A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (13) que o estado de saúde do ex-presidente é estavel, após ser internado com quadro de broncopneumonia bacteriana. Além disso, os médicos afirmaram que Bolsonaro está consiente e que não precisou ser entubado.
O ex-presidente segue sem previsão de alta hospitalar. Bolsonaro apresentou febre alta, sudorese e calafrios e precisou ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta.
Segundo o boletim médico, Bolsonaro está com broncopneumonia bacteriana e precisará ser tratado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As informações são do g1.
Leia mais“Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamemento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”, disse Leandro Echenique, cardiologista do ex-presidente.
Bolsonaro está preso desde janeiro na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo o médico que acompanha o ex-presidente, Claúdio Birolini, o quadro de Bolsonaro é estável.
“No momento, a questão do ex-presidente Jair Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias. Nós faremos tudo para reverter isso, para prevenir que novos episódios aconteçam, e vamos torcer para que ele saia bem de mais esse episódio”, disse o médico Cláudio Birolini.
O ex-presidente não deve deixar o hospital, pelo menos, pelos próximos sete dias, período em que passará por tratamento com antibiótico e medicação venosa.
“Então agora ele vai permanecer na UTI. A gente ainda não tem prazo pra alta da UTI. Ele vai ficar o tempo que for necessário, pra restabelecer seus pulmões, pra restabelecer a saúde. Na hora que ele apresentar uma melhora, a gente dá alta da UTI para o apartamento. Mas ainda não há previsão desse período todo. Vai ser um tratamento mais prolongado. É diferente de um pneumonia simples ou de um paciente que recebe antibiótico oral e vai pra casa”, disse Leandro Echenique, cardiologista do ex-presidente.
Quadro de saúde
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que está preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.
Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.
Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.
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