Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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Por Roberta Jungmann
Milhares de pessoas atenderam o chamado do cantor João Gomes na tarde deste domingo (22) para ocupar a Rua da Aurora, no Centro do Recife, para a realização da primeira edição da “Drilha São João Gomes”, que antecipa os festejos juninos logo após a semana carnavalesca.
João iniciou a festa em seu trio elétrico com o hit “Eu Tenho a Senha”, sendo acompanhado pelo público que lota a rua. Além do cantor, participam da drilha Zé Vaqueiro, Dorgival Dantas, Mestrinho e Ruan Vaqueirinho. Também haverá apresentações de quadrilhas juninas.
Quatro dias após o fim do Carnaval, a folia segue no Recife, mas em um ritmo diferente: o forró. Sob o comando do cantor pernambucano João Gomes, a “Drilha São João Gomes”, percorrerá a Rua da Aurora, no centro da capital, hoje, antecipando o clima de São João para os foliões. As informações são do Diário de Pernambuco.
Pouco antes de seguir para o trio que puxará ao som de muito forró, João Gomes contou o porquê da drilha ser dias depois do encerramento do Carnaval 2026. Para ele, a ideia é que a festa venha para cativar desde cedo o espírito da festa junina.
“O Carnaval aqui é mágico, mas a gente que é forrozeiro se prepara muito para o São João. Então, é bom começar a falar logo cedo e cativar algo bom aqui em casa, aqui no Recife, porque eu sei que muita gente gosta daqui e gosta de festejar. Então, que a gente possa entregar essa folia para a galera”, afirmou ele.
Além do cantor, participam da drilha Zé Vaqueiro, Dorgival Dantas, Mestrinho e Ruan Vaqueirinho. Segundo João Gomes, o MC Don Juan também estava confirmado para participar, mas adoeceu e não se juntará ao grupo.
O cantor e compositor pernambucano Jorge de Altinho comunicou, no início da tarde deste domingo (22), por meio dos stories no Instagram, a morte do filho, Ivan Lima de Assunção, aos 41 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. Os detalhes do velório serão divulgados em breve.
“É com profunda dor, difícil de colocar em palavras”, inicia a nota de pesar divulgada pelo artista. “Ele deixa uma marca doce e verdadeira em todos que tiveram o privilégio de estar ao seu lado. Seu jeito e sua presença seguem vivos na memória de cada um de nós.”
Jorge de Altinho explicou que o filho estava em investigação médica após a descoberta recente de uma doença cardíaca. Segundo ele, Ivan já havia realizado exames e tinha retorno agendado para próxima semana, mas “ontem, ele passou mal e, na manhã de hoje, sofreu uma parada cardíaca súbita e nos deixou”.
O cantor também agradeceu as manifestações de apoio recebidas. “Em nome de toda família, agradeço todo o carinho e as orações recebidas neste momento tão difícil”, escreveu.
Do jornal O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ser grato à Acadêmicos de Niterói pela homenagem no enredo apresentado na Marquês de Sapucaí, mas se recusou a dar “palpite” sobre o desfile. A agremiação levou para a Avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” e acabou rebaixada para a Série Ouro do carnaval do Rio.
Em entrevista a jornalistas em Nova Délhi, na Índia, o petista foi questionado sobre o que pensava da reação de evangélicos que criticaram uma das últimas alas da escola de samba, a “Neoconservadores em conserva”, com famílias estampadas em latas e adereços de referência religiosa. “Eu não penso. Porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa”, disse.
Leia maisLula afirmou que o desfile foi mais uma homenagem à mãe dele, Dona Lindu. “É uma pena que a minha mãe já tenha morrido e não ouviu a música. A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe. É a saga dela de trazer a gente para São Paulo”, afirmou.
O presidente ainda disse que, quando voltar ao Brasil, irá pessoalmente agradecer à escola pela homenagem. “Cabia ao presidente da República aceitar se ele queria ser homenageado ou não, e eu aceitei e sou muito grato à escola. Muito grato”, destacou.
A ala dos conservadores “enlatados” gerou críticas de políticos da oposição e reações institucionais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) prometeu acionar o Ministério Público contra Wallace Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, por “intolerância religiosa”. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifestou “preocupação” com a utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira “ofensiva”, e a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) também emitiu uma nota de repúdio.
