Brasileiros pedem R$ 173 bi emprestados para comprar carro

Crise, que crise? Segundo o Banco Central, R$ 173 bilhões foram concedidos pelos bancos para a compra de veículos entre janeiro e julho de 2026. A maior parte foi destinada a pessoas físicas. O valor já supera os cerca de R$ 150 bilhões registrados no mesmo período de 2025 e 2024. Diante do avanço do financiamento, manter uma vida financeira saudável passa por avaliar não apenas a capacidade de assumir uma nova parcela, mas também o impacto dela no orçamento dos próximos meses. Quando há atraso nos pagamentos, uma das consequências pode ser a busca e apreensão do veículo financiado. O procedimento pode ocorrer quando o consumidor deixa de pagar as parcelas previstas em contrato, permitindo que a instituição credora solicite a retomada do bem dado como garantia na operação.
Antes que isso aconteça, porém, na maioria dos casos, é possível buscar uma negociação da dívida com a instituição financeira. O tema é especialmente relevante no cenário brasileiro atual. No país, o financiamento é uma das principais formas de compra de veículos, de acordo com dados divulgados em janeiro de 2026 pela B3. Em 2025, um total de 7,2 milhões de unidades foram financiadas, sendo 4,6 milhões de veículos usados e 2,6 milhões de novos. Em geral, nos contratos de financiamento com alienação fiduciária, em que um bem é apresentado como garantia de pagamento, o veículo permanece vinculado ao credor até a quitação integral da dívida.
Ou seja, embora o consumidor use o carro ou a moto para circular normalmente, na prática, o bem ainda não é totalmente seu até a quitação. “A alienação fiduciária é um mecanismo que oferece segurança para a concessão do crédito. Quando ocorre inadimplência, a legislação prevê procedimentos para que o credor possa recuperar o bem objeto da garantia”, explica Claudia Andrade, diretora de Cobrança da Recovery, empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil.
Leia maisCom quantas parcelas em atraso o veículo pode ser apreendido?
Não existe um número mínimo de parcelas definido em lei para que o processo seja iniciado. O que determina a possibilidade de cobrança é a inadimplência contratual. Por isso, é importante que o consumidor leia o contrato e acompanhe qualquer comunicação enviada pela instituição credora. “A recomendação é que o consumidor trate da situação de inadimplência logo nos primeiros sinais de dificuldade financeira, pois isso amplia as possibilidades de negociação e evita que o veículo seja apreendido”, afirma Claudia.
O que é busca e apreensão de veículo financiado?
A busca e apreensão é um procedimento usado por credores para recuperar veículos com contratos em atraso. Quando o consumidor não cumpre as condições do financiamento, o credor pode adotar medidas para reaver o bem e usar o valor obtido com a venda na redução ou quitação do saldo devedor. Recentemente, o Marco Legal das Garantias (Lei nº 14.711/2023) passou a permitir a retomada extrajudicial de veículos financiados, desde que prevista em contrato e observados os requisitos legais. A regulamentação específica para veículos ficou a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 1.018/2025. Além disso, adotou-se a notificação eletrônica, para que o devedor inadimplente tome ciência do processo.
O que acontece após a apreensão do veículo?
O veículo passa por procedimentos de avaliação e pode ser destinado à venda ou leilão. O valor arrecadado é utilizado pelo credor para abater a dívida existente, mas isso não significa que o débito será encerrado automaticamente. Caso o valor obtido com a venda seja inferior ao saldo devedor total, incluindo juros, encargos e despesas previstas em contrato, o consumidor deverá pagar a diferença. Por outro lado, quando há saldo excedente após a quitação integral da dívida e dos custos envolvidos, a legislação prevê sua devolução ao devedor.
Como evitar a busca e apreensão do veículo?
Não ignore os primeiros atrasos nas parcelas e entre em contato com o credor quando identificar dificuldades financeiras. Além disso, solicite informações atualizadas sobre o saldo devedor e avalie sua capacidade real de pagamento antes de fechar acordos. Por fim, formalize todas as negociações por escrito e guarde comprovantes e documentos relacionados ao financiamento.
