Nos próximos dias, o pernambucano Luiz Abel Amorim deve deixar a Diretoria de Negócios do Banco do Nordeste. Apadrinhado pelo Centrão, ele deverá ser substituído por um indicado do MDB de Alagoas.
Nos próximos dias, o pernambucano Luiz Abel Amorim deve deixar a Diretoria de Negócios do Banco do Nordeste. Apadrinhado pelo Centrão, ele deverá ser substituído por um indicado do MDB de Alagoas.
Da CNN Brasil
A transferência para a Penitenciária Federal em Brasília do banqueiro Daniel Vorcaro será nesta sexta-feira (6), apurou a CNN Brasil. A determinação da mudança, solicitada pela PF (Polícia Federal) que argumenta a “necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”, foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Vorcaro estava no presídio de Potim, no interior de São Paulo, depois de passar pela carceragem da Polícia Federal e do Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. Será a terceira transferência dele em três dias após ser preso preventivamente na Operação Compliance Zero.
Leia maisA Polícia Penal Federal é a responsável pela operação de transferência e já montou o plano aéreo e terrestre para a escolta do banqueiro. A entrega do preso é feita inicialmente pela Polícia Penal de São Paulo para a Federal, que faz a transferência em um avião de pequeno porte da Polícia Federal.
A Penitenciária Federal em Brasília, definida para abrigar Vorcaro, tem 208 celas. Os espaços são individuais e possuem seis metros quadrados, mas antes ele ficará isolado por 20 dias em uma cela de nove metros quadrados no período de adaptação.
Quem pode ser transferido para uma penitenciária federal
De acordo com um decreto presidencial de 2009, o preso transferido para uma penitenciária federal de segurança máxima precisa se enquadrar em pelo menos um desses critérios:
— Ter desempenhado função de liderança ou participado de forma relevante em organização criminosa;
— Ter praticado crime que coloque em risco a sua integridade física no ambiente prisional de origem;
— Estar submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado – RDD;
— Ser membro de quadrilha ou bando, envolvido na prática reiterada de crimes com violência ou grave ameaça;
— Ser réu colaborador ou delator premiado, desde que essa condição represente risco à sua integridade física no ambiente prisional de origem; ou
— Estar envolvido em incidentes de fuga, de violência ou de grave indisciplina no sistema prisional de origem.
Por Emílio Duarte*
Resumo
A Lei nº 14.230/2021 promoveu profunda reformulação na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), alterando significativamente os parâmetros de responsabilização dos agentes públicos. Entre as principais mudanças destacam-se a exigência expressa de dolo específico, a exclusão da modalidade culposa e a redefinição das hipóteses tipificadas de improbidade administrativa.
Nesse novo cenário normativo, a contestação assume papel fundamental como instrumento de delimitação do objeto litigioso e de controle da legitimidade da persecução estatal. Paralelamente, surgem relevantes debates acerca da responsabilização por atos praticados em legislaturas anteriores, especialmente diante das mudanças jurisprudenciais promovidas pelo Supremo Tribunal Federal quanto à natureza sancionatória da improbidade administrativa e à retroatividade da lei mais benéfica.
Leia maisO presente artigo analisa o papel da contestação na nova sistemática da Lei de Improbidade Administrativa, examina os limites temporais da responsabilização por atos administrativos praticados em legislaturas anteriores e discute os impactos institucionais dessas sanções sobre o exercício de mandatos eletivos.
Palavras-chave: improbidade administrativa; contestação; dolo específico; segurança jurídica; direitos políticos.
A responsabilização por atos de improbidade administrativa constitui um dos instrumentos mais relevantes de controle da Administração Pública no Estado Democrático de Direito. Prevista no art. 37, §4º, da Constituição Federal, a improbidade administrativa destina-se à proteção da moralidade administrativa, da probidade na gestão pública e do patrimônio estatal.
Desde a edição da Lei nº 8.429/1992, o ordenamento jurídico brasileiro passou a dispor de um regime específico de responsabilização dos agentes públicos por condutas consideradas incompatíveis com os princípios da administração pública.
