MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Papa Leon 14 está rezando pela paz na Faixa de Gaza, na Ucrânia, na Caxemira, no Complexo do Alemão, na Tríplice Fronteira, na Cracolândia, na Cova do Onça, no Sambódromo e no Vaticano. Milhões de fiéis também estão rezando e fazendo promessas pela paz na Muribeca, no Oiapoque, na Guiana, em Kiev. Infelizmente, os senhores das armas e das guerras não se comovem com piedosas orações.
Na hora do Angelus, declamada na Rádio Clube e Rádio Jornal, “hora da prece e do perdão, hora dos fidalgos e dos plebeus, hora dos cristãos a de todas as idades e dos filhos de Deus de ambos os hemisférios”, ao som da Ave Maria de Gounod, os fariseus despejam mísseis mortíferos nas casas, nos castelos, nos hospitais, nas igrejas e nos abrigos humanitários.
O americano-peruano Robert Francis Prevost foi ungido Papa Leon 14 por ter “cheiro de ovelhas”, assim anunciaram. Ser pastor de almas é missão gloriosa, ser pastor de verdade, não os fariseus mercadores de dízimos.
Falar em primeira Guerra Mundial (1914-1918) e segunda Guerra Mundial (1939-1945) virou um clichê hoje massificado. Qual o critério? Geopolítico? As principais guerras da humanidade sempre foram mundiais, desde o Império Romano, antes de Cristo, quando a terra era plana, até as guerras do Império Mongol, nos séculos 13 a 14, na Eurásia, China e Rússia. O diabólico Gengis Kkan, precursor das guerras bacteriológicas, foi o maior conquistador de impérios da história da humanidade.
Eu sempre fui terraplanista, modéstia à parte, pois gostaria de ter nascido na época da Renascença. A Terra ficou redonda depois das Navegações por culpa de Galileu Galilei, e desde então o mundo mudou para pior.
As guerras napoleônicas, no início do século 19, durante 12 anos, também foram mundiais.
Jesus Cristo perguntou três vezes ao seu discípulo e ouviu a mesma resposta: “Simão, filho de João, tu me amas?” “Senhor tu sabes todas as coisas e sabes que eu te amo”. “Apascentai as minhas ovelhas!” As ovelhas estão em surto neste vale de lágrimas, de guerras, polarizações, de roubos e de rombos Previdência Social.
Neste reino de Pindorama, onde o amor venceu o ódio, as ovelhas do cordão encarnado querem prender, censurar e massacrar as ovelhas de outros rebanhos. Só haverá pacificação nacional, segundo as ovelhas vermelhas, quando todos os animais dissidentes forem silenciados, assim feito na Rússia do genocida Vladimir Putin.
O Papa João Paulo II tinha cheiro de santo guerreiro da paz. Ele sabia que os tiranos comunistas não se comovem com preces piedosas. Por isso ia lá nos territórios e fazia acontecer. Somente não desarmou o psicopata Fidel Castro. Daí o povo cubano ainda hoje vive na miséria e na escravidão comunista. O fanatismo comunista é uma doença mental perigosa e contagiosa.
O mundo precisa de um novo estadista para redimir os cubanos das trevas do comunismo, assim como na Antiguidade Moisés rompeu os mares e libertou o povo hebreu da escravidão.
O candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou, hoje, a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, e o uso de um vídeo feito por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro. As informações são do portal G1.
Segundo ele, Flávio Bolsonaro não apresentou propostas e foi coadjuvante em um evento em que era protagonista. “Foi ali um evento, uma convenção em que o candidato perdeu para um argentino e perdeu para um avatar. Ali não tinha presença do candidato, não tinha proposta. E o pior, desse um nível tão rasteiro de agressão. De repente, ao invés de nós discutirmos temas nacionais, nós estamos discutindo o problema de agressão aos Estados Unidos, com a Argentina”, afirmou Caiado.