Além disso, como mostrou a coluna de Malu Gaspar no Globo, o PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, acionou na última quinta-feira (19) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar o financiamento do desfile da Acadêmicos de Niterói neste carnaval em homenagem ao presidente Lula. A agremiação, que levou para a Sapucaí o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, amargou uma 12ª colocação e foi rebaixada.
Para a legenda, a apresentação da Acadêmicos de Niterói foi uma “explícita peça político-eleitoral, em ano eleitoral”, se convertendo em “propaganda governamental e partidária escancarada em cada alegoria, além de ataques nítidos a opositores, em típico comportamento eleitoreiro”. O PL quer apurar a utilização da máquina federal para captação de financiamento para a escola de samba, além de investigar se houve interferência do Palácio do Planalto no conteúdo do desfile.
O desfile foi marcado por exaltação à figura de Lula e a programas sociais da administração petista, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e o Luz para Todos — além de alfinetadas em Bolsonaro, retratado na comissão de frente como um palhaço que acaba preso. O samba-enredo remetia em seu refrão a um jingle de campanha de Lula, com os versos “Olê, olê, olá, Lula, Lula”. Em uma das alas, componentes estavam fantasiados com uma estrela vermelha, em alusão ao símbolo do PT.
O que disse o governo Lula
Procurada pelo blog de Malu Gaspar, a Embratur afirmou que destinou R$ 12 milhões aos desfiles do Grupo Especial do Rio, com “destinação igualitária de R$ 1 milhão” para cada uma das 12 agremiações.
A Embratur frisou “que não interfere na escolha de sambas-enredo, respeitando a autonomia artística e a liberdade de expressão das agremiações”.
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Por Leiliane Rebouças*
Do Metrópoles
O caso do Brasília Palace Hotel é hoje um dos exemplos mais graves de negligência institucional com o patrimônio moderno brasileiro. Primeiro hotel da capital federal, projetado por Oscar Niemeyer para receber autoridades, técnicos e visitantes durante a construção de Brasília, o edifício não é apenas uma peça de arquitetura: ele é parte constitutiva da memória fundadora da cidade.
No entanto, diante da proposta de duplicação e descaracterização do hotel, promovida pelo empresário Paulo Octávio, o Iphan optou pelo caminho mais cômodo: permitir, silenciar e se omitir — como se a defesa do patrimônio fosse um princípio flexível, aplicável apenas quando não interfere nos interesses econômicos.
Leia maisSegundo a análise técnica do próprio Iphan, a duplicação do tamanho do hotel “não prejudicaria o patrimônio cultural”, uma conclusão que beira o absurdo. Como é possível sustentar que dobrar a volumetria de uma obra moderna, concebida com rigor formal, escala precisa e relação direta com a paisagem, não compromete seus valores arquitetônicos e simbólicos?
Essa posição revela uma compreensão empobrecida do que significa patrimônio: reduzido a fachada, a linguagem estética superficial, e não um sistema integrado de forma, função, proporção, uso, memória e contexto urbano.
O Brasília Palace não é um prédio qualquer. Ele integra o conjunto simbólico da capital, ao lado do Palácio da Alvorada, do Congresso Nacional e da Esplanada dos Ministérios. Foi ali que se hospedaram Juscelino Kubitschek, arquitetos, engenheiros, artistas e jornalistas que acompanharam o nascimento de Brasília.
Sua arquitetura leve, horizontal e integrada à paisagem do Lago Paranoá expressa a utopia modernista de uma cidade pensada como obra coletiva, pública e civilizatória. Alterar esse edifício é interferir diretamente na narrativa histórica da capital — e duplicá-lo é negar sua própria lógica arquitetônica.
O problema é que essa interferência não começou agora. O hotel já sofreu um golpe profundo quando se permitiu a criação de um lote em frente, bloqueando a relação visual direta com o Palácio da Alvorada — um dos eixos simbólicos mais importantes do projeto urbano original.
Em seguida, foi construído um segundo hotel com uma arquitetura completamente alheia ao modernismo, um corpo alienígena de escala desproporcional cravado num dos sítios mais sensíveis da paisagem cultural de Brasília.