Todavia, a experiência prática revelou significativa ampliação interpretativa de seus dispositivos, muitas vezes resultando na utilização do instituto para punir meras irregularidades administrativas.
Nesse contexto, a Lei nº 14.230/2021 promoveu profunda reformulação no regime jurídico da improbidade administrativa, introduzindo critérios mais rigorosos de tipificação e aproximando o sistema brasileiro dos princípios estruturantes do direito administrativo sancionador.
A Lei nº 8.429/1992 foi concebida como instrumento jurídico destinado à repressão de práticas de corrupção e desvio de recursos públicos.
Contudo, ao longo de sua aplicação, verificou-se significativa ampliação interpretativa das hipóteses de improbidade administrativa, levando parte da doutrina a sustentar a existência de uma verdadeira banalização do instituto.
Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, nem toda ilegalidade administrativa pode ser qualificada como improbidade administrativa, sob pena de esvaziamento conceitual do instituto.
A Lei nº 14.230/2021 promoveu alterações estruturais na Lei de Improbidade Administrativa.
Entre as principais mudanças destacam-se:
• exigência de dolo específico
• exclusão da modalidade culposa
• redefinição dos tipos legais
• revisão das sanções aplicáveis
• fortalecimento das garantias processuais
A nova redação do artigo 1º da Lei de Improbidade estabelece que apenas condutas dolosas podem caracterizar improbidade administrativa.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido que a improbidade administrativa possui natureza sancionatória.
Esse entendimento foi reafirmado no julgamento do ARE 843989 (Tema 1199 da repercussão geral).
A Corte estabeleceu que as alterações introduzidas pela Lei nº 14.230/2021 aplicam-se aos processos em curso quando mais benéficas ao réu.
Tal orientação reforça a aplicação de princípios estruturantes do direito sancionador, como tipicidade estrita e retroatividade da norma mais favorável.
O julgamento do Tema 1199 representou marco relevante na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa.
O Supremo Tribunal Federal reconheceu que a reforma legislativa introduziu modificações substanciais na estrutura normativa da improbidade administrativa, especialmente no que se refere à exigência de dolo específico.
Dessa forma, entendeu-se que as normas mais favoráveis devem retroagir para alcançar processos em curso.
Com a reforma legislativa, a contestação assume papel ainda mais relevante no processo de improbidade administrativa.
A defesa deve demonstrar:
• inexistência de dolo específico
• ausência de tipicidade da conduta
• inexistência de danos ao erário ou violação qualificada aos princípios administrativos
Além disso, a contestação pode suscitar questões preliminares relevantes, como prescrição ou ausência de justa causa.
Outro aspecto relevante refere-se à possibilidade de responsabilização de agentes políticos por atos praticados no exercício de funções legislativas.
O Poder Legislativo exerce função típica de produção normativa e controle político da administração pública.
Nesse contexto, o controle jurisdicional deve respeitar os limites impostos pelo princípio da separação de poderes.
A responsabilização de agentes políticos por atos praticados em legislaturas anteriores tem se tornado tema recorrente no direito público brasileiro.
Esse fenômeno intensificou-se com o fortalecimento das ações de improbidade administrativa e dos mecanismos de controle institucional.
Todavia, a evolução jurisprudencial recente exige cautela na análise dessas hipóteses.
A caracterização do ato de improbidade administrativa exige demonstração inequívoca de dolo específico, não sendo suficiente a mera irregularidade administrativa.
No âmbito das sanções previstas na Lei nº 8.429/1992**,** destaca-se a suspensão dos direitos políticos, cuja incidência possui implicações constitucionais relevantes.
O exercício do mandato eletivo pressupõe o pleno gozo dos direitos políticos, conforme o art. 14, §3º, II, da Constituição.
Assim, eventual condenação por improbidade administrativa que imponha suspensão de direitos políticos pode gerar incompatibilidade jurídica superveniente com o exercício do mandato eletivo.
A jurisprudência das Cortes Superiores reconhece essa consequência.
