O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participa, neste sábado (25), de um mutirão de perícias médicas na Agência da Previdência Social da Encruzilhada, localizada na Avenida Mário Melo, nº 343, em Santo Amaro, no Recife.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participa, neste sábado (25), de um mutirão de perícias médicas na Agência da Previdência Social da Encruzilhada, localizada na Avenida Mário Melo, nº 343, em Santo Amaro, no Recife.
A empresa de consultoria Copenhagen, para a qual o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu R$ 1 milhão em notas fiscais canceladas, não funciona no endereço informado à Receita Federal, um centro comercial em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
O Estadão esteve no local na manhã desta sexta-feira, 24, e constatou que, embora registrada no espaço, a Copenhagen só existe no papel (veja no vídeo acima). A consultoria está sediada na sala 47 do edifício, mas quem funciona de fato no lugar é outra firma, a Contábil Corrêa, que pertence ao mesmo dono da Copenhagen, o empresário Rogério Lourenço Novo. As informações são do Estadão.
O sócio-administrador da Copenhagen não estava no local. O funcionário que atendeu a reportagem informou que ele “estava de férias”.
Leia maisA Copenhagen é investigada pela Polícia Federal por suspeita de ocultação de patrimônio no caso Master. A empresa foi procurada por e-mail para se manifestar, mas não respondeu.
As notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro à Copenhagen, que totalizam R$ 1 milhão, foram canceladas. A empresa do pré-candidato também emitiu notas para a Contábil Corrêa. Documentos obtidos pelo portal Metrópoles — e confirmados pela reportagem do Estadão — apontam para uma fatura de R$ 500 mil em favor do senador por serviços de “assessoria jurídica”.
Em um vídeo que gravou sobre o assunto, o senador afirmou que prestou “serviços advocatícios” à Contábil Corrêa de forma legal, lícita e privada, mas não detalhou a natureza das tarefas prestadas. Além disso, não esclareceu como conheceu Rogério Novo nem por quais razões cancelou as notas no valor de R$ 1 milhão.
À Receita Federal, a Contábil Corrêa informou funcionar no conjunto 47 do centro comercial, na “sala A”, enquanto a Copenhagen disse operar no mesmo conjunto, mas na “sala B”. Porém, no local, não havia divisórias identificadas dessa forma.
O nome da Contábil Corrêa aparece no painel na recepção em que estão relacionadas as empresas que funcionam no prédio. O nome da Copenhagen não figura no espaço. Além disso, a porta da sala 47 exibe apenas o nome e o logo da Contábil Corrêa.
Ao bater à porta do escritório, a reportagem perguntou por Rogério Novo. Um funcionário da empresa informou que o dono da firma “estava de férias”. Questionado se a Copenhagen funcionava ali, o funcionário respondeu se tratar da sede da Contábil Corrêa.
A Copenhagen é investigada pela PF por suspeitas de ocultação de patrimônio no caso Master. Segundo o portal Metrópoles, a empresa recebeu R$ 58 milhões da instituição financeira de Daniel Vorcaro, sendo que, do montante, R$ 11,2 milhões foram transferidos poucos dias após a sua abertura, em novembro de 2024.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (24) investimentos na área de defesa “para não deixar ninguém meter o nariz no país”. Ele afirmou haver “loucos pelo mundo querendo fazer guerra” e disse que os investimentos em defesa não podem ser algo “secundário”.
“Quero ela [as Forças Armadas] bem preparada do ponto de vista de poderio, de armamento, de conhecimento cientifico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, disse em agenda em Jacareí (SP). As informações são da CNN.
Leia maisLula não fez menções ao conflito no Oriente Médio. Em seu discurso, ele declarou que o país é defensor da “paz”, mas destacou a necessidade de ter as Forças Armadas bem treinadas e preparadas. “Precisamos levar em conta que a defesa é séria”, afirmou.
O chefe do Executivo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros realizaram nesta manhã visita à sede da Avibras Aeroco, empresa de tecnologia e indústria bélica que retomou atividades em maio deste ano.
