma vidas por meio do conhecimento, da empatia e do exemplo. É assumir a missão de educar com paixão e coragem, mesmo diante dos desafios. Sorte tem quem, cedo na vida, encontra mestres que são dádivas abençoadas por Deus.
Sortudo fui em ter uma Tadéia logo na largada em busca do aprendizado. Professoras como ela são condutores de almas e de sonhos, lapidam diamantes. Não sou o primeiro nem serei o último a exaltar quem me ajudou a ser gente na vida pelos bancos escolares.
A grande Rachel de Queiroz, de “O Quinze” e “Memorial de Maria Moura”, escreveu crônicas de agradecimento aos seus professores, reconhecendo que a influência dos mestres vai além do conteúdo técnico. Moldam a confiança e o caráter do aluno. Dizia a sábia Rachel: “O tempo das lições dos que nos aprumaram no ensino não se apaga. Adormece”.
Em homenagem a Tadéia, extensivo aos professores em geral, recorro novamente a Cora Coralina, que nos deixou uma lição para o resto da vida: a educação floresce na humildade, no exemplo e na troca de saberes. Ensinar é também um ato de aprender. “O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes”.
Nissan Kait é o antigo Kicks reestilizado — e isso é muito bom
Você provavelmente sabe a história do Nissan Kicks no Brasil. Ele era um SUV compacto, virou médio, ficou mais sofisticado e, claro, tornou-se mais caro — mas manteve o nome. O velho Kicks não desapareceu: ganhou o sobrenome Play, transformou-se numa espécie de versão de entrada da marca e continuou vendendo muito bem, até mais do que o agora irmão mais chique. Agora, o Kicks Play saiu de linha e nasceu o Kait. Mas o novo Kait é uma apenas uma reestilização do velho Kicks? A coluna De Bigu o testou por uma semana e constatou. Sim, é uma atualização visual, aquela aplicação de uma atraente roupagem. E isso é muito bom. Afinal, há várias razões pelas quais um novo produto, desde que tenha como base um mais antigo, costuma ter maior probabilidade de sucesso.
Ele passou, por exemplo, pelo que os profissionais de marketing classificam de validação, aprendizado e escalonamento. Lançado em agosto de 2016, o velho Kicks ofereceu à Nissan e seus clientes um histórico de uso capaz de gerar informações suficientes para melhorar funcionalidades e corrigir falhas. O Kait, por exemplo, manteve o que as famílias de classe média brasileiras (e, claro, taxistas, frotistas, motoristas de aplicativos etc) querem: tem bom espaço interno, proporciona conforto e, o melhor de tudo, tem um motor confiável (embora pouco ágil) e de baixo consumo de combustível. Enfim: o Kait preservou o que tinha de melhor e ainda ganhou uma repaginação no design.
A Nissan até tenta que o Kait não seja entendido comercialmente como apenas um produto reestilizado. Mesmo que estejam nele vários itens do modelo anterior — como teto, portas e até o para-lamas. Mas a Nissan deveria lembrar que reestilizar é aprimorar, requintar, aperfeiçoar. E que quaisquer eventuais defeitos comuns a um produto inédito têm menos chances de aparecer numa situação como essa. E, ainda, que o custo de produção seja bem mais em conta. Não à toa, o SUV brasileiro será exportado para pelo menos 20 países, incluindo o México. Confira o que ele tem de melhor.
As dimensões – O Kait tem 4,3m de comprimento, 1,76m de largura, 1,59m de altura — com entre-eixos de 2,62m de entre-eixos. Oferta mais espaço do que o Volkswagen Tera (2,56m) ou o Fiat Pulse, outro concorrente direto, com 2,53m. O porta-mala do compacto da Nissan tem capacidade para 432 litros de capacidade — um banho no do Tera, de apenas 350 litros.
