A primeira pesquisa de intenção de votos sobre a eleição para o Governo de Pernambuco, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco, revela um cenário de empate técnico na disputa pelo Palácio das Princesas. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 42%. Como a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados.
Na sequência da pesquisa estimulada, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) soma 2% das intenções de voto. Os eleitores que declararam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 7%, enquanto 5% disseram não saber ou preferiram não responder.
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Dos entrevistados da pesquisa estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra lidera no Interior, com 54%, contra João Campos, com 35%. O ex-prefeito do Recife sai na frente na Capital com 51% contra 31% da governadora. O cenário também se repete na periferia, com João Campos somando 50% e a gestora estadual alcançando 31%.
No recorte de gênero, a governadora tem a maioria entre os homens, com 49%, contra 37% de João Campos. Entre as mulheres, o ex-prefeito soma 45% e a gestora estadual tem 40%. Por idade, Raquel Lyra tem a maioria do eleitorado entre jovens de 16 a 24 anos com 49%. Já João Campos soma 35% entre os pesquisados nesta faixa etária. Entre os eleitores com idade de 25 a 44 anos, Raquel Lyra tem 46% e João Campos, 41%. Já no público com 45 anos a 59, a pessedista alcança 47% e o socialista, 41%. No eleitorado com 60 anos ou mais, João Campos lidera com 49% contra 33% de Raquel Lyra.
A pesquisa também avaliou o recorte pelo grau de instrução do eleitorado. Neste estrato, 54% dos eleitores com ensino superior votam na governadora de Pernambuco, enquanto 37% preferem João Campos. Na faixa dos pesquisados com ensino médio, Raquel Lyra soma 45%, enquanto João Campos alcança 39% da preferência do eleitorado deste segmento. Já entre os pernambucanos com instrução até o ensino fundamental, 46% revelam voto no socialista e 39% dizem votar na pessedista.
No recorte pela renda do eleitor, Raquel Lyra tem 51% e João Campos 35% na faixa dos eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos. Entre os pesquisados que recebem entre dois a cinco salários mínimos, a gestora estadual alcança 50% e o ex-prefeito do Recife, 40%. Na faixa do eleitorado que recebe até dois salários mínimos, João Campos possui 44% e Raquel Lyra, 40%.
Segundo turno
Já na simulação de segundo turno, Raquel Lyra (PSD) apareceu com 45% dos votos, enquanto João Campos (PSB) ficou com 44%. Nenhum, brancos e nulos somaram 6%, mesma pontuação dos entrevistados que não souberam ou não responderam ao questionamento.
Voto
A pesquisa aferiu, ainda, a probabilidade do voto em cada um dos pré-candidatos. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados declararam que votaria com certeza em Raquel Lyra, enquanto 19% disseram que “poderia votar” na atual governadora. Já 37% responderam que não votariam nela “de jeito nenhum” e 2% disseram que “não conhecem a pré-candidata o suficiente” para responder ao questionamento. Já 3% não souberam ou não responderam.
Quando perguntados sobre o voto no ex-prefeito do Recife João Campos, 38% dos entrevistados disseram que votariam nele “com certeza”, 18% declararam que “poderiam votar” e 39% afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Outros 4% afirmaram que “não conhecem o suficiente o pré-candidato” e 2% não souberam ou não responderam.
Sobre o ex-vereador do Recife Ivan Moraes, 1% declarou que votaria nele “com certeza”, 3% que “poderiam votar”, 44% responderam que não votariam nele “de jeito nenhum” e 50% disseram que “não o conhecem o suficiente”. Já 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Avaliação
Sobre a atual administração do governo Raquel Lyra, 43% dos entrevistados classificaram a gestão como “ótima/boa”, 35% como “regular”, 19% como “ruim/péssima”. Já 3% deles não souberam ou não responderam ao questionamento.
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos entre os dias 11 e 14 de junho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06997/2026 e PE-07168/2026.