O Supremo Tribunal Federal já afirmou que a suspensão de direitos políticos constitui restrição constitucional que impede o exercício pleno da cidadania política¹.
O Superior Tribunal de Justiça tem decidido que a condenação por improbidade com suspensão de direitos políticos afasta requisito indispensável ao exercício de funções públicas².
O Tribunal Superior Eleitoral igualmente reconhece que a suspensão de direitos políticos impede o exercício de mandato eletivo³.
Casos envolvendo agentes políticos municipais demonstram que tais sanções podem repercutir diretamente na composição das casas legislativas⁴.
Essa circunstância evidencia que a responsabilização tardia por atos administrativos pretéritos pode produzir efeitos que ultrapassam a esfera individual do agente público.
Mais do que discussão processual, trata-se de questão que envolve a estabilidade das instituições democráticas.
A suspensão dos direitos políticos constitui sanção de natureza constitucional que afeta diretamente a capacidade eleitoral ativa e passiva do cidadão.
No caso de agentes políticos investidos em mandato eletivo, tal sanção pode gerar perda superveniente da condição necessária para o exercício da função parlamentar.
Dessa forma, decisões proferidas em ações de improbidade administrativa podem repercutir diretamente na composição dos parlamentos, exigindo interpretação rigorosa das normas sancionatórias.
À luz das transformações introduzidas pela Lei nº 14.230/2021 e da evolução jurisprudencial das Cortes Superiores, impõe-se reflexão institucional acerca dos efeitos que a responsabilização tardia por atos administrativos pretéritos pode produzir sobre a estabilidade das instituições representativas. A aplicação de sanções capazes de suspender direitos políticos e repercutir diretamente na composição dos atuais mandatos eletivos exige interpretação estrita das normas sancionatórias e observância rigorosa dos princípios da segurança jurídica, da proporcionalidade e da proteção da confiança legítima.
*Advogado
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O que muda se Raquel Lyra declarar apoio ao presidente Lula
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) aguardam com ansiedade uma possível declaração pública em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), porque sabem que, se a gestora fizer esse gesto, vai promover alterações no xadrez político em Pernambuco. Uma manifestação de Raquel em favor de Lula poderia abrir caminho para um eventual palanque duplo do presidente no Estado e pressionaria o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deve disputar a cadeira de governador contra Raquel.
Para alguns aliados da chefe do Poder Executivo ouvidos por este blog, o apoio de Raquel a Lula seria algo natural e até certo ponto esperado, porque ela tem reconhecido o auxílio do Governo Federal ao Estado e também não há nenhum impedimento por parte do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, partido de Raquel.
Leia maisO ministro da Pesca, André de Paula, inclusive, que integra o PSD, decidiu permanecer no governo, sem disputar mandato nas eleições deste ano, e deve assumir o Ministério da Agricultura e Pecuária, com decisão já comunicada ao presidente, a Kassab e à governadora Raquel Lyra. A permanência dele no governo ocorre após conversas nas quais Lula manifestou interesse em manter aliados no primeiro escalão.
A declaração de Raquel, portanto, seria um gesto de reconhecimento a Lula. Pessoas próximas à governadora cravaram: contra Lula ela não ficará e isso é bom para Lula e pode ser também para o senador Humberto Costa (PT), que busca a reeleição, já que Raquel tem aliança com mais de 130 prefeitos pernambucanos. A partir da declaração dela, o esperado é que o presidente não venha a Pernambuco durante o primeiro turno.
Aliados do prefeito João Campos, no entanto, minimizam a possibilidade e não acreditam que uma declaração de Raquel em favor do petista mudará muita coisa. “O PT e o PSB têm alianças em 17 estados. Pedro Campos (deputado federal, irmão de João Campos) tem acesso direto a Lula, acabou de assumir a vice-liderança do governo na Câmara. Pernambuco é prioridade para o PT e o PSB. Lula não vai deixar de apoiar João”, disse uma pessoa ligada ao prefeito, em reserva.
