O entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, é o ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Robson Andrade. Hoje, atuando como empresário em Minas, Robson vai falar sobre o impacto da nova taxação americana aos produtos exportados para os EUA, a economia nacional, o Governo Lula, as altas taxas de juros e as eleições deste ano.
Eleito por unanimidade como presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em maio de 2010, foi empossado oficialmente em outubro deste mesmo ano, substituindo Armando Monteiro Neto. Robson é mineiro de São João Del Rei e engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Há 30 anos, preside a Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, empresa sediada em Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que produz equipamentos para os segmentos de energia, petróleo, gás, mineração, siderurgia, saneamento, telecomunicações e transportes.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. Ele diz que recebeu os valores, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo, posteriormente quitado.
Roberta é investigada pela PF em casos que envolvem Lulinha, como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primogênito do petista é alvo de três inquéritos abertos desde a semana passada por suspeita de cometer o crime de tráfico de influência. Oficialmente, o auxiliar de Lula deixou o cargo no Palácio do Planalto para dedicar-se à campanha à reeleição do petista. Procurada, a defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou.
Lulinha é suspeito de ter atuado com Roberta junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal. O filho do presidente da República e Roberta também mantiveram relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos no contracheque de aposentados.
Os investigadores buscam esclarecer a origem e a finalidade dos recursos transferidos por Roberta. A empresária é apontada pela PF como uma pessoa responsável por prospectar contratos governamentais. Em depoimento prestado em um dos casos nos quais é investigada, Roberta afirmou que nunca repassou recursos ao filho do presidente e negou qualquer irregularidade em sua atuação profissional.
Em nota publicada pela coluna de Lauro Jardim, do GLOBO, Marcola confirmou ter recebido um empréstimo e alegou que a operação não teve relação com suas funções no governo. “Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, diz a nota.
Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito contra Lulinha após a PF fazer citações ao gabinete presidencial. Lulinha nega qualquer irregularidade, enquanto o seu pai, o presidente da República, afirmou que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.
A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, também faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. Lulinha começou a ser investigado a partir do avanço da Operação Sem Desconto, escândalo que gera grande preocupação no governo desde o ano passado.
Quem inventou a candidatura do deputado Mendonça Filho ao Senado a ser referendada, hoje, em convenção do Partido Liberal (PL), legenda bolsonarista raiz, que banca Flávio Bolsonaro na corrida presidencial? Não precisa ir muito longe, mesmo os neófitos em política, para matar a charada: a governadora Raquel Lyra (PSD), mentora e madrinha.
Ela prepara o segundo golpe de trairagem em cima do deputado Eduardo da Fonte, escolhido para o Senado representando a federação União Progressista, depois de apunhalar mortalmente pelas costas o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que virou um poço de mágoa.
Raquel é malvada. Estimulou enquanto foi possível três candidatos ao Senado: Miguel, Eduardo e Fernando Dueire, mas não queria nenhum deles, porque, nos bastidores, o que se sabe é que o seu candidato in pectoris é o senador Humberto Costa (PT), que não está oficialmente na sua chapa, mas agregado na do adversário João Campos, candidato a governador pelo bloco da Frente Popular.
Política tem dessas coisas: o faz de conta e os acertos secretos. Raquel fez de contas que queria Miguel, faz de contas que aceitou Eduardo. O que deseja, na verdade, é eleger Túlio Gadelha em sua chapa e Humberto no outro lado do balcão.
Mendonça Filho devia ler Maquiavel ou buscar uma lição básica do velho Agamenon Magalhães, que dizia que a ilusão da política é pior do que a do amor. Entra para o Senado iludido que terá o apoio indireto de Raquel, que galvaniza os eleitores bolsonaristas.
Nem uma coisa nem outra. Será a próxima vítima de Raquel!
Em alerta laranja de chuvas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), Mata Norte e Mata Sul de Pernambuco já sofrem com as precipitações hoje. Paulista, cidade onde mais choveu nas últimas 24 horas, por exemplo, teve um volume de 104 mm.
A lista segue com Goiana (91 mm), Abreu e Lima (79 mm), Camaragibe (72 mm) e Recife (70 mm). Os dados são do painel de monitoramento da Apac.
O alerta laranja, que prevê pancadas com intensidade moderada a forte, é válido até às 14h30 desta terça (4). De acordo com a agência, a atualização aconteceu por conta da “intensificação do sistema meteorológico”. Além do alerta laranja, a região do Agreste também segue com aviso amarelo de precipitações moderadas.
Alerta do Inmet
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu um alerta de “perigo potencial” de chuvas intensas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata de Pernambuco. O aviso é válido até as 10h da terça-feira (4), com precipitação entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos (40-60 km/h).
O instituto também fornece orientações para a população impactada por chuvas. Veja abaixo:
· Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
· Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
· Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
O presidente Lula (PT) mapeia a agenda eleitoral. Na campanha, a prioridade é eleger Fernando Haddad (PT) governador de São Paulo, que aparece 15 pontos em desvantagem em relação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Regressei ontem da capital paulista, onde cobri a convenção que homologou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar o quarto mandato.
Por mais que volte suas atenções para o maior colégio eleitoral do País, dificilmente Lula se converterá em um bom cabo eleitoral para Haddad. Fiz minha pesquisa pessoal. Conversei com taxistas, motoristas de aplicativos, porteiros, advogados, empresários e jornalistas. Constatei que Tarcísio emplaca a reeleição facilmente.
