Pelas redes, Ciro relembra elogios de Fagner e aposta no prestígio do cantor como aliado

O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), publicou recentemente, em suas redes sociais, um vídeo de arquivo do Domingão do Faustão em que o cantor e compositor Raimundo Fagner faz elogios à sua gestão à frente do Estado. Ao fim do mandato, em 1994, Ciro tinha 74% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha. Na gravação, Fagner também elogia o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB).

A relação de amizade e admiração de Fagner por Ciro vem de longa data. Após a decepção com Aécio Neves (PSDB), a quem apoiou na campanha presidencial de 2014, o cantor declarou voto em Ciro Gomes, então no PDT, no primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Com a derrota de Ciro, Fagner apoiou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Neste ano, o cantor manifestou o desejo de participar do lançamento da pré-candidatura de Ciro ao Governo do Ceará, realizado em 16 de maio, em Fortaleza.

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Petrolina, o vereador Gabriel Menezes (PSD) fez duras críticas à gestão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.

Durante o discurso, o parlamentar cobrou investimentos do Governo do Estado na região do Sertão do São Francisco, citando a promessa de construção de creches, obras de saneamento básico e melhorias na prestação de serviços da Compesa. As informações são do Blog do Waldiney Passos.

Menezes também abordou o cenário político do estado ao declarar que não apoiará a governadora e ao anunciar apoio à pré-candidatura de João Campos, destacando divergências quanto aos espaços e atenção concedidos ao Sertão pernambucano.

Moraes e Mendonça nas mãos de Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria sinalizado a senadores que, diante de uma eventual pressão incontornável para abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderia adotar uma estratégia de “impeachment cruzado”, autorizando também a tramitação de um pedido contra André Mendonça. A movimentação teria como principal efeito político criar um equilíbrio de forças e evitar que o Senado fosse colocado diante de uma única frente de pressão contra o Supremo.

A estratégia ajudou a reduzir a temperatura das articulações nos últimos dias, sobretudo em meio ao aumento do embate entre ministros do STF. O cenário ganhou novos contornos na noite de quinta-feira (3), quando Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de investigação sobre Mendonça no âmbito do inquérito das fake news. Na solicitação, Moraes apontou possíveis indícios de crime de responsabilidade e mencionou, entre os envolvidos no contexto das apurações, o próprio Alcolumbre, dando ao episódio uma dimensão política que ultrapassa a disputa entre os dois ministros.

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