Metrópoles
A primeira noite do ex-presidente Jair Bolsonaro na chamada Papudinha foi marcada por um misto de mal-estar físico, rotina protocolar e vigilância reforçada. Fontes ouvidas pela reportagem relataram que Bolsonaro já deixou a Superintendência da Polícia Federal, na noite de ontem, soluçando.
O quadro se repetiu horas depois, já na nova cela, mas foi considerado “dentro da normalidade” pela equipe que o acompanha. Ainda assim, o ex-presidente permaneceu estável, tranquilo e chegou a cumprimentar os policiais militares que estavam de plantão.
Leia maisBolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena.
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a trama golpista, o ex-mandatário cumprirá pena em regime fechado, em cela separada dos demais presos do local, entre eles o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe da PRF Silvinei Vasques.
Segundo a decisão, Moraes autorizou a transferência por entender que o novo espaço oferece condições mais amplas para atender às demandas médicas apresentadas pela defesa. A nova Sala de Estado-Maior tem cerca de 65 m², com quarto, banheiro privativo com água quente, sala, cozinha, lavanderia e área externa exclusiva para banho de sol e exercícios físicos.
Diferentemente da carceragem da PF, o local permite circulação mais livre em área isolada, além da instalação de equipamentos para fisioterapia, como esteira e bicicleta, indicados por médicos do ex-presidente. Na carceragem da Polícia Federal, onde Bolsonaro permaneceu desde o trânsito em julgado da condenação, o espaço era individual, mas bem menor, com 12 m².
Ainda assim, contava com banheiro privativo, ar-condicionado, televisão, frigobar, médico de plantão 24 horas e autorização para acesso irrestrito de médicos particulares.
Moraes fez questão de registrar na decisão que as condições eram “extremamente favoráveis” quando comparadas à realidade do sistema prisional brasileiro e rebateu críticas públicas feitas por filhos, aliados e parlamentares, que classificaram o local como inadequado. Para o ministro, houve “tentativa sistemática de deslegitimar o regular cumprimento da pena”, ignorando os privilégios concedidos em razão do cargo anteriormente ocupado pelo condenado.
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