Cinismo
Agora, a situação se agrava: o mesmo empresário que, nos anos 1990, explorou intensamente a memória afetiva do Brasília Palace para promover sua restauração e valorização comercial, passa a defender sua duplicação e transformação, sob a lógica do “potencial construtivo” e da rentabilidade imobiliária. É o uso cínico da história: a memória como marketing quando convém, e como obstáculo quando limita o lucro.
Mais grave ainda é o arquivamento do pedido de tombamento do hotel no âmbito do governo local. Trata-se de uma decisão política que revela o desprezo pela dimensão imaterial do patrimônio.
O tombamento não é um capricho burocrático, mas um instrumento de proteção da memória coletiva, de garantia de que certas obras — especialmente aquelas fundadoras — não sejam submetidas à lógica predatória do mercado. Arquivar esse pedido é afirmar, implicitamente, que a história de Brasília é negociável.
O silêncio do Iphan diante desse processo é ensurdecedor. O instituto, criado justamente para proteger o patrimônio nacional, não apenas se omite, como também legitima a descaracterização, ao afirmar que a duplicação não gera impacto.
Trata-se de um precedente perigoso: se dobrar um edifício histórico não é considerado dano, então qualquer intervenção pode ser justificada em nome de uma suposta “compatibilidade formal”. Abandona-se a noção de integridade patrimonial e adota-se uma lógica de maquiagem estética, em que se preserva o nome, mas se destrói o sentido.
O exemplo de Niterói
O contraste com Niterói é revelador e constrangedor. Enquanto o município fluminense, ainda em vida de Oscar Niemeyer, construiu um projeto político e cultural consistente de valorização de seu legado — investindo na criação, preservação e promoção de equipamentos como o Caminho Niemeyer, transformando a arquitetura moderna em política pública de identidade urbana, turismo cultural e educação patrimonial — Brasília, justamente a cidade que concentra a obra mais densa e simbólica do arquiteto, opta pelo silêncio, pela omissão e pela conivência no caso do Brasília Palace.
Em Niterói, o patrimônio é entendido como ativo civilizatório e projeto de futuro; em Brasília, ele é tratado como entrave ao mercado, algo a ser flexibilizado, negociado ou descartado quando interfere nos interesses imobiliários.
A ironia histórica é brutal: a cidade que existe por causa de Niemeyer falha em protegê-lo, enquanto outra, que poderia prescindir dele, constrói em torno de sua obra uma política de Estado. Isso não é apenas negligência institucional — é uma falência simbólica da própria consciência patrimonial de Brasília.
O prejuízo é irreversível. Uma vez alterado, duplicado, inflado e reprogramado, o Brasília Palace deixa de ser documento histórico para se tornar apenas mais um produto imobiliário. Perde-se não só um edifício, mas um pedaço da narrativa de Brasília como projeto de país.
Perde-se a materialidade de um tempo em que arquitetura, política e utopia estavam articuladas. E consolida-se uma lógica perversa: a de que o patrimônio só merece ser defendido enquanto é rentável — e que, quando passa a impor limites, deve ser adaptado, flexibilizado ou simplesmente sacrificado.
*Acadêmica do Instituto Histórico e Geográfico do DF. Bacharel de Relações Internacionais, é especialista em turismo; autora do livro Vizinhos do Poder, História e Memória da Vila Planalto (2022); coautora do livro Café com Europa, Brasília 60, da editora UnB (2020); e coordenadora do Movimento Guardiões de Brasília.
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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou ontem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília, está “confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”. Em postagem nas redes sociais, o ex-parlamentar afirma que o pai pediu que a informação fosse divulgada por ele a aliados.
“Meu pai, preso político, continua soluçando intensamente e, ontem, apresentou uma crise severa de vômitos ao longo da tarde. Ainda assim, pediu que eu informasse aos senhores que está confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”, escreveu Carlos. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisO ex-vereador também afirmou que, “mesmo diante da evidente degradação de sua saúde”, o pai permanece “focado, lúcido e construtivo”. Além de Carlos, os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) também visitaram o ex-presidente ontem.
O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente.
O circuito é discreto, mas estruturado. Advogados e os filhos mantêm interlocução permanente com dirigentes partidários e recebem as ordens de Bolsonaro. A partir daí circulam avaliações sobre a montagem de palanques, alertas sobre movimentos autônomos de aliados e orientações para o pleito de outubro.
