Milhares de pessoas ocupam a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, na tarde deste sábado (24), durante o “Tsunami da Esperança”, manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do Diário de Pernambuco.
Convocado por estudantes, jovens e trabalhadores, o ato teve concentração na Praça do Derby e integra a programação de encerramento da campanha petista em Pernambuco, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25).
A mobilização é apresentada pelos organizadores como a última grande manifestação de rua em apoio a Lula no Recife antes da votação.
Do g1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer seu último ato da campanha das eleições de 2026 neste sábado (24). A icônica avenida de 2,8 km é palco das mais grandiosas manifestações em São Paulo, tanto da esquerda quanto da direita.
Ele chegou ao local do ato pouco antes das 16h ao lado da esposa, Rosangela da Silva, a Janja, do vice, Gerado Alckmin (PSB), de Guilherme Boulos (PSOL), de Márcio França (PSB) e de Simone Tebet (PSB).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer seu último ato da campanha das eleições de 2026 neste sábado (24). A icônica avenida de 2,8 km é palco das mais grandiosas manifestações em São Paulo, tanto da esquerda quanto da direita.
Ele chegou ao local do ato pouco antes das 16h ao lado da esposa, Rosangela da Silva, a Janja, do vice, Gerado Alckmin (PSB), de Guilherme Boulos (PSOL), de Márcio França (PSB) e de Simone Tebet (PSB).
“Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha foi possivelmente a mais emocionante, pela participação da sociedade. E neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto”, afirmou o candidato à reeleição.
Lula destacou a mobilização dos eleitores no segundo turno: “Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno. Hoje em todos os municípios do Amazonas teve mobilização. É o povo que está organizando, e não partidos”.
“Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. Estou convencido que a sociedade brasileira quer mudança estrutural, que faça o Brasil caminhando no caminho certo, a sociedade brasileira não quer retrocesso.”
No ato de 11 de outubro, era possível observar apoiadores de Lula ocupando todos os 18 quarteirões da via, do Paraíso à Consolação, se concentrando em 12 deles. Na ocasião, a campanha de Lula não autorizou, por questões de segurança, o sobrevoo do drone do Monitor do Debate Político da USP, Cebrap e da ONG More in Common, que faz a contagem do público.
No dia 18 de outubro, cerca de 71,8 mil apoiadores do adversário Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na Paulista, segundo o monitor.
Às 13h30, muitos manifestantes já se concentravam em frente ao Masp. Apoiadores de Lula levaram um lápis inflável gigante, em oposição ao míssil que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) levaram para a Paulista no dia 18. No míssil, havia uma frase em inglês pedindo para os Estados Unidos fazerem um ataque nuclear no Brasil.
Por volta das 15h30, os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) chegaram à Paulista. Simone enfatizou ao público que não poderia fazer discurso, mas ressaltou que neste sábado (24) todos eram nordestinos, sulistas, nortistas e brasileiros. “Nós estamos aqui pelo nosso país, pelo nosso Brasil, pelos nossos filhos e filhos dos nossos filhos. Preciso encerrar para não levar multa, mas quero lembrar que eu, aos 15 anos, levantei um cartaz que queria votar presidente da república. Hoje, posso dizer, bendito o país que tem a juventude, os aposentados que defendem o Brasil. Uma boa eleição para todos nós”
Na sequência, Marina Silva (Rede) celebrou a democracia. ‘É, a Paulista vermelhou. É o mar vermelho se abrindo para que Lula faça sua última passeata. Nós não podemos fazer discurso de campanha, mas nós podemos dizer a poesia da democracia, da soberania, do respeito, à diversidade, é o Brasil. Viva a democracia, viva o povo brasileiro. Viva a Constituição”.
Lula passa pelos manifestantes em um carro aberto. Não houve caminhada, como previsto inicialmente, para evitar a circulação de pessoas pelas ruas do entorno.
A organização do evento discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô em uma reunião realizada no dia 20, após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo.
Segundo a campanha, o Metrô teria solicitado a instalação de tapumes para proteger as estações da Avenida Paulista. A estrutura chegou a ser instalada, mas, na madrugada deste sábado, a empresa contratada informou à coordenação que a companhia estaria retirando a proteção.
Ainda de acordo com a organização, o argumento apresentado foi que o próprio Metrô adotaria medidas para proteger o patrimônio. A coordenação da campanha afirmou ter aceitado a decisão e disse esperar que a segurança seja garantida.