Honrado – O ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, confirmou o convite do presidente Lula (PT) para reassumir a presidência do Banco do Nordeste (BNB). A posse será na próxima segunda-feira (9), em Fortaleza (CE). Nas redes sociais, Câmara se declarou honrado com o gesto de Lula. “Honrado por receber o convite do presidente @lulaoficial para voltar à presidência do Banco do Nordeste. Cumprimos a quarentena prevista na legislação e podemos retomar as atividades à frente dessa instituição fundamental para a nossa região e para o país”, afirmou o ex-governador. Paulo Câmara também agradeceu e parabenizou o diretor financeiro, Wanger de Alencar, que comandou o banco nos últimos quatro meses.

Incerteza no futuro de Alckmin – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, ontem (5), que deve deixar a pasta “na data da lei”, no dia 4 de abril, com o objetivo de disputar as eleições, mas não deu sinais de que permanece na vice da chapa do presidente Lula (PT) ou se tentará um cargo majoritário em São Paulo, como governador ou senador. As negociações ainda estão em curso.
Juventude Viva – Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, ambos do PP, apresentaram um projeto de lei que cria o Programa Juventude Viva, voltado à prevenção do suicídio e da automutilação entre jovens e adolescentes. A proposta institui uma política pública permanente no âmbito do SUS e prevê ações voltadas à promoção da saúde mental e ao acompanhamento de pessoas em situação de risco. De acordo com o texto, o programa atenderá pessoas de 10 a 24 anos, com medidas de prevenção e apoio às famílias após casos de tentativa ou morte por suicídio.
Paralisação – Trabalhadores e trabalhadoras da educação em Pernambuco anunciaram, ontem (5), a paralisação das atividades na próxima terça (10). O anúncio foi feito pelo sindicato da categoria (Sintepe), após uma passeata e uma assembleia realizadas em frente à sede da Assembleia Legislativa (Alepe), no Centro do Recife. Segundo o Sintepe, haverá protestos em frente às escolas da rede estadual na quinta (12). A ação integra a mobilização pela Campanha Salarial Educacional 2026. A mobilização no dia 12 de março também serve de alerta para a situação de escolas que estão com problemas estruturais graves e precisando de reparos na rede elétrica, com falta de climatização e merenda de baixa qualidade, além de reformas em atraso.

Votações virtuais – Após o início da janela partidária e a intensificação de articulações sobre as eleições, a Câmara dos Deputados terá três semanas de votações virtuais no plenário até o início de março. As datas foram acordadas ontem (5) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com líderes partidários. Pelo acordo, apenas nos dias de 16 a 20 de março haverá votações presenciais. Nas demais semanas, as deliberações poderão ter o registro de votos pelo sistema digital da Câmara, segundo reportagem da CNN.
CURTAS
Incentivo à leitura em Ipojuca – Uma iniciativa voltada ao incentivo à leitura na primeira infância será lançada em Ipojuca (RMR), na próxima segunda-feira (9), às 9h, no Centro de Formação Professora Nadir da Costa. O projeto Bibliotecas Itinerantes Mundo Mágico é uma parceria entre o Instituto Educacional Menino Jesus (IEMJE) e a Prefeitura de Ipojuca, por meio da Secretaria Municipal de Educação.
Auxílio após chuvas em Garanhuns – O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), anunciou nas redes sociais o envio de um projeto de lei em regime de urgência para conceder auxílio financeiro às famílias afetadas pelas fortes chuvas no distrito de São Pedro. Segundo o gestor, a proposta prevê pagamento de R$ 5 mil para cada família atingida e deverá ser encaminhada à Câmara Municipal para análise.
Aliança em Quipapá – O vice-prefeito de Quipapá, Batista da Saúde, reiterou, ontem (5), apoio à pré-candidatura de Gabriel Porto (PSDB) a deputado federal, à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), e também à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado, durante encontro no Recife.
Perguntar não ofende: Lula vai soltar a mão de João Campos no primeiro turno da campanha?
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Em mensagens com a então companheira, Martha Graeff, no dia 28 de março de 2025, Daniel Vorcaro sugere que teve encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Martha Graeff: Você está com gente aí? Ou está me ignorando de propósito?