Fundada em 1961, a Avibras enfrentou problemas financeiros nos últimos anos e um processo de recuperação judicial, com greve de funcionários. No evento desta sexta, Lula e o ministro da Defesa, José Múcio, destacaram as tratativas conduzidas pelo governo, desde o início da atual gestão, para a retomada das atividades da empresa.
“Não podemos ter as Forças Armadas, ter a Aeronáutica, a Marinha, e não ter as coisas que a gente precisa. E quando alguém quiser invadir, a gente falar ‘não invade agora, não, deixa eu comprar, me dá uns seis meses de prazo’. Ninguém espera, cara”, declarou Lula.
Nos últimos meses, em meio a atritos com os Estados Unidos, o presidente tem defendido ampliar os investimentos em defesa e reforçado a necessidade de preservar a soberania nacional. Lula disse ainda que o Brasil é um país “poderoso” e dispõe de riquezas, como os minerais críticos.
Após o evento, a jornalistas, Geraldo Alckmin classificou como algo “injusto” e “descabido” a nova taxação de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos contra um grupo de países, com a justificativa de supostas práticas de trabalho forçado.
Sobre o uso da Lei de Reciprocidade, Alckmin declarou que no “momento adequado” o governo tomará uma decisão. Também defendeu apoiar setores afetados, buscar novos mercados e seguir na “mesa de negociações” com os EUA.
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Por Jozailto Lima – JL POLÍTICA
A mãe da ex-vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, Dona Sinhá Aquino, faleceu aos 87 anos. A informação foi confirmada pela filha em suas redes sociais na manhã desta sexta-feira (24). Eliane agradeceu os anos que passou ao lado da mãe e exaltou a doçura e a coragem da matriarca Aquino.
“Ela sempre foi um pássaro sem gaiolas, com uma alma livre, que voou por onde o coração a levava, sempre em busca da felicidade e liberdade. Viveu com coragem, enfrentou desafios, venceu batalhas e nunca deixou de sonhar”, disse Eliane.
Leia maisEliane Aquino também agradeceu aos familiares e amigos que estiveram juntos nos últimos meses de vida de Dona Sinhá. “Meu total agradecimento às minhas irmãs e irmãos que, juntos, seguramos a barra durante toda essa caminhada. À minha cunhada Regina, às cuidadoras e todas e todos que estiveram conosco nesta jornada. Obrigada por tudo!!! Tenha certeza que daqui seguiremos juntas e juntos, unidos, firmes, como sempre foi, honrando cada ensinamento”, disse ela.
“Eu tantas vezes pedi ao tempo que passasse mais devagar. Pedi a Deus e aos anjos que cuidassem de você, para que o seu sorriso continuasse iluminando os nossos dias. Descanse em paz, minha mãe. Continue seu voo livre. Tenho certeza de que o céu hoje recebe um dos seus mais belos anjos. Eu te amarei para sempre”, completou a ex-vice-governadora, em sua declaração.
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Por Bela Megale – O GLOBO
A missão de convencer Flávio Bolsonaro a gravar um pedido público de desculpas para Michelle foi árdua. E um dos motivos tem nome e sobrenome: Carlos Bolsonaro.
Segundo articuladores da trégua, Carlos era contra qualquer recuo do irmão e foi um dos principais defensores para que Flávio mantivesse o rompimento com a ex-primeira-dama.
Leia maisOs apelos para que Flávio cedesse, em um momento crítico para a campanha, fizeram com que ele rejeitasse os conselhos do irmão após um mês resistindo a baixar a guarda.
O principal argumento usado para convencer Flávio a fazer a gravação foi o de que o apoio de Michelle poderia ajudar a atrair partidos do centrão para a sua candidatura. O foco do PL é fazer com que a federação do PP e União Brasil volte atrás e reavalie integrar a chapa do presidenciável.