O motor – Esse ponto pode (ou não) ser polêmico. O fato: a Nissan manteve o 1.6 aspirado flex de quatro cilindros e 16 válvulas. Ele gera até 113 cv e 15,5kgfm — o que, convenhamos, fica bem abaixo dos números dos concorrentes. O Fiat Pulse, só para ficar num exemplo já citado, tem propulsor 1.0, embora turbo, com até 130 cv e torque de 20,4 kgfm. A versão topo de linha do italiano, transformado em Abarth, traz motor 1.3 com 185 cv e 27,5 kgfm de torque. Isso não chega a ser um nó górdio, mas mesmo no trânsito urbano diário nota-se a falta de força do Kait. O carro fica pouco ágil. Numa ação de ultrapassagem, o barulho do motor vai às alturas. E não passa segurança nas rodovias, mesmo em retomadas. A falta de referência sobre os turbos nos 1.0 até pode deixar os clientes fiéis da Nissan satisfeitos, mas basta um teste rápido com um concorrente que eles sentirão a diferença. Ah, o câmbio automático é um CVT (continuamente variável) de seis marchas simuladas.
Consumo – O motor, por sua vez, é confiável – e está dentro daquele pacote que conquistou por méritos próprios. E, para aqueles motoristas de pé leve, cuidadosos, é bem econômico. Vale reforçar: dados de consumo devem ser vistos com parcimônia, levando em conta modo de condução, carga do veículo, condições da via e por aí vai. Mas, já que insistem, vejamos: o Kait tem médias públicas de 11,3 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada — com gasolina. Em estradas, pode chegar a 16 km/l. Posiciona-se, desta forma, na mesma faixa (talvez um pouco menos) dos 1.0 TSI do VW Tera ou mesmo do Fiat Pulse 1.3 AT.
Visual – Muitas peças do Kait são do Kicks antigo. De novidade, capô, faróis em LED na frente e na traseira — além de rodas, para-choques e tampa do porta-malas, uma mudança bem perceptível. Aliás, o conjunto óptico frontal e traseiro ficou muito bonito, fino, estiloso – e que chama a atenção à primeira vista. Isso inclui as DRLs (luzes de rodagem diurna), de três listras. E, como funcionalidade, ainda oferta o acendimento inteligente, o chamado sensor crepuscular com regulagem elétrica de altura. Por fim, vale lembrar do sistema “Follow me Home” (ou “siga-me para casa”). Essa função de segurança e conveniência mantém os faróis baixos ou lanternas do veículo acesos por um tempo determinado (geralmente 30 a 270 segundos) após desligar a ignição e fechar o carro. Ele ilumina o caminho em garagens ou locais escuros.
Preço – A versão testada, a Exclusive, tem preço sugerido de R$ 152,9 mil. Combate o Pulse Impetus, mas não o Hybrid, que custa pouco abaixo dos R$ 150 mil. Em relação ao VW Tera, só disputa com a versão High, pouco acima dos R$ 140 mil. No caso do Renault Kardian, seu rival é a Iconic, também na faixa dos R$ 150 mil.
Vida a bordo – O acabamento da versão topo de linha tem saídas de ar arredondadas, central de entretenimento com tela de 9 polegadas e conexão Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Com a popularização dos chineses e suas grandes telas, o conjunto do Kait fica meio fora de moda, digamos assim. O quadro de instrumentos, por sua vez, é mais moderno, com duas telas digitais. Tem chave presencial para abertura das portas e partida por botão. Os bancos têm revestimento em couro, mas não são tão aconchegantes quanto deveriam para um carro de R$ 150 mil. Em termos de segurança, destaque para os seis airbags e para o alerta e assistente de frenagem e detecção de pedestre. Vale, ainda, destacar o assistente de permanência em faixa, a câmera com visão 360º, o alerta de ponto cego, a frenagem autônoma de emergência e o controle de cruzeiro adaptativo (ACC). O ar-condicionado desta versão é digital.
