O médico e pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques recebeu o título de cidadão orocoense, em solenidade realizada na noite de ontem, na Câmara de Vereadores de Orocó. A honraria reconhece a contribuição e os relevantes serviços prestados por ele à cidade e à população local. As informações são do blog FalaPE.
Durante a cerimônia, Bruno Marques agradeceu a homenagem e destacou a importância do reconhecimento. “Receber o título de Cidadão Orocoense é uma honra imensa. Meu agradecimento especial aos vereadores Patrício do Projeto e Ricardo Amando pela confiança e por esse gesto que fortalece ainda mais o meu compromisso por Orocó. Sigo feliz, grato e com muito orgulho de agora também ser cidadão desta terra querida”, afirmou.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal tem, na pauta de hoje, o projeto que reduz as penas de condenados por atos golpistas e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conhecido como PL da Dosimetria. Mas um impasse entre os senadores pode adiar a votação.
Até a noite de ontem, não havia acordo para votação do texto. A terceira maior bancada do Senado, a do MDB, formada por 11 senadores, decidiu se posicionar contra a versão do projeto aprovada pela Câmara dos Deputados. O líder da sigla, Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que a votação ficará para 2026.
No domingo (14), manifestantes realizaram atos pelo país contra a anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e o PL da Dosimetria. Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes.
Após este anúncio, o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), admitiu que, sem o apoio de bancadas como o MDB e o PSD, é “muito difícil” votar o texto. Ele disse que avisou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o impasse. O PSD é o segundo maior grupo no Senado, composto por 14 parlamentares, atrás somente do PL – que defende o projeto – com 15 senadores.
O presidente da CCJ é filiado ao PSD, o senador Otto Alencar (-PSD-BA). Ele criticou, mais de uma vez, a proposta e alertou que, do jeito que está, a matéria não passa na comissão.
Exame para exercer a medicina no Brasil poderá ser instituído por projeto de lei
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
Deputado federal em primeiro mandato, médico e professor da Universidade Federal do Maranhão, Allan Garcês (PP-MA) defende que o Brasil passe a adotar uma prova para que profissionais da medicina possam requerer seu ingresso nos Conselhos Regionais da categoria, nos moldes de como o processo é feito na advocacia, com o exame da OAB.
O parlamentar foi o entrevistado de ontem (16) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog, em parceria com a Folha de Pernambuco. Allan Garcês é coautor do Projeto de Lei (PL) 785/2024, que institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina como requisito obrigatório para o exercício da profissão no Brasil.
De acordo com o parlamentar, a proposta foi motivada pelo cenário atual do país. “Nos últimos anos, foram abertas inúmeras escolas médicas. Entre essas escolas, muitas sem as mínimas condições de oferecer um curso de formação médica, de capacitação para uma profissão extremamente importante, para cuidar da vida. Com isso, vieram os profissionais mal formados”, relatou.
A discussão existe no Conselho Federal de Medicina, que detectou as falhas. O projeto, que tem por objetivo instituir a prova obrigatória para ingresso na área da medicina, foi elaborado junto com o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ). Segundo Garcês, atualmente há 436 escolas de medicina no Brasil, sendo que 64% pertencem a instituições privadas de ensino superior.
O exame para ingresso na área não teria como finalidade impedir a abertura de cursos, tampouco solicitar o fechamento das escolas, destacou o deputado, porque são prerrogativas do Ministério da Educação (MEC). Mas, para Garcês, o MEC não tem agido com rigor ao detectar instituições que estão formando mal os novos profissionais.
“O conselho não vai propor fechamento de curso com as notas dos médicos que não conseguirem passar no exame. Isso é prerrogativa do MEC, que tem um raio-x das universidades, das escolas privadas que estão deficientes, mas não toma posição”, avaliou o deputado.
