Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o professor, escritor, cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
Uma semana depois de grupos ligados a Raquel Lyra (PSD) terem divulgado, de forma coordenada, notícias sobre a adesão de prefeitos aliados de João Campos (PSB) ao palanque da governadora, fatos em sentido contrário começam a desmentir essa narrativa.
Nesta terça-feira (26), o ex-prefeito do Recife se reuniu com o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP), que reafirmou apoio ao projeto da Frente Popular. Ambos registraram o encontro com uma foto postada nas redes sociais.
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Na segunda-feira (25), João Campos se reuniu com o prefeito de Ipojuca, Carlos Santana (Republicanos). Assim como Rosendo, Santana passou a semana passada com o nome cogitado para uma adesão ao palanque de Raquel, o que ele nunca disse que faria. O encontro recente com o pré-candidato a governador do PSB mais uma vez desmente a narrativa do grupo da governadora.
O caso mais emblemático, porém, é o de Evilásio Mateus (PDT), de Araripina. Desde um evento partidário promovido pelo Progressistas, em 8 de maio, militantes pró-Raquel vinham dizendo que o prefeito migraria para o palanque dela. No início da semana passada, até mesmo fontes do Palácio do Campo das Princesas confirmavam a adesão dele na última sexta-feira (22), durante passagem da governadora por seu município. Evilásio a recebeu na condição de gestor da cidade, agradeceu as ordens de serviço assinadas, mas não se comprometeu eleitoralmente, frustrando a governadora.
A propagação de notícias falsas só confirma o desespero na pré-campanha da governadora, que vem apelando a adesões inexistentes e a pesquisas já suspensas pela Justiça por irregularidades na tentativa de impor uma força eleitoral que não se sustenta na realidade.
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Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, hoje. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Segundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou nesta terça-feira (26) o fim da aposentadoria compulsória remunerada como penalidade máxima imposta a juízes.
Os ministros confirmaram o entendimento de uma decisão individual do ministro Flávio Dino, relator do caso, e rejeitaram um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em março deste ano, Dino determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar a perda do cargo de magistrado, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares. As informações são do g1.
Leia maisOu seja, a aposentadoria compulsória deixa de ser a principal sanção para casos mais graves. A medida era duramente criticada porque afastava o juiz da função, mas mantinha a remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.
A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos o Supremo Tribunal Federal (STF).
No julgamento desta terça, a única divergência foi do ministro Cristiano Zanin, que discordou da tese de que os casos de aposentadoria compulsória devam tramitar no Supremo, como defenderam os colegas.
Para o ministro, essa questão não foi tratada na ação, que deveria se limitar a declarar a nulidade do caso específico e reanálise pelo Conselho Nacional de Justiça.
Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente nessas condições. Eles foram punidos por infrações graves como venda de sentenças, assédio moral e sexual, e benefícios indevidos a integrantes de facção criminosa.
Segundo Dino, a pena de aposentadoria compulsória não cabe “no ordenamento jurídico vigente”. Por isso, magistrados que cometem crimes não poderão ser sancionados com a medida.
No entendimento do ministro, a reforma da Previdência de 2019 extinguiu a aposentadoria compulsória como punição.
“A Emenda Constitucional nº103/2019, ao promover modificações no sistema previdenciário brasileiro, também alcançou expressamente o regime jurídico aplicável aos magistrados e as competências do Conselho Nacional de Justiça, revogando a sanção de ‘aposentadoria compulsória’, ao eliminar o seu fundamento constitucional”, disse Dino na decisão.
“Aos magistrados são aplicáveis as regras de aposentadoria constantes do artigo 40 da Constituição Federal, o qual não prevê a transferência compulsória para a inatividade com recebimento de aposentadoria como sanção quando do cometimento de infração disciplinar grave”, afirmou.
Dino decidiu sobre o caso após a análise de uma ação de um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para anular decisões do CNJ, que resultaram em sua aposentadoria compulsória
No recurso contra a decisão do ministro Dino, a PGR defendeu que o caso fosse levado a julgamento no plenário do Supremo e não da Primeira Turma.
A Procuradoria afirma que a decisão se baseou em “intenções louváveis”, mas que pode representar risco ao Judiciário e ao Ministério Público, ficando vulneráveis a pressões políticas.
A PGR apontou ainda que a decisão de Dino representou interferência na atuação do Congresso.
