Túlio deve coordenar campanha de Raquel e Gustavo a de João
O carnaval passou, março está batendo à porta e logo chega 4 de abril, prazo de desincompatibilização para quem, como João Campos (PSB), exerce cargo no executivo e é obrigado a renunciar para disputar a eleição ao Governo do Estado. Abril também é o mês da chamada janela partidária, prazo permitido a troca de partido para quem exerce mandato parlamentar, seja federal ou estadual.
É em março, entretanto, que os pré-candidatos a governador começam a montar o esqueleto das campanhas, no caso os coordenadores-gerais e por regiões. O secretário de Governo, Túlio Vilaça, provavelmente assumirá a coordenação geral da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD). Outro nome lembrado é o do secretário de Infraestrutura, André Teixeira, se não vier a disputar uma vaga na Câmara Federal.
Leia maisPara a Região Metropolitana, o nome mais cotado é o do prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, que trocou o Republicanos, do ministro Sílvio Costa Filho, por onde foi eleito, com apoio de João Campos, pelo PSD. Na Mata, o atual presidente da Amupe, Marcelo Gouveia (Podemos) só não assumirá a coordenação porque está dedicado à sua campanha de deputado federal.
Mas certamente terá influência na escolha do nome, enquanto no Agreste o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), aparentemente é o mais cotado para assumir a coordenação da região. Para o Sertão do São Francisco, Raquel pensa em convidar o ex-prefeito Guilherme Coelho, que, não se sabem as razões, anda muito afastado do Governo e não deve aceitar.
Quanto ao primeiro time da campanha de João, os nomes mais cotados para a coordenação-geral são o secretário de Governo, Gustavo Monteiro, e o ex-deputado Nilton Mota, que transita bem não apenas na Região Metropolitana, mas também no Interior, especialmente no Agreste Setentrional.
Por falar em Agreste, dois nomes devem ter papel importante: Wolney Queiroz (PDT) em Caruaru e cidades próximas, e o prefeito Sivaldo Albino (PSB), em Garanhuns e Agreste Meridional. No São Francisco, a coordenação será entregue ao grupo do ex-prefeito Miguel Coelho, nome cotado para disputar o Senado na chapa de João.
Já no Pajeú, região que tem uma tradição socialista histórica, desde a época de Arraes, o núcleo central da campanha tende a ser coordenado pelo ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura.
MORAES JOGA PESADO – Aparentemente, sem consultar seus pares, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, quer descobrir se funcionários da Receita Federal obtiveram os dados de sua mulher, a advogada que fez um contrato milionário com o Banco Master, e do ministro Toffoli. Alguns de seus colegas, porém, temem que Moraes tenha informações excessivas sobre eles e suas famílias. Também mandou quebrar o sigilo bancário de cerca de cem pessoas ligadas por parentesco até o terceiro grau aos mesmos ministros.

Recordar é viver – O ministro Dias Toffoli, uma cria de Lula e do PT no STF, já traiu o presidente Lula quando este esteve na prisão, proibindo-o de ir ao enterro do irmão. Quando presidente do STF, convocou um general do Exército para assessorá-lo e passou a chamar o golpe de 64 de “movimento”. No caso Master, colocou o governo em situação delicada quando revelou-se a intimidade que tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O bicho vai pegar – Já o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master, convocou delegados da Polícia Federal para uma nova reunião, hoje, em Brasília, sobre a investigação das suspeitas de irregularidades do Banco Master e do seu dono, Daniel Vorcaro. Devem participar investigadores da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR), responsável pelo caso. O objetivo é discutir as informações já apresentadas pela PF sobre o andamento da investigação e conversar sobre os próximos passos do caso.
PE no ajuste das contas com a União – O governo Lula está finalizando um dos maiores programas de ajuste de contas dos estados que vai permitir já este ano um volume de investimentos de R$ 1,6 bilhão pelos que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que estabelece uma nova política de renegociação das dívidas estaduais com a União. Segundo o colunista Fernando Castilho, do JC, Pernambuco entrou no Propag esperando que a sua contribuição anual de R$ 180 milhões para o FEF volte no valor de R$ 500 milhões, o que vai ajudar nos investimentos do governo no último ano do atual mandato da governadora Raquel Lyra (PSD).

Quem decide é o partido – Na condição de presidente estadual do PP, o deputado Eduardo da Fonte, que desponta bem posicionado para o Senado em todas as pesquisas, começa, hoje, a ouvir a opinião dos filiados à legenda, num encontro com a participação da bancada estadual, os deputados federais Lula da Fonte e Clarissa Tércio, prefeitos e lideranças sem mandato. Dudu da Fonte, como é mais conhecido, hoje integra a base de Raquel, mas seu nome não está descartado para o Senado na chapa de João. Quem vai dar a palavra final será a voz soberana do partido.
CURTAS
APOIOS 1 – Lula tem, até agora, o apoio de 12 governadores, que estão à frente de Estados com um total de 53 milhões de eleitores. Flávio Bolsonaro conta, por enquanto, com o respaldo de 5 governadores que comandam 57,3 milhões de eleitores. Todos os cinco têm taxas de aprovação acima de 50% para suas administrações. No caso de Lula, 9 dos 12 governadores pontuam mais de 50% na aprovação de seus governos, segundo levantamento do site Poder360.
APOIOS 2 – No 2º turno, ainda segundo o site, a tendência é que Flávio consolide mais apoios nos Estados, chegando a 13 governadores. Lula, candidato único da esquerda, manteria os mesmos 12. Dois governadores não deram indicações de apoios no 2º turno: Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Gladson Cameli (PP), do Acre. O primeiro ainda pleiteia a vaga de candidato a presidente. O segundo tem se dedicado a responder processos na Justiça e evita se posicionar nacionalmente.
ZEMA VICE – O PL quer definir nas próximas semanas se o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), será o vice-presidente do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “Tudo pode acontecer”, afirmou Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. “O processo está no início. Tivemos poucas conversas até agora”. Segundo ele, serão realizadas reuniões nas próximas semanas para discutir o assunto.
Perguntar não ofende: Causou surpresa e estranheza a presença de Alexandre de Moraes no casamento de João?
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