EXCLUSIVO
O blog teve acesso, com exclusividade, a um vídeo gravado e postado hoje, em uma rede social, por Irismar Vieira de Lima, mãe de Iuri Vieira de Lima, garoto que em 2012 foi assassinado e teve a cabeça decapitada e membros decepados durante uma rebelião no Centro de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Abreu e Lima. A Funase é ligada a Secretaria da Criança e da Juventude do Governo do Estado, que, à época, era comandada por Raquel Lyra.
Indignada, a mãe de Iuri cobra respostas da candidata do PSDB que recentemente tentou jogar a responsabilidade do trágico episódio na atual prefeita de Surubim, Ana Célia, que foi gestora da Funase durante um período muito anterior ao crime. “Todo dia eu espero o meu filho chegar. Não durmo à noite esperando por ele. Raquel, agora você quer dar uma de boazinha, mas era para você ter me ajudado na época. Raquel, você viu o meu desespero e minha angústia. Você só falava coisas enganosas”, desabafa Irismar.
“Raquel, você me enganou tanto. Você falava comigo e via o meu choro, o meu desespero de querer saber o que tinha acontecido com o meu filho. Até hoje eu tomo remédio controlado e vivo no psiquiatra. Você sabia de tudo, estava por dentro de tudo. Sabia que não me deixaram ver meu filho, que me mostraram ele por um telão. Você sabia de tudo, Raquel. Eu nunca vou te perdoar, Raquel. Você me enganou. Quando te vejo na televisão, tenho crise de ansiedade”, complementa a mãe de Iuri.
“Como você pode fazer uma coisa dessas comigo, Raquel? Para tudo na vida tem volta. Quem planta ruim, colhe ruim. Quem planta o bom, colhe bom. O dia da sua colheita ainda vai chegar. Você não é uma boa pessoa. Por isso, Raquel, eu nunca vou te perdoar. No lugar de tratar o meu filho e os outros meninos de uma maneira boa, você os tratava como bichos”, finaliza.
Segundo Irismar, o seu filho Iuri deveria ter passado apenas 45 dias na detenção, mas terminou sendo transferido para Abreu e Lima, quando houve a rebelião. “Nessa rebelião, meu filho foi morto. Arrancaram o braço dele, estouraram a cabeça e me entregaram ele todo picotado”, contou a mãe de Iuri, que clama até hoje por justiça. Veja o vídeo!
