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Do G1/PE
O escritor pernambucano Raimundo Carrero morreu aos 78 anos, no Recife, na madrugada de hoje. A causa da morte foi um câncer, de acordo com a família do autor de livros como “As sóbrias ruínas da alma”, que conquistou o Prêmio Jabuti em 2000.
O velório acontece na Academia Pernambucana de Letras, da qual Carrero era membro desde 2004 e localizada no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. O horário não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.
À TV Globo, a família do escritor disse que Raimundo Carrero estava internado há uma semana no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, no Centro do Recife. Ele foi à unidade de saúde após sentir dores e descobriu que estava com um câncer em estágio avançado próximo do pulmão.
Familiares também lembraram que, há 16 anos, o escritor teve um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, passou a apresentar várias comorbidades.
No comunicado da morte, os parentes de Carrero disseram que, neste “momento de dor, a família agradece as manifestações de carinho, solidariedade e respeito recebidas de amigos, leitores, admiradores e de todos que tiveram suas vidas tocadas por sua trajetória”.
“Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”, afirmou a família do escritor, em nota.
Uma largada gigantesca com cheiro de povo
O pré-candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos, deu uma demonstração, ontem, em Gravatá, de que parte fortíssimo no enfrentamento à governadora Raquel Lyra (PSD). Uma consulta à população, quanto às demandas e prioridades do Estado, se transformou num gigantesco ato de mobilização popular. O auditório do hotel Canarius, local do evento, com capacidade para seis mil pessoas, lotou logo cedo.
Segundo a organização do evento, mais de 20 mil pessoas estiveram presentes. Muitos prefeitos não conseguiram chegar ao auditório para ouvir a fala do socialista, como Sandrinho Palmeira (PSB), de Afogados da Ingazeira, que viajou 300 km para o ato. “Nunca vi uma loucura dessas, nem no tempo de Arraes”, comentou, emocionado, o gestor afogadense.
Sem lugar no recinto principal, a multidão tomou, literalmente, todas as dependências do hotel, numa verdadeira invasão. As delegações partiram de todas as regiões do Estado, formadas por prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores e lideranças comunitárias. Quando João chegou, foi carregado nos ombros por populares e seguido por milhares de aliados.
Leia maisPara o PSB, Gravatá é chão sagrado. Foi lá que o então governador Eduardo Campos fez também seu primeiro grande ato de campanha em 2006 e lançou, mais adiante, o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal, o FEM, contemplando vários municípios do Estado com recursos a fundo perdido.
Em Gravatá, João lançou o “Chega Junto Pernambuco”, programa de escuta popular com o objetivo de compilar o que é sentido pela população para transformar esse conjunto de contribuições em uma plataforma organizada de diretrizes que será a base do futuro plano de governo da Frente Popular.
Agora, segundo disse João, “é hora de transformar tudo isso em linhas de ação organizadas, que embasem um conjunto de propostas para tirar Pernambuco da estagnação que vive hoje”, afirmou. Desde que se lançou pré-candidato a governador, João tem percorrido o Estado falando de propostas de mudança, processo que se intensifica com o lançamento do “Chega Junto Pernambuco”. “Tudo o que João Campos tem falado nos giros que tem feito pelo interior se baseia no que ele tem ouvido da população. É a adutora que precisa ser construída, a estrada a ser duplicada, o serviço de saúde que precisa ser reaberto”, explicou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.
DESASTROSA – Presente ao ato de Gravatá, ontem, o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (MDB), candidato a deputado estadual, ficou impressionado com a multidão presente e a euforia da militância. Para ele, João tem que ir a Caruaru, terra da governadora Raquel Lyra, para participar de evento semelhante. “Caruaru espera João de braços abertos. João é a nossa esperança para tirar esse Estado da estagnação, fruto de uma gestão desastrosa”, afirmou, referindo-se ao Governo Raquel.