Carlos é o filho de Jair Bolsonaro que tem a relação mais conturbada com Michelle. No ano passado, o próprio ex-presidente admitiu publicamente que o ex-vereador não falava com a madrasta. Michelle chegou a dizer abertamente que havia “perdoado” Carlos pelas brigas do passado, mas reforçou que preferia manter distância do 02. Depois disso, ambos protagonizaram uma cena de aproximação em um ato na Paulista. A trégua, contudo, não durou muito.
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O PT de Triunfo reafirmou, nesta sexta-feira (24), apoio às pré-candidaturas de Breno Araújo a deputado estadual e de Carlos Veras a deputado federal. O anúncio ocorreu durante uma visita à Feira Agroecológica e ao comércio do município.
Acompanhados por integrantes do partido e apoiadores, os pré-candidatos conversaram com feirantes, comerciantes e moradores sobre agricultura familiar, comércio e demandas locais.
“O PT de Triunfo está unido e fechado com Breno Araújo e Carlos Veras. Acreditamos que essa parceria vai fortalecer a nossa representação”, afirmou o presidente municipal da legenda, Carlinhos Milton.
Por Iabel Mega – CNN
Apesar dos vídeos publicados com pedidos mútuos de desculpas, Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) não se falaram em momento algum.
Os próximos passos, dizem aliados da ex-primeira-dama, dependerão de novos gestos de Flávio. Isso inclui o papel que Michelle pode desempenhar na campanha presidencial de Flávio após o convite frisado pelo senador em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (23) para que ela trabalhe com ele.
A intenção manifestada por Michelle a aliados é de colaborar com a campanha do senador à presidência da República, mas fontes pontuam que esperam a manutenção de postura de humildade de Flávio e que ambos precisarão balizar qual é o limite de cada um.
Leia maisMichelle não deve ir à convenção do PL no sábado (25), que irá oficializar Flávio como candidato. A justificativa apresentada é de que ela deve ficar em casa para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A reaproximação dos dois foi costurada a partir da intermediação de três interlocutores: a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.
Valdemar foi a primeira pessoa procurada para que o acordo pudesse sair. Aliados de Michelle avaliam que ele foi fundamental para sensibilizar os dois lados e que entende a importância da ex-primeira-dama junto ao eleitorado de direita.
Ao longo da negociação para que os vídeos fossem gravados, diferentes versões foram apresentadas.
Inicialmente, pessoas próximas a Michelle colocaram pré-requisitos que o time de Flávio não topou. Os “bombeiros” da crise foram modulando versões do que cada um falaria até chegar ao texto final.
A intenção de ambos os lados foi trabalhar no convencimento público de que a paz foi selada em prol de um inimigo em comum: o PT. Neste sentido, a ideia é trabalhar com o mote de “todos contra Lula” para unir a direita bolsonarista.
Pessoas próximas de Michelle avaliam que o impacto dos vídeos divulgados em junho que somam 26 minutos e expuseram a crise com Flávio foi um tiro no pé e não trouxe o efeito esperado.
A avaliação é de que os atritos também impactaram outras candidaturas da direita e o cenário eleitoral no Distrito Federal, tanto para as vagas ao Senado quanto para a disputa ao governo do DF.
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Divulgado nesta quinta-feira (23), o Anuário Brasileiro de Segurança Pública pinta um cenário crítico para Pernambuco. Em números absolutos, o estado é o terceiro mais violento do Brasil, com 2.970 homicídios em 2025, atrás apenas da Bahia e do Ceará. A atual taxa de 33 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes segue superando, e muito, a média nacional de 19,1 – e ainda longe da marca menor de 10 prevista como “minimamente aceitável” pela OMS. A taxa de aumento de feminicídios, segundo o estudo, é três vezes maior que a nacional: enquanto no Brasil o aumento foi de 4%, em Pernambuco foi de 12,5%.
Pernambuco também é destaque negativo no quesito roubo de veículos. Enquanto o Brasil registrou uma redução de mais de 20% nessa modalidade, o estado andou na contramão e teve um aumento de 0,8%, atingindo a segunda maior taxa do país (299,3 por 100 mil habitantes) – quase quatro vezes a média nacional. Além disso, a criminalidade urbana se manifesta fortemente no furto e roubo de celulares, com Olinda ocupando a 8ª posição no ranking nacional de municípios com as maiores taxas deste crime.