Daniel Vorcaro: Estou sim, acabou chegando Hugo e Ciro aqui pra falarem com Alexandre. Não deve demorar. Mas se você for dormir eu saio e te chamo.
Em conversa pelo chat do Instagram com o filho, Tiziano Vorcaro, o banqueiro responde afirmativamente que é amigo de Motta. Tiziano havia enviado uma publicação sobre a eleição do parlamentar para o comando da Câmara dos Deputados.
Tiziano Vorcaro: É seu amigo?
Daniel Vorcaro: Sim.
Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva foram presos na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF).
Sob custódia das autoridades, segundo a PF, Sicário atentou contra a própria vida, foi levado ao hospital, mas não resistiu. Nesta quinta-feira (5), a PF abriu um inquérito para apurar o ocorrido.
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Por Alex Fonseca – Blog da Folha
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), avaliou que as pré-candidaturas ao Senado ainda não estão claras e que ainda ocorrerão negociações para fechá-las. O ministro tem se colocado à disposição para ser candidato à Casa Alta na possível chapa do prefeito João Campos (PSB) para o governo, que, por sua vez, tem outros nomes disputando o apoio do provável candidato.
“Tem muitos movimentos nos próximos 15 dias e muitos pré-candidatos ao Senado que nem partido têm ainda. Ninguém sabe onde vai ficar e quem vai apoiar. O nosso partido tem a unidade. Na hora certa, com muita tranquilidade, com muita serenidade, nós vamos tomar a decisão de maneira coletiva”, disse, antes de participar de um fórum sobre infraestrutura, na Fiepe.
Leia maisO ministro também disse que deixará a Esplanada dos Ministérios no dia 2 de abril para entrar na disputa. O prazo para a desincompatibilização era o dia 4 do mesmo mês. “Está chegando a hora de deixar o ministério. Vamos deixar no dia 2 e a partir do dia 3 é viver no carro, andar Pernambuco do litoral ao sertão”, disse.
Articulação
Silvio Costa Filho garantiu, ainda, que no partido dele, o Republicanos, a questão da candidatura ao Senado está pacificada e revelou estar “animado” para disputar uma das vagas.
“O nosso partido hoje tem uma unidade e tem um pensamento que é de disputar a eleição majoritária em Pernambuco, de disputar o Senado Federal”, comentou.
Costa Filho também reafirmou que não será candidato a vice na possível chapa do prefeito João Campos (PSB) para o governo. Na quarta (4), ele já havia negado a possibilidade após boatos. “Isso não nos interessa. Por quê? Porque eu acho que posso efetivamente dar uma contribuição ao estado de Pernambuco no Congresso Nacional”, declarou.
Diálogo
Silvio Costa Filho também voltou a elogiar as parcerias da governadora Raquel Lyra (PSD) com o presidente Lula (PT). “Eu acho que as diferenças, muitas vezes, constroem as convergências. E é de convergência que Pernambuco precisa.”
O deputado federal Lucas Ramos (PSB-PE) destinou uma emenda parlamentar de R$ 400 mil para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência no município de Olinda. O recurso foi viabilizado após articulação do Instituto de Inclusão e Cidadania de Pernambuco (IICPE) e será executado pela instituição em parceria com a Prefeitura de Olinda.
De acordo com o diretor-presidente do IICPE, Geziel Bezerra, os recursos serão aplicados em ações voltadas à promoção da inclusão, acessibilidade e garantia de direitos para pessoas com deficiência no município. “Esse recurso vai fortalecer as políticas públicas para as pessoas com deficiência no município de Olinda, ampliando ações de inclusão, acessibilidade e cidadania para quem mais precisa”, afirmou.
A iniciativa também presta homenagem à militante da causa da pessoa com deficiência Mosana Cavalcanti, que morreu em julho do ano passado. Segundo os organizadores, a trajetória da ativista é lembrada pela atuação em defesa de direitos e pela mobilização em torno de políticas voltadas à inclusão social.
Os trabalhadores de educação em Pernambuco anunciaram, nesta quinta (5), a paralisação das atividades na terça (10).