Mina de ouro – Inaugurado com pompa, ontem, pela governadora Raquel Lyra, o Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Hospital Central de Paulista, é uma verdadeira mina de ouro de recursos públicos para as empresas que o administram — em especial a do vereador do Recife, Paulo Muniz (Solidariedade). Seis sócios de três famílias ligadas ao hospital, entre elas a do parlamentar, já receberam R$ 178,3 milhões, sem qualquer licitação, do Governo do Estado.
Lula isola Túlio – O vídeo de Lula divulgado ontem foi muito mais do que uma demonstração de força do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. Também serviu para expor que há atores políticos interpretando de forma equivocada os sinais emitidos pelo presidente, entre eles o pré-candidato ao Senado na chapa de Raquel, Túlio Gadelha. Nos últimos meses, Túlio tem sustentado o discurso de que Lula estaria alinhado politicamente a Raquel, ao mesmo tempo em que exalta sua relação pessoal com o presidente.
Voto da direita – O gesto político de ontem, porém, apontou em outra direção. Ao deixar claro seu apoio a João Campos, Lula reforçou o seu palanque e apoiou uma chapa com Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado. Pelo visto, não tem amor no ar e Túlio Gadelha vai ter que correr atrás do voto da direita mesmo.

Marília cutuca Raquel – A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou que o campo liderado por João Campos (PSB) chegou à pré-campanha mais organizado do que os adversários, especialmente na definição das vagas para o Senado e do apoio do PT. Em visita à Folha de Pernambuco, a pedetista disse que a aliança entre João e o presidente Lula (PT) estava consolidada há muito tempo e minimizou as dúvidas que cercaram o tema nos últimos meses. “O nosso campo sempre esteve muito mais consolidado em relação aos pré-candidatos ao Senado e à certeza de que o PT ficaria formalmente com João Campos”, afirmou. Sem citar diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD), Marília disse que a definição antecipada evitou problemas enfrentados hoje por “outro palanque”, numa referência à disputa ainda aberta pelas vagas ao Senado na chapa governista.
CURTAS
Caiado descarta Flávio – O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “perdeu a condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula (PT)”. Em entrevista à Jovem Pan News, o ex-governador de Goiás atribuiu a avaliação ao desempenho recente do senador nas pesquisas e disse que o cenário da disputa mudou. Caiado também contestou a ideia de que a candidatura de Flávio seja um caminho natural para a oposição em 2026 e voltou a se apresentar como alternativa de centro-direita para enfrentar o petista.
Racha na direita – O ex-governador Romeu Zema (Novo) foi desconvidado de um evento do partido em Santa Catarina após críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão partiu do diretório estadual da legenda e provocou reação de integrantes da cúpula nacional, que classificaram a medida como unilateral.
Sem alívio para Vorcaro – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em parecer enviado ao ministro André Mendonça, do STF, Gonet afirmou que não houve fatos novos capazes de justificar a mudança de regime e sustentou que cabe ao Supremo definir o local de cumprimento da prisão preventiva. O procurador também se posicionou contra a nova versão da proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro.
Perguntar não ofende: Túlio ainda vai pedir voto para Lula?
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Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ‘perdeu a condição’ de vencer o presidente Lula (PT) na eleição de outubro e se colocou como pré-candidato com mais chances de vencê-lo em um eventual 2º turno.
Segundo o ex-governador de Goiás, as pesquisas de intenções de voto divulgadas nesta semana apresentam queda do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do g1.
Leia mais“Eu posso dizer o que os números estão mostrando: o Flávio perdeu essa condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula em decorrência de tudo que vem vendo mostrado em números pelas pesquisas”, afirmou Caiado em entrevista à Jovem Pan News.
Pesquisa Quaest divulgada no dia 10 mostrou que Lula lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 38%.
A mesma pesquisa mostra que Lula possui 45% das intenções de voto em eventual 2º turno contra Caiado, que soma 35%.
“Eu sou, hoje, a melhor condição de bater o Lula no 2º turno”, disse. “Não sou eu que estou dizendo, são as pesquisas: tem pesquisa que eu estou empatado, tem pesquisa que eu estou dentro da margem de erro e em condições para ter um debate, não tem distanciamento”, disse o pré-candidato.