Vem aí o novo RAV4 – A Toyota acaba de confirmar a chegada do novo RAV4 ao Brasil. O SUV será apresentado oficialmente em abril, mas já começou a campanha prévia de lançamento junto aos clientes, que já podem se cadastrar no site oficial para indicar interesse e garantir prioridade na lista de espera. A nova geração do SUV mais vendido do mundo será oferecida em duas configurações. Na inédita versão S, o modelo se destaca pelo design moderno e interior que combina conforto e funcionalidade. Já a configuração SX tem acabamento refinado, sistemas inteligentes de assistência à condução e um conjunto de tecnologias avançadas. Todos os detalhes e preços serão divulgados em seu lançamento oficial, previsto para as próximas semanas.
SUV da GAC por R$ 130 mil – A chinesa GAC anunciou dois fatos no meio da semana passada: o lançamento do GS3 e a produção no Brasil. Em relação ao primeiro, são duas versões — e preços promocionais até o fim deste mês: a primeira parte de R$ 130 mil (com compras pelo Mercado Livre) e a segunda por R$ 160 mil. Quanto à produção, ela vai ser na planta da HPE Motors, em Catalão (GO), responsável pela montagem dos modelos Mitsubishi. A nacionalização do SUV compacto será feita por meio de processo do tipo CKD, com capacidade anual de 50 mil unidades em 2027.
Além da mão de obra local na produção, a GAC vai usá-la no desenvolvimento de produtos. O GS 3 nas versões Premium e Elite apostam em motorização turbo, pacote tecnológico avançado e boas dimensões. Ele tem 4,41m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,60 m de altura e entre-eixos de 2,65 m – com porta-malas de 341 litros, expansível a 1.271 litros. Ambas as versões usam motor 1.5 turbo a gasolina capaz de entregar 170cv e 25,5kgfm de torque. O conjunto é acoplado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem e tração dianteira. Segundo dados da marca, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos. Já o consumo fica em 10,2 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada.
Foton apresenta sete novos veículos comerciais elétricos – A Foton acaba de anunciar a ampliação de seu portfólio com o lançamento no Brasil de sete novos veículos comerciais elétricos: o mini truck eWonder, as vans eView Connect, eView Grand e eToano Pro, além da linha de caminhões eAumark nas versões 6T, 9T e 12T. A chegada simultânea dos modelos marca um avanço estratégico da empresa na eletrificação do transporte comercial brasileiro, oferecendo soluções que atendem desde a logística urbana leve até operações com veículos de maior capacidade para aplicação intermunicipal. Os novos produtos foram desenvolvidos para responder à crescente demanda por eficiência energética, redução de custos operacionais e diminuição de emissões no transporte de cargas. Os modelos têm boa autonomia, tecnologia embarcada, ampla garantia e diferentes capacidades de carga e volume. A Foton vai passar das 100 concessionárias em todo o país ainda em 2026.
Toro ganha versão Lollapalooza – A Fiat aproveitou que é a patrocinadora master do Lollapalooza 2026, que acaba neste domingo, em São Paulo, para apresentar versão comemorativa da picape Toro desenvolvida exclusivamente para o festival. A edição especial, em cor roxa, também homenageia os 50 anos da Fiat do Brasil Na lateral, a logo comemorativa aos 50 anos da Fiat do Brasil está posicionada à frente de um conjunto de pixels que formam o mapa da América do Sul, reforçando a ligação da picape com o mercado da região.
Entre outras inovações, o modelo conta com uma nova grade superior com blocos que fazem menção ao novo estilo de design da marca, além de incorporar barra de proteção que combina resina e aço e uma nova iluminação em LED, que agora se estende à barra de teto. No interior, a novidade é a cor esmeralda nos revestimentos, com detalhes em verde cítrico. Há dez anos no mercado brasileiro, a picape da Fiat produzida no complexo industrial de Goiana, PE, já vendeu mais de 550 mil unidades.