O documento também destaca um avanço preocupante na letalidade policial, que cresceu 32,1% entre 2024 e 2025, passando de 78 para 103 mortes. Esse índice é o maior crescimento registrado em todo o Nordeste e é 5,4 vezes superior à média nacional de aumento para o mesmo período. Atualmente, a taxa de mortes por intervenção policial em Pernambuco é 2,2 vezes maior que a média da região Nordeste.
“Em um governo sem marca e sem rumo, a crise assume as mais variadas faces. Penando com tetos caindo na saúde, correndo para maquiar o que pode, sem atrair investimentos e batendo recorde de gastos com shows e cachês, o governo Raquel Lyra também não disse a que veio na segurança pública – considerada a maior preocupação da população”, afirma o deputado estadual Diogo Moraes (PSB).
A complexidade da violência no estado é agravada pela atuação do crime organizado. O Porto de Suape foi identificado pela pesquisa como um ponto estratégico no corredor logístico para o tráfico internacional de cocaína, atraindo a disputa entre grandes facções como o PCC e o Comando Vermelho. “Essa presença do crime organizado não apenas impulsiona a mortalidade, mas também é uuma ameaça direta à economia local, pois eleva custos, afasta investimentos e compromete a competitividade do complexo. E a gente não consegue ver qualquer ação minimamente coordenada no sentido de combater esses grupos”, explica…
“A política de segurança de Raquel Lyra é apenas colocar policiais militares em bairros mais abastados e desfilar com viaturas pelas ruas e helicópteros no céu. É um espetáculo grotesco e que mostra toda falta de planejamento dessa gestão. Um governo sério e comprometido teria feito – como Eduardo Campos com o Pacto pela Vida – um programa estruturado, com monitoramento constante. A governadora demorou praticamente um ano para ir à primeira reunião de segurança pública. E sabe-se lá se ela foi para outras”, diz o deputado.
O PSD de Pernambuco convocou a convenção estadual do partido e decidiu mudar o local do evento. O encontro, marcado para o próximo domingo (2), a partir das 9h, ocorreria no Clube Português, no bairro das Graças. Com a mudança, a convenção foi confirmada para o Parador, grande espaço de eventos localizado no Bairro do Recife.
A legenda se consolida como uma das maiores do estado, com sete deputados estaduais, dois deputados federais, um senador e 80 prefeitos. O evento reunirá líderes de todas as regiões de Pernambuco e oficializará a candidatura da governadora Raquel Lyra à reeleição. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA convenção também deve formalizar o nome do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) como candidato ao Senado na chapa governista. A segunda vaga à Casa Alta, no entanto, ainda não está definida. O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) disputam a candidatura pela Federação União Progressista.
Até o momento, a convenção estadual da federação está marcada para o dia 5 de agosto, três dias após o evento partidário da governadora. Buscando chegar à convenção do PSD com a chapa completa, Raquel Lyra solicitou a Da Fonte, que também é presidente estadual da União Progressista, que antecipasse a data do evento da federação, articulação que ainda não foi concluída.
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O livro “Eleições Municipais e o que elas antecipam para 2026”, organizado pelos cientistas políticos Antonio Lavareda, Helcimara Telles e Silvana Krause, será lançado no dia 3 de agosto, durante o 15º Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política, em Belém, no Pará. Publicada pela FGV Editora, a obra integra o quinto volume da Coleção Eleições Municipais e aborda temas como a consolidação da ultradireita, o uso de mídias digitais e inteligência artificial nas campanhas, os agregadores de pesquisas e as possíveis tendências para a composição do Congresso Nacional em 2026. O lançamento contará com uma mesa-redonda com a participação dos autores.
O MDB de Pernambuco realiza, neste sábado (25), das 9h às 12h, sua Convenção Partidária Estadual de 2026, na Câmara Municipal do Recife. O encontro reunirá filiados, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças partidárias para definir as deliberações da legenda para as eleições deste ano.