O candidato deu a declaração à imprensa reunida após uma reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Nacional de Jornais (ANJ) em Brasília. Na mesma linha, o presidente do PSD e candidato a vice na chapa, Gilberto Kassab, disse que a convenção do PL mostrou que Flávio “não quer discutir o Brasil”.
“A convenção fugiu dos objetivos que a sociedade brasileira espera. Ela esperava lá a apresentação de um candidato com propostas. Ele traz um presidente de outro país, um país que tem relações importantes com o Brasil, para fazer um bate-boca com o atual governo, que cai na armadilha e também baixa o nível”, afirmou Kassab.
Legislação contra uso de IA
Questionado sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que deu 48h para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explicar se foi autorizado o uso de imagem e voz do ex-presidente, Caiado disse que é preciso cumprir a lei.
“O que nós temos que seguir é o que a lei determina para o processo eleitoral. Isso daí eu vou cumprir. Eu vou cumprir exatamente os ditames da lei. Onde ela definir a utilização, será utilizado. Dentro de critérios, ao mesmo tempo de encaminhamento de que aquilo está sendo feito por inteligência artificial e dentro das regras que a legislação eleitoral autoriza”, afirmou.
Ainda sobre Inteligência Artificial, Caiado defendeu uma legislação moderna sobre o tema e que garanta a remuneração de direitos autorais.
“Todos nós estamos colocando aqui com muita clareza. Esses direitos autorais, eles serão respeitados, sem dúvida alguma. Ninguém está propondo aqui descumprir aquilo que é o direito autoral de qualquer fonte que seja. Seja da imprensa, seja do jornalista, seja amanhã do cantor, seja amanhã do escritor, tudo isso tem que ser respeitado”, pontuou.
Confesso que, nestes dias de tantas pesquisas pré-eleitorais, não consegui deixar de fazer uma comparação um tanto curiosa. Ao abrir os noticiários, pensei comigo mesmo: que verdadeira salada de frutas!
Mas logo corrigi o pensamento.
Na verdade, as saladas de frutas são muito melhores. São refrescantes, saborosas, saudáveis e fazem bem ao organismo. Já algumas pesquisas, dependendo de quem as interpreta, acabam provocando mais indigestão do que nutrição.
Vivemos um período em que praticamente todos os dias surge um novo levantamento. Um instituto aponta um cenário; outro apresenta números diferentes; um terceiro traz uma leitura distinta. Para quem acompanha a política, é como se cada cozinheiro colocasse um ingrediente diferente na mesma receita.
Não estou afirmando que as pesquisas não tenham importância. Muito pelo contrário. Quando realizadas com metodologia séria, elas cumprem um papel relevante ao retratar o sentimento do eleitor naquele exato momento. O problema começa quando alguns passam a tratá-las como se fossem o resultado definitivo da eleição.
A política, felizmente, não é uma fotografia; ela é um filme. E, como todo bom filme, o roteiro pode mudar até a cena final.
Quem acompanha eleições há algumas décadas, como eu, sabe muito bem disso. Quantas vezes vimos candidatos considerados imbatíveis perderem força? Quantos outros, que pareciam não ter qualquer chance, cresceram ao longo da campanha e surpreenderam nas urnas? A história política brasileira está repleta desses exemplos.
Por isso, sempre procuro olhar as pesquisas com serenidade. Elas informam, mas não decidem. Elas indicam tendências, mas não substituem a consciência do eleitor. A verdadeira pesquisa acontece silenciosamente no coração e na mente de cada cidadão, quando ele compara histórias de vida, avalia propostas, observa atitudes e decide em quem confiar.
Enquanto isso, continuo preferindo uma boa salada de frutas. Ela reúne banana, mamão, manga, maçã, uva, melão e tantas outras delícias. Cada fruta mantém sua essência, mas todas contribuem para algo saudável.
Na democracia também deveria ser assim. A diversidade de ideias fortalece o debate, desde que haja respeito às diferenças e compromisso com o bem comum. O que não faz bem é transformar adversários em inimigos ou reduzir toda uma campanha a gráficos, percentuais e manchetes.
No final das contas, pesquisas são importantes, mas não elegem ninguém.