O anúncio foi feito pelo sindicato da categoria (Sintepe), após uma passeata e uma assembleia realizadas na frente da sede do Assembleia Legislativa (Alepe), no Centro do Recife.
Ainda segundo o Sintepe, haverá protestos em frente às escolas da rede estadual na quinta (12). As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisA ação integra a mobilização pela Campanha Salarial Educacional 2026.
“Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da parte da gestão“, explica Ivete Caetano, presidenta do Sintepe.
A mobilização no dia 12 de março também serve de alerta para a situação de escolas que estão com problemas estruturais graves e precisando de reparos na rede elétrica, com falta de climatização e merenda de baixa qualidade, além de reformas em atraso.
Reivindicações
Um dos principais pontos de negociação para este ano se refere à atualização do Piso Salarial do Magistério, com repercussão em toda a carreira dos servidores e servidoras da Secretaria de Educação de Pernambuco tendo por base a Medida Provisória n. 1.334/2026. Por esta nova regra, a atualização anual do piso passa a considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no ano anterior, somada a 50% da média da variação da receita real do Fundeb.
Com base nessa fórmula, o piso foi atualizado em 5,4% para 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, para a jornada de 40 horas semanais. Este percentual de 5,4% é reivindicando pelo Sintepe para profissionais que recebem acima do piso, conforme preconiza a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).
A pauta da campanha neste ano também exige reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) de todos os cargos da educação, e a flexibilização da jornada de trabalho de 40h para 30h ou de 30h para 40h dos/as Analistas Educacionais, Assistentes e Auxiliares Administrativos, entre outras reivindicações relativas a Concurso Público, Gratificações e Formação Continuada.
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Uma das últimas mensagens que Daniel Vorcaro enviou no dia em que foi preso, logo de manhã, foi para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Eram 7h19m do dia 17 de novembro quando o dono do Banco Master escreveu para o ministro no WhatsApp: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
Alexandre de Moraes respondeu logo, mas não é possível saber o que ele disse. Isso porque o que se segue são três mensagens de visualização única, do tipo que se apaga assim que o destinatário as lê. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA troca de mensagens foi encontrada pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, preso no próprio dia 17 de novembro às 22h no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.
Antes dela, há ainda outro registro de diálogo entre o ministro e Vorcaro, em 1º de outubro de 2025, mas novamente sem conteúdo, porque o banqueiro e Moraes apagavam as mensagens ou enviavam com visualização única.
De acordo com investigadores, há também telefonemas entre eles.
Contudo, apesar dos registros estarem no material apreendido e periciado pela PF, o ministro do Supremo negou sua existência em resposta às indagações da equipe da coluna.
“O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, disse ele, por intermédio da assessoria de imprensa da Corte . A defesa de Vorcaro, por sua vez, preferiu não comentar.
A PF descobriu que, no dia em que Vorcaro enviou as mensagens a Moraes, ele já tinha conhecimento do inquérito que apurava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco estatal de Brasília, o BRB, e que levaria à sua prisão e à liquidação do Master.
Informações recolhidas ao longo da investigação apontam, inclusive, que ele soube do inquérito ao acessar ilegalmente os sistemas da corporação, assim como fez com dois procedimentos do Ministério Público sobre as fraudes.
A operação desta quarta-feira revelou ainda que Vorcaro também corrompia dois chefes de supervisão do Banco Central (BC), Paulo Sergio Souza e Belline Santana, que o avisavam dos monitoramentos que a autarquia vinha fazendo, revisavam seus documentos e orientavam sobre como proceder em reuniões.
Souza, inclusive, assinou um ofício do BC fornecido à defesa de Vorcaro depois da prisão, para comprovar que ele teria avisado a autarquia da viagem que faria a Dubai para supostamente fechar a venda do Master a investidores árabes.
No dia em que Vorcaro anuncia a Moraes que “fez uma correria para salvar” e pergunta ao ministro se ele “conseguiu bloquear”, o Master fez dois movimentos.
O primeiro foi tentar impedir que a ordem de prisão contra ele fosse executada, enviando à 10º Vara Federal de Brasília, onde o inquérito corria em sigilo, uma petição dirigida ao juiz Ricardo Leite.