Durante a convenção, o partido oficializará sua participação na Frente Popular de Pernambuco, que terá João Campos (PSB) como candidato ao Governo do Estado, além de homologar as chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. “O MDB chega a esta convenção unido, com chapas proporcionais competitivas e integrado a um projeto político”, afirmou o presidente estadual da sigla, Raul Henry.
Por Coronel Julierme Veras de Moura*
Os indicadores da segurança pública no Cabo de Santo Agostinho seguem apresentando resultados muito positivos. Em pouco mais de um ano da gestão Lula Cabral, a cidade alcançou uma das maiores reduções de homicídios dos últimos anos, refletindo uma estratégia baseada na integração entre prevenção, tecnologia, fortalecimento institucional, a atuação em conjunto com os demais operadores de segurança pública com e políticas sociais, numa clara definição de Design Estratégico e Governança.
Em 2025, o município encerrou o ano com uma redução próxima de 11% no número de homicídios em comparação ao período anterior, saindo de uma taxa de 73,3, para uma taxa de 65,1 homicídios por 100 mil habitantes. Já em 2026, os resultados se intensificaram: no acumulado do primeiro semestre, o Cabo registrou uma queda superior a 37% nos homicídios em relação ao mesmo período de 2025, consolidando uma trajetória de redução da violência letal.
Leia maisO desempenho fez com que o município deixasse as primeiras posições no ranking nacional de violência, publicado no Anuário de Segurança Pública, caindo da quinta posição e passando a ocupar a oitava colocação, um indicador que demonstra a evolução substancial dos índices criminais e os reflexos das políticas públicas implementadas pela administração municipal.
A gestão fortaleceu programas preventivos, como a Patrulha da Mulher, ampliando a proteção às vítimas de violência doméstica, e a Patrulha Escolar, reforçando a segurança no ambiente educacional. Paralelamente, houve ampliação do efetivo da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) e do policiamento ostensivo preventivo em áreas estratégicas da cidade.
Um indicador que chama atenção é o enfrentamento à violência contra a mulher. O Cabo de Santo Agostinho chega hoje a marca de 520 dias sem o registro de feminicídios, resultado atribuído a uma política pública estruturada e integrada entre diferentes órgãos da administração municipal.
Entre as principais ações está o fortalecimento da Patrulha da Mulher, que ampliou sua capacidade de atendimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência, atuando de forma preventiva e articulada com a rede de proteção, só no primeiro semestre de 2026 foram realizados quase 8 mil atendimentos as mulheres usuárias do serviço dessa Patrulha. O trabalho é desenvolvido em conjunto com as ações da Secretaria da Mulher, que intensificou campanhas de conscientização, acolhimento e acompanhamento das vítimas.
A rede de proteção também foi ampliada com a implantação do Abrigamento Provisório Municipal, oferecendo proteção imediata às mulheres em situação de risco, evitando a revitimização da mulher vítima de violência, implantou também o Espaço Acolher, equipamento voltado ao atendimento humanizado, orientação e encaminhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A integração dessas políticas públicas tem fortalecido a prevenção, ampliado a proteção às vítimas e contribuído para que o município alcance um marco histórico no combate ao feminicídio.
Na área social, foram implementadas ações voltadas à prevenção da violência por meio da expansão do número de creches, da ampliação das escolas em tempo integral, da criação de novos espaços públicos de convivência, como por exemplo o Parque da Igrejinha, da implantação do Conselho Municipal de Segurança Pública e da consolidação de políticas de atenção à população em situação de rua.
Outro eixo estratégico adotado pela gestão municipal tem sido o reordenamento urbano e a recuperação dos espaços públicos, compreendendo que a organização da cidade também exerce papel fundamental na prevenção da violência. Como exemplo, a Prefeitura realizou a Operação Cidade em Ordem, que promoveu a retirada de mais de 40 carcaças de veículos abandonados em vias públicas, eliminando pontos de degradação urbana, reduzindo áreas propícias à prática de delitos e devolvendo segurança e sensação de pertencimento à população. A ação integra uma política mais ampla de ocupação qualificada dos espaços públicos e fortalecimento da convivência social.
