Mendonça combate o bom combate, mas não detém o mando de campo

Por José Adalberto Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um alquimista, aquele que transforma catrevagens em ouro, sonhou com uma serpente no jogo do bicho e resolveu construir uma fábrica de fumaça. Alugou uma sala, comprou lobistas, móveis e utensílios, capangas e marqueteiro. Acendam as luzes. A produção de fumaça vai começar a todo vapor, vapores malignos.

Um hotel de luxo na cidade de Taormina, região da Sicília, berço dos mafiosos na Itália, foi escolhido como cenário para um supershow do vendedor de fumaças. Imaginem vocês um espetáculo tipo Lollapalooza, free, com os astros Andrea Bocelli, Coldplay, David Guetta, os gringos mais badalados do show business internacional, com bebida, comida e periguetes de graça, e sete helicópteros à disposição dos convidados. O custo foi além dos 220 milhões de denários.

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Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) está conquistando uma fama que político nenhum gostaria de carregar: a de pé-frio oficial do Estado.

No futebol, a história já virou folclore. Bastou vestir a camisa do Santa Cruz na véspera do confronto decisivo contra o Náutico no Campeonato Pernambucano para a cobrinha dar adeus à competição. A zoação foi instantânea. Nas arquibancadas, nas redes e nos grupos de WhatsApp, o diagnóstico foi unânime: “não chama que dá azar”.

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Vitrine de Raquel, Arco Metropolitano tem Banco Master como seguradora da obra

O Arco Metropolitano, uma das principais vitrines do Governo Raquel Lyra (PSD), pode entrar na mira de autoridades federais em meio ao escândalo do Banco Master. A obra tem como seguradora uma empresa ligada à instituição financeira, que foi liquidada recentemente pelo Banco Central devido a denúncias de corrupção que vêm sendo apuradas pela Polícia Federal e que também estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.

A contratação de uma seguradora era prevista na fase de licitação do Arco Metropolitano. Anexo do termo de referência do processo indica que as responsáveis pela obra deveriam apresentar, “em até dez dias após a assinatura do contrato e antes da emissão da ordem de serviço, às suas custas, as apólices de Seguro de Risco de Engenharia e Responsabilidade Civil Profissional”, com cobertura básica e também para riscos inerentes à construção, erros de execução ou de projeto, sabotagens, riscos da natureza, como queda de raio, granizo e alagamento, e seguros para obras civis em construção (OCC).