Documentos oficiais da Polícia Militar de Pernambuco indicam uma possível ruptura no critério de meritocracia utilizado nas promoções ao posto de coronel realizadas em 6 de março de 2026.

O Boletim Geral Reservado nº 011, publicado em 20 de fevereiro de 2026, apresenta a relação oficial dos tenentes-coronéis aptos a concorrer à promoção por merecimento. A lista, elaborada pela Comissão de Promoção de Oficiais (CPOPM), classifica os candidatos de acordo com a pontuação obtida na avaliação funcional.
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No documento, o tenente-coronel Alex Francisco da Silva aparece na 28ª posição, com nota 39,99, atrás de 27 oficiais com pontuação superior. Entre os oficiais mais bem classificados estavam, por exemplo, o tenente-coronel Júlio Américo Dias de Araújo, que figurava na 8ª posição, além de outros oficiais posicionados entre os dez primeiros colocados da lista.

Apesar da classificação inferior, o nome de Alex Francisco da Silva aparece posteriormente no ato oficial de promoção publicado no Diário Oficial do Estado em 6 de março de 2026, que o eleva ao posto de Coronel da Polícia Militar de Pernambuco.

A situação chamou atenção dentro da corporação porque, tradicionalmente, o Governo do Estado tem respeitado a ordem estabelecida pela Comissão de Promoção. A lista elaborada pela CPOPM é baseada em critérios técnicos que avaliam histórico profissional, desempenho funcional e trajetória na carreira.

Pelas regras do processo, após a publicação da lista preliminar os oficiais têm prazo para apresentar recursos ou solicitar revisão de pontuação. No caso analisado, não há registro de alteração significativa que justificasse uma mudança tão expressiva de posição na classificação.
A promoção de um oficial situado apenas na 28ª posição, ultrapassando dezenas de concorrentes mais bem classificados, passou a gerar questionamentos nos bastidores da Polícia Militar.
Oficiais ouvidos reservadamente avaliam que o episódio pode representar uma quebra do padrão de previsibilidade e meritocracia que vinha sendo observado nas promoções da última década.
O posto de coronel representa o nível mais alto da carreira na Polícia Militar e normalmente é alcançado por oficiais com cerca de três décadas de serviço. A escolha dos promovidos costuma ser acompanhada com atenção pela corporação, justamente por definir o comando de unidades operacionais e administrativas da instituição.
Diante da repercussão interna, integrantes da própria corporação defendem que o caso seja esclarecido de forma transparente, para preservar a credibilidade do sistema de promoções e evitar dúvidas sobre a observância dos critérios técnicos estabelecidos pela legislação.
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