Por Daslan Melo Lima*
Faz 11 anos que o jornalista e escritor José de Souza Alencar, o Alex, natural de Água Branca, Alagoas, fez a “grande viagem”. Menino de origem humilde, o filho de Dona Sinhá (uma guerreira alagoana na melhor acepção da palavra) formou-se em Direito, foi crítico de cinema, assistente do filme “O Canto do Mar”, de Alberto Cavalcanti, colunista social, coordenador do concurso Miss Pernambuco, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras.
Eu sempre lia religiosamente sua coluna dominical no Jornal do Commercio e aprendi muito a refletir sobre a condição humana ao mergulhar em suas sábias crônicas. Tenho num álbum de recortes uma crônica de Alex, onde ele afirma: “É tão estranha a vida, tão curiosa. E a morte, com sua realidade imponderável, deve ser, será sem nenhuma dúvida, um momento de mais absoluta solidão. Sim, será a morte um momento de solidão, do homem sozinho consigo mesmo, se não tiver fé, se não tiver o conforto e o consolo subjetivo de que existe algo mais além da vida.”
Alex sabia que existia algo além da vida. O eterno menino de Água Branca, que completaria 89 anos de idade em 5 de agosto de 2015, seguiu na luz ao encontro de outra missão no dia 24 de janeiro de 2015.
*Advogado, poeta e editor da revista Timbaúba em Foco

