Chevrolet convoca donos de S10 e Trailblazer – A marca norte-americana da General Motors no Brasil está chamando os proprietários de S10 e Trailblazer, versões 100 Anos, Brutal e Invencível, modelos 2025 e 2026, produzidos entre outubro de 2024 e maio de 2025, para irem a uma concessionária. Motivo: um problema no aplique do capô (instalado diretamente na fábrica ou como acessório na concessionária) pode se soltar em altas velocidades. Por isso, a peça precisa ser trocada.
Segundo a Chevrolet, o aplique do capô foi montado sem aplicação de um material que promove a sua adequada fixação. Com isso, em alta velocidade, a força aerodinâmica gerada pelo vento pode fazer com que a peça se desprenda. É possível perceber quando o aplique começa a se soltar, pois ele começa a vibrar de forma visível. Em caso de soltura, ela pode atingir e danificar outros veículos e/ou ferir motociclistas ou pedestres, com possibilidade de lesões físicas graves e até mesmo fatais. O serviço de substituição do aplique do capô, que é gratuito, pode ser realizado em cerca de duas horas e meia. Mais informações, no site da marca, pela Central de Relacionamento Chevrolet no 0800-702-4200 ou pelo WhatsApp no número (11) 99882-8157.
Os 10 carros dos anos 2000 mais buscados no Brasil – Um levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, revela os veículos dos anos 2000 que recebem o maior número de buscas na plataforma atualmente. O estudo leva em consideração as buscas e visitas entre março de 2025 a fevereiro deste ano para os modelos fabricados entre 2000 e 2009 por usuários de todo o Brasil. O ranking é encabeçado pelo Honda Civic, um clássico da montadora japonesa que ainda hoje é um dos mais buscados do país tanto entre os 0KM quanto em versões anteriores. Na sequência, estão Volkswagen Gol, Honda Fit, Chevrolet Astra, Toyota Corolla, Chevrolet Corsa, Chevrolet Celta, Fiat Palio, Chevrolet Vectra e Volkswagen Golf.
Palio, o Fiat usado mais vendido – E outro levantamento, desta vez feito pela OLX, aponta o Palio como o modelo usado da Fiat mais vendido por meio da plataforma em 2025. O estudo, que analisa a demanda pelos veículos da fabricante, mostra o Uno em segundo lugar, seguido pelo Strada na terceira posição. Os dados são divulgados no ano em que a Fiat completa 50 anos de presença no Brasil. Completam os cinco primeiros colocados o Toro, em quarto, e o Siena, em quinto lugar.
Como cuidar de um carro com alta quilometragem? – Um mapeamento do Sindipeças mostra que a idade média dos veículos no Brasil é de 10 anos e 11 meses, dois anos mais velhos do que a frota registrada em 2015, cuja idade média era de 8 anos e 10 meses. O envelhecimento é resultado de uma série de fatores – que envolvem desde as dificuldades no acesso ao crédito até o custo dos veículos 0km, que levam os consumidores a recorrerem ao mercado de carros usados. Por esse motivo, a maioria dos carros circulando hoje no Brasil possui uma quilometragem alta e, portanto, necessita de cuidados e manutenções específicas, tendo em vista que, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, 30% dos acidentes em rodovias são causados por veículos rodando em más condições.
Riscos de acidentes – Nesse sentido, a escolha do lubrificante se torna um passo fundamental para prolongar a vida do automóvel e diminuir os riscos de acidentes. Especialmente porque motores mais rodados podem sofrer com consumo excessivo de óleo, perda de potência e formação de borra, enquanto o sistema de suspensão, direção e freios tende a apresentar folgas e ruídos. Outras queixas comuns são que os sensores e partes elétricas perdem eficiência, comprometendo o desempenho e aumentando o consumo do combustível.
Tecnologias diferentes – Segundo José Cesário Neto, coordenador de Capacitação e Suporte Técnico dos Lubrificantes Mobil, o maior desafio de veículos mais antigos não é a quilometragem em si, mas as tecnologias deles, que são diferentes dos modelos atuais. “É recomendável uma avaliação completa do motor a cada 10.000 km (cerca de um ano de uso), além da consulta ao manual do veículo, verificando características específicas antes da troca de óleo”, orienta.
