Por José Adalbertovsky Ribeiro
Dedico este lindo artigo ao meu colega o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel Garcia Marques Ribeiro, que descreveu o caudilho ditador em seu labirinto
MONTANHAS DA JAQUEIRA — O ex-ditador Nicolas Maduro é uma caixa de Pandora. Ele guarda mil demônios no coração. São os demônios do roubo, da tortura, da tirania e da traição ao seu povo. A costela dele Cília Flores conhece os segredos das flores do mal, de que falava o poeta Charles Baudelaire.
Leia maisO poeta dizia: “Embriague-se. É preciso estar sempre embriagado, Para não sentir o horrível fardo do tempo que nos verga os ombros e nos inclina para a terra. Embriaguem-se, não necessariamente com vinho, mas com poesia ou virtudes, ou amor, na busca por êxtase, beleza e para não ser escravo martirizado do tempo, da mortalidade e do tédio”.
Maduro embriagou-se com as flores do mal e se ferrou.
Cília Adela Gavídia Flores de Maduro tem nome de personagem do surrealismo mágico de Gabriel Garcia Marques. Ela e o ex-ditador estão enredados num labirinto, prisioneiros no Império capitalista.
O cowboy Donald Tramp pede um aparte, uma parte, para levar um papo-cabeça com o bandoleiro Nicolas Maduro. Oi, bicho! Não existe porta de saída no seu labirinto. A única janela, talvez, seja uma delação premiada para evitar a prisão perpétua. Com aquele bigode mexicano Maduro já tem cara de caboeta. Tramp mandou raspar o bigode dele.
Ressoa a sentença: Não haverá eleições este ano sem a interferência dos Estados Unidos. Sempre houve. A diferença é que este ano a “longa manus” dos EUA, sob o comando de Tramp, atuará na linha dos projetos conservadores e de direita. Mesmo assim o capitalista globalista George Soros continuará irrigando os movimentos sociais de esquerda, chamados de progressistas. Este é o nosso Hemisfério, proclama o cowboy, noves fora a ilha-presidio de Cuba.
“Ninguém me ama, ninguém me quer”, dizem os cubanos, cujo regime faliu. Se ao menos o cowboy Tramp resolvesse visitar o Palácio da Revolução em Havana para pegar o ditador Diaz-Canel pelos fundilhos e arrancá-lo do poder, os cubanos ficariam felizes. Rússia e Venezuela não há mais, a ilha-presidio sobrevive ao Deus-dará. O guru da seita vermelha fala em dignidade do povo cubano. Coitada da população, vivendo na indigência!
“Seu Traste, duvido que você venha pra cá!”, desafiou o valente revolucionário ditador, armado com uma espingarda tipo um tiro e uma carreira. Cuba libre! sonham os cubanos. Este é um capítulo ainda sem solução. Lá se vão 67 anos de ditadura desde 1959. Os ditadores culpam o embargo dos Estados Unidos pelo fracasso do regime. Venezuela faliu sem embargo. A Coreia do Norte é falida sem embargo. A antiga Alemanha Oriental faliu sem embargo. O inferno são os outros, ensinou o filósofo A falência múltipla de órgãos é inerente aos regimes comunistas e socialistas.
Comunistas, genéricos e derivados são intelijumentos pela própria natureza. A caterva vermelha não esquece nunca e não aprende jamais.
*Periodista, escritor e quase poeta
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