“Tal construção hermenêutica retira o papel do legislador complementar da definição das sanções aplicáveis à magistratura, deslocando para a interpretação judicial a escolha política sobre quais condutas permitirão, ou não, a perda do cargo: precisamente o que a reserva de lei visa a impedir”.
Caso o recurso não seja acolhido na Primeira Turma, a PGR pode tentar levar a discussão para o plenário do STF.
Desde a decisão de Flávio Dino, o Conselho Nacional de Justiça vem discutindo se e como vai aplicar a medida aos casos disciplinares. O Conselho tem uma resolução sobre a questão para ser analisada pelo plenário, mas a tendência é que espere a análise pela Primeira Turma do Supremo.
Antes da decisão de Dino, a aposentadoria compulsória era considerada “pena máxima” administrativa. A medida está prevista na Lei Orgânica da Magistratura para juízes que cometem infrações graves. Ele, no entanto, não especificou o que são casos graves.
Ela é, no entanto, alvo de críticas por permitir que o magistrado continue recebendo salário proporcional ao tempo de serviço — ou seja, muitas vezes pode ser vista como uma espécie de “prêmio” (receber salário sem trabalhar), em vez de punição efetiva.
Dino decidiu sobre o caso após a análise de uma ação de um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para anular decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultaram em sua aposentadoria compulsória.
O magistrado alvo do processo atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi aposentado depois que o CNJ comprovou condutas como:
O deputado estadual Izaías Régis participou, nesta terça-feira (26), de solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, onde a governadora Raquel Lyra anunciou um pacote de investimentos e autorizações de obras que somam R$ 195,3 milhões em Pernambuco. As ações contemplam áreas como cultura, saúde, educação, segurança pública e infraestrutura urbana, incluindo obras de requalificação de equipamentos públicos e construção de novas creches.
Durante o evento, Izaías Régis afirmou que os investimentos do Governo do Estado em Garanhuns já ultrapassam R$ 500 milhões. “Em Garanhuns, os investimentos já ultrapassam R$ 500 milhões, com obras estruturadoras e históricas, como a construção da Maternidade, do Hospital Mestre Dominguinhos e do IML”, declarou o parlamentar. A solenidade contou ainda com a presença da vice-governadora Priscila Krause, secretários estaduais, deputados e prefeitos.
Os 40 anos da Faculdade de Afogados da Ingazeira, atual Faculdade do Sertão do Pajeú (FASP), serão celebrados nesta terça-feira, no Cine Teatro São José, em Afogados da Ingazeira, com uma mesa-redonda que vai revisitar a mobilização popular realizada na década de 1980 em defesa da implantação de uma instituição de ensino superior no município. O encontro contará com a participação do secretário de Cultura de Afogados da Ingazeira, Augusto Martins, que relembrou, em vídeo divulgado nas redes sociais, o movimento iniciado por estudantes da cidade a partir de um abaixo-assinado.
Segundo Augusto Martins, a mobilização reuniu moradores, entidades e lideranças locais em um ato público realizado em frente à Catedral de Afogados da Ingazeira. “Saímos com o abaixo-assinado no comércio de Afogados, nas ruas, nas entidades, mobilizamos toda a população e realizamos um ato público em frente à Catedral”, afirmou. De acordo com o secretário, o movimento ganhou apoio de lideranças políticas e professores até a autorização do funcionamento da autarquia, no fim do governo Sarney.
Por Marlos Porto*
Vi hoje reportagem na TV Gazeta de Alagoas mostrando as movimentações dos pré-candidatos ao governo alagoano, João Henrique Caldas, ex-prefeito de Maceió, e o ex-ministro Renan Filho. Fiquei impressionado com a quantidade de gente nos eventos e também com diversas pessoas com bonés azuis com o nome do candidato Renan Filho. E o apresentador, de forma descontraída, falando sobre sorteios de geladeira e fogão em eventos dessa natureza, como se fosse algo típico e normal.
Pesquisando na Internet, vi no Portal G1 que, no dia 10 de maio, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, teria feito o sorteio de 50 transferências via PIX no valor de duzentos reais, durante uma festa de Dia das Mães em Rio Largo, em evento que contou com a presença do senador Renan Calheiros.
Leia maisNa reportagem, fica explícita a “lógica” adotada: “Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Estado da Comunicação informou que a iniciativa teve ‘caráter estritamente pessoal e privado’, sem relação com a agenda oficial do Governo de Alagoas. Ainda segundo o governo estadual, não houve uso de recursos públicos, servidores ou estruturas vinculadas ao Estado. A nota também afirmou que a ação não teve vínculo com pedido de votos, atividade eleitoral ou utilização da máquina pública”.