A Guarda Civil Municipal também recebeu investimentos importantes, com aquisição de novas viaturas e equipamentos, além da intensificação dos programas de capacitação e treinamento dos agentes, além da promoção de 143 guardas, dentro do compromisso de valorizar o profissional de segurança pública. O município ainda aderiu ao programa Município Mais Seguro, do Governo Federal, fortalecendo a integração com políticas nacionais de segurança pública, além da execução do PRONASCI Juventude, voltado à prevenção da violência entre jovens, atendendo 200 jovens em situação de vulnerabilidade de áreas previamente mapeadas como de interesse de segurança pública.
A Secretaria de Defesa Social promoveu a modernização da Central de Videomonitoramento, a instalação de câmeras inteligentes com leitura automática de placas de veículos, além da celebração do acordo de cooperação técnica com a Polícia Rodoviária Federal, por meio do sistema Alerta Brasil, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
A administração municipal afirma que os investimentos não param por aí. Entre os projetos previstos para os próximos anos estão a construção de três unidades do COMPAZ em regiões identificadas como de maior vulnerabilidade social, a implantação de um CONVIVE, em parceria com o Governo Federal, no bairro de Ponte dos Carvalhos.
Também estão previstas novas ações de reurbanização de áreas vulneráveis, expansão dos espaços públicos destinados ao lazer e convivência, realização de concurso público, ainda nesse ano de 2026, para a contratação de 200 novos guardas municipais, a aquisição de novas viaturas e equipamentos e continuidade dos investimentos em treinamento e qualificação da Guarda Civil Municipal.
A gestão ainda não está satisfeita com a posição ocupada, mas os resultados reforçam que a estratégia de integrar tecnologia, prevenção, presença do poder público e políticas sociais como instrumentos para a redução da criminalidade, tem sinalizado uma mudança consistente nos indicadores de segurança do Cabo de Santo Agostinho e consolidando uma agenda voltada para a construção de uma cidade mais segura para sua população.
*Secretário Municipal de Defesa Social do Cabo de Santo Agostinho
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Durante viagem para a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o advogado e escritor Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, visitou, em Santos, no litoral paulista, o memorial construído no local da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco. O acidente, ocorrido em agosto de 2014, provocou a morte do então candidato à Presidência da República e de outras seis pessoas.
Antônio Campos e a mãe, a ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, são autores de uma ação de produção antecipada de provas que tramita desde 2017 na 4ª Vara Federal de Santos. O processo pede o aprofundamento da análise técnica sobre as circunstâncias do acidente. Um parecer apresentado nos autos pelo perito Carlos Camacho aponta indícios de possível falha na aeronave e defende novos estudos, inclusive sobre uma eventual interferência externa.
Durante a visita, Antônio afirmou que continuará buscando esclarecimentos sobre a morte do irmão. “Não desistirei de buscar Justiça e a verdade sobre a morte prematura de Eduardo Campos. É necessário esclarecer, com rigor técnico e independência, se o acidente decorreu de uma falha da aeronave e se essa falha pode ter sido provocada”, declarou.
O escritor Bruno Lago lançou seu segundo romance, “Paradise Supernova”, pela Editora Quimera Produções. A obra sucede “O Descobrimento da Terra”, publicado no ano passado pela Editora Tagore, e mantém a narrativa distópica adotada pelo autor em seu livro de estreia.
A história se passa em um planeta atingido pela seca, onde a rádio Paradise Supernova divulga informações sobre como sobreviver às altas temperaturas e combate as mensagens transmitidas pelo governador. Após perder a filha para a insolação, a jornalista Bianca Rodrigues deixa a rádio sob a responsabilidade do melhor amigo e atravessa o deserto formado no local onde existia o Oceano Atlântico para confrontar o governante.
