Por Mauro Ferreira Lima*
Apesar de tantos obstáculos, o Recife Antigo constitui um espaço urbano por si só diferenciado. Desde o período Jarbas, uma iniciativa exitosa começou ali a acontecer. Muitos empreendimentos comerciais para lá se dirigiram e tiveram sucesso. Com o fim desse período e a ascensão do PT, tudo regrediu.
O desmonte foi geral. O bairro sem público cativo permanentemente, não conseguiu sobreviver apenas com o mundo empresarial diurno vinculado ao Porto Digital. Foram dez anos de estagnação e quebradeira geral do comércio gastronômico e de lazer.
Leia maisPoucos bares e restaurantes resistiram solitária e bravamente a esta decadência. O Arsenal do Chopp foi um resistente emblemático.
Nos anos recentes, voltou o poder público municipal a promover ali melhorias gerais. Feiras pontuais foram incentivadas no entorno da Praça do Arsenal e Marco Zero, aos sábados e domingos. Ajudou bastante!
Há 2 anos, a iniciativa privada recomeçou a vislumbrar no Bairro oportunidades de negócios, dado a este ter voltado a ser joia da coroa da Capital.
Um dado de extrema gravidade para provocar a queda geral das atividades no local, foi causado. pela própria PCR! Demorou injustificáveis 807 dias (sic) a interrupção desta ponte. Um prejuízo flagrante ao já debilitado e escasso comércio ali resistente.
Atualmente, constata-se uma renovação de interesse e novos investimentos ocorridos no antigo Moinho Recife, no novo hotel da rede Hilton e na chegada da Moura Dubeux. Registre-se também a abertura do Recife Expo Center, em frente à consagrada holding internacional “Novotel”.
Este conjunto de empreendimentos concluídos, concorrem para se vislumbrar novo ciclo de vitalidade para o bairro.
Quanto a Santo Antônio a situação é mais desafiadora. Ali está Rua Nova, cada vez mais com indícios de franca decadência. A praça do Diário com o majestoso prédio do Jornal que esteve por anos em estado de penúria explícita. Passa agora por lento e emperrado restauro pelo Estado.
Ao lado, a lamentável degradação da Av. Guararapes, outrora vivaz e pujante, hoje se arrasta afundando sua importância histórica. Na sua vizinhança contígua, padece a Praça do Sebo com seu exposto desmantelo e feiura.
Ação, ações senhores administradores… Mais próximas de se convencer a Cidade de que esse Centro não teria que esperar anos e anos para ter melhor sua visibilidade até a finalização do plano de recuperação. Ações pontuais poderiam ir acontecendo e melhorando locais que tanto mexem com o sentimento de amor à Cidade, por parte de seus cidadãos.
Quanto a Boa Vista, onde está a histórica Imperatriz, teria que admitir-se uma atitude ousada e disruptiva para ajudar a pôr fim a sua também atroz decadência e isolamento.
Que se reabra esta rua ao trânsito no sentido da Praça Maciel Pinheiro! Isto poderia integrá-la de imediato à Sete de Setembro, Martins de Barros e Hospício proporcionando à desejada reintegração do bairro a mais 8 ruas da vizinhança, incluindo a Rua da Santa Cruz com seu mercado-âncora de grande atratividade turística. A propósito deste valioso local, convoque-se a iniciativa privada para pensar e agir na sua ampliação com mais dois pavimentos para torná-lo ainda um ícone maior do turismo local.
O segundo andar abrigaria o que de melhor o Estado dispusesse do seu quase inigualável artesanato.
Isto não é miragem! Pode tornar-se real!
A Cidade cansou da lentidão de suas ações públicas neste campo.
Ousem, senhores administradores, quebrem amarras!
*Professor, mestre em Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente
Leia menos



