É difícil definir o que está acontecendo no nosso país. Existe um período próprio para campanha eleitoral. Antes desse período, não se permite campanha política. A lógica é a da igualdade de condições para a disputa. Fazendo uma analogia esportiva, permitir campanha antecipada é como deixar um corredor “queimar” a largada, dando passadas antes dos demais, que podem fazer a diferença na hora da chegada.
Contudo, é comum, antes mesmo das campanhas políticas iniciarem, muitas pessoas já buscarem obter apoios. Anunciam que são pré-candidatos e vão fazendo não só contatos e visitas, mas também promessas e acordos. Tanto é assim que, quando a campanha começa “pra valer”, a gente vai falar com um cidadão e ele, meio ressentido, vai logo dizendo: “por que você não me procurou antes?”. Ora, por esse simples exemplo se tem a clareza da farsa que é a lógica da igualdade da disputa política no Brasil.
Anos atrás, parecia haver um rigor maior para coibir a propaganda eleitoral antecipada. Inclusive a chamada “promoção pessoal” era vista como uma forma de se antecipar a propaganda eleitoral e era proibida. Depois, passou a ser aceita, desde que não houvesse o “pedido explícito de voto”. Mas aí é que “a emenda ficou pior que o soneto” e a ficção adotada ficou ainda mais ridícula: desde quando é preciso haver “pedido explícito de voto” no mundo real para que haja a pactuação entre eleitor e o futuro candidato com vistas a que este receba daquele o tão desejado voto? Fazendo outra analogia, no mundo das relações líquidas e promíscuas, infelizmente tão em voga, para combinar relações sexuais com alguém seria absolutamente indispensável o tal “pedido explícito” nesse sentido ou bastaria muitas vezes apenas o desejo mútuo e o acordo de vontades, muitas vezes expresso por meio da troca de olhares, sorrisos e carícias? Pois bem. Na seara eleitoral, contudo, o equivalente a tudo isso parece, na prática, estar permitido, desde que não haja o fatídico pedido: “vote em mim!” ou “o(a) senhor(a) poderia votar em mim, por obséquio?”.
Esse “vale-tudo” eleitoral é uma aberração. Afinal, entender a tal “promoção pessoal” com esse sentido amplo que vem sendo adotado, durante o período pré-eleitoral, é abrir a porteira para que os rebanhos eleitorais sejam comprados de formas as mais diversas, como se nada de mais estivesse acontecendo. Afinal, aquele simples cidadão (que por acaso é um governante, um parlamentar ou um ex-prefeito ou ex-governador), tratado como uma verdadeira celebridade, apenas “apareceu” durante um evento no qual uma geladeira era sorteada, talvez por uma feliz coincidência, quiçá de passagem, mas é óbvio que ele não está comprando voto (pois nem estamos em campanha, não é mesmo?), ele só está promovendo inocentemente a sua imagem, a sua marca pessoal, sem vinculação nenhuma entre si e a vantagem que, na prática, foi destinada aos participantes de um evento coletivo (ainda que apropriada individualmente por um felizardo).
Democracia de verdade se faz com o respeito absoluto à liberdade de consciência do eleitor, que não pode ser conspurcada por qualquer tipo de vantagem. Foi com base nessa justificativa que até mesmo um simples “santinho” com calendário no verso foi banido das campanhas: afinal, o calendário não deixava de ser um tipo de vantagem, assim como as canetinhas, os bonés, as camisas, os ímas de geladeira com telefones úteis, etc.
Hoje, temos campanhas formalmente mais curtas, submetidas a um rigoroso controle da propaganda, das receitas e das despesas, porém um período pré-eleitoral longo e permissivo, no qual os principais acordos são feitos antes das convenções (que se tornaram mera encenação do que seria um processo decisório real) e em que grande parte dos futuros postulantes aproveita a vagueza do status de “pré-candidato” para, de forma direta ou indireta, terem sua imagem impregnada em toda sorte de eventos, nos quais a única postura que parece proibida é o escrúpulo rigoroso no tocante à livre consciência do eleitor, que termina sendo mercadejada como se fosse banana na feira, tudo sob o lastro de mera “promoção pessoal”.