“Existe uma ideia popular de que, se o seu carro é mais velho, você deve usar um óleo mais viscoso. Mas isso não é necessariamente verdade”, aponta o coordenador Mobil. Ele recomenda sempre seguir as especificações indicadas no manual do proprietário. As montadoras realizam milhares de testes antes de determinar o lubrificante ideal para cada motor, levando em conta temperatura, pressão e o tipo de uso do carro, seguindo padrões internacionais (como SAE, API e ACEA), garantindo a performance e a durabilidade previstas pelo fabricante.
Reparos caros – O uso do óleo correto pode representar a diferença entre prolongar a vida útil do carro e antecipar reparos caros. “Independentemente da quilometragem do veículo, o uso de um lubrificante com características alinhadas com a recomendação da montadora mantém o nível de proteção e bom funcionamento do motor. É importante respeitar o intervalo de troca indicado e sempre usar filtros novos. Caso o motor esteja com um consumo anormal de óleo, a conduta correta é levar o veículo para uma oficina especializada para que sejam avaliados os possíveis causadores desta anormalidade. Utilizar um óleo mais viscoso não vai resolver o problema”, reforça Cesário Neto.
Outros sistemas – O especialista também recomenda atenção redobrada a outros sistemas do veículo. “Não basta cuidar apenas do motor. O fluido de freio, o fluído de arrefecimento e o lubrificante da transmissão também precisam ser revisados periodicamente, pois todos trabalham em conjunto para garantir segurança e desempenho”, explica. Além dos lubrificantes, as graxas também são itens importantes na manutenção, ao garantirem que a lubrificação adequada de componentes como rolamentos, juntas homocinéticas, e pinos de suspensão.
Em veículos mais antigos, esses pontos sofrem mais com o desgaste natural e a oxidação, o que pode gerar ruídos, vibrações e até falhas mecânicas. O uso regular de graxas de boa qualidade ajuda a reduzir o atrito entre as peças, evitar o ressecamento das borrachas de vedação e proteger contra a entrada de água e sujeira. A aplicação correta das graxas garante uma maior preservação do veículo, ajudando na economia com a prevenção de emergências e reparos mais complexos. “Manter a manutenção em dia é o segredo para a longevidade do veículo. Um motor bem cuidado não apenas funciona melhor, como ajuda a reduzir acidentes e custos inesperados”, reforça o coordenador.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
A precarização dos vínculos de trabalho e a superlotação das emergências são hoje os principais entraves da rede pública de saúde em Pernambuco, na avaliação do cirurgião-geral João Veiga. Em entrevista ao blog, o médico afirmou que a chamada pejotização tem comprometido a continuidade do atendimento, o ensino médico e o vínculo dos profissionais com as unidades. “Perde a relação do profissional com a instituição (pois ele pode ser de São Paulo, pode ser do Ceará, ele não precisa ser de Pernambuco), e perde-se também a relação com o ensino”, disse.
Segundo Veiga, a mudança no modelo de contratação dentro das Organizações Sociais (OSs), responsáveis pela gestão de parte dos hospitais, agravou o problema nos últimos anos. Ele afirma que, antes, os vínculos eram majoritariamente regidos pela CLT, mas passaram a ser flexibilizados. “A OS contrata aquele médico, por um dia, dois dias. Existe caso de profissionais que ficaram 16 dias de plantão e aí foram embora pra São Paulo e nunca mais voltaram. Isso compromete a formação de residentes e a assistência”, criticou. Para o médico, a precarização da mão de obra, somada à alta ocupação das emergências, tem pressionado o sistema. Ele cita o caso do Hospital da Restauração, que, segundo dados recentes do Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (CREMEPE), chegou a ultrapassar 300% de ocupação.