Quem elege é o povo.
E o povo merece conhecer muito mais do que números. Merece ouvir propostas, conhecer currículos, analisar realizações, comparar projetos e escolher com liberdade aquele que considera mais preparado para representá-lo.
As pesquisas passam.
Os comentários passam.
As campanhas terminam.
Mas o voto consciente permanece como a maior expressão da democracia.
Sigamos. As urnas nos aguardam para a grande tomada de decisão. Afinal, é nelas – e não nas pesquisas – que a vontade soberana do povo se transforma em realidade.
*Professor universitário aposentado e memorialista!
A Câmara Municipal de Sertânia inaugura, amanhã, o Prédio Anexo II da Casa Corina Lins de Siqueira. A solenidade está marcada para as 10h e marcará a entrega do novo espaço que será destinado às atividades da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O anexo será utilizado pelos cursos de Medicina e Medicina Veterinária da instituição, ampliando a infraestrutura de apoio ao ensino superior no município e fortalecendo a parceria entre a Câmara Municipal e a universidade. De acordo com a Câmara de Sertânia, a iniciativa representa mais um avanço para o fortalecimento do Poder Legislativo, além de contribuir para a ampliação dos serviços oferecidos à população por meio da cooperação com a UFPE.
A cerimônia de inauguração será aberta ao público e contará com a participação de autoridades, representantes da universidade, estudantes, professores e membros da comunidade. O evento marcará oficialmente o início das atividades do novo anexo, que passa a integrar a estrutura de apoio aos cursos ofertados pela UFPE em Sertânia.
Estará nas mãos do próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, se é legal o uso do avatar em Inteligência Artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro que apareceu no sábado (25) na convenção do PL. Se ele considerar legal, o PL já prepara outros momentos de utilização da imagem virtual. E será, então, o liberou geral.
O PSD, por exemplo, poderá apresentar um vídeo, digamos, de Juscelino Kubitschek apoiando a candidatura de Ronaldo Caiado. O PT poderá mostrar Getúlio Vargas pedindo que os trabalhadores se unam em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haverá uma discussão sobre se JK ou Vargas autorizariam esse uso. Mas ela também ocorre no caso da IA de Bolsonaro. Se ele disser que autorizou, confessará que incorreu numa ilegalidade para burlar as restrições a ele. Se nada disser e nada for proibido, o céu da IA será o limite.
Essa discussão a respeito dos limites do deep fake é de suma importância. Mas está longe de ser o maior risco que o eleitor brasileiro corre quanto à utilização de Inteligência Artificial na campanha. Esse risco maior, aponta o Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), estará nas redes sociais. Há um batalhão de robôs prontos para interagir com as pessoas de modo a tentar convencê-las a levar o seu voto nas eleições para uma determinada direção. São os “neurobots”.
Qualquer um que tenha feito alguma pesquisa usando alguma forma de Inteligência Artificial já percebeu como ela se esforça para agir como humana. “Excelente pergunta”, diz ela. É esse o tipo de programação usada nos “neurobots”. Eles são programados, segundo o IRIA, “para conversar como seres humanos, adaptar argumentos em tempo real, participar de debates, construir relações de confiança e criar falsas percepções de consenso”. Tal realidade “já está presente nos principais ecossistemas políticos digitais do Brasil”.
O Relatório Nacional sobre a Integridade Cognitiva das Eleições Brasileiras, elaborado pelo IRIA e ao qual o Correio Político teve acesso, mostra que tanto a campanha de Flávio Bolsonaro quanto a de Lula têm “neurobots” atuando em suas redes. O estudo estimou que 7,6% das contas com maior probabilidade de comportamento artificial estão presentes no ecossistema digital de Flávio. E 5,5% no de Lula.
No passado, os robôs apenas repetiam de maneira massiva palavras de ordem. Agora, eles conversam de fato. Se a pessoa retruca, ele responde com outro argumento. São capazes de “alterar aquilo que a psicologia social denomina sinais sociais. que orientam, de forma às vezes inconsciente, a interpretação do pensamento coletivo”.