Não há mais empate técnico entre eles, como ocorria em levantamento anteriores: em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula.
“Eu estou avaliando os dados concretos, o que nós temos que avaliar hoje é a realidade. A realidade é essa. Até onde vai a queda, eu não sei dizer”, disse.
Relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, do Banco Master
Questionado sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Caiado afirmou que não se limita a criticar possíveis casos de corrupção apenas para políticos de esquerda.
“Cada um que responda pelos seus atos, eu respondo pelos meus. Eu tenho autoridade moral para falar. Agora, eu não vou fazer o pré-julgamento de ninguém, mas a opinião pública já deu nove pontos de diferença nas pesquisas”, disse, alegando “não ter nada” com Vorcaro.
“Cabe a mim dizer o que eu disse: você vai se explicar para o seu partido, você vai se explicar para o eleitor no Brasil. Essa que é a situação”, disse, ao citar que Flávio sofreu impacto nas pesquisas.
Questionado sobre soluções para a segurança pública, o ex-governador citou um caso de prédio invadidos pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro e disse que “é só colocar o Caiado na Presidência que vamos mudar o Brasil e eu vou devolver a cidadania” dos moradores em detrimento do crime organizado.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), lançou nesta segunda-feira (15), em Gravatá, a plataforma Chega Junto Pernambuco, iniciativa voltada à coleta de sugestões da população para a construção de propostas para o Estado. Segundo a organização, o evento reuniu cerca de 20 mil pessoas e contou com a exibição de uma mensagem gravada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gravação, Lula declarou apoio à pré-candidatura de João Campos e destacou a aliança entre PT e PSB. “O meu partido e eu estamos apoiando João Campos para candidato a governador do estado de Pernambuco”, afirmou. João agradeceu a manifestação do presidente e defendeu a ampliação do diálogo com a população por meio da nova plataforma.
O evento reuniu lideranças da Frente Popular, entre elas o senador Humberto Costa (PT), a senadora Teresa Leitão (PT), a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), além de prefeitos e representantes de partidos aliados. As próximas etapas do projeto estão previstas para ocorrer em diferentes regiões do Estado.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi desconvidado de um encontro da legenda em Santa Catarina previsto para o início de julho.
A medida ocorre depois de o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ter defendido o rompimento entre o PL e o Novo após o pré-candidato criticar o senador Flávio Bolsonaro por envolvimento com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso. As informações são do g1.
Leia maisA informação foi publicada inicialmente pelo jornal “O Globo”. Sob reserva, integrantes da pré-campanha de Zema disseram ao g1 que o ex-governador soube do cancelamento do convite pela imprensa.
“Sou muito bem recebido pelos catarinenses, tenho um carinho muito especial por eles. Já estive várias vezes no estado e em breve estarei lá novamente”, afirmou Zema sobre o ocorrido.
Mais cedo, o presidente do diretório em SC, Kahlil Elias Assib Zattar, distribuiu uma nota a integrantes da legenda e líderes sobre a medida. No texto, a presidência informa que, após conversa de alinhamento com os principais dirigentes no estado, o Novo estadual optou por não manter o convite.
Ainda, o comunicado diz que, caso não haja uma mudança drástica e imediata na equipe de comunicação do pré-candidato, o Diretório de Santa Catarina deverá se posicionar contrariamente à indicação de Zema como candidato à Presidência.
Membros da alta cúpula do partido alegam que a decisão foi unilateral e afirmam que o clima é de indignação generalizada entre os filiados, que pedem a destituição de Kahlil.
Em 13 de maio, quando conversas de Flávio e o banqueiro foram divulgadas, o mineiro afirmou que era ‘imperdoável’ o pedido de dinheiro para financiar o filme Dark Horse – sobre a história de Jair Bolsonaro (PL).
Dias após o ocorrido, ele recuou e afirmou que o episódio era “página virada”. Depois voltou a criticar a postura do senador.
“Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, disse, ao apontar que nunca se reuniu com Vorcaro — mesmo com uma doação de R$ 1 milhão do pai do banqueiro ao partido Novo, em 2022, antes das investigações relacionadas ao banqueiro.
Apesar dos comentários sobre Flávio, nesta segunda, Zema indicou que a direita deverá se unir em um eventual segundo turno contra o PT. A fala ocorreu durante participação do ex-governador em evento em São Paulo.
Questionado sobre o desgaste na relação com aliados do campo conservador e sobre a reação de integrantes do bolsonarismo às declarações, o ex-governador afirmou que já disse o que tinha a dizer sobre o caso envolvendo Flávio e que sua posição é pública.
O fundador do Novo, João Amoêdo, expulso do partido após declarar apoio a Lula no segundo turno de 2022, criticou a situação. “O partido há muito tempo não tem governança nem princípios. Virou apenas uma legenda oportunista, linha auxiliar do bolsonarismo. Não me surpreendem a postura eleitoreira do diretório nem a submissão de Zema”, afirmou ao g1.
No fim de semana, Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, publicou uma mensagem em rede social em que sugeriu um “rompimento geral” com o partido Novo.
A mensagem ocorreu em resposta a uma publicação de um internauta contendo um vídeo em que Romeu Zema aparece reforçando críticas que fez a Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na entrevista ao canal “Brasil Paralelo”, Zema diz: “eu fiquei indignado e expressei a minha indignação e não mudo em nada. Para mim, quem anda com bandido tem que ser visto com cautela”.
Veja nota do Novo SC:
O Diretório Estadual do NOVO Santa Catarina, após conversa e alinhamento com os principais dirigentes e mandatários da sigla no estado, decidiu não manter o convite ao pré-candidato Romeu Zema para participar do Encontro Estadual do NOVO SC, que será realizado no dia 04/07, em Joinville.
Da mesma forma, informamos que, se não houver uma mudança drástica e imediata na equipe de comunicação do pré-candidato, o Diretório Estadual de Santa Catarina deverá se posicionar contrariamente à indicação de Romeu Zema como candidato à Presidência da República pelo NOVO durante os processos internos do partido.
Essa decisão decorre da avaliação de que o atual momento político exige esforços voltados à união da direita brasileira em torno de um objetivo maior: construir uma alternativa forte e competitiva para derrotar o PT e retirar a esquerda do poder em 2026. Entendemos que esse desafio exige convergência, diálogo e foco naquilo que realmente importa para os brasileiros: mais oportunidades, geração de empregos, segurança, redução do custo de vida e um país que volte a crescer.
O NOVO Santa Catarina acredita que este é o momento de somar esforços e fortalecer a unidade da direita brasileira. Mais do que disputas entre lideranças que compartilham valores semelhantes, o país precisa de um projeto capaz de unir forças para promover as mudanças que o Brasil necessita.
Reafirmamos nosso respeito à trajetória e aos resultados alcançados por Romeu Zema em sua gestão. O posicionamento do Diretório Estadual possui caráter institucional e reflete uma avaliação política sobre o caminho que entendemos ser mais adequado para contribuir com a união da direita brasileira e para a construção de uma alternativa vitoriosa em 2026.
Kahlil Elias Assib Zattar
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Estimulada por Eduardo Bolsonaro (PL), a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) se coloca à disposição para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao Planalto. Usando seu mote político, ela afirmou à CNN Brasil estar “pronta para o combate”.
Ao mesmo tempo, diz que deixará Flávio “bem à vontade” para tomar uma decisão e que acatará o que for resolvido pelo clã Bolsonaro junto ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. As informações são da CNN.
Leia maisNo final da semana passada, Eduardo Bolsonaro passou a estimular o nome de Zanatta como vice do irmão. Entre pontos positivos defendidos por integrantes do PL que defendem a deputada estão:
Por outro lado, Zanatta pode não agregar votos de eleitores mais ao centro, que podem ser decisivos em uma corrida eleitoral tão apertada, nem atrair votos de nordestinos, por exemplo.