Durante a jornada, Bianca conhece uma mulher que também perdeu pessoas próximas para a insolação e encontrou nas transmissões da rádio uma razão para continuar vivendo. Publicitário e especialista em redes sociais, Bruno Lago escreveu o romance após receber um convite da editora. O livro está disponível em formato digital pela Amazon e em versão impressa no site da Quimera Produções.
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) provocou nesta sexta-feira (24/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao dizer que o petista quer fugir dos debates presidienciais. “Estou começando a achar que é pessoal. Com Flávio estava confortável, quero ver comigo”, ironizou.
Em publicação no X, o goiano relembrou que tabto ele quanto Lula partiparam da roda de conversas em 1989, e agora, 37 anos depois, o petista cogita “fugir dos debates”. As informações são do Metrópoles.
“Vamos debater segurança, saúde, educação e inovação? Vamos comparar quem enfrentou o crime organizado, combateu a corrupção e entregou resultados? Coragem, Lula. Quem quer governar o Brasil não foge do confronto nem das próprias contas”, escreveu. “Te espero lá”.
Leia maisComo mostrou o Metrópoles, Lula ainda calcula os cenários para comparecer aos debates. O primeiro está marcado para 16 de agosto e será transmitido pela Rede Bandeirantes.
O motivo estaria no receio do petista em se colocar de frente a outros candidatos, visto que ele é o único expoente de esquerda obrigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ser convidado para a rodada de conversa. A regra impõe que o candidato deve ter ao menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional.
Com isso, Lula enfrentaria Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
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Por Zé Américo Silva*
Ao ressuscitar o discurso contra as urnas eletrônicas, o candidato parece preparar uma justificativa para uma derrota que parte de seus próprios aliados já considera possível
Toda campanha presidencial atravessa momentos de dificuldade. A diferença está na forma de enfrentá-los. Há candidatos que respondem às adversidades ampliando o diálogo com a sociedade. Outros preferem construir uma narrativa para explicar antecipadamente um eventual fracasso.
É essa impressão que transmite Flávio Bolsonaro ao voltar a questionar a credibilidade das urnas eletrônicas, repetindo a estratégia adotada por seu pai em 2022. Não se trata de uma denúncia inédita, mas da retomada de um discurso que já foi analisado e rejeitado pela Justiça Eleitoral.
Leia maisO episódio ganha contornos ainda mais simbólicos porque o Tribunal Superior Eleitoral voltou a rebater essas alegações sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro. Isso desmonta a narrativa de perseguição política e reforça que a resposta veio da própria instituição responsável por garantir a lisura do processo eleitoral.
Ao mesmo tempo, a campanha acumula desgastes sucessivos. As investigações envolvendo recursos destinados à produção do documentário Dark Horse, os desdobramentos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e outros episódios recentes mantêm o candidato permanentemente na defensiva, desviando o foco do debate sobre propostas para o país.
No plano político, o isolamento tornou-se ainda mais evidente. A decisão da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, de não integrar a candidatura de Flávio Bolsonaro retirou dele uma das mais importantes bases partidárias do país. A perda não é apenas eleitoral; ela possui forte valor simbólico. Quando partidos com grande capilaridade preferem manter distância de um candidato, transmitem ao eleitor a percepção de que já enxergam limites para sua viabilidade.
Também pesam os efeitos da atuação internacional de Eduardo Bolsonaro durante a crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Independentemente das justificativas apresentadas pela família, consolidou-se entre muitos brasileiros a percepção de que interesses eleitorais acabaram se confundindo com interesses nacionais. Em uma eleição presidencial, soberania costuma ser um tema que mobiliza sentimentos muito além das disputas partidárias.
Nesse ambiente, voltar a atacar as urnas eletrônicas parece cumprir uma função política bastante clara: preparar o terreno para contestar um eventual resultado desfavorável. É como se a explicação para a derrota começasse a ser construída antes mesmo da votação.
