Por José Adalbertovsky Ribeiro*
Dedico este glorioso artigo ao meu colega o gênio William Shakespeare, que ditou: “O inferno está vazio, todos os demônios estão aqui”.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O conceito da Banalização do Mal é bastante conhecido nos meios acadêmicos e intelectuais. Foi formulado pela filósofa Hannah Arendt em seu livro Eichmann em Jerusalém, de 1963, ao acompanhar o julgamento do criminoso nazista, um dos principais responsáveis pelo extermínio de judeus nos campos de concentração. Ele relata que os crimes mais tenebrosos daquele período foram praticados não apenas por monstros sádicos, mas também por burocratas nazistas que abdicavam do senso críticos e cumpriam ordens cegamente.
O mal é descrito como a engrenagem de um sistema totalitário. “Estou apenas cumprindo ordens”, é a expressão maldita. Eram ordens satânicas. Desprovidos de moral, os criminosos acionavam um botão para destruir vidas, eximindo-se de culpa.
Com base na banalização do mal, elaborei uma tese metafísica e científica sobre a degradação da espécie Homo Sapiens depois de ser expulsa do Paraiso. Estou inscrito no Prêmio Pós-Freudiano de Jabuticaba Psicanalítica. O prêmio é de 1 milhão de denários, a moeda do Império Romano, e será pago pela Fifa, com performance musical de Shakira. Ê oh! Ê oh! Hei de vencer por conta do insight revolucionário. Chama-se teorema Adalbertovskyano. O babado é o seguinte:
O DNA do Homo Sapiens transporta um erro de origem, chamado pelos religiosos de pecado original. Nosso planeta Terra sempre foi habitado por demônios em forma de gente. Eles circulam nos palácios e nas cavernas dos poderes. Deambulam nas ruas, na cabeça de indivíduos corruptos.
A banalização do mal está presente nas guerras e nas ações prosaicas do dia a dia. Os demônios em forma de gente vieram dos tempos primevos da humanidade adâmica.
Lúcifer, aquele que transportava luz, era um anjo vaidoso e se rebelou contra o Criador. Houve uma batalha celestial, o dragão da maldade foi derrotado pelos guerreiros do Arcanjo Gabriel, expulsos do Paraíso e condenados às trevas.
Discípulos de Lúcifer, alguns Anjos caídos escaparam do inferno e vivem a vagar na Terra para atormentar os pecadores. São figuras demoníacas de genocidas, ditadores e assassinos perversos.
Caim era um Anjo caindo que assassinou Abel com um tiro no coração. E nunca mais houve paz na face da terra.
Matemático emérito, o professor Gauss Cordeiro declarou em artigo primoroso publicado nesta Folha (14.07), à moda de Galileu Galilei, que “a matemática é a linguagem de Deus”. Verdade. Acrescento: a linguagem de Deus é a harmonia dos planetas, a perfeição dos diamantes, o milagre das sementes, o mistério das crisálidas.
Discípulos de satanás roubaram 6 bilhões de denários dos pensionistas e aposentados da Previdência. Aplicaram um rombo de 50 bilhões no sistema financeiro através da arapuca Master. Com a astúcia das serpentes, almas tenebrosas operam a indústria da impunidade em favor de bandoleiros.
Os brasileiros assistem perplexos à banalização da corrupção. É assim que a banda toca nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.
*Periodista, escritor e quase poeta





















