O blog recebeu o relato do técnico em desenvolvimento rural sustentável Paulo Bandeira, que criticou a nova orientação do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) sobre o acesso às sementes distribuídas anualmente pelo Estado. Segundo ele, a exigência de cadastro prévio de agricultores, associações e cooperativas nunca havia sido feita e pode dificultar ainda mais o processo.
Paulo afirma que o repasse das sementes já costuma chegar atrasado aos municípios, muitas vezes entre junho e julho — período em que o plantio já deveria estar concluído. “Geralmente era para mandar no máximo em fevereiro, para plantar em março, mas mandam depois da data”, disse.
Leia maisPara ele, implementar agora um cadastramento obrigatório, sem prazo adequado e sem diálogo com as bases, significa impor mais burocracia a quem depende diretamente do programa. “O Estado está abusando do seu poder”, afirmou.
Bandeira também lamentou a falta de manifestação das principais entidades de representação dos trabalhadores rurais, como Fetape (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco) e Fetraf (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar). “Não têm nenhuma posição ainda diante disso. Eu estou solitário nessa caminhada”, declarou.
O técnico responsabiliza a atual gestão do IPA por, segundo ele, estar “mal assessorada” e por conduzir uma política que prejudica agricultores e agricultoras que dependem do repasse para garantir o plantio. “Deixo aqui meu repúdio com essa ação que o Estado está fazendo com os agricultores e agricultoras”, concluiu.
O espaço permanece aberto para manifestação do IPA, da Fetape e da Fetraf, caso queiram se posicionar.
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