Naturalmente, eleições são decididas nas urnas, não nas pesquisas nem nas análises de bastidores. O eleitor continua sendo o único árbitro da democracia. Mas campanhas emitem sinais. E quando um candidato perde apoios relevantes, enfrenta sucessivos desgastes políticos, vê crescer seu isolamento e passa a dedicar mais energia à desconfiança sobre o processo eleitoral do que à apresentação de um projeto de governo, transmite uma mensagem difícil de ignorar.
Talvez o maior adversário de Flávio Bolsonaro hoje não seja Lula. Talvez seja a percepção de que sua campanha deixou de disputar o futuro para começar a administrar uma possível derrota. E quem passa a questionar a legitimidade da eleição antes de ela acontecer, muitas vezes revela que já não confia na própria capacidade de vencê-la.
*Jornalista e consultor de marketing político
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Por João Batista Rodrigues*
A recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 14/2021 é, sem dúvida, uma grande conquista para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Contudo, para os gestores municipais, a medida acende um grande sinal de alerta financeiro e abre uma porta para futuras disputas judiciais.
O mérito da proposta é inquestionável. Trata-se de corrigir uma distorção de anos, retirando milhares de trabalhadores da precariedade jurídica e integrando-os formalmente aos quadros efetivos das prefeituras. A PEC não apenas reconhece o papel vital desses profissionais na atenção primária, mas concede a eles o direito à aposentadoria especial devido aos riscos inerentes à função.
Leia maisÉ exatamente neste ponto que reside a maior preocupação dos municipalistas: o impacto atuarial e orçamentário sobre os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e o Regime Geral (RGPS).
Para que a efetivação ocorra com segurança jurídica, a regra é clara: o agente precisa comprovar vínculo ativo com o SUS na data de promulgação da Emenda e, obrigatoriamente, ter sido aprovado em processo seletivo público, respeitando as exigências vigentes à época de sua realização, antes ou depois de 14 de fevereiro de 2006.
A responsabilidade dessa transição está sobre a mesa dos prefeitos e secretários municipais, que têm até 31 de dezembro de 2028 para adequar a legislação e os quadros locais. Contudo, cumprir esse mandamento exige muito mais do que a simples edição de uma lei municipal; requer um plano de ação administrativo estratégico e realista.
Em primeiro lugar, é indispensável realizar um censo cadastral e uma auditoria minuciosa da documentação dos agentes para certificar quem realmente atende aos requisitos constitucionais, prevenindo despesas indevidas e a responsabilização dos gestores.
Nos casos em que houver lacunas na documentação funcional, a instituição de comissões especiais de validação deve ser pautada pela máxima transparência, evitando questionamentos por parte dos órgãos de controle.
Por fim, reside no aspecto atuarial o pilar mais sensível dessa transição. Se a efetivação traz um impacto imediato na folha de pagamento, a aposentadoria especial representará um custo futuro exponencialmente maior.
Os municípios precisam realizar estudos de impacto atuarial robustos para entender o quanto essa nova despesa comprometerá a saúde do seu regime de previdência e o orçamento geral nas próximas décadas.
Não se pode ignorar que a criação de despesas obrigatórias sem a devida indicação da fonte de custeio por parte da União recoloca no horizonte a tese da inconstitucionalidade. O questionamento judicial por parte de estados ou entidades municipalistas é uma possibilidade real, sustentado no descumprimento dos princípios básicos da responsabilidade fiscal e na ingerência desproporcional sobre a autonomia financeira dos municípios.
A PEC 14/2021 coloca a gestão pública municipal em uma encruzilhada. De um lado, a obrigação moral e legal de valorizar os profissionais que sustentam a saúde na ponta; do outro, o dever de zelar pelo equilíbrio das contas públicas.
Garantir os direitos dos agentes é um passo civilizatório, mas a sua aplicação exige pés no chão e responsabilidade atuarial. Sem planejamento e auxílio financeiro correspondente, corremos o risco de transformar uma justa conquista social em um colapso fiscal para os municípios brasileiros.
*Advogado, prefeito de Triunfo (2017–2020), ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP).
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