“A maior ameaça dos neurobots não é convencer diretamente um eleitor. É fazê-lo acreditar que toda a sociedade já pensa daquela maneira”, explica o presidente do IRIA, Marcelo Senise. De acordo com Senise, esse é o grande perigo. “Poucas forças influenciam tanto o comportamento humano quanto a percepção de consenso”.
Voltamos, então, à discussão sobre o avatar de Jair Bolsonaro ou sobre a disseminação de fake News. “Limitar o debate sobre Inteligência Artificial ao combate às fake News tornou-se insuficiente”, sustenta Senise. “O verdadeiro desafio passou a ser a manipulação do ambiente cognitivo”. O ambiente digital provoca uma confusão.
A pessoa não sabe se interage com um humano ou um robô. Nesse ambiente, determinados conteúdos passam a ser amplificados. Os robôs agem, então, para simular que tal ideia tem apoio popular. Constroem, então, consensos que, na verdade, são artificiais. Agem para “modificar silenciosamente o ambiente das convicções políticas”.
A partir dessas constatações, o estudo do IRIA propõe um novo conceito que chama de “integridade cognitiva”. O instituto propõe que a Justiça eleitoral tem de se preparar não apenas mais para garantir urnas seguras e conter conteúdos fraudulentos. Mas para preservar o ambiente no qual os debates políticos irão acontecer.
A pesquisa analisou 10,3 mil comentaristas únicos, distribuídos nos dois maiores ecossistemas políticos digitais brasileiros, o de Flávio Bolsonaro e o de Lula. Constatou que, 5,6 mil associados ao ecossistema de Flávio Bolsonaro e 5 mil de Lula tinham comportamento de neurobots. O estudo não aponta responsáveis. Só emite o alerta.
Era para ser o início da recuperação. Mas, minutos depois de deixar o centro cirúrgico, uma paciente do Hospital da Restauração (HR), no Recife, viveu um novo trauma. Parte do teto da Sala de Recuperação Anestésica do bloco cirúrgico desabou justamente sobre o leito onde ela se recuperava de uma cirurgia vascular. Segundo relatos de funcionários da unidade, a paciente foi atingida pelos destroços e precisou retornar ao bloco cirúrgico em decorrência do incidente.
Imagens registradas no local mostram um grande buraco aberto no forro, pedaços de gesso espalhados pelo chão e profissionais trabalhando para retirar os destroços enquanto o atendimento seguia na unidade. O caso aumenta a preocupação com as condições estruturais do maior hospital de urgência e emergência de Pernambuco. E não é um episódio isolado.
Em maio deste ano, parte do teto do 7º andar do Hospital da Restauração já havia cedido, abrindo um buraco no corredor e provocando susto entre pacientes e profissionais. Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a área afetada ainda não havia passado pelas obras de requalificação.
O problema também se soma a uma sequência de ocorrências em outras unidades da rede estadual. Nos últimos meses, o Hospital Agamenon Magalhães registrou sucessivos episódios envolvendo desabamentos e riscos estruturais em diferentes setores da unidade. O hospital também ganhou repercussão após imagens mostrarem a presença de ratos em suas dependências.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra afirma estar realizando a maior reforma da história do Hospital da Restauração, com investimento milionário em obras de ampliação e recuperação da unidade. No entanto, até agora, a distância entre a propaganda oficial e a realidade encontrada pelos pacientes nos corredores dos hospitais públicos parece ser medida pelos buracos no teto, pelas infiltrações e pelos riscos enfrentados por quem deveria encontrar ali proteção e cuidado.
Pela primeira vez em Pernambuco, um governador que busca a reeleição entrará na campanha eleitoral com menos tempo de rádio e televisão do que o principal adversário. De acordo com a composição das alianças partidárias, o pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), reúne legendas que somam 206 deputados federais, garantindo a maior fatia do horário eleitoral gratuito.