É possível negociar a dívida depois da apreensão?
Depende do momento do processo. Enquanto o veículo ainda não foi vendido, a única forma de reavê-lo é por meio da purgação da mora, ou seja, o pagamento integral do débito em atraso, com os respectivos juros, encargos e despesas. Já se o bem já tiver sido vendido e restar saldo devedor remanescente, esse valor pode ser negociado com o credor. Por isso, o consumidor deve acompanhar a evolução do processo, manter seus dados atualizados junto ao credor e solicitar esclarecimentos sobre eventuais acordos.

Jetour S08: geladeira, aquecedor e bancos com massagem – A chinesa Jetour apresenta mais uma novidade para seu portfólio brasileiro: o S08, primeiro SUV híbrido plug-in (PHEV) de sete lugares da marca. Ele é capaz de gerar 339cv (249 kW) de potência total instalada e 52 kgfm de torque. O S08 chega exclusivamente numa configuração premium de sete lugares e é o quinto lançamento da empresa no mercado brasileiro, de um total de seis novidades (o sexto será o G700). O porte é um de seus grandes destaques. São 4.810 mm de comprimento, 1.930 mm de largura, 1.705 mm de altura e 2.820 mm de entre-eixos, além de 180 mm de altura livre do solo. Os ângulos de entrada e saída são de 20° e 22°, respectivamente.
O veículo possui o melhor entre-eixos de sua categoria e faixa de preço (R$ 260 mil). Segundo a marca, privilegia o conforto. A proposta de sete lugares foi desenvolvida para permitir diferentes usos do veículo no cotidiano. Com todas as fileiras em posição (sete lugares disponíveis), o compartimento de bagagens oferece 94 litros de capacidade. Com a terceira fileira rebatida (cinco lugares disponíveis), são 658 litros e cerca de 1 metro de comprimento disponível na área do porta-malas. Mantendo apenas os bancos dianteiros em posição (dois assentos disponíveis), a capacidade chega a 1.708 litros, com aproximadamente 2 metros de comprimento disponíveis para acomodar objetos. Há, ainda, 41 porta-objetos distribuídos pela cabine. A versatilidade é reforçada pelas 32 configurações possíveis dos bancos. As segunda e terceira fileiras de banco contam com acionamentos elétricos, e o Easy Entry permite rebater eletricamente o banco direito (atrás do passageiro) da segunda fileira para facilitar o acesso aos últimos assentos (terceira fileira). Quatro configurações são pré-programadas: Parking Sofa, Travel Pallet, Home Bed e Driver Bed. Na primeira, os bancos dianteiros ficam reclinados; o Travel Pallet rebate os assentos traseiros para ampliar o espaço de carga; o Home Bed combina bancos dianteiros reclinados e traseiros rebatidos para criar uma grande área de descanso; e o Driver Bed cria uma posição destinada ao motorista. Os bancos dianteiros possuem aquecimento, ventilação, memória, sucção de ar e massagem em dez pontos.
Geladeira, aquecedor ou esterilizador – A proposta de conforto do S08 vai além da quantidade de equipamentos. A Jetour buscou fazer da cabine um ambiente capaz de assumir diferentes funções durante a utilização do veículo. Um equipamento pouco convencional está no console central: um compartimento de 6,4 litros, capaz tanto de refrigerar quanto de aquecer. Nesse espaço a temperatura pode chegar a — 6,6°C no modo de refrigeração e até 50°C no aquecimento, além de haver sistema de esterilização por luz UV (muito conveniente, especialmente para famílias com filhos pequenos).