Zanatta disse não ter conversado diretamente ainda com Flávio sobre a possibilidade de assumir o espaço de vice na chapa. Ela afirma ser uma questão que os irmãos Bolsonaro estão tratando entre si.
No entanto, uma conversa pessoal nos próximos dias não está totalmente descartada. A deputada pretende ir a Brasília nesta semana diante da previsão de votação dos projetos de lei do fim da escala trabalhista 6×1 e da criminalização da misoginia. Ela ainda buscará tratar de questões relacionadas a Santa Catarina.
Até o momento, é improvável que uma definição sobre a vaga de vice na chapa de Flávio saia tão cedo. Pesquisas internas do PL ainda estão sendo desenhadas e feitas. Outros nomes de mulheres estão sendo testados e, diante de resultados, não se descarta outros aliados.
Além disso, a vontade de uma ala do partido é que se espere o resultado das articulações junto a partidos de centro, como PP, União Brasil e Republicanos — até o momento, não têm avançado como o PL imaginava.
Enquanto isso, Zanatta ressalta que não mudará o rumo de seu trabalho como deputada federal, cargo para o qual pretende se reeleger, caso não seja escolhida como vice.
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O vereador do Recife Paulo Muniz encaminhou nota de esclarecimento ao blog em resposta à matéria publicada nesta segunda-feira sobre a desapropriação e a reabertura do Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, em Paulista. No texto, o parlamentar contesta informações relacionadas aos valores da desapropriação, à sua participação em empresas citadas na reportagem e à sua filiação partidária.
Confira o comunicado na íntegra:
Em razão das informações divulgadas em matéria sobre o Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, no município de Paulista, torna-se necessária a correção de afirmações que não correspondem aos fatos.
Leia maisPrimeiramente, é incorreta a informação de que o valor de R$ 479 milhões estaria relacionado à desapropriação do hospital. Nos termos do Decreto Estadual nº 58.824, o montante destinado à desapropriação do imóvel foi de R$ 178,3 milhões.
Também não procede qualquer insinuação de participação do Hospital Central Nossa Senhora Aparecida ou de seus antigos gestores na atual administração da unidade. Desde a transferência do equipamento ao Estado, em setembro de 2025, inexiste qualquer vínculo de gestão, administração ou participação operacional por parte do hospital ou de seus ex-dirigentes.
Da mesma forma, é falsa a associação do vereador Paulo Muniz às empresas mencionadas na publicação. O parlamentar integra o quadro societário, porém, não exerce funções de administração nessas empresas desde 2015, inexistindo qualquer vínculo atual que justifique a associação realizada pela matéria.
A publicação também incorre em erro ao informar que o vereador é filiado ao partido Solidariedade. Paulo Muniz é filiado ao Partido Liberal (PL).
Diante do exposto, espera-se a retificação das informações divulgadas, em respeito ao dever de precisão jornalística e à boa-fé informativa condizentes com a realidade dos fatos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo para declarar apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na Paraíba. O posicionamento ocorre em meio à disputa do parlamentar no estado contra o pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que também tem buscado estar próximo ao petista.
— Eu conheço o Veneziano há muito tempo, e posso dizer para vocês que, em poucas vezes na vida como presidente da República, tive uma relação honesta e comprometida em ajudar o governo como tive com Veneziano — disse Lula. — Queria pedir para vocês, eleitores e eleitoras da Paraíba, que é preciso que a gente reconduza o Veneziano para o Senado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa gravação, o presidente também afirma que o senador “não faltou uma ajuda que o governo precisou”, o que é uma garantia de que terá mais “tranquilidade” para governar em um eventual próximo mandato.
No início da tarde desta segunda-feira, em alusão à Copa do Mundo, Veneziano publicou uma foto em que compara a dupla com Lula com Pelé e Garrincha:
“Duplas que amamos e têm algo em comum: sintonia, parceria e confiança. Pelé e Garrincha. Lula e Veneziano. Quem caminha junto, constrói mais, conquista mais e vai mais longe”, escreveu.