No documento, enviado por email à Justiça às 15h47m, os advogados de Vorcaro se posicionam contra “medidas cautelares eventualmente requeridas”, que poderiam provocar “impacto relevante” e causar “prejuízo irreversível a todo o conglomerado Master”.
Apenas 18 minutos antes, às 15h29m, o juiz Ricardo Leite havia determinado a prisão do banqueiro, em uma decisão que deveria ser de conhecimento apenas do gabinete do juiz e dos investigadores.
Para justificar terem enviado o pedido diretamente à vara correta mesmo com o inquérito sob sigilo, os advogados usaram uma reportagem publicada pelo site O Bastidor em que se dizia onde tramitava a investigação.
Na representação em que pediram a segunda prisão de Vorcaro, porém, os delegados anexaram mensagens trocada pelo banqueiro com interlocutores e com o editor do site, Diego Escosteguy, para sustentar que o jornalista “esquentou” a informação recebida de forma ilegal ao receber dinheiro para publicar informações do interesse do executivo.
Um outro movimento realizado às pressas, naquele mesmo dia, foi o anúncio da venda do Master para o grupo Fictor, que de acordo com os comunicados ao mercado estariam associados a investidores árabes.
O banco realmente corria contra o tempo para conseguir capital, uma vez que a venda para o BRB já tinha sido vetada em setembro e os créditos do Fundo Garantidor de Crédito que davam fôlego ao Master também estavam se esgotando.
O anúncio da compra do Master pela Fictor foi enviado ao mercado e às redações às 17h24m da segunda-feira. De acordo com o aviso, o grupo Fictor pagaria R$ 3 bilhões pelo banco, junto com um consórcio de investidores árabes.
Não foram informados, porém, nem as condições do negócio e nem quem eram os investidores árabes. De acordo com a assessoria do grupo Fictor, isso seria feito na sexta-feira.
Mas não houve tempo, porque Vorcaro acabou sendo preso naquela mesma noite, no aeroporto. O Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte, data em que também se deu a primeira fase da Operação Compliance Zero da PF.
Apesar dos esforços e da ampla rede de proteção construída por Vorcaro, toda a cronologia do caso demonstra que, na manhã do dia 17 de novembro em que enviou sua mensagem a Moraes, ninguém mais conseguiria “bloquear” o destino inevitável do dono do Master, por mais poderoso que fosse.
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Uma única conta bancária pertencente ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou R$ 19,3 milhões em quatro anos, de 2022 a 2025. As informações são da quebra de sigilo do filho do presidente, obtidas com exclusividade pela coluna.
A conta bancária em questão é da pessoa física de Lulinha. Está aberta em uma agência do segmento Estilo, do Banco do Brasil, em São Paulo (SP). As informações são do Metrópoles.
Leia maisSegundo os investigadores, essa quebra de sigilo é apenas parte do quebra-cabeça financeiro envolvendo o filho do presidente da República. O conjunto completo deverá emergir da análise de outras contas bancárias, tanto em nome da pessoa física quanto das empresas dele.
Dos R$ 19,3 milhões transacionados por Lulinha nessa conta bancária de 2022 a 2025, a metade (R$ 9,66 milhões) corresponde a créditos. O restante foram pagamentos para outras contas.
O auge das transações se deu no segundo ano do governo do pai, em 2024, com R$ 7,2 milhões movimentados. Em 2025, o montante caiu para R$ 3,3 milhões. Em 2026, até o dia 30 de janeiro, foram R$ 205.455,96.
As características da movimentação indicam tratar-se de uma conta de investimentos — a maioria dos pagamentos vem das empresas de Lulinha, de rendimentos de aplicações e de transferências de outras pessoas.
As maiores fontes de pagamentos para Lulinha no período da quebra de sigilo são as próprias empresas dele: a LLF Tech Participações (R$ 2,37 milhões) e a G4 Entretenimento e Tecnologia (R$ 772 mil). Do restante, a maior parte veio de rendimentos de aplicações do próprio Lulinha.