A campanha também solicitou à Polícia Militar que os policiais utilizem câmeras corporais ligadas durante todo o evento, para permitir a identificação de pessoas que eventualmente pratiquem atos de vandalismo. Outro pedido foi para que os policiais permaneçam identificados durante a operação.
A organização informou ainda que enviou ofícios à PM e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para garantir que o evento não prejudique o transporte das urnas eletrônicas. Até a manhã deste sábado, não havia resposta da Polícia Militar ao documento com os pedidos.
Advogados do partido estarão distribuídos em pontos do evento para solucionar eventuais problemas. Os nomes dos profissionais e os locais em que ficarão foram informados às autoridades.
A dispersão do público está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, com o objetivo de manter a fluidez da circulação na região.
A campanha informou que não será permitido o uso de drones durante o ato. Imagens do evento serão disponibilizadas posteriormente pela organização.
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Do g1
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), reuniu apoiadores na Praça do Ó e nas pistas da orla da praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na tarde deste sábado (24), véspera do 2º turno das eleições.
Por volta das 14h30, o público já lotava a praça e ocupava as pistas da praia ao longo de um quarteirão. A concentração começou às 14h, e Flávio chegou ao local por volta das 16h. O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL) e o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), também participam do ato.
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Motocarreata em BH

Pela manhã, Flávio Bolsonaro reuniu eleitores em uma motocarreata na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Flávio chegou à Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, por volta das 11h40. Junto a motociclistas e apoiadores, ele seguiu pela Avenida Brasil até a Praça da Liberdade em cima de um trio elétrico.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o recém-eleito governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), marcaram presença no evento ao lado de Flávio.
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Do Blog da Folha
A senadora e líder do governo Lula na Casa Alta, Teresa Leitão (PT-PE), participou de uma carreata em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas ruas de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, neste sábado (24).
O ato contou com a presença de outros parlamentares, lideranças políticas, aliados, militantes e apoiadores de Lula, na véspera da votação do segundo turno das Eleições 2026, que está marcado para amanhã (25) em todo o Brasil.
Leia maisCom saída da sede do Partido dos Trabalhadores (PT) de Olinda, no Carmo, a “Carreata da Vitória” percorreu diferentes bairros da cidade como Bairro Novo, Casa Caiada, Rio Doce e Jardim Atlântico, e teve encerramento no Largo do Amparo, no Sítio Histórico, com o objetivo de levar a mobilização a diferentes regiões do município.
A carreata contou com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações Luciana Santos, da deputada federal eleita Liana Cirne (PT), das deputadas estaduais eleitas Ivete Caetano (PT) e Dani Portela (PT), do deputado estadual eleito Vinícius Castello (PCdoB) e da vereadora Kari Santos (PT).
Também esteve presente o presidente do PT de Olinda, Hélder Pires, além de outras lideranças políticas e integrantes da militância local. A atividade integrou as mobilizações realizadas em Pernambuco na reta final da campanha presidencial.
A população volta às urnas neste domingo (25) para escolher o presidente da República que governará o país pelos próximos quatro anos entre o presidente e candidato à reeleição, Lula, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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Do Blog da Folha
Na véspera da eleição do segundo turno, aliados do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), promoveram uma carreata pelas ruas do Recife, atravessando a Zona Norte e Sul da cidade. Estiveram presentes o coordenador da campanha do PL em Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho (PL), e os deputados federal Coronel Meira (PL) e estadual Alberto Feitosa (PL).
Os carros e motos percorreram a cidade ao som de jingles de campanha de Flávio como “Quem ficar parado é petista disfarçado” e “Fora PT, aqui não é seu lugar”. Mendonça Filho demonstrou confiança no resultado das urnas favorável a Flávio Bolsonaro neste domingo. “Fechando o sábado e cravando amanhã Flávio 22 presidente”, destacou, no começo da carreata.
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Após uma carreata pelas ruas do Recife, atravessando a Zona Norte e Sul da cidade, aliados do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), convocaram a população para ir às urnas neste domingo (25) e virar voto dos indecisos.
Lideranças políticas de direita ainda vão promover atos políticos em Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, ainda neste sábado (24). Este último município foi o único em que Flávio Bolsonaro venceu no primeiro turno das eleições neste ano.