*Bacharel em Direito
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A Prefeitura de Goiana vai conceder um auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias afetadas pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram o município neste ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (26) pelo prefeito Marcílio Régio, durante reunião com o secretariado municipal realizada na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, pasta comandada pela primeira-dama Ana Silveira. O valor definido representa o maior auxílio já pago pelo município em situações semelhantes e reforça o compromisso da gestão com as famílias afetadas pela maior enchente da história de Goiana.
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos já realizou o cadastramento e o acompanhamento das famílias atingidas, garantindo que o benefício seja destinado a quem realmente necessita do apoio emergencial. “Enfrentamos a maior enchente da história de Goiana e nosso povo precisa de uma resposta rápida. Estamos finalizando o projeto de lei do auxílio emergencial de R$ 2.500 como um gesto concreto de solidariedade às famílias que mais sofreram com essa tragédia”, afirmou o prefeito Marcílio Régio.
Segundo o procurador-geral do município, Rodrigo Dias, o projeto de lei deverá ser enviado à Câmara Municipal até a próxima quinta-feira, em regime de urgência, para agilizar a análise, a aprovação e permitir que o pagamento seja realizado o mais rápido possível às famílias cadastradas. Durante a reunião, o prefeito também anunciou a liberação da subvenção destinada às quadrilhas juninas do município, garantindo apoio aos grupos culturais que se preparam ao longo do ano para se apresentar neste período. O projeto autorizando a liberação dos recursos já foi encaminhado à Câmara de Vereadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, hoje, o fim da escala de trabalho 6×1, ideia encampada pelo governo que está em análise no Congresso Nacional. Durante discurso em Manaus (AM) – onde entregou 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – o petista, ao falar sobre a 6×1, disse que a vida da mulher é “mais grave” porque, além do emprego, tem dupla jornada com os afazeres de casa.
“Nós vamos acabar com a escala 6×1 e vamos botar a escala 5×2, o povo vai trabalhar cinco dias e vai poder descansar dois porque a vida da mulher é mais grave ainda, a mulher trabalha e, quando chega em casa, ela tem que lavar a louça, tem que lavar o banheiro, tem que lavar roupa, tem que cuidar das coisas, a mulher tem dupla jornada”, afirmou o petista.
Leia maisDe acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, as mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.
Ainda sobre a redução de jornada, Lula disse que o governo fez um acordo com o Congresso para o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Ontem, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou relatório na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.
O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto ainda será votado pela comissão especial, onde deve ser aprovado, e a expectativa é de que a análise da PEC no plenário principal da Câmara ocorra na quinta-feira (28).
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Em meio a uma intensa agenda de compromissos políticos por Pernambuco, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), subiu o tom nas redes sociais e em seus discursos para defender os programas de transferência de renda e alertar a população sobre os riscos de perda de direitos fundamentais devido à burocracia e à desinformação. O posicionamento da liderança surge como uma resposta direta a polêmicas recentes e fake news propagadas na internet que tentam criminalizar ou desestimular o Bolsa Família sob o falso argumento de que o benefício desincentiva o mercado de trabalho.
Em vídeo publicado nas redes sociais e com dados nacionais e locais em mãos, Marília desmistificou uma série de falsas informações sobre o tema e reafirmou seu compromisso com as políticas do presidente Lula de combate às desigualdades. “Ninguém escolhe viver na pobreza por um valor médio de R$ 678. Dizer que o Bolsa Família desestimula o emprego é preconceito de classe e desconhecimento da realidade. Esse programa é o chão que garante a dignidade e a sobrevivência de mais de 1,41 milhão de famílias pernambucanas, colocando comida na mesa e fazendo a economia de todos os nossos 185 municípios girar”, destacou a pré-candidata.
Leia maisA defesa de Marília apoia-se no impacto macroeconômico do programa federal: cada R$ 1,00 investido no Bolsa Família retorna cerca de R$ 1,78 para o PIB do país. No cenário local, o investimento do Governo Federal injeta mais de R$ 1 bilhão mensalmente no comércio e no setor de serviços de Pernambuco. O programa foi também o principal motor para a segunda saída histórica do Brasil do Mapa da Fome, confirmada recentemente por relatórios da FAO, retirando 26,5 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave no biênio recente.