Lulinha é investigado pela suspeita de ser sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O Careca é um dos principais alvos da chamada Farra do INSS, o escândalo de descontos ilegais de aposentadorias revelado pelo Metrópoles.
Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou os descontos indevidos das aposentadorias. A defesa diz que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que Pernambuco recebeu mais de R$ 2,1 bilhões em investimentos federais nas áreas de portos, aeroportos e hidrovias nos últimos três anos. Os dados foram apresentados durante participação no Pernambuco Export, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, no Recife.
Segundo o ministro, do total aplicado, cerca de R$ 1,5 bilhão foram destinados ao setor aeroportuário, R$ 520 milhões aos portos e R$ 97 milhões às hidrovias. De acordo com Silvio Costa Filho, os recursos fazem parte de ações voltadas à ampliação da infraestrutura logística do estado e ao fortalecimento da capacidade de transporte e escoamento da produção.
Leia mais“Estamos trabalhando para ampliar investimentos e melhorar a infraestrutura logística do Brasil. Sob a liderança do presidente Lula, o governo federal tem priorizado políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor, garantindo mais competitividade para a economia e gerando oportunidades para os estados, especialmente para Pernambuco”, afirmou o ministro. O Pernambuco Export é promovido pela Brasil Export e reúne representantes do poder público, especialistas e integrantes do setor produtivo para debater logística, infraestrutura e desenvolvimento.
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O vice-prefeito de Quipapá, Batista da Saúde, reafirmou nesta quinta-feira (5) apoio à pré-candidatura de Gabriel Porto a deputado federal, à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, e à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao governo de Pernambuco. A declaração ocorreu durante encontro no Recife que reuniu Batista, Gabriel, Álvaro e o ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto.
“Recebo esse gesto com muita gratidão. Tenho um carinho especial por Batista e por todo o povo de Quipapá, que sempre nos acolheu com confiança e respeito”, afirmou Gabriel Porto. Álvaro Porto também comentou o apoio. “Temos atuado em favor de Quipapá sempre com a certeza de que esses laços nascidos por meio do diálogo e da disposição para atender às reivindicações do município são sólidos e duradouros. Agradecemos a confiança de Batista em seguir junto conosco”, disse.
Cumaru, no Agreste, sediou na tarde de hoje o maior ato de lançamento do meu livro “Os Leões do Norte”, pela editora Eu Escrevo, entre os municípios visitados na atual maratona pelo interior. O encontro aconteceu na Escola João Duarte e reuniu mais de 400 estudantes da rede municipal, além de vereadores, professores, diretores de escolas e integrantes da Secretaria de Educação.

O ginásio ficou completamente lotado. Os alunos acompanharam atentamente a palestra, fizeram perguntas e demonstraram grande interesse pelos episódios históricos retratados na obra, transformando o encontro em uma verdadeira aula de história sobre Pernambuco.

A programação contou com a presença da prefeita Zeneide Medeiros (PSB), do vice-prefeito Dr Ricardo, da ex-prefeita e atual secretária de Governo Mariana Medeiros, da secretária municipal de Educação Zenaide Medeiros, dos vereadores Kadim Barbosa, Canízio Gonçalves e José Itumbiato, além do presidente da Câmara, Antônio Américo.




Também participaram gestoras escolares, entre elas Josefa Ivalda, da Escola João Duarte, Yrany Lúcio, da Escola Gilda Bertino Gomes, e Celene Azevedo, da Escola Rural de Poços; além da diretora de ensino Luciana Gonçalves.


Com o encontro em Cumaru, concluo a agenda de apresentações do livro pelo Agreste, iniciada em Agrestina e seguida por Camocim de São Félix, Panelas, Passira e Cupira, sempre com atividades voltadas à comunidade escolar.

“Os Leões do Norte” reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco (1930–2022), fruto de extensa pesquisa jornalística e historiográfica. A obra resgata a memória política e institucional do Estado e propõe reflexão sobre os legados, contradições e impactos das gestões ao longo de quase um século.