“Cruzamos a cidade do Norte até a Zona Sul da capital pernambucana. Recife fechado com Flávio Bolsonaro. Seguimos à tarde para Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe. Amanhã é o dia da grande final, da libertação do Brasil”, defendeu o coordenador da campanha do PL em Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho (PL).
O deputado federal Coronel Meira (PL) defendeu a busca pelo voto dos indecisos. “Não podemos parar. Converse, traga, veja o indeciso. Leve quem precisa para urna. É 22, é Flávio Bolsonaro”, ressaltou.
Na mesma linha, o candidato a senador pelo Novo na eleição deste ano, Carlos Sant’Anna, convocou o eleitor de direita para ir às urnas. “Cada voto é importante e, amanhã, cada voto vai fazer a diferença”, defendeu.
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Do Blog da Andreia Sadi – g1
Nos bastidores das investigações, o advogado Willer Tomaz é apontado por investigadores como um possível sócio de Flávio Bolsonaro (PL). A Polícia Federal apura a natureza dessa relação e busca esclarecer se o advogado teria atuado como uma espécie de operador financeiro do senador.
Uma fonte que acompanha as investigações define Willer Tomaz como o “fêmur quebrado” de Flávio Bolsonaro, numa referência ao potencial de desgaste político das apurações.
Leia maisNo Supremo Tribunal Federal, a avaliação relatada por fontes é que as investigações sobre Willer Tomaz continuarão no radar independentemente do resultado da eleição presidencial, seja com uma vitória de Flávio Bolsonaro, seja com a reeleição de Lula (PT).
Uma das principais frentes de apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro de aproximadamente R$ 5 bilhões, com possíveis conexões com o mercado de apostas, as chamadas bets. Segundo fontes da investigação, a polícia considera obscura a origem dos recursos e tenta reconstruir o caminho do dinheiro.
Outra frente envolve a análise de dados armazenados na nuvem vinculada a um celular apreendido. A PF apura suspeitas de pagamentos de faturas de cartão de crédito, além de possíveis negócios envolvendo um escritório de advocacia. O objetivo é verificar se existem elementos que comprovem uma relação societária entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro.
Segundo as fontes, medidas como bloqueio de bens e até eventual prisão não são descartadas, a depender do avanço das investigações e dos elementos reunidos.
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Por Fabio Victor
Da Folha de S.Paulo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cogita nomear um militar como ministro da Defesa caso seja eleito presidente neste domingo (25). Se Lula (PT) conseguir a reeleição, é possível que a pasta tenha pela primeira vez uma mulher como titular, a atual secretária-geral Cinara Wagner Fredo.
Pela pesquisa Datafolha publicada na última quinta-feira (22), Flávio e Lula estão empatados tecnicamente, com 50% dos votos válidos para cada um. A proximidade da definição do eleito aumentou as articulações e pressões em torno da formação do futuro governo.
Leia maisSegundo apurou a Folha, o candidato do PL comentou com aliados que gostaria de nomear um militar para a Defesa e que este seria o único integrante das Forças Armadas no primeiro escalão — à exceção do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), cujo titular é por praxe um militar.
Por esse raciocínio, Flávio já faria uma inflexão moderada em relação ao governo do pai, que encheu a Esplanada dos Ministérios de militares, em pastas como a Casa Civil, a Saúde, a Secretaria-Geral e Minas e Energia. Se levar adiante a ideia, o ministro da Defesa de um futuro governo Flávio teria obviamente de ser um oficial-general de quatro estrelas, e a origem mais provável seria a Marinha.
Como apontam integrantes do Exército, os generais de quatro estrelas da força terrestre que tinham interlocução com Jair Bolsonaro e sua família estão presos por tentativa de golpe de Estado, caso de Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira.
A Marinha, ademais, foi a única das Forças Armadas cujo comandante, segundo a investigação que embasou o julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), se colocou à disposição de Bolsonaro para uma ruptura institucional: o almirante Almir Garnier, também preso.
Dois “quatro estrelas” da Marinha que serviram ao governo Bolsonaro não foram condenados, e seriam ministeriáveis caso Flávio leve adiante a ideia de nomear um militar para a Defesa se for eleito.
São eles os almirantes Flávio Rocha (ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos) e Bento Albuquerque (ex-ministro de Minas e Energia). Rocha tem a vantagem de ser amigo próximo dos Bolsonaro, inclusive do filho mais velho de Jair, e gozar de ótima reputação na família.