Não tem lá uma avaliação positiva nas estrelas, mas o seu adversário é fraco, tem fama de péssimo gestor pela fracassada passagem como prefeito de São Paulo. Lula já esteve nas convenções de governadores do PT no Nordeste, como os da Bahia e Ceará. Não foi à de João Campos no Recife porque a data coincidiu com a do governador baiano, que é do seu partido, no sábado passado.
Mas é certo como dois mais dois são quatro que irá a Pernambuco reforçar o palanque do aliado João Campos, com quem esteve recentemente em duas oportunidades: na convenção do PSB, quarta-feira passada, em Brasília, e na própria convenção que homologou a candidatura de Lula à reeleição, domingo passado, em São Paulo.
Na convenção paulista, aliás, Lula se derramou em elogios ao convívio que teve com o ex-governador Eduardo Campos, pai de João, ao próprio João, a Renata, viúva de Eduardo, e Miguel Arraes, a quem considerou aliado correto, transparente e leal. Abriu espaços também para uma fala de João na convenção em um telão, quando o ex-prefeito recifense afirmou que não tinha dúvidas do tetra de Lula, a quarta eleição para o Palácio do Planalto.
Lula irá a Pernambuco na primeira semana da campanha de rua, que começa no próximo dia 15. O presidente fará um grande ato de rua no Recife e pode ir até Caetés, sua terra natal, numa agenda para “encher a bola” do seu candidato, aliado e parceiro João Campos, a quem se referiu na convenção do PSB como seu candidato do coração.
TROPEÇO VERBAL – No discurso que proferiu na convenção que homologou sua candidatura à reeleição, sábado passado, em São Paulo, o presidente Lula (PT) cometeu um ato falho, mas não se sabe se proposital ou não, ao citar Fernando Haddad como seu sucessor em 2030. Ao perceber a suposta mancada, citou que o candidato que viria a lhe suceder também poderia sair da Bahia, da Paraíba, do Ceará e, por fim, de Pernambuco. Talvez tenha sido proposital, porque, na sexta-feira, em Fortaleza, na convenção do governador Elmano de Freitas (PT), um poeta fez trocadilhos com o senador Camilo Santana presidente em 2030.
Reflexo das desigualdades – A tentativa de assalto que sofri, ontem, em São Paulo, por trombadinhas que quebraram o vidro lateral do táxi que me conduzia até o aeroporto para levar meu celular foi um dos maiores sustos que vivi no trânsito em toda a minha vida. Nunca imaginei algo tão violento e traumático. Tudo, claro, consequência das desigualdades sociais que assolam o País, sem brevidade de solução.
Tá afoito – Não é ensaio nem blefe: o deputado federal Mendonça Filho (PL) criou coragem para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições de outubro próximo. Tudo por conta da última pesquisa Quaest, na qual desponta com 10% das intenções de voto. Também porque enxerga um vácuo na representação do universo bolsonarista na disputa por uma das duas cadeiras na chamada Casa Alta do Congresso Nacional. De largada, além do seu novo partido, o PL de Bolsonaro, já conta também com a promessa de apoio do Podemos, conforme palavra empenhada por Ricardo Teobaldo, principal líder da legenda no Estado.
Já candidato – Segundo o blog de Wellington Ribeiro, Mendonça Filho decidiu encarar a disputa por uma das vagas ao Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão foi sacramentada ontem após uma intensa rodada de articulações políticas que consolidou um amplo bloco de apoio em torno da sua candidatura. “Ao longo do dia, Mendonça se reuniu com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho, todos do União Brasil. Durante o encontro, o grupo não apenas confirmou apoio ao projeto, como também colocou à disposição toda a sua estrutura política para fortalecer a candidatura ao Senado”, relatou Wellington.
Bola cheia – Durante a convenção de João Campos, sábado passado, o deputado federal Lucas Ramos (PSB), candidato à reeleição, reafirmou o compromisso com as pautas prioritárias da população pernambucana e destacou que a continuidade da sua atuação no Congresso Nacional é fundamental para a manutenção de conquistas e avanços sociais. “O mandato em Brasília permitirá dar continuidade à maior e mais nobre missão, que é mudar para melhor a vida das pessoas, inaugurar novas possibilidades e criar mais oportunidades para os brasileiros, em especial as famílias pernambucanas”, afirmou. Lucas sairá de Petrolina com uma votação expressiva. Será um dos mais votados da Frente Popular.
CURTAS
NEUTRALIDADE – O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, disse, ontem, ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido decidiram pela neutralidade na disputa presidencial. Presidente estadual em Pernambuco, o ex-ministro Sílvio Costa Filho já tinha cantado essa bola.
MAIS UM – A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para investigar a suposta ocorrência do crime de tráfico de influência. Ainda não há informação sobre quem é o relator do caso. Outros dois pedidos de investigação, também por tráfico de influência, caíram por sorteio com o ministro do STF André Mendonça, que decidiu instaurar os procedimentos.
CONFLITOS – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, apresentará, hoje, uma proposta de resolução para instituir uma política nacional de prevenção e gestão de conflitos de interesses no Judiciário. O texto estabelece diretrizes para que tribunais identifiquem e tratem previamente situações que possam colocar em dúvida a imparcialidade de magistrados e servidores, como a participação em eventos custeados por terceiros, o recebimento de presentes e as relações com grandes litigantes. O STF, por não ser subordinado ao conselho, fica fora das regras.