Lideranças da oposição de Belo Jardim declaram apoio a João de Nadegi

O deputado estadual João de Nadegi está ampliando a sua base política no Agreste pernambucano. Ontem, o parlamentar recebeu o apoio do grupo de oposição da cidade de Belo Jardim, formado por seis vereadores. Os membros da câmara legislativa municipal Thallys Bruno, Guilherme Monark, Lila, Soldado Edvaldo, Delegado Rômulo e vereador Tenente reafirmaram o compromisso do trabalho pelo povo do município, agora, com o reforço do parlamentar estadual.

Para João de Nadegi, essa ampliação da base de apoio é fundamental. O deputado assegurou que vai trabalhar muito pelo povo de Belo Jardim. “Essa aliança visa a melhoria da qualidade de vida da população. Temos muito trabalho pela frente. Mas o nosso grupo está unido e determinado a entregar o melhor para Belo Jardim”, pontuou o parlamentar.

Por Antonio Lavareda*

É quase banal afirmar que o terceiro governo Lula é forçado a refletir parte significativa da disfuncionalidade que o sistema político produziu ao longo da Nova República. Para ficarmos no campo da representação, só uns poucos analistas “nefelibatas”, como diria Fernando Henrique, ainda teimam candidamente em enxergar virtudes nos sintomas políticos patológicos da sociedade — partidos socialmente desenraizados, e o Congresso hipertrofiado na fragilidade dos presidentes gerando o “parlamentarismo orçamentário”. Fórmula que salta aos olhos quando se constata que este ano o valor agregado das emendas de todos os tipos destinadas a deputados e senadores — R$ 35 bilhões — é mais da metade do investimento discricionário reservado ao Executivo (Melo e Mendes, 2023).

A volta de Lula ao Planalto nesse contexto demanda um esforço contínuo de articulação e transações que inclui a imprescindível alocação do portfólio ministerial, traduzida em coalizões sucessivas. Já foram quatro, cumulativas. A inicial, antes do primeiro turno, com os partidos que subscreveram a candidatura; a seguir, a do segundo, turno com a hoje ministra Simone Tebet na “frente democrática”; outra, no interregno entre eleição e posse, com União Brasil e PSD viabilizando a “PEC da transição”; e essa de agosto com a chegada do Republicanos e do Progressistas. É provável que ocorram outras adiante.

Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco

Os bolsonaristas criaram a CPI de 8 de janeiro para ligar o Governo Lula com o vandalismo em torno dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – que tiveram seus prédios depenados. Não sabiam que a insistência com a CPI iria resultar num tiro no pé.

Ontem, veio a bomba que caiu no colo de Bolsonaro: a quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revela que sua movimentação financeira é bem maior do que já se sabia.

A frieza e distanciamento da bancada

Não foram apenas os deputados do PSB que ignoraram a reunião da bancada federal, ontem, em Brasília, convocada pela governadora Raquel Lyra (PSDB). Também não deram o ar da graça Fernando Coelho Filho (MDB) e Maria Arraes (SD). Os parlamentares Silvio Costa Filho (Republicanos), Fernando Monteiro (PP) e Waldemar Oliveira (Avante) não aparecem na foto oficial do encontro, mas posaram para fotos que foram publicadas no Instagram da gestora, causando a impressão de que deram somente uma passadinha no evento.

Dos senadores, Fernando Duere (MDB) e Humberto Costa (PT) compareceram. Tereza Leitão, da bancada do PT, agiu em perfeita sintonia com PSB, com a determinação expressa de boicote. Em compensação, a bancada bolsonarista esteve em sua totalidade: André Ferreira, Coronel Meira e Fernando Rodolfo, todos do PL.