O presidente do PL de Pernambuco, Anderson Ferreira, falou pela primeira vez, ontem, sobre a saída do ex-ministro Gilson Machado e a filiação ao Podemos. E condenou a forma como o ex-correligionário está agindo em defesa da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Anderson disse, em entrevista ao Eleição Brasil Sertão, em Petrolina, que Gilson traiu Flávio e vai ajudar a eleger deputados ligados à esquerda.
“Gilson não tem propriedade de falar em nome do PL, até porque ele é um desertor. Ele foi para um partido, o Podemos, que é ligado ao ministério de Lula e com deputados que apoiam Lula. Gilson vai fazer lá movimentos para eleger deputados que votam em Lula. Portanto, não tem propriedade para falar da direita em Pernambuco, especialmente do nosso partido”, disparou o dirigente liberal. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Leia maisAnderson Ferreira ainda afirmou que Gilson Machado “traiu Flávio Bolsonaro e a direita de Pernambuco por conta de um projeto pessoal“. “Um cidadão que passou o tempo todo dizendo que seria candidato ao Senado e em minutos refez a sua leitura política. Foi para um partido ligado à esquerda para disputar uma cadeira de deputado federal. O projeto dele nunca foi para o crescimento do nosso partido, especialmente para Flávio Bolsonaro. Mas para um projeto pessoal e levar vantagens para si”, acrescentou.
As declarações de Anderson foram dadas durante o ato de filiação do jornalista Carlos Brito, em Petrolina, que entra no PL para concorrer a deputado federal. E também lançou a pré-candidatura de Lara Cavalcanti para a Assembleia Legislativa. “É assim que o PL faz política, unindo pessoas e fortalecendo o seu time, não ajudando a esquerda, deputados de esquerda a terem votos no nosso Estado”, salientou.
Gilson Machado filiou-se ao Podemos, no dia 12 de fevereiro, afirmando que seu plano é ser o deputado federal mais votado de Pernambuco. Na ocasião ele desferiu críticas à direção estadual do PL, afirmando que não teve respaldo para concorrer ao Senado, mesmo sendo o preferido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele concorria internamente, justamente, com o também pré-candidato a senador Anderson Ferreira. O ex-ministro também garantiu que a troca de partido foi com aval de Flávio Bolsonaro.
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