Por Raphael Guerra – JC
O município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, vive uma onda de assassinatos e medo. Pelo menos dez pessoas perderam a vida na última semana, sendo a maioria dos crimes ligados à guerra entre facções pelo domínio do tráfico de drogas, segundo a polícia. Diante do cenário de terror, reforços foram enviados à cidade.
Uma das vítimas foi John Alisson Oliveira Pinto, de 25 anos. Na noite da última quinta-feira (19), ele e um irmão de 23 anos foram surpreendidos por um homem desconhecido, que se aproximou da dupla e atirou várias vezes. John morreu na frente de casa, no bairro João de Deus. Já o irmão foi socorrido e encaminhado ao hospital. O estado de saúde do sobrevivente não foi divulgado.
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A escala da violência em Petrolina foi observada ao longo de 2025. De acordo com estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), 181 pessoas foram assassinadas no último ano, enquanto 168 vidas foram perdidas em 2024.
Em janeiro deste ano, 27 homicídios foram somados pela polícia. Foram 11 a mais em comparação com o mesmo período de 2025. E, agora em fevereiro, os números continuam crescentes.
Em entrevista à TV Jornal, na semana passada, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, afirmou que Petrolina enfrenta “uma guerra de facções pelo tráfico de drogas”.
“Pelo curto espaço de tempo, esses crimes ainda estão sob investigação para chegarmos à autoria e motivação, mas a maioria ou quase a totalidade está ligada ao fenômeno do tráfico de drogas. Petrolina é uma cidade estratégica, faz divisa com outro estado, e existe o monitoramento dessa guerra entre facções de Pernambuco e da Bahia, que tentam ocupar o espaço e o domínio do tráfico na região”, declarou.
REFORÇO POLICIAL EM PETROLINA
Em meio à violência desenfreada, a SDS determinou o reforço policial em Petrolina. Foram destinados 68 policiais militares de diversos batalhões com a promessa de melhorar o patrulhamento preventivo na cidade, além de realizar ações em pontos com maior incidência criminal.
A Polícia Civil enviou dois delegados, 10 agentes e seis escrivães, que passaram a atuar na Delegacia de Homicídios e nas duas delegacias circunscricionais do município.
Parte da cúpula da SDS também viajou para Petrolina nesta segunda-feira (23), onde ocorre uma reunião emergencial para tratar de novas medidas de combate ao crime. Estão no município a secretaria-executiva da SDS, Mariana Cavalcanti, o comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, e a delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Beatriz Leite.
Até agora, nenhum dos três representantes da cúpula concederam entrevista sobre a situação em Petrolina.
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