O sistema tem também a função de retenção de temperatura por até 24h (quente ou frio). O sistema multimídia utiliza uma tela LCD de 15,6 polegadas, com movimentação de até 20° em direção ao motorista ou ao passageiro e menu específico para quem ocupa o banco dianteiro direito. O quadro de instrumentos é digital, com tela LCD de 10,25 polegadas. Há espelhamento Apple CarPlay e Android Auto sem fio, comando de voz para quatro zonas, carregador por indução refrigerado de 50 W, quatro portas USB e sistema de áudio com 12 alto-falantes, surround e subwoofer. O ar-condicionado é automático de duas zonas, com climatização traseira independente e saídas dedicadas para a segunda e terceira fileiras. O sistema também conta com recursos como ionizador, filtro CN95 e detecção de CO na cabine.
Adas nível 2 completo – O modelo traz um amplo pacote de assistências à condução, com Adas nível 2 completo. Entre os sistemas estão controle de cruzeiro adaptativo, assistência em congestionamentos, assistente de cruzeiro integrado, frenagem autônoma de emergência, alertas de colisão frontal e traseira, assistente de manutenção e alerta de saída de faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e aviso de abertura de portas. Um dos destaques é o sistema de câmeras com visualização panorâmica de 540°, que combina a visão ao redor do veículo com uma representação da área abaixo da carroceria para auxiliar o motorista durante manobras.
O sistema híbrido plug-in do S08 é formado por um motor 1.5 TGDI a gasolina que desenvolve 135 cv (99 kW) e 20,4 kgfm de torque, associado a um motor elétrico dianteiro de 204 cv (150 kW) e 31,6 kgfm. A potência total instalada é de 339 cv (249 kW), enquanto o torque total instalado chega a 52 kgfm. Com o conjunto, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos. O consumo elétrico no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular é de até 30,5 km/l/e. O alcance homologado em modo 100% elétrico é de 62 km, com classificação “A” de eficiência energética. Com o tanque de 70 litros completo e a bateria totalmente carregada, o S08 pode percorrer até 1.200 km sem a necessidade de abastecer ou recarregar.
Linha Duster ganha nova versão de entrada – A Renault acaba de reforçar a linha Duster com o lançamento da nova versão Zen Plus 1.6, uma configuração desenvolvida para brigar numa faixa de mercado em torno dos R$ 100 mil, competitiva para clientes que desejam entrar no universo dos SUVs — e que ofereçam alguma robustez, praticidade e espaço. O preço sugerido para ela é de R$ 108 mil. A nova versão Zen Plus preserva todas as características do Duster. A começar pelo motor 1.6 SCe flex (neste caso, associado ao câmbio manual de cinco marchas).
Assim como as demais versões da linha, o Duster Zen Plus traz itens importantes de segurança e conforto, como seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, direção elétrica, sistema Stop & Start, faróis com assinatura em LED e grade frontal com acabamento em preto brilhante. No interior, a versão conta com bancos revestidos em tecido com tons preto e cinza, com detalhes em azul nas costuras. Detalhes na cabine em cromado reforçam o design da versão, preparada para diferentes tipos de uso cotidiano. O SUV oferece excelente espaço interno e um dos maiores compartimentos de bagagem da categoria, com 475 litros de capacidade. O Duster também preserva sua reconhecida aptidão para enfrentar diferentes tipos de terreno. Com 237mm de altura do solo, além dos melhores ângulos de entrada e saída da categoria, o SUV entrega a robustez que se tornou uma de suas principais marcas ao longo de sua trajetória no mercado brasileiro.
Ficha técnica
- Motor 1.6 SCe flex
- Câmbio manual
- Seis airbags
- Controle eletrônico de estabilidade
- Controle eletrônico de tração
- Assistente de partida em rampa
- Direção elétrica
- Faróis com DRL em LED
- Grade frontal em preto brilhante
- Rodas de 16″
- Sistema Stop & Start
- Ar-condicionado

Chegou o Mercedes-AMG GLC 53 4MATIC+ – A Mercedes-Benz brasileira acaba de anunciar a estreia no Brasil de mais um modelo de alta performance: o Mercedes-AMG GLC 53 4MATIC+, disponível nas versões SUV e cupê. Os veículos combinam a versatilidade e o desempenho da família GLC cp, a motorização eletrificada, tecnologias avançadas de condução e um design bastante esportivo. Ambas já estão disponíveis pelos preços públicos sugeridos de R$ 730 mil e R$ 750 mil. As duas versões são equipadas com motor de seis cilindros em linha de 3,0 litros e sistema híbrido leve de 48 V, que entrega 449 cv de potência e 61,2kgfm de torque.