O alerta da tarifa social e o resgate do legado de Arraes – Além de combater as narrativas falsas sobre a transferência de renda, as intervenções de Marília trouxeram um alerta de utilidade pública urgente sobre a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Diante das novas regras federais de cruzamento rígido de dados, cerca de 755 mil famílias no estado (quase 20% do público elegível) correm o risco de perder ou ter o desconto na conta de luz bloqueado por falta de atualização cadastral ou por divergências na titularidade da fatura. O cancelamento do benefício pode gerar um custo adicional imediato de R$ 73 a R$ 91 mensais no orçamento dessas pessoas.
A pauta conecta-se profundamente com a trajetória política de Marília. O direito à energia barata e acessível foi uma das grandes marcas de seu avô, o ex-governador Miguel Arraes, pioneiro na eletrificação rural nas décadas de 1960 e 1990 — um modelo que, posteriormente, serviu de inspiração direta para o programa nacional Luz para Todos no primeiro governo Lula.
“Meu avô Miguel Arraes revolucionou o interior ao levar os postes e os fios para tirar o povo do candeeiro, porque sabia que a energia era o motor da dignidade e da produção. Hoje, no século XXI, a universalização física foi feita, mas o desafio passou a ser a exclusão econômica. De nada adianta o fio passar na porta se a conta de luz compete com o dinheiro do arroz e do feijão. Continuar o legado de Arraes hoje significa assegurar que a energia seja financeiramente acessível”, defendeu Marília.
Para sanar o gargalo que ameaça as famílias de baixa renda, Marília Arraes defende que o poder público municipal e a distribuidora Neoenergia Pernambuco promovam mutirões de busca ativa intersetoriais, desburocratizem o atendimento nos CRAS e realizem campanhas descentralizadas de comunicação.
Enquanto avança em suas agendas e dialoga com as bases, a pré-candidata reforçou que sua caminhada ao Senado será pautada pela vigilância constante contra as mentiras digitais que afetam os mais vulneráveis e pelo fortalecimento das políticas públicas construídas em parceria com o Governo Federal. “A justiça social se faz com verdade, informação e garantia de direitos. O Bolsa Família e a Tarifa Social andam juntos e são patrimônios do povo que nós vamos continuar defendendo em cada canto de Pernambuco”, concluiu.
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A redução de leitos hospitalares e a retirada de aproximadamente R$ 1,5 bilhão dos aportes destinados à saúde pública estadual são apontadas por deputados estaduais como as principais causas do agravamento da crise enfrentada pelos hospitais de Pernambuco. O tema ganhou força após uma série de blitze realizadas por parlamentares em algumas das maiores emergências da rede estadual, onde foram constatados cenários de superlotação, precarização estrutural e sobrecarga extrema nos atendimentos.
As fiscalizações ocorreram no Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, após denúncias recorrentes feitas por pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e entidades sindicais. Durante as visitas, os deputados encontraram corredores lotados, pacientes acomodados em macas improvisadas, demora no atendimento, estruturas deterioradas, infiltrações, problemas de manutenção e equipes trabalhando sob forte pressão.
Leia maisDe forma proporcional ao orçamento do estado, os investimentos em saúde são os menores dos últimos seis anos. Os aportes desabaram de 18,8% da receita corrente líquida do estado, em 2022, para 15,7% e 15,8%, nos anos seguintes, o que representa R$ 1,5 bilhão a menos para essa área. Outro ponto crítico é a redução do número de leitos. No Governo Eduardo Campos, 879 foram adicionados à rede, e no Governo Paulo Câmara, outros 594. Já o saldo dos três primeiros anos do Governo Raquel Lyra é de 440 leitos a menos.
“A crise atual não pode ser tratada como consequência apenas do aumento da demanda hospitalar. Esse colapso é resultado direto da redução da capacidade de atendimento da rede pública estadual, provocada pelo fechamento de leitos e pela diminuição dos investimentos na saúde ao longo dos últimos anos”, avalia o líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Sileno Guedes (PSB).
Os deputados também criticam a redução de 17% nos investimentos destinados às principais unidades hospitalares da rede estadual, apontando que o corte agravou ainda mais um sistema já pressionado pela falta de estrutura e pela alta demanda reprimida. Entre 2023 e maio de 2026, por exemplo, R$ 913,9 milhões foram gastos pelo governo com ações como construção, ampliação, reforma e equipagem de unidades. Em paralelo, R$ 1,067 bilhão foram aportados em comunicação e marketing e na realização de festividades.