Além das relações de trabalho, Veiga aponta a falta de leitos como um dos principais problemas. Uma das soluções defendidas por ele é a ampliação dos chamados leitos de retaguarda, voltados para pacientes crônicos, o que liberaria vagas nas unidades de alta complexidade. “Você pactua com hospital de retaguarda pra ficar com pacientes crônicos. A Restauração tem 100 leitos de retaguarda, por exemplo, e a gente quer expandir essa estratégia para o interior também”, disse. Ele também defende o credenciamento de leitos na rede privada como alternativa imediata para ampliar a capacidade sem necessidade de novas construções.
A situação no interior, especialmente em Petrolina, é apontada como crítica. De acordo com o cirurgião, a cidade conta basicamente com a estrutura do hospital universitário ligado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o Hospital de Ensino Dr. Washington Antônio de Barros, o que seria insuficiente para a demanda. “São 150 leitos no Hospital do Trauma, que é ligado à Univasf. Lá não tem hospital regional, nem municipal, nem estadual”, destacou. Como medida emergencial, ele propõe a instalação de um hospital de campanha voltado à traumatologia. “Não é possível que cidades como Petrolina e Juazeiro, [o paciente] tenha que se deslocar ou pra Salvador ou pro HR”, disse.
Apesar das críticas, Veiga reconhece avanços recentes na infraestrutura do Hospital da Restauração, com investimentos em equipamentos e melhorias estruturais. “O Hospital da Restauração, onde eu trabalho, está melhor. Os problemas tão sendo enfrentados. Mas ainda tem, claro”, avaliou. Ainda assim, ele defende medidas mais amplas. “A população precisa de ações maiores (…) Espero que fique melhor com quem quer que seja. Porque primeiro a gente vai para o HR. Pobre, rico, importante ou não, é a Restauração quem primeiro assiste, e que tá recebendo implementação de tecnologia como eu nunca vi antes”, concluiu.
Ainda, Veiga destaca que a posição do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) em relação à questão da pejotização das unidades públicas foi fundamental e uma medida importante para tratar o problema.
As comissões parlamentares de inquérito que passaram a investigar o Banco Master não conseguiram localizar e notificar Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, para que ela preste esclarecimentos. Tanto a CPI do Crime Organizado quanto a CPMI do INSS aprovaram a convocação da influenciadora, que mora nos Estados Unidos.
A CPMI do INSS marcou para a segunda-feira (23) o depoimento de Graeff. A oitiva deveria ser uma das últimas no colegiado, que deverá encerrar os trabalhos até o próximo dia 28. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o relatório final será votado na quinta-feira (26). As informações são do portal Metrópoles.
Nascida no Rio Grande do Sul, Martha Graeff tem 40 anos e é empresária, ex-modelo e influenciadora. Mora nos EUA há 20 anos e hoje mora em Miami, na Flórida. Já foi casada com o astro da NBA (a liga de basquete dos Estados Unidos) Rony Seikaly, com quem tem uma filha de seis anos. Ela também já se relacionou com Aécio Neves (PSDB-MG) em 2017. Graeff e Vorcaro tiveram um relacionamento que foi, majoritariamente, à distância. Eles chegaram a noivar em 2024, em uma festa na Itália. O casal rompeu em 2025, pouco depois da primeira prisão do banqueiro.
Martha Graeff entrou no centro das investigações do Master após o vazamento de mensagens trocadas por ela e Vorcaro entre 2024 e 2025. Nos diálogos com a ex-noiva, Vorcaro citou políticos, ministros e integrantes do mercado financeiro.
As mensagens também levantaram suspeitas de que o dono do Banco Master tentou ocultar o patrimônio colocando imóveis e fundos em nome da namorada — algo que ela nega.
Como mostrado pelo Metrópoles, Graeff terminou o relacionamento com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025, que se deu simultaneamente à liquidação do Master pelo Banco Central.
Após a veiculação das conversas, a socialite disse, por meio da assessoria, que terminou o relacionamento com o banqueiro “há alguns meses” e que mora nos Estados Unidos há mais de 20 anos.