O conjunto permite acelerar de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos e alcançar velocidade máxima de 250 km/h, tanto na configuração SUV quanto na cupê. O visual dele, claro, reforça sua identidade de alta performance: na dianteira, a grade específica AMG, o logo histórico no capô e os para-choques esportivos AMG. Na traseira, o difusor exclusivo e as ponteiras de escapamento duplas e redondas. As opções de rodas AMG incluem conjuntos de 20 e 21 polegadas. Na versão SUV, duas diferenças – além da visual: nas dimensões e na capacidade de carga o SUV possui porta-malas de 620 a 1.680 litros, enquanto o cupê oferece de 545 a 1.490 litros.
Performance e controle – O novo Mercedes-AMG GLC 53 4MATIC+ conta com suspensão que permite adequar o comportamento do veículo a diferentes condições e preferências de condução. O eixo traseiro esterçante contribui para a agilidade em manobras e para a estabilidade em velocidades mais elevadas, enquanto a tração integral 4MATIC+ auxilia na distribuição da força entre os eixos. No interior, haja conforto e conectividade. Entre os principais itens estão os assentos esportivos, o display do motorista de 12,3 polegadas, a central multimídia MBUX de 11,9 polegadas e o sistema de som Burmester 3D Surround Sound.
O pacote de série também inclui teto solar panorâmico deslizante, ar-condicionado Thermotronic de quatro zonas, luz ambiente, carregamento sem fio para smartphones e integração com Apple CarPlay e Android Auto. O volante AMG conta com botões satélites, que permitem acessar com rapidez as principais funções e configurações de condução. O pacote de tecnologias inclui assistente ativo de direção, assistente ativo de manutenção de faixa, sensor dianteiro de tráfego cruzado e câmera 360°. Os automóveis contam ainda airbag central, faróis LED de alta performance, assistente de farol alto etc. Com a chave digital, o cliente pode utilizar o próprio smartphone como chave do veículo por meio da tecnologia NFC, garantindo uma experiência ainda mais moderna e conectada.
Legislação de trânsito – O bloqueio de bens de motoristas sob efeito de álcool ou drogas que causarem acidentes com vítimas poderá vir a ser uma realidade. O Projeto de Lei 2759/26 tem como objetivo garantir recursos para pagar despesas médicas, indenizações e outros custos do acidente – inclusive o funeral. A iniciativa, ainda no começo da tramitação, prevê que a polícia e o Ministério Público poderão pedir à Justiça esse bloqueio dos bens antes mesmo do fim do inquérito policial. Basta existir elementos concretos que comprovem a embriaguez. O juiz deverá analisar o pedido com prioridade.
Entre os bens que poderão ser bloqueados estão imóveis; contas bancárias; veículos; criptoativos; e outros. Os valores bloqueados deverão ser usados, prioritariamente, para pagar despesas médicas, hospitalares e de reabilitação da vítima; custear tratamento psicológico; pagar indenizações por danos materiais e morais; e cobrir despesas com funeral. Se a vítima morrer ou ficar permanentemente incapacitada, o juiz poderá fixar pensão provisória mensal. O pagamento será feito com os valores bloqueados cautelarmente. A proposta é do deputado Vanderlan Alves (Solidariedade-CE). À Agência Câmara, ele afirmou que a medida pretende evitar que o culpado oculte seu patrimônio para não pagar indenizações. “O governo brasileiro não pode permitir que vítimas fiquem abandonadas enquanto o responsável preserva integralmente seu patrimônio”, defende Alves. E mais: o projeto garante prioridade na tramitação dos processos judiciais quando o acidente com motorista embriagado causar morte ou invalidez permanente da vítima.

