Estadão
Os eleitores de até 40 anos têm a maior taxa de voto útil, ou seja, apoiam um candidato não por convicção, mas para derrotar o outro. Essa faixa etária é composta por dois grupos: o de 16 a 24 anos, onde Lula (PT) tem vantagem, e o de 25 a 40 anos, mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL). Os dados são de um recorte obtido pela Coluna do Estadão da pesquisa BTG/Nexus publicada hoje.
No eleitorado de 16 a 24 anos, 13% admitem votar em Lula só para evitar a eleição de Flávio. Na faixa de 25 a 40 anos, 15% declaram voto em Flávio a fim de não reeleger o petista. A média nacional de voto pragmático é de 7%.
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Na faixa mais jovem do eleitorado, de 16 a 24 anos, 44% declaram voto em Lula por convicção, mesmo motivo citado para 27% defenderem Flávio. Outros 13% apoiam Lula especificamente para “derrotar Flávio”, enquanto 9% apoiam o bolsonarista com o objetivo de “derrotar Lula”.
Já entre os brasileiros de 25 a 40 anos, o voto pragmático é mais benéfico ao candidato do PL. Nessa faixa etária, 35% declaram voto em Flávio e 34%, em Lula por convicção.
Outros 15% declaram votar em Flávio apenas para não reeleger Lula, e 6% escolhem o petista para evitar a eleição do bolsonarista. Há ainda 3% que rejeitam ambos, 3% que não se sentem representados, e 5% não souberam responder.
“Enquanto os jovens apresentam um porcentual considerável de votos antibolsonaristas, quase o dobro da média nacional, a faixa etária seguinte faz o movimento contrário, de tentar barrar a reeleição do presidente”, diz o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Flávio e Lula estão em empate técnico no 2º turno, diz pesquisa BTG/Nexus
Flávio Bolsonaro tem 48% das intenções de voto contra 45% de Lula, de acordo com levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira, 13. Os votos em branco, nulos e em nenhum dos dois presidenciáveis somaram 5%, e os que não responderam somaram 2%. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, ambos permanecem empatados tecnicamente.
No levantamento anterior, feito antes do primeiro turno, Flávio aparecia com 44% contra 46% de Lula, também em empate técnico. A pesquisa entrevistou 2.002 eleitores entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07997/2026.
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