É Lira quem dá as cartas nas pautas do governo

Mesmo com a aprovação do novo arcabouço fiscal — uma das pautas prioritárias do governo —, muito comemorada pelo Planalto, as alterações feitas na medida provisória de reestruturação da Esplanada, que esvaziam os ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, e o aval à urgência para votar o marco temporal mostram que é o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quem dá as cartas nas decisões importantes da política.

A expressiva aprovação do arcabouço fiscal — por 372 votos a favor, com 108 contra —, mais que uma demonstração de força do governo, como tenta fazer crer o Planalto, sinaliza o poder de Lira no Congresso. O parlamentar adotou o projeto, indicando um relator aliado, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que implementou mudanças que desagradaram o campo mais à esquerda da base governista. As informações são do Correio Braziliense.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou ministros e líderes do governo no Congresso Nacional para um churrasco na noite de sexta-feira (26), no Palácio da Alvorada. Estavam presentes, entre outros, os ministros da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; e da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta.

Além de ministros, os líderes no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), participaram do evento, com direito à picanha. Segundo informações da CNN, o convite do presidente foi feito em cima da hora, por isso muitos ministros já não estavam em Brasília.

Toritama - Tem ritmo na saúde

Com a autoridade de ter exercido todos os principais cargos políticos brasileiros — presidente da República, presidente do Senado e do Congresso, deputado federal e senador — José Sarney enxerga os ataques ao Fundo Constitucional do DF como parte de uma “incompreensão do significado da capital”.

Em entrevista ao Correio Braziliense, Sarney, que acaba de completar 93 anos, tendo passado mais da metade de sua vida em Brasília, diz que há uma “má-vontade” em relação ao Fundo Constitucional. Nesta semana, ao aprovar o arcabouço fiscal, a Câmara dos Deputados em maioria endossou o relatório do deputado Cláudio Cajado (PP-BA) que alterou a correção anual dos repasses federais para as áreas de saúde, segurança e educação.

Caruaru - Primeiro lugar no IDEPE

Em sessão solene realizada na Câmara de Vereadores de Tabira, no Sertão pernambucano, o médico Pedro Pires Ferreira Neto foi agraciado com a Medalha do Mérito tabirense, que leva o nome de seu avô, Pedro Pires Ferreira. A entrega aconteceu na tarde de ontem, dia que o município completou 74 anos de emancipação política.

Pedro Pires Neto agradeceu a homenagem, que é de autoria da vereadora Nelly Sampaio, e falou um pouco da história de seu avô. “Pedro Pires Ferreira foi líder político e prefeito de Afogados da Ingazeira, sua cidade natal, tendo como sua base política o distrito do Espírito Santo, hoje Tabira. Essa liderança em Afogados da Ingazeira foi exercida até 1948, quando concretizou a emancipação política de Tabira, cidade que que tanto amou e onde foi prefeito em duas legislaturas (1949 e 1961) e deputado estadual nas legislaturas de 1954 e 1958”, explicou.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

A segurança pública em Pernambuco se constitui, historicamente, no maior gargalo, independente da coloração partidária do governo. Sabendo das dificuldades que enfrentaria nessa área, ao assumir o Governo em 1987, depois da campanha mais emocionante, que dizia que entraria pela porta que saiu, referindo-se ao ato violento da sua cassação pelo regime militar, Miguel Arraes escolhe um general do Exército para comandar a Secretaria de Segurança, hoje com a nomenclatura Defesa.

Currículo impecável, com passagem até pelo SNI, hoje ABIN, o general Evilásio Gondim aceitou o desafio proposto por Arraes. Antes de assumir a função, já havia comandado o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife, foi chefe da 7ª Região Militar e diretor do Abrigo Cristo Redentor e do Rotary Club.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Uma ex-sócia da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ganhou um cargo de assessora especial no Palácio do Planalto, com salário de R$ 13,6 mil. Lotada no gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Margarida Cristina de Quadros fez ao menos uma viagem oficial com Janja para compromissos sem a presença de Lula. O Palácio do Planalto nega que a primeira-dama a tenha indicado para a vaga.

Sob a justificativa de “suporte à comitiva presidencial” no Rio de Janeiro, Margarida acompanhou Janja na cerimônia de posse da presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Marighella, entre 1 e 3 de março. O custo das passagens aéreas da amiga ficou em R$ 5,1 mil. As informações são do Estadão.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Por Adriano Oliveira*

São as pesquisas qualitativas que ofertam subsídios para a construção da sociologia brasileira. Através delas, tenho tido a oportunidade de decifrar as visões de mundo dos eleitores. Desde 2006, após o Escândalo do mensalão, que a palavra sistema tem sido verbalizada por diversos votantes. Na era bolsonarista, ela apareceu com intensidade. Sistema é palavra típica dos eleitores.

Na época de Lula, foram vários votantes que frisaram em grupos focais que o sistema político brasileiro era podre, corrupto. Por que um pobre, bom presidente, que ajudou as pessoas, não poderia roubar? Esta indagação fazia parte dos argumentos de alguns eleitores lulistas. O sentimento encontrado era: “Se todo político rouba, por que Lula não pode roubar?”. