Durante entrevista ao ‘Direto de Brasília’, meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), avaliou que o Governo Federal tem espaço para recuperar sua aprovação popular. “A pesquisa é um retrato do momento. Bolsonaro terminou 2021 com quase 60% de rejeição e chegou ao segundo turno com 44%. O governo Lula tem tempo para recuperar”, disse. Segundo ele, a comunicação da gestão tem sido aprimorada e já há sinais de melhora nas pesquisas internas. “É um governo que tem o que apresentar”, afirmou. Confira:
Faltando dez dias para as eleições, o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini afirma que, independentemente do resultado das urnas, o partido “não pode deixar de planejar o futuro”. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele também defendeu que um eventual novo governo Lula (PT) reveja a relação com o sistema financeiro nacional.
“O PT não pode deixar de planejar o futuro. Tem que fazer um movimento de planejamento extremamente atencioso para tratar da questão digital, tem que pensar um modelo que não seja da superficialidade, e que seja capaz de atingir muita gente. E o governo deve pensar em uma nova forma de lidar com a questão do sistema financeiro”, afirmou Berzoini.
“O Brasil precisa ter taxas de juros amigáveis para nossa economia, para o consumidor e para quem quer produzir. Para isso, é preciso pensar esse modelo de metas de inflação, que cumpriu um papel na transição do começo para a segunda fase do Plano Real. Nesse momento, esse modelo tem uma meta de inflação irreal. Não adianta, você tem que colocar metas ambiciosas, porém realizáveis. Isso está fazendo com que o Banco Central pratique taxas de juros básicas de mais de 13%. O que, no balcão do banco, significa 25%, 30%, 50% ou até 100%. Precisamos repensar isso, inclusive do ponto de vista de finanças públicas. Porque se fala muito de resultado primário, mas o que é fundamental para a solvência do país é o resultado nominal, incluindo o custo da taxa de juros. É preciso ter a coragem de discutir. Podemos ter uma visão um pouco mais inteligente sobre metas de inflação”, completou o ex-presidente do PT.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento de Microempreendedor Individual (MEI) e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contra.
Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, com o perdão das dívidas do MEI sendo a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana como tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal. As informações são do g1.
O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, ante os R$ 80 mil atuais.
“Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI”, disse o relator, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA). O projeto também amplia o número de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais.
Atualmente, apenas um funcionário pode ser empregado. O projeto aumenta esse número para até dois, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional.
A oposição criticou a votação da medida às vésperas do segundo turno.
“Ainda que eu veja que os empreendedores mereçam essa correção – que é justiça não é bondade –, acho lamentável que venha como uma medida eleitoreira. Lamentável é isso ser pautado”, disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).
Impacto fiscal
O impacto fiscal estimado com a renúncia de receitas é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. Já o impacto com o perdão das dívidas é estimado em R$ 3 bilhões em 3 anos.
Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto será dividido da seguinte forma:
2027: R$ 1,1 bilhão;
2028: R$ 1 bilhão;
2029: R$ 909 milhões.
O relator ainda contemplou as dívidas ainda não inscritas na dívida da ativa da União que ainda podem estar com o processo em tramitação. Isso poderia gerar impacto de até R$ 2 bilhões para além do já previsto.
O projeto concedeu anistia integral aos MEIs inadimplentes. O projeto perdoa as dívidas contraídas pelos microempreendedores individuais até 13 de outubro de 2026.
Segundo o relator, parte desse endividamento se iniciou ainda no período da pandemia e o grupo precisa do auxílio governamental para retomar o controle sobre seus negócios.
“O objetivo não é um perdoou geral. Pelo contrário. Há uma regra que exige o adimplemento futuro”, afirmou.
O projeto estabelece contrapartidas para a remissão dos valores devidos: não ficar devedor pelos seis meses consecutivos ao perdão e desistir de eventuais ações na Justiça ligadas aos valores devidos.
Apesar de quase todos os partidos de oposição terem declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial, a disputa deve seguir acirrada. É o que prevê o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini. Com a experiência de quatro mandatos como deputado federal e quatro ministérios em gestões petistas, ele avalia que o vencedor do pleito, seja Flávio ou o presidente Lula (PT), ganhará por uma diferença de “um ponto percentual, no máximo dois”.
“Pelo rumo das pesquisas e pelo que estou observando no cenário em cada região, a diferença no máximo será de dois pontos percentuais. Quem errar menos leva”, observa Berzoini, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
O ex-parlamentar acredita que, embora Flávio tenha aberto o segundo turno com uma margem maior de intenções de voto, a distância já encurtou, mesmo com os apoios recebidos pelo candidato liberal. “Isso é normal quando se tem segundo turno. Aconteceu com Dilma Rousseff (PT) contra Aécio Neves, em 2014. Quem chega na frente abre um pouco, e agora a diferença voltou a apertar”, completou.
Mesmo diante de um cenário difícil, Berzoini acredita na vitória de Lula. “Temos uma história recente de dois turnos, desde a redemocratização. É verdade que nunca houve uma virada em eleições presidenciais. Mas o que temos hoje é diferente, a capacidade de mobilização do presidente Lula é muito grande. Podemos conseguir de fato uma vitória. Temos visto mobilizações da sociedade, sem os partidos, o que é muito melhor. Você está tendo uma efervescência de pessoas que estavam confiantes de que Lula ganharia no primeiro turno e estão vendo que a disputa é mais apertada. Creio que há muitos motivos para as pessoas ficarem preocupadas, porque o adversário já demonstrou como senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que não tem compromisso com o país nem com as boas políticas públicas”, concluiu Berzoini.
Se o leitor não conseguiu assistir à exibição ao vivo do podcast Direto de Brasília com Ricardo Berzoini, ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações e da Secretaria-Geral de Governo, além de ex-presidente do PT e ex-deputado federal, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. As informaçoes são do g1.
O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números:
Para 91% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva, e 9% dizem que ainda podem mudar de ideia.
Rejeição
A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos candidatos. Veja os números:
Flávio Bolsonaro (PL): 54%
Lula (PT): 53%
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
O ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações e da Secretaria-Geral de Governo, além de ex-presidente do PT e ex-deputado federal, Ricardo Berzoini, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. O programa irá ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, por motivo de conflito na agenda do entrevistado.
Recentemente, em entrevista ao Correio da Manhã, chefiado em Brasília pelo jornalista Rudolfo Lago, parceiro do podcast, Berzoini fez uma análise sobre o atual quadro eleitoral, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Berzoini projeta a possibilidade de Flávio Bolsonaro ter uma performance semelhante à que teve seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018, quando foi eleito presidente. Na ocasião, seu adversário não era Lula, mas Fernando Haddad. “Ou seja, será como gosta de dizer aquele locutor de futebol: ‘Haja coração!’ Uma disputa voto a voto”, disse ele.
Um outro fator que merece atenção, segundo Berzoine, é a pressão que deve ser exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste pleito. Para ele, já está mais do que claro que essa pressão já está acontecendo e deverá se intensificar. “Há diversos interesses em jogo”, diz Berzoini. “Desde terras raras até o Pix e o controle das big techs”.
Nascido em Minas Gerais, Berzoini, vive em São Paulo desde os seis anos de idade. Bancário concursado do Banco do Brasil, iniciou na política no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, do qual foi presidente. Após este período, foi eleito deputado federal quatro vezes.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O Hospital Municipal de Timbaúba realizou, no último sábado (10), um mutirão com 21 procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade. Segundo a Prefeitura, foram atendidos moradores do município e também pacientes de cidades vizinhas da Mata Norte.
Entre os procedimentos realizados estão cirurgias de hérnia, vasectomia e retirada de cistos. “Os timbaubenses, cidadãos da Mata Norte e até de localidades distantes não precisam se deslocar para grandes centros. São cirurgias de hérnia, vasectomia, retirada de cisto, entre outras”, afirmou o prefeito Marinaldo Rosendo.
De acordo com a gestão municipal, o Hospital Municipal de Timbaúba já contabiliza mais de 700 procedimentos de baixa e média complexidade. “Contamos com uma estrutura completa para beneficiar, caso necessite de cirurgias, com objetivo de atender o maior número de pessoas”, disse Marinaldo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que o plenário da Casa irá finalizar, nesta quarta-feira (14), a votação, em dois turnos, da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1.
A jornalistas, o senador afirmou que irá votar a proposta em primeiro turno e, na sequência, colocará em votação o requerimento de calendário especial. Se aprovado, o segundo turno será votado em seguida. As informações são da CNN.
Para aprovar uma emenda constitucional na Casa Alta, são necessários dois turnos de votação, com ao menos 49 votos favoráveis em cada um. A proposta já passou pelo crivo da Câmara dos Deputados, em maio deste ano. À época, a proposta foi aprovada por 472 votos a 22 no primeiro turno e por 461 votos a 19.
A transição para o fim da escala 6×1 só começará, porém, após a aprovação no Senado e sua promulgação pelo Congresso Nacional. Questionado, Alcolumbre disse que ainda não há data para promulgar a PEC.
Após essa etapa, a implementação ocorrerá em duas fases. A primeira terá início 60 dias após a promulgação do texto, garantindo dois dias de repouso remunerado por semana e reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais.
Depois de 14 meses (um ano e dois meses), a carga horária será oficialmente reduzida de 42 para 40 horas semanais, estabelecendo a escala 5×2.
PEC da Segurança Ainda segundo Alcolumbre, se houver iniciativa do governo, também será votada a PEC da Segurança. Ambas as propostas são bandeiras eleitorais de Lula e estão paradas no Senado há meses. A proposta que fortalece o combate ao crime organizado foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na manhã desta quarta.