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Por Estadão Conteúdo
O Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou, na última quinta-feira (19), a abertura de ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de obstrução à Justiça e coação no curso do processo. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes conduz a ação. Com a decisão, Eduardo passa oficialmente à condição de réu.
A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma da Corte em novembro de 2025, no âmbito das investigações sobre a trama golpista. Ao aceitar a acusação, os ministros entenderam haver indícios suficientes para a abertura do processo.
Leia maisA reportagem procurou Eduardo Bolsonaro para comentar a decisão, mas não houve retorno até a publicação deste texto.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo sob a acusação de articularem, nos Estados Unidos, a imposição de sanções contra ministros do STF. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a iniciativa buscava pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo da tentativa de golpe.
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão no caso. Para Gonet, ficou comprovado que Eduardo e Figueiredo se valeram de interlocutores ligados ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “constranger a atuação jurisdicional” do Supremo.
Com a formalização da ação penal, o processo entra agora na fase de instrução, com produção de provas e depoimentos.
Possível extradição
Com a abertura de uma ação criminal, o STF tem a opção de pedir a extradição do deputado antes mesmo do julgamento de mérito das acusações.
A extradição pode ser solicitada não apenas para o cumprimento de pena, mas também para fins de instrução do processo. Os trâmites dependeriam, no entanto, da colaboração do governo Trump.
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As chuvas registradas ontem em Garanhuns, no Agreste, por volta das 16h, chamaram a atenção pela força e intensidade, especialmente na região central da cidade. Apesar de ter sido rápida, a precipitação foi forte e acumulou cerca de 30 milímetros, segundo dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
Ruas como Capitão Tomaz Maia e Barão do Rio Branco ficaram alagadas, dificultando a circulação de pedestres e veículos. Imagens e vídeos que circulam nas redes sociais mostram enxurradas fortes, com correnteza intensa descendo por vias urbanas e invadindo calçadas. É possível ver nas imagens veículos como carros e motos arrastados pela força da água.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o estado está em “observação” para pancadas de chuva com intensidade moderada a forte hoje. O aviso meteorológico abrange regiões como o Agreste, o Sertão de Pernambuco, o Sertão do São Francisco e o arquipélago de Fernando de Noronha. A recomendação é que a população permaneça atenta às orientações da Defesa Civil e evite áreas de risco durante os períodos de chuva mais intensa.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), ontem, parecer contrário ao pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No documento, Gonet argumenta que a unidade onde Bolsonaro está custodiado dispõe de estrutura médica adequada, com atendimento 24 horas e acesso a uma unidade avançada do Samu em caso de emergência. As informações são da TV Jornal.
Leia maisO ex-presidente cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, instalado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O espaço, conhecido como “Papudinha”, é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e magistrados.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.
Não é a primeira vez que a defesa tenta a mudança de regime. Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes já havia negado outro pedido de prisão domiciliar. Na ocasião, o magistrado destacou que o ex-presidente pode receber atendimento médico particular sem necessidade de autorização judicial, além de contar com equipe médica disponível na unidade prisional. O novo parecer da Procuradoria reforça o entendimento de que, neste momento, não há justificativa para a concessão do benefício.
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Uma freira de 82 anos foi assassinada a pauladas ontem por um homem que invadiu o convento onde ela morava, provavelmente com a intenção de furtar objetos do local. O crime ocorreu no município de Ivaí, no Paraná.
A vítima se chamava Nadia Gavanski. Em nota, a congregação da qual ela fazia parte, as Irmãs Servas de Maria Imaculada, lamentou a morte da irmã e disse que “está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias do crime sejam resolvidas”. O velório será hoje, a partir das 15h, em Prudentópolis, Paraná. As informações são do portal Metrópoles.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) confirmou o assassinato e informou que o suspeito foi detido durante a tentativa de fuga. O corpo de Nadia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa (PR). O caso continua sob investigação.
Por Estadão Conteúdo
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) analisará a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que absolveu um homem de 35 anos por estupro contra uma menina de 12 anos por entender que havia “vínculo consensual”.
