Ontem estive em São Paulo, convidado a participar da convenção que oficializou Lula como candidato à Presidência da República pelo PT e por uma ampla frente política. Entre discursos, encontros e conversas de bastidores, uma constatação ficou evidente: nem tudo o que se diz acontece, nem toda narrativa se materializa na vida real.
Essa reflexão me leva diretamente ao neodireitista Túlio Gadêlha.
Nos bastidores da convenção, a percepção que tive foi de que suas recentes posições políticas despertam mais desconfiança do que credibilidade. Ouvi comentários que tratavam com ironia a ideia de que ele pudesse falar em nome de qualquer campo político, sobretudo depois da guinada que protagonizou nos últimos anos.
Túlio insiste na tese de que a esquerda deve se aproximar justamente dos setores da direita que, durante anos, perseguiram Lula e trabalharam para inviabilizar o projeto político liderado por Lula. Na minha avaliação, essa leitura revela imaturidade política e uma incompreensão do momento vivido pelo campo progressista.
Talvez lhe falte apenas um encontro. E aqui a referência não é política, mas uma ironia com o antigo programa de televisão. Quem sabe, depois de um Encontro com Fátima Bernardes, Túlio Gadêlha não aproveitasse para rever algumas posições e redescobrir o valor da coerência entre discurso e prática.


