Por que o GPS do carro não serve para um caminhão? – Digitar o endereço e seguir a rota mais rápida. Para quem dirige um carro de passeio, essa lógica costuma funcionar. Para quem está ao volante de uma carreta, o caminho indicado pelo celular pode terminar em uma rua onde caminhões não podem circular, em uma restrição de horário ou em um trecho incompatível com o veículo. A diferença está nas variáveis que precisam entrar no cálculo. Dimensões e peso do conjunto, número de eixos, restrições à circulação de veículos pesados, horários permitidos e possibilidade de manobra podem mudar completamente o trajeto. O próprio Waze informa em sua central de ajuda que não oferece suporte à navegação para caminhões.
São Paulo é um exemplo dessa complexidade. A capital mantém áreas e vias com regras específicas para veículos de carga, como a Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC), onde há horários em que os caminhões não podem circular, além das exceções previstas na regulamentação. “Quando você está de carro, errar uma entrada normalmente significa recalcular a rota e perder alguns minutos. Com uma carreta, pode significar chegar a um lugar onde não há espaço para avançar ou fazer uma manobra, além de rodar quilômetros a mais para corrigir o caminho. Para o caminhoneiro, saber se pode passar é tão importante quanto saber como chegar”, afirma Leonardo Busin, sócio do Parada Top.
Acertar a rota é só uma parte da viagem – Mesmo quando o caminho está definido, outras decisões continuam pela frente. Quem passa dias na estrada precisa saber onde abastecer, estacionar, cumprir o período de descanso e encontrar uma oficina, borracharia, auto elétrica e guincho capaz de atender um veículo pesado. A infraestrutura formal ajuda a mostrar o tamanho desse desafio. Segundo dados do Ministério dos Transportes reunidos pelo Parada Top, o Brasil possui cerca de 190 locais reconhecidos como Pontos de Parada e Descanso, distribuídos por mais de 40 rodovias federais e aproximadamente 145 municípios em 23 estados. Fora desses pontos, há uma extensa rede privada de postos, estacionamentos, restaurantes, oficinas e outros estabelecimentos que fazem parte da rotina dos profissionais. Encontrá-los, especialmente em uma região desconhecida, ainda depende muito da experiência e da troca de informações entre motoristas.
Ferramentas – É justamente nessa outra camada da viagem que começam a ganhar espaço ferramentas voltadas à rotina profissional de quem vive na estrada. Alguns, como o Parada Top, por exemplo, reúne motoristas, transportadoras, postos, paradas e prestadores de serviços em um mesmo ambiente digital, permitindo localizar estabelecimentos e serviços relacionados ao transporte, além de acessar oportunidades de frete e trabalho.
“Quem está há muitos anos na estrada constrói seu próprio mapa mental. Sabe onde parar, onde encontra estrutura e a quem recorrer quando surge um problema. A tecnologia pode ajudar a organizar essas informações e fazer com que esse conhecimento não dependa apenas de anos de experiência ou do boca a boca”, diz Leonardo Busin. No fim, um carro e uma carreta podem ter exatamente o mesmo destino. O caminho e as informações necessárias para chegar até ele é que são diferentes.

Yamaha aluga motos também no Nordeste – A Blustar, empresa do Grupo Yamaha Motor do Brasil dedicada à locação de motocicletas, amplia sua atuação no Nordeste com unidades em Fortaleza (CE), Maceió (AL), Teresina (PI) e São Luís (MA), operadas pela Mundo Sam. A expansão também inclui uma nova operação em Caruaru (PE), por meio da concessionária Moto Arte. A iniciativa faz parte do plano da Blustar de alcançar 23 pontos autorizados em todo o Brasil até o fim de 2026. Esse avanço acontece em uma região que concentra cerca de 11,5 milhões de motocicletas e similares em circulação, o equivalente a quase 30% da frota nacional, segundo dados mais recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
No segmento de locação, o Nordeste encerrou 2025 com cerca de 16,8 mil motocicletas nas frotas das locadoras, de acordo com o Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos 2026, da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA). A Blustar opera por meio de um modelo de franquias integrado à rede de concessionárias Yamaha. A empresa atende tanto consumidores que buscam uma alternativa à compra da motocicleta para uso pessoal quanto profissionais que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho. Em um único contrato, estão incluídos seguro, cobertura para terceiros, IPVA, licenciamento, manutenção preventiva, assistência 24 horas, rastreador e acessórios antifurto. Nesta primeira fase, a Yamaha Factor 150 é o modelo disponível para locação. A Blustar conta com planos mensal e anual, com diárias a partir de R$ 49 e pagamentos realizados semanalmente.