Em nota enviada ao Estadão, o MP afirma que identificou aspectos jurídicos passíveis de impugnação e adotará medidas processuais cabíveis para garantir a aplicação de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
Leia maisO MP reforçou que a legislação entende qualquer relação sexual com menores de 14 anos como estupro de vulnerável. “Tal diretriz normativa visa resguardar o desenvolvimento saudável e a dignidade sexual dessa população, tratando-os como bens jurídicos indisponíveis, que se sobrepõem a qualquer interpretação fundada em suposto consentimento da vítima ou anuência familiar”, completa.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais acompanha a situação. Em resposta ao Estadão, a Pasta garante que está em diálogo com o Ministério Público de Minas Gerais sobre os desdobramentos relacionados ao caso e analisará eventuais medidas.
A decisão foi proferida pela 9ª Câmara Criminal do TJMG. O órgão afirmou que o processo tramita em segredo de justiça e não se manifestará a respeito.
De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), mais de 34 mil crianças de 10 a 14 anos — majoritariamente meninas, pretas ou partas, de regiões vulneráveis — viviam em uniões conjugais no Brasil em 2022.
O Brasil se comprometeu internacionalmente a eliminar a prática, incluindo recomendações recentes do Comitê da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres para fixar a idade mínima para matrimônio em 18 anos.
Em nota, o MDHC ressalta que “quando a família não assegura essa proteção — especialmente em casos de violência sexual —, cabe ao Estado e à sociedade, incluindo os três Poderes, zelar pelos direitos da criança, não sendo admissível que a anuência familiar ou a autodeclaração de vínculo conjugal sejam usadas para relativizar violações”.
O Estadão aguarda manifestação do Conselho Nacional de Justiça e do Superior Tribunal de Justiça.
Caso gerou repercussão entre autoridades e políticos.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) anunciou, nas redes sociais, que apresentou denúncia ao Conselho Nacional de Justiça contra a decisão. Para a parlamentar, o TJMG “liberou a pedofilia”.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo criticando a decisão: “Não importa se consentiu, não importa se já teve outros relacionamentos, não importa se ela disse que gosta dele. A lei é objetiva, mas o tribunal resolveu inventar uma exceção”.
O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que a decisão terá impactos na sociedade. “Em um país em que a violência sexual já é uma realidade persistente, decisões assim podem gerar um efeito pedagógico negativo, porque confundem o limite do que é inaceitável e enfraquecem a confiança na proteção institucional”, escreveu no X.
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Por Vianney Mesquita*
“O orgulho que almoça vaidade janta desprezo.” (Benjamin Franklin, cientista, diplomata, inventor e intelectual eclético dos Estados Unidos. 1706-1790).
“A importância sem mérito logra respeito sem estima.” (Sebastién-Roch Nicolas, Moralista, escritor e jornalista de França. Clermon-Ferrand, 06.04.1741; Paris, 13.04.1794.
O nome cabotino, adjetivo e substantivo de ambos os gêneros, significa, em acepção original, mau comediante, ator histrião, personagem bufo, cômico teatralmente desqualificado. Consoante sugere Antônio Geraldo da Cunha, no seu Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa (2. ed., Rio de Janeiro, 2001), “parece” aludir ao nome de um ator burlesco de categoria inferior (Cabotin), o qual teria atuado no tempo de Luís XIII, em França.
Figurativamente, entretanto – e esta é a significação preferida e mais conhecida no Brasil – denota a ideia de […] indivíduo presumido, afetado, que procura chamar a atenção, ostentando qualidades reais ou fictícias (Cunha, 2001), com registo lexicográfico no século XIX (1807), sendo controversa a origem dos seus sentidos expressos em glossários, segundo gizado no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001), de Mauro Salles Villar e Antônio Houaiss.
Leia maisEste escrito é a continuação de viagem feita na boleia de matéria veiculada há algum tempo, num medium brasileiro, sob o título de “Em qual cabeça assenta este chapéu?” — onde expressei indignação com os autores autoproclamados mentores da sociedade, os quais se louvam no expediente da apologia aos protagonistas de suas obras, sem desvinculá-los dos nomes reais como escritores, com vistas à obtenção do aplauso, atitude repreensível, mesmo se o louvor restar merecido, e — pior ainda —, se não sobrar o elogio justo.