Aliados e auxiliares do senador mais moderados defendem que, em caso de vitória, o senador nomeie um civil para a Defesa, como manda a tradição nas democracias desenvolvidas — a partir da premissa de subordinação do poder militar ao poder civil emanado das urnas.
Se prevalecer essa opção, um dos favoritos ao cargo, como mostrou a Folha, é Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa do ministério e ex-diretor do principal conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos, o Edge Group, para Brasil e América Latina. Ele é ligado a Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e ao comentarista político Paulo Figueiredo, radicados nos Estados Unidos.
Nos últimos dias, o nome do senador reeleito Carlos Portinho (PL-RJ) passou a circular entre militares como um candidato à vaga, com boa acolhida nas três Forças Armadas. Em favor dele estão a proximidade com Flávio e uma atuação que agradou ao setor — é o autor da PEC (proposta de emenda Constitucional) para garantir a previsibilidade para o orçamento de defesa do Brasil, em tramitação no Senado, que originalmente previa que tal fatia seja igual ou superior a 2% do PIB.
O que dificulta a opção por Portinho é a falta de atrativo do cargo para um político jovem (53 anos) e em ascensão. O Ministério da Defesa, com orçamento engessado por gastos com pessoal e com visibilidade eleitoral ínfima, costuma espantar ministériáveis com o perfil do senador reeleito.
Se Lula conseguir uma virada sobre Flávio e se reeleger, já está certo que o atual titular do ministério, José Múcio Monteiro, deixará o cargo. Múcio defende que seja nomeada no lugar dele a secretária-geral da Defesa, Cinara Wagner Fredo.
Múcio espera convencer Lula com dois argumentos principais. Primeiro, fará rasgados elogios à capacidade técnica e de gestão de Cinara, servidora do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) importada pela Defesa dada a delicadeza e complexidade do tema da Previdência dos militares.
Também espera que a chance de o ministério ter a primeira mulher em sua história sensibilize o presidente e a base do petista, que costuma cobrá-lo para ampliar a diversidade de gênero na Esplanada.
Além disso, por Cinara já estar num posto estratégico na pasta, Múcio sustenta que ela ajudou no que foi feito na parte mais administrativa na gestão (concurso para servidores civis do órgão, abertura de serviço militar voluntário para mulheres, etc) e conhece a fundo que ainda há a fazer na área (centralizar no ministério as compras das três Forças Armadas, diminuir número de adidos militares pelo mundo, dentre outros).
Múcio considera cumprida as principais missões a ele incumbidas —diminuir a politização das Forças Armadas, herança de Bolsonaro, e começar a recompor a indústria de Defesa— e já tentou entregar o cargo a Lula, mas o presidente o demoveu. Caso o petista seja reeleito, é possível que o ministro peça para sair antes mesmo do final do mandato, com Cinara assumindo interinamente.
O Ministério da Defesa foi criado em 1999, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, após muita resistência dos militares. Antes, havia um ministério para cada uma das Forças Armadas. Desde a origem, sempre teve um civil como ministro, até o governo Temer, que nomeou o primeiro militar para a função, o general Joaquim Silva e Luna.
Bolsonaro manteve a exceção, tendo outros três generais do Exército como ministros, Fernando Azevedo e Silva, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira. Os dois últimos estão presos por tentativa de golpe.
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Por André Gustavo Vieira*
O Brasil não ficou menor numa eleição. Ficou menor ao longo de uma década. Por tempo demais, a pauta política, a pauta da imprensa e a conversa da própria sociedade foram ocupadas por disputas de personagens, crises institucionais e guerras de narrativa. O que deveria ter prevalecido — o debate sobre o país que queremos ser — foi sendo empurrado para o rodapé. Nesse processo, questões fundamentais para a vida dos brasileiros perderam espaço, voz e prioridade.
Enquanto disputávamos o presente, o futuro foi ficando para trás.
Nesse intervalo, o mundo andou. A revolução tecnológica e a inteligência artificial estão redesenhando a economia, o trabalho e a vida cotidiana, mas uma parcela expressiva da juventude brasileira, sobretudo a que depende da escola pública, segue à margem dessa transformação. Não se trata apenas de acesso à tecnologia, mas de preparar gerações para compreender, participar e protagonizar um mundo que já está sendo construído. O risco é aprofundarmos desigualdades históricas e condenarmos milhões de brasileiros a oportunidades cada vez mais distantes.