Yamaha a linha 2027 das YZ85LW e PW50; confira preços – As motocicletas Yamaha YZ85LW e PW50 acabam de chegar à linha 2027 no Brasil. A PW50, porta de entrada para as crianças começarem no mundo off-road, ganhou novos grafismos; a YZ85LW, moto especialmente projetada para jovens pilotos com rodas maiores para transição com confiança, recebeu novos grafismos e diversas melhorias.
YZ85LW
Modelo é preparado para a próxima fase do motocross, sendo especialmente projetada para jovens pilotos que estão prontos para subir de nível e querem uma moto mais próxima das “grandes” do motocross. Com rodas maiores, motor 2 tempos de alto desempenho e suspensões totalmente ajustáveis, ela é a escolha ideal para quem busca performance em competições e treinos sérios. Vem equipada com rodas maiores: aro 19 na dianteira e aro 16 na traseira. Essa configuração melhora a estabilidade e a tração em terrenos acidentados, além de facilitar a transição para motos maiores. Nela, os rolamentos da roda dianteira foram substituídos por modelos com vedação a óleo para facilitar a manutenção e aumentar a confiabilidade.
O motor 2 tempos de 85 cc com refrigeração líquida é equipado com um sistema YPVS que amplia a faixa útil de potência ao otimizar o torque em baixos e médios giros, sem comprometer o desempenho em altas rotações, com transmissão de seis velocidades. Para a linha 2027, a YZ85LW recebeu novo conjunto de admissão com válvula VForce4R. Com isso, os ajustes do YPVS e a revisão da carburação ampliam a faixa útil do motor. A entrega de potência fica mais linear e previsível, exigindo menos trocas de marcha e uso da embreagem, algo especialmente importante para pilotos jovens em evolução. A nova embreagem e o acelerador de ação rápida proporcionam resposta mais direta aos comandos do piloto.
O resultado é maior controle nas largadas e acelerações, além de melhor saída de curva. As revisões nos suportes do motor e da balança otimizam a rigidez do chassi, melhorando a estabilidade na pilotagem, a percepção do terreno e confiabilidade. Essas mudanças aumentam a confiança em curvas rápidas, grandes ondulações e aterrissagens de saltos. Além disso, a Yamaha YZ85LW agora está equipada com o mesmo protetor de guidão utilizado nos modelos da linha YZ de categoria superior. O preço sugerido de R$ 50 mil não inclui frete e seguro de frete.
PW50 2027
Moto pensada para tornar a pilotagem mais fácil e divertida. Além do limitador de aceleração, que permite ajustar a velocidade máxima, o chassi compacto com suspensão super macia e a baixa altura do assento garantem uma pilotagem confortável com mínimo esforço. Para 2027, traz um visual renovado com grafismo inspirado em modelos consagrados do motocross, como a YZ450F. A ideia é conectar o apelo visual do mundo competitivo ao modelo de entrada, mantendo sua herança de diversão, simplicidade e controle.
O motor 2 tempos de 50 cc e a transmissão totalmente automática oferecem aceleração suave. Compacta o suficiente para caber no porta-malas de um carro ou na caçamba de uma picape, a leve PW50 é fácil de transportar — e com a reconhecida qualidade da Yamaha, essa minimoto é ideal para proporcionar anos de diversão para toda a família. O motor refrigerado a ar da PW50 foi desenvolvido especificamente para atender às necessidades dos pilotos mais jovens. Com respostas rápidas e suaves, sua transmissão automática permite uma condução fácil e intuitiva — basta girar o acelerador. Além disso, a simplicidade mecânica faz desta minimoto um modelo fácil de manter. O preço de R$ 20 mil não inclui frete e seguro de frete.

