A maior vitória de Lula
Foi mais do que um gesto diplomático entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dois líderes que vinham atravessando meses de tensão comercial e política. A reunião realizada em Washington representou uma vitória política para Lula em meio a um cenário doméstico de desgaste, investigações e derrotas no Congresso.
O encontro resultou na suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos brasileiros por 30 dias e abriu conversas sobre minerais críticos e terras raras — um dos temas centrais da disputa. Lula conseguiu converter uma reunião inicialmente prevista para durar cerca de 30 minutos em um encontro de aproximadamente três horas.
Leia maisAlém disso, Trump fez elogios públicos ao presidente brasileiro. “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Ele é um bom homem, é um cara inteligente”, afirmou o americano após o encontro. A reação de Trump teve impacto direto sobre a narrativa construída pela direita, especialmente o bolsonarismo.
Setores alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, aliás, pressionavam por uma postura mais dura contra Lula. De outro, prevaleceu um grupo pragmático preocupado com interesses estratégicos americanos. A imagem amistosa entre Lula e Trump enfraqueceu parte do discurso bolsonarista que apresentava o presidente americano como aliado exclusivo da direita brasileira.
O fato de Lula ter conseguido manter uma relação cordial com Trump altera o debate político sobre soberania e alinhamento internacional. O maior simbolismo disso tudo foi Trump elogiar Lula justamente no momento em que bolsonaristas intensificam ataques ao presidente brasileiro.
RECONHECIMENTO DA MÍDIA INTERNACIONAL – O encontro teve ampla repercussão na mídia internacional. O jornal espanhol El País destacou o tom de reaproximação entre os dois presidentes. Segundo a publicação, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, “havia muito em jogo nessa relação estratégica” e os líderes “demonstraram clara sintonia”. A reportagem afirmou que Lula minimizou os atritos anteriores com Trump e que o encontro teve como objetivo “virar a página dos desentendimentos” entre os dois governos.

Raquel nem aí – No encontro que selou o apoio formal do PP à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que ainda aposta em ser escolhido para o Senado na chapa governista, não conseguiu esconder o constrangimento de ver o evento se transformar na alavancagem da candidatura do presidente da Federação Progressista, Eduardo da Fonte, ao Senado. Raquel fez rasgados elogios a Dudu da Fonte, como é conhecido o líder da federação, mas preferiu ignorar em seu discurso sua opção para a Casa Alta entre Dudu e Miguel.
Vai demorar – Não será agora nem muito menos num curto espaço de tempo que a governadora vai, enfim, definir sua chapa. Continuam em aberto as três vagas restantes da majoritária: a de vice e dois dois senadores. Segundo um aliado da governadora, ela vai esticar a corda até onde for possível, seguindo visceralmente o conselho de Marco Maciel, de que quem tem prazo, não tem pressa.
O troco vem a galope – Lula decidiu não romper com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mesmo depois de ele articular pesado para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Mas vai mandar um recado ao senador. Autorizou o ministro José Guimarães, o novo articulador político do Planalto, a mapear todos os cargos de Alcolumbre no terceiro escalão do governo federal — dentro e fora do Amapá.

São Lourenço atrai indústrias – Administrada pelo socialista Vinicius Labanca, São Lourenço da Mata avança na atração de investimentos com a implantação de um distrito industrial em uma área de aproximadamente 13 hectares, às margens da estrada de Matriz da Luz. Em breve, médias indústrias, com expectativa de geração de empregos e fortalecimento da economia local serão atraídas para o local. O setor de serviços segue como o mais representativo na economia do município, influenciado pela proximidade com o Recife, seguido pela atividade industrial. A cidade conta com uma rede de comércio e serviços, incluindo supermercados, com a chegada de grandes redes do setor atacarejo, farmácias, agências bancárias e postos de combustíveis, o que contribui para o atendimento da população e para a valorização imobiliária.
CURTAS
MACONHA 1 – Sistemas de irrigação, uso intensivo de defensivos agrícolas, maquinário pesado, energia fornecida por placas solares e vigilância 24 horas. Em meio ao clima árido do sertão nordestino, uma plantação com uso de tecnologias tradicionalmente empregadas por fazendas de ponta foi alvo no fim do mês passado de operação da Polícia Federal.
MACONHA 2 – O investimento tinha como objetivo o cultivo de uma “maconha gourmet”, versão mais potente da droga, que vem se espalhando pela bacia do Rio São Francisco e desafiando a corporação na tentativa de erradicação da prática criminosa. Em Pernambuco, a planta já havia sido colhida e estava pronta para distribuição em larga escala, mas policiais chegaram no dia 20 para erradicar a produção.
MACONHA 3 – Foram destruídos 23 mil pés, o equivalente a 37 toneladas. A nova realidade ocorre no chamado “polígono da maconha”, conhecida por escoar um tipo com alto teor de THC — substância responsável pelo efeito entorpecente —, mas que entrou em declínio nos últimos anos com a entrada da droga paraguaia, mais barata.
Perguntar não ofende: Raquel vai comer a pamonha do São João sem chapa?
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