O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, esclareceu os motivos que levaram o município a aparecer entre os últimos colocados no IGM-PREV 2024, índice divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) que avalia a qualidade da gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Os dados são referentes ao exercício de 2024, período ainda sob responsabilidade da gestão de Evandro Valadares.
Segundo o relatório, São José do Egito recebeu a pior nota possível, E, em quatro dos cinco eixos avaliados, e D no quinto. O prefeito Fredson afirmou que o resultado reflete um cenário crítico acumulado ao longo dos últimos anos. “Herdamos um rombo superior a 6 milhões de reais deixado pela gestão anterior. Foram anos repassando apenas 14% de contribuição patronal, referente as secretarias”, afirmou.
Leia maisPara evitar que o sistema entrasse de imediato em colapso, a atual gestão elevou a contribuição patronal para 28%. “A nossa gestão passou a repassar o dobro para melhorar o saldo do FUMPRESJE que paga aposentados e pensionistas. Além disso, o TCE apontou ausência de política de investimentos e baixa rentabilidade dos recursos, fatores que contribuíram para a piora do RPPS”, declarou o prefeito.
Fredson alertou que, sem intervenções urgentes, o pagamento de aposentados e pensionistas pode ficar comprometido. “A verdade é uma só: se não fizermos a Reforma da Previdência Municipal, o sistema vai quebrar. Estamos tomando medidas duras, mas indispensáveis para garantir os direitos dos servidores”, disse.
As ações da Prefeitura incluem a elaboração da reforma previdenciária, reorganização de parcelamentos antigos e reestruturação da gestão previdenciária. “Não vou permitir que quem dedicou sua vida ao município fique desamparado. Vamos recuperar o RPPS com seriedade e transparência”, concluiu.
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