Já a governadora Raquel Lyra (PSD) pode chegar ao máximo a uma coligação que representa 191 deputados federais, ficando atrás do ex-prefeito do Recife na distribuição do tempo de propaganda. A vantagem de João Campos decorre da ampla frente formada por partidos como a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), MDB, Republicanos, PDT, PSB e PRD/Solidariedade. As informações são do blog Ponto de Vista.
Raquel Lyra, por sua vez, terá o apoio do PSD, PSDB/Cidadania, Podemos e Avante, porém ainda existe dúvida sobre uma composição com a Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas). Por sua vez, o PL, que não lançou candidatura própria ao Governo, soma 99 deputados federais, enquanto a Federação PSOL/Rede, que tem Ivan Moraes como candidato ao Governo, reúne 14 parlamentares.
O tempo de rádio e televisão é considerado um dos principais ativos das campanhas majoritárias, por ampliar o alcance das mensagens dos candidatos junto ao eleitorado. A configuração das alianças para 2026 estabelece um marco inédito na política pernambucana: é a primeira vez que um ocupante do Palácio do Campo das Princesas disputa a reeleição em desvantagem no tempo de propaganda eleitoral em relação ao principal adversário.
A corridinha diária de 8 km, hoje, em Brasília, foi no maravilhoso Parque da Cidade, que já está bastante seco devido ao prolongamento da estiagem. Por aqui, chuva só a partir de final de setembro e olhe lá! E o mais grave: a umidade relativa já está baixando, entre 30% e 40% nas horas mais quentes, de sol abrasador como o do Sertão.
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada hoje, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria o candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, no segundo turno das eleições de 2026.
De acordo com o levantamento, o petista tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% de Flávio.
O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.
Veja os resultados (Cenário 1):
· Lula (PT): 49,2%
· Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
· Voto nulo/branco/não sei: 7,9%
De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.
A pesquisa também testou outros cinco cenários de segundo turno, com Lula disputando contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O levantamento ainda simulou confrontos com Michelle Bolsonaro (PL) e Jair Bolsonaro (PL), embora nenhum dos dois seja candidato. O petista lidera em todos eles.
O Partido Social Brasileiro (PSB) realiza, hoje, em Brasília, convenção nacional que vai confirmar a candidatura de Geraldo Alckmin a vice-presidente na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
O encontro também marca a deliberação sobre a coligação nacional com o Partido dos Trabalhadores. O presidente Lula deve comparecer à convenção, que contará ainda com presidentes de partidos aliados, parlamentares e líderes nacionais do PSB.
O PSB será o segundo partido a formalizar apoio à pré-candidatura do petista. A primeira sigla a anunciar apoio em convenção nacional à chapa Lula-Alckmin foi o Partido Democrático Trabalhista (PDT), na semana passada. O apoio foi aprovado por unanimidade dos presentes na convenção.
O presidente Lula chega à disputa eleitoral de 2026 com a mesma chapa que venceu as eleições de 2022, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e com apoio de partidos de centro e esquerda. Além do PSB e do PDT, siglas como PCdoB, PV e PSOL sinalizaram apoio à candidatura do petista à reeleição.
“Não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha”, diz Wolney Queiroz
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que 4,8 milhões de aposentados e pensionistas foram ressarcidos pelos descontos associativos feitos sem autorização em seus benefícios. Segundo ele, a União desembolsou R$ 3,2 bilhões para antecipar os pagamentos, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) tenta recuperar os recursos junto aos responsáveis pela fraude.
Wolney rejeitou a classificação do caso como um escândalo da própria instituição, embora o episódio tenha provocado desgaste no Governo Lula (PT) e levado à instalação de uma CPMI no Congresso. “Não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha que roubou os aposentados. Meu dever é preservar a instituição”, declarou.
O prazo para requerer a devolução terminou em 20 de junho, quando, de acordo com o ministro, já não havia procura significativa pelos canais de atendimento. “Ressarcimos integralmente 4,8 milhões de aposentados e pensionistas”, disse. A União optou por antecipar o pagamento para que os beneficiários não precisassem aguardar o fim das ações judiciais.
Até o momento, a AGU conseguiu bloquear R$ 2,8 bilhões em bens e valores ligados aos investigados, quantia ainda inferior ao total pago aos segurados. Segundo Wolney, 42 pessoas já foram indiciadas e os bloqueios poderão aumentar com o avanço das investigações. “O caixa da União será ressarcido”, assegurou.
Sobre a fila do INSS também foi abordada na entrevista, o ministro informou que número de pedidos com mais de 45 dias de espera caiu de 1,8 milhão, em janeiro, para aproximadamente 390 mil. “Esse é o tamanho da fila”, explicou. O instituto recebe cerca de 1,3 milhão de novos requerimentos por mês, que não são contabilizados como atraso enquanto permanecem dentro do prazo.
Para reduzir o estoque, foram contratados 500 novos peritos, instaladas 800 salas de perícia conectadas e ampliados os mutirões, que somaram mais de 300 mil atendimentos no primeiro semestre. Wolney afirmou que a meta é eliminar os processos acima de 45 dias até o fim do ano. “Quando resolvermos, a fila estará zerada, não existirá mais represamento, só fluxo”, projetou.
Além da fraude e do acúmulo de requerimentos, o ministro apontou a pejotização e a baixa contribuição dos microempreendedores individuais como os principais desafios da Previdência. Segundo ele, trabalhadores de aplicativos permanecem, em grande parte, sem cobertura em caso de acidentes, afastamentos ou aposentadoria. “O INSS não é só para quando se aposenta, mas também um seguro para quem sofre acidente”, ressaltou.
Wolney defendeu uma contribuição menor para incorporar esses profissionais ao sistema, mesmo diante do possível impacto inicial nas contas previdenciárias. “É melhor botar esse povo todo na Previdência do que na assistência social sem contribuir”, argumentou.
Moraes cobra explicações sobre vídeo de Bolsonaro por IA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro (PL) esclarecer se o ex-presidente autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido por inteligência artificial e exibido na convenção nacional do PL, no sábado (25), em São Paulo. Na gravação, Bolsonaro aparece apoiando a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmando estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”. Moraes advertiu que uma eventual autorização poderá representar novo descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente, hoje em prisão domiciliar humanitária. Caso não tenha havido consentimento, o ministro apontou possível desrespeito à ordem judicial por Flávio e pelo partido, além da eventual configuração de deepfake, prática proibida pela legislação eleitoral.
De olho em 2030 – O partido Republicanos está mirando em 2030, numa candidatura à Presidência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e não deve fechar aliança com o PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A estratégia é reeleger o governador de São Paulo, que seria um candidato natural da legenda em 2030, quando o presidente Lula (PT), se vencer a eleição deste ano, não poderá mais ser candidato. Amigos de Tarcísio destacam que, publicamente, o governador de São Paulo não pode deixar de dar apoio a Flávio Bolsonaro, até por gratidão. Integrantes do Republicanos confidenciaram, porém, ao blog do Valdo Cruz, que a maioria da legenda atualmente não quer um apoio ao filho de Bolsonaro. Prefere apostar no projeto de 2030.
Flávio nega calúnia – O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, decidiu não prestar depoimento à Polícia Federal em inquérito sobre suspeita de calúnia contra o presidente Lula (PT) e enviou esclarecimentos por escrito ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolve uma publicação de Flávio em rede social na qual o senador comentava uma notícia sobre eventual delação premiada do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e fazia relação do tema com o presidente brasileiro. A defesa de Flávio afirmou que isso não poderia ser considerado crime. “Dizer que alguém ‘será delatado’ significa, tão somente, afirmar que essa pessoa será mencionada por um colaborador no âmbito de seu depoimento. Nada além disto. E ser mencionado por um colaborador em seu depoimento não significa ter contra si uma imputação criminosa ou ter a atribuição de uma prática ilícita em seu desfavor”, diz a petição. O inquérito tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes para apurar se houve crime contra a honra do presidente Lula.