Leia maisEsse desafio nos obriga a repensar, entre outras coisas, o próprio modelo educacional brasileiro. Há décadas repetimos que a educação transforma vidas e constrói o futuro de uma nação. Mas precisamos reconhecer que os resultados ainda estão muito aquém dessa promessa. Não basta ampliar o acesso à escola se não formos capazes de assegurar aprendizagem, desenvolver o pensamento crítico, estimular a criatividade e preparar os jovens para as exigências de uma sociedade em permanente transformação. A pergunta não é apenas quanto investimos em educação, mas por que os resultados continuam tão limitados diante dos recursos mobilizados e das necessidades do país.
Educação, saúde, infraestrutura, saneamento e tantas outras áreas essenciais continuam presentes nos discursos, mas frequentemente ausentes da centralidade das decisões. São temas que afetam diretamente a vida da população, condicionam a produtividade da economia e determinam a capacidade de um país de reduzir desigualdades. Ainda assim, foram progressivamente ofuscados por disputas que consomem energia política, mobilizam a opinião pública e, muitas vezes, produzem mais ruído do que soluções.
O tempo é implacável. Cada ano de atraso pode representar uma década de distância das oportunidades que outros países estão construindo.
Esse desvio de foco tem responsabilidades difusas, e é justamente por isso que exige uma reflexão coletiva. Parte da classe política fez do poder um fim em si mesmo. Parte da imprensa se deixou pautar pelo conflito, contribuindo para transformar divergências legítimas em disputas permanentes. E a sociedade, cansada de crises sucessivas, foi sendo levada a escolher o que parece menos ruim, em vez de cobrar o que seria efetivamente melhor.
Quando o debate público se resume à defesa ou à rejeição de personagens, a política perde sua capacidade de formular projetos. Quando as instituições que deveriam zelar pela estabilidade passam a ser percebidas dentro da lógica do confronto, a confiança, que é um dos capitais mais valiosos de uma democracia, se corrói. E quando a polarização se transforma em método permanente de atuação, o país deixa de discutir suas prioridades e passa a organizar suas escolhas em torno de adversários.
Enquanto isso, as perguntas de fundo continuam sem respostas satisfatórias. Por que tanto recurso público produz resultados tão limitados? Por que o crescimento das empresas nem sempre se traduz em aumento consistente da renda e da qualidade de vida da população? Como redefinir, por meio de um novo pacto federativo, as responsabilidades e os meios de atuação dos municípios, dos estados e da União? Como internacionalizar nossa economia, ampliar a competitividade e atrair investimentos sem simplesmente reproduzir modelos que não necessariamente respondem às nossas particularidades? E como preparar o Brasil para as transformações tecnológicas sem deixar para trás justamente aqueles que mais precisam das oportunidades que elas podem oferecer?
Essas questões não podem ser tratadas isoladamente. Educação de qualidade influencia a produtividade, a inovação e a renda. Infraestrutura e saneamento condicionam a saúde, a atividade econômica e a qualidade de vida. O equilíbrio federativo determina a capacidade de transformar recursos públicos em serviços eficientes. E a estabilidade institucional cria as condições necessárias para o planejamento e os investimentos de longo prazo. O desenvolvimento de um país depende da capacidade de integrar essas dimensões em uma estratégia coerente, que sobreviva aos ciclos eleitorais e às mudanças de governo.
Nenhuma dessas questões pertence exclusivamente à esquerda ou à direita. São questões de país. Exigem conhecimento, planejamento, responsabilidade fiscal, capacidade de execução e, sobretudo, disposição para construir consensos em torno do que é essencial. O radicalismo, que tantas vezes interessa a quem vive da disputa permanente, é um dos maiores obstáculos a esse esforço.
O Brasil perdeu uma década, mas não perdeu a capacidade de recomeçar. O desafio agora é compreender que não basta superar uma eleição, substituir personagens ou reorganizar forças políticas. É preciso recuperar a capacidade de pensar o país para além do próximo mandato, trocar a política dos personagens pela política das prioridades e reconstruir uma visão estratégica que integre educação, saúde, infraestrutura, saneamento, federalismo, economia, tecnologia e instituições em um verdadeiro projeto de desenvolvimento nacional.
Isso exige uma mudança de postura de todos os envolvidos. Dos governantes, que precisam assumir compromissos com resultados concretos. Da imprensa, que deve contribuir para qualificar o debate público sem se deixar aprisionar pela lógica do conflito. E da sociedade, que precisa voltar a cobrar propostas, prioridades e resultados, em vez de se contentar com a sucessão interminável de embates políticos.
