Por Felipe Nascimento – Blog da Folha
Com a aproximação das eleições de 2026, os deputados estaduais começam a enfrentar o desafio de conciliar as atividades parlamentares com os compromissos relacionados à pré-campanha. Em Pernambuco, a movimentação política já ganhou força. O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), tem intensificado agendas pelo interior, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) amplia o ritmo de entregas e anúncios de obras em diferentes regiões.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a expectativa é que o calendário eleitoral não comprometa o andamento dos trabalhos da Casa. Segundo o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), os parlamentares estão cientes da necessidade de equilibrar as demandas políticas e legislativas.
Leia mais“Compreendemos que temos o desafio de conciliar os trabalhos legislativos com as agendas pré-eleitorais e eleitorais dos deputados. Mas estamos mobilizados e conscientes dos nossos compromissos, tanto na Assembleia quanto junto às bases eleitorais”, afirmou.
Porto também avaliou que a disputa eleitoral não deve prejudicar o funcionamento do Legislativo estadual.
“Temos certeza de que a Alepe seguirá trabalhando, legislando e fiscalizando, sem prejuízo nas votações, nas suas atribuições e nos compromissos assumidos”, disse.
O presidente acrescentou ainda que espera que o ambiente político permaneça dentro dos limites institucionais durante o período eleitoral.
“Nossa expectativa é que os debates aconteçam normalmente, cada um defendendo suas convicções e bandeiras dentro da ética e do respeito inerentes ao exercício dos mandatos”, completou.
Oposição
Para o líder da oposição na Alepe, deputado Sileno Guedes (PSB), o desafio será equilibrar a atuação parlamentar com a intensa agenda eleitoral que deve marcar o segundo semestre. O parlamentar destacou que caberá à Assembleia definir um calendário que permita a continuidade dos trabalhos legislativos sem ignorar a realidade de um ano pré-eleitoral.
“A Assembleia deve estabelecer um calendário para conciliar essas atividades, porque não sou apenas eu que sou candidato; os 49 deputados são candidatos. O presidente deve definir e delimitar esse período, e nós vamos cumprir o que a Casa decidir. Nos momentos em que for necessário estar na Assembleia, estaremos aqui. Nos momentos em que estivermos livres para fazer campanha, vamos fazê-la”, afirmou.
Apesar da proximidade das eleições, Sileno acredita que a rotina legislativa seguirá normalmente. Segundo ele, os parlamentares sabem distinguir o papel institucional da Casa das disputas políticas que marcam o período eleitoral.
“Todos os deputados e deputadas têm maturidade para compreender o que é o trabalho legislativo e qual é o papel da Assembleia. Vamos continuar apreciando as matérias de interesse de Pernambuco, sejam elas do Poder Executivo, dos demais poderes ou dos próprios parlamentares”, declarou.
O líder oposicionista também sinalizou que a tribuna continuará sendo utilizada para fazer críticas à gestão estadual e confrontar o discurso apresentado pelo governo.
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