Fernando, o mágico

Por Gustavo Krause – para o Jornal do Commercio

Não vai haver congelamento; não vai haver confisco, não vai haver mágica, repetia à exaustão, o então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

Pois não é que houve mágica? Uma só, não. Muitas. A primeira foi transformar a loquacidade presidencial sobre temas econômicos em silêncio obsequioso.

Na época da hiperinflação, entre os anos 1980 e 1990, o remarcador de preços era presença temida nos supermercados e nas lojas do País. Em um mesmo dia, o barulho da máquina poderia ser ouvido várias vezes pelos consumidores, anunciando aumentos nos preços dos produtos. O descontrole da inflação impactava a vida da população e das empresas. 

O setor de supermercados foi um dos que vivenciou mais de perto o desarranjo econômico da época. Em linha direta com os consumidores, conviviam com o desespero e a angústia da população. Os empresários também precisavam fazer malabarismo na gestão dos negócios.

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Os motoristas (distraídos) e as novas tecnologias

Para muitos motoristas, usar dispositivos eletrônicos que nada têm a ver com a condução do veículo é uma prática comum. Para piorar, essas ferramentas estão se tornando mais complexas e acessíveis a cada dia que passa. Telefones celulares e computadores de bordo são bons exemplos. “Usar um smartphone enquanto dirige tornou-se uma parte normal da vida cotidiana. Porém, o número de possíveis distrações nos veículos está aumentando”, diz Lucie Bakker, diretora de Sinistros da Allianz Versicherungs-AG. “Embora muitos motoristas estejam cientes do perigo, eles não transferem essa percepção para a condução do dia a dia. É isso que está no cerne do problema e pode ser fatal. A distração ao dirigir não deve ser um hábito.” Por exemplo: mais e mais pessoas estão lendo e escrevendo mensagens de texto ao volante. “O estudo da Allianz mostra que a proporção de motoristas que pegam seus smartphones para ler ou enviar um texto aumentou quase dois terços entre 2016 e 2022, de 15 para 24%”, pontua Christoph Lauterwasser, head do Allianz Center for Technology (AZT). “Esse desenvolvimento é preocupante e perigoso. Qualquer pessoa que envie mensagens de texto enquanto dirige aumenta o risco de um acidente em mais de 50%.”

Computadores de bordo – Em 2016, apenas um terço dos motoristas possuía um veículo com display central, para operar as funções de comunicação, entretenimento e conforto (computador de bordo). De lá para cá, essa proporção aumentou para quase 50%. Cerca de metade dos entrevistados no estudo da Allianz confirmou que se distrai ao operar o computador de bordo. O risco de acidentes aumenta em 44%. Algumas funções são particularmente arriscadas. Por exemplo, aqueles que abusam de uma função de direção assistida, como o sistema de assistência à faixa, para liberar as mãos do volante por períodos mais longos, têm uma chance 56% maior de sofrer um acidente. Se o rádio for operado por meio do computador de bordo, o risco quase duplica (89%).