A desqualificada significação desta unidade de ideia — cabotinismo — experimenta trajeto bastante comum no decurso na sociedade dos mais diversificados lugares e em tempos totais, conforme, amiúde, a História relata, submetendo ao risco de sua instalação todos aqueles que não se vacinaram contra a picada da mosca azul — consoante a reflexão de Frei Beto, no livro do mesmo nome — expondo-se, dadivosos, ao seu voraz apetite.
Soberba, importância e indispensabilidade quase patológicas dos afagos ao ego, consoante sugerido por Sigmund Freud, parecem invadir o controle da volição, determinante da vontade de cada qual, neste caso, concernente a orientar as pessoas na trilha certa, conduzindo-as ao comportamento adequado no âmbito moral, na contextura da decência e no contorno das atitudes saudáveis que devem presidir aos nossos procederes.
A isto a sociedade inteira almeja, porém, muitos se descuidam de armar anteparos e, com frequência, se descortinam subordinados a um inimigo oculto, o qual se arrima até na nossa inteligência, como, num exemplo, na capacidade de escrever bons textos, a fim de operar intentos literários, mas os alardeando nos media, com defeito de tanta monta, configurado no recurso nefasto do exibicionismo, sinônimo de ostentação, correspondente a encômio barato e presunção despropositada.
É determinante, por conseguinte, um cuidado redobrado, a fim de as pessoas não se subordinarem às investidas constantes do cabotinismo, maiormente quando são alçadas a posições de destaque, por via da Política, Religião, manifestações artísticas e demais haveres dotais impressos pela Providência Divina, como, exempli gratia, a Literatura, a Pintura e as outras quatro artes.
Estas expressões da indústria humana, por efetivo, consuetudinariamente, concedem visão pública e midiática aos produtores e intérpretes, granjeando para seus palcos de shows e outros ambientes de assistência, em catarse aristotélica — de cariz estético — uma multidão apaixonada, desorganizada e desprovida de pensamento racional, condutora do artista aos apogeus da glória, circunstância fácil de ligeiramente enviesar para o senhorio da cabotinagem, de atuação ligeira junto aos que não se abasteceram de defesas rápidas contra opositor de exercício tão desembaraçado e veloz.
O complexo inteiro da Humanidade está sujeito aos tentáculos dos comportamentos charlatães, de tal sorte que se deve permanecer em atalaia contínua contra suas arremetidas. Há que se postar avesso, entretanto, aos pruridos exagerados de simplicidade, como, exempli gratia, o autor deixar de assinar uma produção, resignar-se perante a omissão de seu nome de uma ficha técnica, calar-se ante a supressão de referência por parte de alguém em evento cuja efetividade dependeu de sua participação etc., ocorrências que somente atestam a bobice e a sujeição infantil, também doentias, no polo oposto da ideação do teor presumido.
Retenho, pois, sobrado cuidado com as acometidas desse vilão moral, deontológico e ético, para não ser vergado pelos seus impulsos poderosos (Flexo, sed non frango = envergo-me, mas não me quebro). Ele circula à solta em meio aos desavisados, em particular na ambiência dos inocentes e pretensos credores do reconhecimento e presumidos donos de uma arte maior, definitiva, quando, em muitos lances, representam apenas jejunos e claudicantes aprendizes, visitantes de assuntos sobre os quais estão ainda bastante apartados do domínio.
Estas pessoas merecem de seus próximos — parentes, amigos e circunstantes com quem tenham alguma ligação — os corretivos oportunos, as regulagens apropriadas, a fim de que não habitem o patamar dos deserdados morais artistas, os quais, mesmo sendo bons, ainda acham necessário aparecer, conforme expressei na matéria de entrada desta escrita, como os primeiros entre os pares, feitos luminares refalsados do preparo intelectual e notáveis ilusórios da sabedoria.
Lamentavelmente, não conhecem, ou jamais divisaram, a ideia do cientista de Österreich, naturalizado inglês, Karl Raimund Popper (Viena, 28.07.1902 – Kenley, 17.09.1994), para quem todos somos cegos convencidos de que saber e ignorância são vizinhos.
Minha esperança é, pois, de que os consulentes que por acaso leiam esta despresumida manifestação de incômodo, por intermédio do Blog do Magno — a maioria de cearenses, pernambucanos e brasileiros no geral — se tornem hábeis a se liberar desta tenebrosa luz dos holofotes.
*Escritor, professor e membro da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo
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