Uma nação não se torna menor apenas quando perde oportunidades. Torna-se menor quando deixa de discutir o futuro, quando se acostuma a adiar soluções e quando permite que o urgente, o circunstancial e o eleitoral ocupem permanentemente o lugar do essencial.
O Brasil já perdeu tempo demais olhando para os lados e para trás. Está na hora de voltar a olhar para a frente. O desafio é nosso: recuperar a capacidade de pensar grande e transformar essa ambição em um projeto de país.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu eleitores na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno.
Lula acenou e apertou as mãos de apoiadores e pulou com a música durante o trajeto até o carro de som. Ele subiu no carro da manifestação por volta de 11h40. Neste momento, ele ergueu a Constituição e a bandeira do Brasil. As imagens são do Metrópoles.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu eleitores na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno. Ele chegou em Copacabana, no Rio, por volta das 9h40 de hoje para o seu penúltimo ato da campanha presidencial de 2026.
A concentração começou a partir das 9h no Posto 5. O candidato está acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, a deputada Benedita da Silva, o ex-prefeito Eduardo Paes, o prefeito Eduardo Cavaliere e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Lula acenou e apertou as mãos de apoiadores e pulou com a música durante o trajeto até o carro de som. Ele subiu no carro da manifestação por volta de 11h40.
O candidato afirmou que está confiante na vitória nas urnas e agradeceu a mobilização dos eleitores no segundo turno. “Eu tenho que agradecer ao povo brasileiro, pois o que ele fez neste segundo turno não estava inscrito em nenhuma página da nossa sociologia. O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha. Hoje temos um exército de democratas nesse país maior que o exército chinês, maior que o exército russo e maior que o exército americano, que é o exército do Lula”, disse.
Ao sair da manifestação, Lula destacou que ainda cumprirá agenda de campanha em São Paulo nesse sábado. Ele encerrará os atos com uma caminhada pela Avenida Paulista.
Por Gastão Cerquinha Neto*
O presidente que queremos investe na formação de cientistas e não nega a ciência, colocando teorias conspiratórias acima de fatos.
Nos últimos anos, o Brasil teve um aumento significativo no número de universidades e institutos federais, desde as capitais até as cidades mais distantes. O resultado foi a ampliação do acesso ao ensino superior e a formação de mais profissionais, mestres e doutores. Isso significa mais pessoas dedicadas aos avanços da ciência, ao desenvolvimento de novas tecnologias e, particularmente, à compreensão de como as mudanças climáticas afetam nossa sociedade.
Um exemplo desse avanço é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que possui 25 cientistas entre os mais influentes do mundo, de acordo com um levantamento da Universidade de Stanford. Esse é apenas um dos muitos exemplos de sucesso que mostram a importância da valorização das universidades e dos espaços de pesquisa.
Leia maisGarantir que esse processo continue é fundamental para formar mais profissionais qualificados, ampliar nossa capacidade de produzir conhecimento e melhorar a qualidade da ciência desenvolvida no Brasil.
O presidente que queremos entende que a Amazônia vale mais em pé do que deitada.
O valor de manter a Floresta Amazônica em pé é estimado em cerca de sete vezes o lucro que poderia ser obtido com sua exploração econômica.
Em termos econômicos, o desmatamento representa uma enorme destruição de riqueza. Além disso, ameaça o clima global, a extraordinária biodiversidade da região e as formas de vida das comunidades tradicionais que dependem da floresta.
A conta do valor da floresta preservada inclui cerca de US$ 20 bilhões anuais em serviços ambientais prestados somente à América do Sul. Isso considera, por exemplo, a importância da Amazônia na formação das chuvas que abastecem rios, cidades e áreas agrícolas. O maior valor está relacionado ao papel da floresta no armazenamento de carbono, estimado em US$ 210 bilhões.
O presidente que queremos investe nas redes de monitoramento do clima e fortalece a capacidade das cidades de enfrentar os eventos climáticos extremos.
O Brasil possui uma ampla rede de centros de pesquisa, universidades, instituições públicas e empresas que trabalham no monitoramento do clima, na previsão de eventos extremos, na prevenção de desastres, na proteção dos recursos naturais, na disponibilidade de água e no combate aos incêndios florestais.