Veneziano compõe uma chapa puro-sangue com o deputado estadual André Gadelha (MDB), ex-prefeito de Sousa. O nome escolhido pelo partido ao governo é o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB).
Já Nabor é pré-candidato ao Senado ao lado do ex-governador João Azevêdo (PSB), em uma chapa encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP). O atual mandatário foi o nome escolhido à sucessão do próprio Azevêdo, que renunciou ao mandato para tentar uma vaga no Congresso.
Apesar do vídeo de Lula, o PT integrava a base do ex-governador, e permanece ao lado de Ribeiro após a troca no comando do estado. O objetivo da aliança, inclusive, segundo decisão do diretório local, é priorizar a reeleição do presidente petista.
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O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, assinou nesta segunda-feira (15) a ordem de serviço para a construção da UBS Camará, no bairro de Tabatinga. A unidade terá investimento de R$ 1,2 milhão, com recursos do Novo PAC, e a previsão de conclusão é fevereiro de 2027. Segundo a prefeitura, o equipamento contará com equipe multiprofissional e oferecerá serviços de atenção básica à população.
A futura unidade será construída na Rua Dias Martins, no Loteamento Jardim Camaragibe, e atenderá moradores de Tabatinga e bairros vizinhos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a UBS oferecerá consultas, vacinação, exames, procedimentos básicos, acompanhamento de pacientes e dispensação de medicamentos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da Defensoria Pública da União, e manteve o julgamento da ação penal contra o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) marcado para esta terça-feira (16) na Primeira Turma da Corte.
Eduardo é acusado de coação no curso do processo. O processo investiga a atuação do político para atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi posteriormente condenado. As informações são do g1.
Leia maisA pena para o crime de coação no curso do processo é de um a quatro anos de prisão. Mas ainda podem ser avaliados eventuais agravantes, que podem aumentar a pena.
O ex-deputado não designou um advogado para representá-lo no processo. Com isso, a defesa dele está a cargo da DPU.
A Defensoria Pública da União (DPU) pediu o adiamento do julgamento, alegando que a composição da Turma não está completa. Ou, que a Corte convocasse um ministro da Segunda Turma para acrescentar ao colegiado.
A Primeira Turma do STF é composta atualmente pelos ministros: Flávio Dino (presidente), Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Um dos integrantes da Turma ainda não foi definido, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias à vaga.
Moraes negou o pedido, e argumentou que não há “violação dos princípios do juiz natural e da colegialidade no julgamento da ação penal”, em observância aos princípios constitucuionais e ao regimento da Corte.
Com isso, Eduardo será julgado na Primeira Turma, o colegiado do relator, de acordo com o que prevê o regimento do STF.
Eduardo é acusado do crime de coação no curso do processo — por tentar impedir o andamento da ação que investigou a tentativa de golpe de Estado e levou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados (entenda mais abaixo).
Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.
“Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”.
No mês passado, o ex-deputado faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).
Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o depoimento seria por videoconferência.
Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil.
Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) defendeu, nesta segunda-feira (15), a retomada da Ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. Durante visita à Folha de Pernambuco, ela afirmou que a conclusão da obra depende de articulação política e diálogo entre o Governo Federal, os estados nordestinos e as bancadas da região no Congresso Nacional.
Marília lembrou que participou da mobilização pela manutenção do trecho pernambucano no projeto da ferrovia e destacou a importância estratégica da Transnordestina para a logística e a economia do Estado. “A gente não vai resolver a Transnordestina com emenda parlamentar. Uma obra dessa magnitude exige articulação política, capacidade de construir consensos e defender os interesses de Pernambuco e do Nordeste nos espaços de decisão”, afirmou.
A pedetista também defendeu uma atuação integrada dos estados nordestinos em pautas de desenvolvimento regional. Segundo ela, a ampliação da infraestrutura e da capacidade logística de Pernambuco pode contribuir para o fortalecimento econômico de toda a região.