Depois da CPMI, foi a vez da CPI do Crime Organizado aprovar a convocação da socialite. O depoimento foi marcado para a quarta-feira (25). Apesar da proximidade das datas, integrantes das cúpulas dos colegiados disseram à reportagem que não receberam retorno dos contatos com a defesa nem com Martha Graeff em si.
Com a ajuda da polícia do Senado, as equipes técnicas conseguiram localizar e-mails e alguns possíveis números da Martha Graeff. A estes endereços foram encaminhadas as intimações, ainda sem algum retorno.
A convocação exige a presença obrigatória de pessoas classificadas pelas CPIs como testemunhas. Ainda assim, a defesa dos convocados pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar tornar o comparecimento facultativo, sob o argumento de que o depoente, na verdade, figura como investigado — condição que o desobriga de comparecer. Essa estratégia foi adotada por Vorcaro quando ele foi convocado.
Morreu aos 81 anos Robert Mueller, ex-diretor do FBI e responsável por liderar a investigação sobre possíveis ligações entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump em 2016. A informação foi divulgada pela agência de notícias AP e confirmada pela família em comunicado neste sábado (21). “Com profunda tristeza compartilhamos a notícia de que Bob faleceu na noite de sexta-feira”, disse a família na nota, pedindo respeito à privacidade.
Mueller comandou o FBI por 12 anos, assumindo o cargo apenas uma semana antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Os atentados, que destruíram as torres do World Trade Center, em Nova York, e atingiram o Pentágono, perto de Washington, mudaram radicalmente as prioridades da agência, que passou a concentrar seus esforços no combate ao terrorismo. As informações são do jornal O Globo.
Nomeado pelo então presidente George W. Bush, Mueller permaneceu no cargo durante governos de partidos diferentes e se tornou o segundo diretor mais longevo da história do FBI, atrás apenas de J. Edgar Hoover. Seu mandato terminou em 2013, após ele aceitar permanecer por mais dois anos a pedido do presidente Barack Obama.
Investigação sobre Trump e Rússia
Depois de deixar o comando da agência e passar um período na iniciativa privada, Mueller voltou ao serviço público em 2017, quando foi nomeado procurador especial pelo Departamento de Justiça para investigar a interferência russa na eleição presidencial de 2016. A investigação, que durou quase dois anos, examinou se integrantes da campanha de Trump haviam coordenado ações com o governo russo para influenciar o resultado do pleito.
Durante o processo, a equipe de Mueller apresentou acusações criminais contra seis pessoas ligadas a Trump, incluindo o ex-chefe de campanha e o primeiro assessor de segurança nacional do governo.
O relatório final, com 448 páginas e divulgado em abril de 2019, apontou diversos contatos entre integrantes da campanha de Donald Trump e autoridades russas, mas não concluiu que houve uma conspiração criminosa entre os dois lados.
A prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral (União Brasil), assinou na manhã de ontem (20) a ordem de serviço para a construção da nova Escola Municipal Pedro Lourenço, no Sítio Catolé de Napoleão, na zona rural do município. A obra, orçada em mais de R$ 8 milhões e viabilizada por meio de convênio com o Governo de Pernambuco, substituirá a antiga unidade, construída há 48 anos.
A nova estrutura deve contar com salas climatizadas, refeitório, cozinha, parque infantil e quadra poliesportiva coberta. Durante o ato, a prefeita afirmou: “Será uma obra de mais de R$ 8 milhões, com salas organizadas, todas climatizadas, mobiliário novo e um espaço completo pensado para acolher melhor toda a comunidade. Com os equipamentos, esse investimento ultrapassa R$ 10 milhões”. Também estiveram presentes a secretária de Educação, Sandreane Domingues, demais secretários da gestão municipal, além do presidente da Câmara, Maciel Sales, vereadores da base aliada, lideranças locais, educadores, estudantes e moradores.