Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – A Constituição de Cuba, de 2019, consagra o regime comunista e o sistema de partido único como cláusulas pétreas. A repressão também é clausula de pedra. A “longa manus” de Tramp, através do ministro Marco Rubio, vai assumir o que resta da ilha-presidio de Cuba libre.
Um pouco de história não faz mal a ninguém. A ditadura comunista vem da tomada de poder pelos guerrilheiros de Sierra Maestra em 1959. Fidel Castro, Raul Castro, Ernesto Guevara e Camilo Cienfuegos eram dos principais líderes da guerrilha. Eles lutavam contra a ditadura corrupta de Fulgencio Batista. Trocaram a ditadura por outra pior.
Naquela época os guerrilheiros tinham uma aura de libertários e depois entraram na onda do comunismo, pois era chique combater o “imperialismo ianque”. Não dava para imaginar que Fidel e o comparsa dele Ernesto Guevara eram psicopatas que usavam o manto da utopia comunista.
A tomada de poder de Cuba pelos guerrilheiros de Sierra Maestra aconteceu em meio à Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Os EUA deram bobeira e Cuba entregou-se aos braços dos comunistas. A então poderosa União Soviética passou a sustentar Cuba como sua amante teúda e manteúda. Nas décadas seguintes a pequena Ilha de Cuba, quase do tamanho de Pernambuco (110 mil km quadrados contra 98 mil km quadrados), tornou-se símbolo da resistência ao império capitalista.
O líder supremo de Cuba, aiatolá Fidel Castro, exercia os ofícios que mais lhe emocionava: comandar o fuzilamento de “contrarrevolucionários” no paredon e fazer discursos de quatro e até sete horas de duração. Eis a proeza de um psicopata. Está escrito, quem quiser pode consultar o Google. Estima-se o fuzilamento de mais de 3.500 contrarrevolucionários a mando do aiatolá Fidel.
O psicopata zero 2, o aventureiro argentino Ernesto Guevara, adorava fuzilar pequenos agricultores e “maricones”, os gays. A cada fuzilamento dava uns pulinhos e gritava: “Hay que fuzilar los maricones pero sem perder la ternura jamais”. Se não tivesse morrido nas selvas da Bolívia hoje seria apenas um traficante de cocaína das Farc.
Além de fazer discursos, botar a mão na massa para governar e adotar medidas administrativas, nem pensar. Cuba era governada ao deus-dará, movida pelos recursos fartos da URSS. O chamado ouro de Moscou servia até para financiar grupos rebeldes de esquerda na África e na América Latina. Quando o bloco soviético desmoronou e a fonte secou, em 1989, Cuba entrou na sua primeira grande crise.
O pseudo filósofo francês Jean Paul Sartre sofismou que o inferno são os outros. Logo a caterva vermelha proclamou que a culpa era do embargo americano. Falso. A decadência é inerente aos regimes comunistas. A Venezuela navegava num mar de petróleo e fracassou. A antiga Alemanha Oriental nunca sofreu embargo e faliu.
Valeu a pena a busca pela utopia igualitária nesses 60 anos? O líder supremo de Cuba, aiatolá Fidel Castro, e seus fantoches deixaram um legado de pobreza, repressão e fanatismo.
*Periodista, escritor e quase poeta



