Saiba o que define a escolha do carro 1.0 ideal – Na hora de comprar um carro 1.0, a primeira pergunta costuma ser a mesma: qual faz mais quilômetros por litro? Embora o consumo ainda seja um dos principais critérios de escolha, especialistas afirmam que é importante avaliar outros atributos. Nos últimos anos, os modelos 1.0 deixaram para trás a imagem de “carro popular”. Além de mais eficientes, passaram a oferecer recursos de tecnologia, conforto e segurança que antes eram exclusivos de categorias superiores.
Com isso, escolher o modelo ideal passou a exigir uma análise mais ampla, que envolve desde o perfil do motorista até os custos de manutenção ao longo dos anos. “O consumidor mudou bastante. Hoje ele procura economia, mas também valoriza inovação, praticidade e proteção. Por isso, a escolha deve considerar como o carro será utilizado no dia a dia, e não apenas o consumo informado pelo fabricante”, explica Daniel Pereira, diretor comercial da Saga Tudo Chevrolet.
Entenda como será o uso do carro
A primeira pergunta não deveria ser qual é o carro mais econômico, mas sim como ele será utilizado. Quem enfrenta trânsito diariamente ou precisa estacionar em espaços reduzidos, por exemplo, costuma se adaptar melhor aos modelos hatch, que corresponde a um modelo de veículo com traseira mais curta e reta. Já famílias maiores ou pessoas que viajam com frequência devem considerar fatores como espaço interno e capacidade do porta-malas. “Cada motorista possui uma necessidade diferente. O carro ideal para quem circula apenas na cidade pode não ser o mais adequado para quem viaja constantemente. Entender a rotina é o primeiro passo para fazer uma boa escolha”, afirma Daniel.
O menor preço nem sempre representa a melhor compra
Outro erro comum é avaliar apenas o valor de compra do veículo. Custos como seguro, revisões, disponibilidade de peças e assistência técnica também influenciam diretamente no orçamento ao longo do tempo. “O consumidor deve olhar para o custo total de propriedade. O valor do seguro, as revisões programadas, a rede de atendimento da marca e até as opções de financiamento fazem diferença na experiência de quem ficará vários anos com o veículo”, destaca. Segundo Daniel, modelos consolidados no mercado costumam reunir características valorizadas pelos consumidores, como baixo consumo, manutenção acessível e boa liquidez na revenda.
Segurança deve entrar na lista de prioridades
Se antes os carros 1.0 eram conhecidos pela simplicidade, hoje itens como controle eletrônico de estabilidade, controle de tração e múltiplos airbags passaram a fazer parte de diversas versões. “Hoje esses equipamentos são indispensáveis. Segurança deve estar entre os primeiros critérios de avaliação, até antes de alguns itens de conforto”, ressalta o especialista.
Avalie antes de comprar
Promoções e condições especiais de financiamento costumam atrair a atenção do consumidor, mas nem sempre representam o melhor negócio. “Vale fazer um test-drive, comparar versões e entender todos os custos envolvidos antes de tomar a decisão”, orienta Daniel. Segundo ele, também é importante analisar as diferentes modalidades de compra disponíveis, como financiamento, consórcio ou a utilização de um veículo usado como parte do pagamento.
Para o especialista, a permanência dos carros 1.0 entre os mais vendidos do país está ligada justamente à capacidade de acompanhar a evolução do mercado. “Poucos produtos fizeram parte da rotina de tantas famílias brasileiras. Os modelos mudaram, ganharam tecnologia, segurança e desempenho, mas continuam oferecendo aquilo que sempre foi valorizado pelo consumidor: economia e praticidade para o dia a dia”, reforça.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
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