Governo Lula prorrogará Desenrola Brasil 2.0 – O governo Lula renovará o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil 2.0 por ao menos mais 30 dias. O programa é uma das apostas do governo para alavancar a popularidade do presidente no ano eleitoral, e seria encerrado no dia 3 de agosto. A informação foi divulgada pelo O Globo. Segundo um integrante da equipe econômica, a prorrogação pode ser ampliada para além dos 30 dias atuais. O último balanço do Ministério da Fazenda aponta que até o dia 23 foram renegociados R$ 22 bilhões em dívidas, com 3,6 milhões de operações. Pesquisa Quaest divulgada em julho indicou que o programa auxilia na melhora da aprovação do presidente. Na ocasião, 55% dos entrevistados afirmaram que o programa era positivo.
Estado de emergência – Em meio às recentes tensões, o governo Donald Trump decidiu prorrogar o estado de emergência contra o Brasil por mais 1 ano. No comunicado, que será publicado amanhã, no Federal Register, o Diário Oficial norte-americano, o presidente dos Estados Unidos voltou a falar sobre casos de “censura e a prisão, por parte da Suprema Corte do Brasil” e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro para justificar a decisão. Na prática, a prorrogação do estado de emergência somente estende uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano em 30 de julho de 2025. Segundo reportagem do portal Metrópoles, para estender a “emergência nacional” sobre o Brasil, Trump usou os mesmos argumentos que basearam a decisão do último ano.
CURTAS
MILITANTES – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o limite de contratações de pessoal para as campanhas de presidentes, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Em Pernambuco, candidatos ao Governo do Estado poderão contratar até 2.998 pessoas em todo o estado para trabalhar na militância, de acordo com a tabela divulgada pela corte. As informações são do Blog da Folha.
MILITANTES II – Já candidatos à Presidência da República e ao Senado Federal terão direito de contratar até 1.499 cabos eleitorais, enquanto deputados federais poderão ter 1.049 pessoas atuando na campanha. Deputados estaduais vão poder contratar 525 agentes de campanha. Os militantes voluntários, que não recebem remuneração, ficam fora desse cálculo, assim como fiscais de partido, delegados, advogados e pessoal contratado para atividades administrativas internas.
FGTS – O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a distribuição de R$ 13,042 bilhões entre os trabalhadores cotistas. O valor representa 89% do lucro auferido pelo Fundo em 2025, de R$ 14,7 bilhões. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal de forma proporcional ao saldo das contas ativas e inativas com saldo existente em 31 de dezembro de 2025. Para saber se o trabalhador tem direito, basta acessar o site do Fundo de Garantia.
Perguntar não ofende: Até quando Trump usará Bolsonaro como pretexto para atacar o Brasil?
O porta-voz da Casa Rosada, Adrian Ravier, afirmou nesta terça-feira (28) que a troca de ataques entre os governos da Argentina e do Brasil incluiu ofensas dos dois lados. A declaração foi dada após o presidente argentino, Javier Milei, chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” durante o lançamento candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo ele, as divergências entre os dois países são de natureza política e ideológica, mas não foram levadas pelo governo argentino para o campo diplomático. As informações são do g1.
“Sempre houve insultos de ambos os lados. Penso que se tratam de diferenças ideológicas e políticas, mas a Argentina nunca levou essas diferenças para o âmbito diplomático”, disse o porta-voz.
A fala ocorre em meio ao aumento da tensão entre Brasília e Buenos Aires, após as declarações de Milei durante o evento realizado na capital paulista.
Troca de farpas
A crise diplomática entre Brasil e Argentina começou após Milei participar da convenção partidária do PL. Durante o discurso, Milei chamou o presidente Lula de “ladrão”, o ministro do STF Alexandre de Moraes de “lixo careca” e fez críticas ao governo e a economia brasileira.
O governo brasileiro reagiu convocando o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas, uma medida adotada em momentos de tensão entre países.
Desde, autoridades dos dois governos trocaram novas declarações. Milei voltou a criticar Lula nas redes sociais. No Brasil, integrantes do governo responderam às falas do presidente argentino, enquanto Lula evitou ampliar o confronto ao comentar o episódio.