“Essa combinação entre menos recursos e menor capacidade hospitalar vem produzindo um ambiente de colapso progressivo nas maiores emergências públicas do estado. O Governo Raquel Lyra tem demonstrado quais são suas prioridades, e elas não são, definitivamente, a saúde”, declara o vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB).
Um dos episódios mais emblemáticos desse cenário ocorreu no Hospital da Restauração. Pouco tempo depois de o Governo do Estado divulgar ações de revitalização da fachada da unidade como peça de comunicação institucional, parte do teto do hospital desabou, expondo a fragilidade estrutural da maior emergência pública do Norte e Nordeste. Para os parlamentares, o episódio simboliza a distância entre a propaganda oficial e a realidade enfrentada diariamente por pacientes e profissionais dentro das unidades.
A mesma crítica foi direcionada ao Hospital Agamenon Magalhães. O governo lançou uma licitação de R$ 15 milhões voltada à recuperação da fachada da unidade em meio ao aumento das denúncias sobre dificuldades operacionais, pressão assistencial e superlotação. “Estivemos nesses hospitais e encontramos problemas que vêm sendo maquiados pelo atual governo. A propaganda diz que está tudo bem, mas, por dentro, os problemas estruturais seguem sem uma solução efetiva”, diz o deputado Diogo Moraes (PSB).
Os parlamentares também dispõem de documentos técnicos produzidos pelo próprio Governo de Pernambuco para reforçar as críticas. Relatórios estaduais reconhecem que hospitais regionais operam com limitações de alta complexidade, ampliando a transferência de pacientes para Recife e Caruaru e aumentando a sobrecarga sobre os grandes hospitais estaduais. A situação se agrava porque, desde 2023, dois hospitais já foram fechados pelo Governo Raquel Lyra – o de Retaguarda em Neurologia, no Recife, e o Jesus Nazareno, em Caruaru – e três UTIs pediátricas foram desativadas – a do Barão de Lucena e a do Correia Picanço, no Recife, e a do Hospital José Fernandes Salsa, em Limoeiro.
“Essas fiscalizações vão continuar nas próximas semanas e novos relatórios serão encaminhados aos órgãos de controle e fiscalização. O que temos de concreto, e o povo pernambucano precisa saber, é que houve redução de investimentos, de leitos e de espaços de atendimento. Vamos cobrar medidas emergenciais para a reestruturação da rede estadual de saúde”, avisa o deputado Eriberto Filho (PSB).
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Blog da Folha
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelos PSB, João Campos, esteve, hoje, nas dependências da Folha de Pernambuco para uma visita institucional. Na ocasião, ele comentou sobre vários assuntos e criticou o Governo do Estado no âmbito da segurança pública. Ele afirmou que, caso eleito, não tomará qualquer decisão na área da segurança pública com viés ideológico.
Segundo o socialista, as convicções políticas não podem estar acima das capacidades técnicas. “Não usarei a cartilha ideológica para a segurança e nem para questões técnicas de qualquer natureza. Você pode ter as suas crenças, mas tem que ser técnico e precisa ter a noção de que vai desagradar diferentes aspectos políticos, desde que faça o que tende a ser o certo”, disse.
Leia maisRelação com Flávio Bolsonaro, caso ele seja eleito à Presidência
Questionado sobre como seria sua relação, caso eleito, com o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), João Campos lembrou que seu mandato enquanto prefeito do Recife aconteceu durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que não influenciou o seu trabalho à frente da capital pernambucana.
“Teria uma relação institucional com Flávio. Eu fui prefeito quando Bolsonaro foi presidente e, mesmo sem nunca ter sido recebido por ele, soube fazer o dever de casa. Independentemente de quem está governando o País, devemos tratar as pessoas com respeito. Acredito que o pior é quando não temos uma posição e as pessoas valorizam isso”, afirmou.
Comparação com o governo Raquel Lyra
Em seguida, o pré-candidato falou ainda que se considera preparado para discutir sobre qualquer tipo de comparação entre o seu governo à frente da Prefeitura do Recife com o de Raquel Lyra. “Estamos prontos para comparar o que foi realizado enquanto prefeito do Recife e o que ela fez como governadora ou até mesmo como prefeita, se for o caso”, frisou. Ele destacou ainda que não quer falar só sobre o legado dos mandatos.
“Estou principalmente pronto para falar sobre o futuro. Não falarei apenas daquilo que foi feito, embora a comparação seja muito ruim para o atual governo”, destacou.
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