Porteira aberta – Segundo Allan Garcês, hoje não existe restrição de abertura das escolas, pelo contrário: “Abriram a porteira, e foi exatamente nessa abertura desenfreada onde as escolas médicas estão sem cumprir as mínimas condições, como hospital-escola, laboratório, centro cirúrgico e leitos”, afirmou Garcês. O parlamentar ainda lembrou que o MEC tem três ferramentas de avaliação, sendo uma delas criada após a tramitação do projeto. “Agora veio o Enamed, que avalia o aluno e o curso também, e que foi criado depois que o nosso projeto de lei começou a tramitar na Câmara Federal. É como se o governo estivesse tomando alguma atitude para descredibilizar essa ferramenta que propomos, que é do Conselho Federal de Medicina e que avalia o aluno”.
Metrô do Recife – O presidente Lula (PT) anunciou, ontem (16), investimentos de R$ 4 bilhões no Metrô do Recife. Divulgou a boa nova ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), do prefeito do Recife, João Campos (PSB), além do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (RP) e da bancada federal pernambucana. O anúncio também contou com a presença do ministro Jader Filho (Cidades) e prevê a estadualização e a concessão dos serviços como eixo central da recuperação do metrô. Do jeito que Lula fez o anúncio, com todo mundo junto, deixou bem amarradinho que a obra é do Governo Federal e impediu que Raquel Lyra tentasse angariar os créditos sozinha ou acabasse recusando os recursos, como fez com a reforma do Aeroporto de Caruaru, só para não dividir os louros.
Enfim a paz – O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), fez questão de registrar, ao final da reunião plenária de ontem (16), que a Alepe aprovou todos os projetos enviados pelo Governo do Estado à Casa, em 2025. Segundo ele, a Assembleia “deu uma demonstração de harmonia, maturidade e compromisso com o povo pernambucano”.
Presidente nas redes – Álvaro Porto não falou com a imprensa após a votação, mas registrou o trabalho legislativo nas redes sociais. “Aqui, cumprimos nosso papel constitucional de forma independente e com muito zelo! Discutimos com altivez as matérias nas comissões e em plenário; apresentamos emendas; criamos convergências entre o Legislativo e o Executivo. E votamos; a maioria decide. Foi para isso que fomos eleitos”, destacou, acrescentando: “Os deputados governistas e os oposicionistas têm a coerência de deixar as divergências políticas de lado para trabalhar pelos conterrâneos”.
Palavra da líder – Líder da bancada do Governo na Casa, a deputada Socorro Pimentel (UB) ressaltou a importância da construção de diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo. “Estou nessa liderança para construir o diálogo, para que a gente possa colocar em primeiro lugar o povo pernambucano. E é isso que a gente vem fazendo aqui”, ressaltou. A parlamentar enfatizou que a governadora Raquel Lyra (PSD) vem fazendo entregas importantes. “Quando houve o anúncio do Arco Metropolitano, é algo que fala muito do que a governadora vem fazendo em todas as regiões do nosso Estado. Eu venho de uma região no Sertão com muitas entregas, e isso me faz ter mais motivação para estar aqui defendendo e fazendo essa articulação com a oposição, com o presidente da Casa, para que a gente não possa criar barreira entre o Executivo e o Legislativo”, declarou.
CURTAS
Reações ao tarifaço – Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem (16) mostra que 54% da população acham que o presidente Lula e o PT se saíram melhor no embate do tarifaço, e 24% acham que foi Bolsonaro (PL) e aliados. As informações são do g1. Na última pesquisa, em setembro, 49% achavam que Lula e PT tinham se saído melhor, e 27% achavam que tinha sido Bolsonaro e aliados.
Flávio Bolsonaro em baixa – A Pesquisa Genial/Quaest também mostrou que 54% dos entrevistados afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) errou ao indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato à Presidência, em 2026. Outros 36% dizem que Bolsonaro acertou, e 10% não souberam ou não responderam.
Por falar em Lula e Flávio – O levantamento ainda divulgou que Lula derrotaria Flávio Bolsonaro e os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), nos dois turnos da eleição presidencial de 2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Perguntar não ofende: A paz entre a Alepe e o Governo de Pernambuco vai sobreviver a 2026?