O texto estabelece mudanças na organização da segurança pública, na divisão de competências entre os entes federativos, no sistema penitenciário e nas medidas de enfrentamento às organizações criminosas.
Enviada pelo governo federal ao Congresso em abril de 2025, a PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março de 2026. Se aprovada hoje em plenário, vai à promulgação.
Numa conversa informal, há pouco, com este blogueiro, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), revelou que o seu plano não é virar ministro num eventual governo Flávio Bolsonaro, mas disputar a Presidência da Câmara dos Deputados. “Quero ser o presidente da Casa. Não cobiço ministério algum”, afirmou.
Natural de Maceió, Sóstenes construiu sua trajetória política no Rio de Janeiro, estado pelo qual exerce mandato na Câmara dos Deputados desde 2015. Teólogo, passou por PSD e DEM antes de se filiar ao PL. Atualmente, está no quarto mandato como deputado federal e lidera o partido na Câmara desde fevereiro de 2025. Antes disso, integrou a Mesa Diretora da Casa como segundo vice-presidente.
Aliado de Jair Bolsonaro, tornou-se uma das principais lideranças bolsonaristas na Câmara e ganhou espaço pela atuação combativa em plenário, sobretudo nos embates com o governo Lula e em pautas defendidas pela direita. Como líder da maior bancada da Casa, passou a ocupar posição central nas articulações do PL no Congresso.
Líder da Maioria na Câmara Federal, o ex-ministro de Lula e deputado federal, Silvio Costa Filho, está em campanha pelo fim da escala 6×1 para favorecer o trabalhador brasileiro. Hoje, Costa Filho se reuniu com o ministro das relações institucionais, José Guimarães; e os líderes do governo no Senado e no Congresso Nacional, Teresa Leitão e Radolfe Rodrigues, para discutir estratégias para ampliar a adesão ao projeto.
Após a matéria avançar na Câmara dos Deputados, Silvio trabalha para aprovar o texto no Congresso Nacional. A expectativa é que a PEC 221/2019 seja votada ainda nesta quarta-feira. A principal proposta do projeto é garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores brasileiros, reduzindo a jornada semanal sem diminuir os salários.
Na avaliação de Silvio, o Brasil deu um salto positivo nos últimos quatro anos na4 redução do desemprego no país, conseguindo atingir a menor taxa de desocupação com 5,4% no segundo trimestre deste ano.
“E isso só foi possível graças ao bom ambiente de negócios que o Brasil vive. Ao lado do presidente Lula e com muito esforço, tivemos o maior volume de investimentos públicos e privados que se refletiram na criação de novos negócios, gerando emprego e renda.5 Agora, o trabalho é para promover mais qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros. Já aprovamos o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados e, agora, estamos trabalhando pela aprovação do projeto no Senado Federal. Vamos juntos construir um Brasil mais justo e solidário”, avaliou.
Na Câmara Federal, após um trabalho intenso de articulações com diferentes correntes partidárias, o projeto recebeu mais de 470 votos favoráveis no primeiro e segundo turno. No Congresso, a expectativa é que o PL seja aprovado com ampla maioria.
Uma parte do reboco do teto do chamado “túnel do tempo” da Câmara dos Deputados desabou, durante a madrugada de hoje. O túnel forma um corredor que liga o Anexo II da Câmara, onde ficam as comissões permanentes, até o Salão Verde, que é o espaço que dá acesso ao plenário. Por ter acontecido de madrugada, não houve feridos. Confira no vídeo abaixo, imagens exclusivas que fiz do local.
Eleito deputado federal com 114.860 votos no último dia 04, o médico Gabriel Porto participou, hoje, em Brasília, da sessão especial em celebração ao Dia do Médico, realizada no plenário do Senado Federal. Acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), Gabriel atendeu a convite do senador Hiran Gonçalves (PP-RR), presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina, colegiado que propôs a homenagem.
Gabriel afirmou ser uma honra comparecer à solenidade, que tem tudo a ver com sua formação. “Estamos aqui para defender uma melhor qualificação médica, uma melhor assistência para nossa população, ressaltando esta prática que é tão importante para o nosso país. Pernambuco terá representante aqui e quero reafirmar aos pernambucanos que podem contar com a gente”, disse.
Ele lembrou que o mandato só será iniciado oficialmente em 1º de fevereiro de 2027, mas desde já vem construindo o planejamento do trabalho a ser desenvolvido na Câmara dos Deputados. Ao final do evento, aproveitou ainda para parabenizar a todos os profissionais da medicina pelo Dia do Médico. Por sua vez, Álvaro destacou o orgulho de estar ao lado de Gabriel participando de um momento que conecta medicina e política, duas áreas que marcam a vida e a história do deputado federal eleito.