Essas atividades precisam de investimentos contínuos, pois já sabemos que o custo de planejar, preparar e prevenir é muito menor do que o custo de reconstruir uma cidade depois de um desastre climático.
Compreender e antecipar esses fenômenos permite orientar a produção de alimentos, preparar as cidades para enfrentar as inundações, melhorar a gestão dos recursos hídricos e criar planos de contingência para proteger a população.
O presidente que queremos defende um país soberano e a proteção de nossas reservas naturais.
O Brasil possui uma enorme riqueza em recursos minerais e naturais. A exploração dessas reservas precisa ser feita de forma consciente, responsável e, principalmente, em benefício da população brasileira. Acima de tudo, é necessário transformar esses recursos em desenvolvimento, geração de empregos, novas tecnologias e melhoria da qualidade de vida das pessoas. E isso deve ser feito pelo povo brasileiro, para o povo brasileiro.
Esse processo também precisa garantir a proteção do solo, da água, do ar e dos ecossistemas. O desenvolvimento econômico não pode acontecer à custa da destruição dos recursos naturais dos quais dependemos. Um país soberano é aquele que conhece o valor de suas riquezas, tem capacidade de decidir sobre seu uso e garante que os benefícios cheguem à sua população.
O presidente que queremos reconhece o papel do povo nas decisões do país e se preocupa com as pessoas mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Ouvir a população e compreender as necessidades de cada comunidade é fundamental para que os recursos públicos sejam aplicados de forma mais eficiente e os benefícios cheguem a quem realmente precisa.
As mudanças climáticas não afetam todas as pessoas da mesma maneira. Quem vive em áreas sujeitas a inundações, em moradias precárias ou sem acesso adequado a serviços básicos costuma sofrer mais intensamente as consequências dos eventos extremos.
Por isso, as decisões sobre o futuro das cidades e do país precisam considerar as diferentes realidades da população, especialmente daqueles que possuem menos condições de se proteger e de se recuperar após um desastre. A participação popular não deve ser apenas uma formalidade. As pessoas precisam ser ouvidas e fazer parte das decisões que afetam diretamente suas vidas.
É esse compromisso com as pessoas, com o conhecimento e com as próximas gerações que deve orientar as decisões de quem governa o Brasil.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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Por Estadão Conteúdo
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, determinou a derrubada de um áudio com informação falsa publicado no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”. Na mensagem, o senador eleito Gustavo Gayer afirma que mesários teriam votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva por pessoas que não foram às urnas. Em seguida, convoca apoiadores para atuarem como “fiscais de urna”. A mentira foi divulgada às 11h43 de ontem (23).
Na decisão, o magistrado determina que a Meta, dona do aplicativo, retire o conteúdo, estabelece multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da decisão e cita a proximidade do pleito ao justificar a cobrança por celeridade.
Leia mais“A divulgação dessa narrativa às vésperas do segundo turno, em ambiente de ampla circulação e acompanhada de estímulo expresso ao compartilhamento, evidencia risco concreto de propagação de desinformação sobre a regularidade dos trabalhos eleitorais”, diz a decisão.
A medida atende parcialmente a pedido da chapa de Lula, que defendeu a derrubada do canal. Villas Bôas Cuêva indeferiu esse pedido, por considerar medida drástica, mas ordenou a retirada do áudio. Também fez alertas de que, se novas informações forem veiculadas, o canal pode ser derrubado.
“Advirto que a persistência ou a reiteração das condutas ilícitas, inclusive mediante a divulgação de novos conteúdos que atentem contra a integridade do processo eleitoral, poderá ensejar a reavaliação das medidas ora adotadas e, presentes os respectivos pressupostos legais, a suspensão temporária do canal, nos termos do art. 33-G da Res.-TSE nº 23.610/2019, independentemente da necessidade de prévia adoção de outras providências.”
A mensagem de Gayer convocava os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. “Eu peço para que vocês que estão aqui na tropa do Flávio se cadastrem como fiscais de urna […] Se nós tivermos, dois milhões de fiscais espalhados pelo Brasil, nós podemos garantir que não vai ter mesário votando no lula depois das cinco horas”, diz o áudio.
Logo depois, foi enviado um link para uma página chamada “Fiscais do PL”, em que os apoiadores podem se voluntariar na iniciativa. Para isso, preenchem nome e dados pessoais, como telefone e CPF.
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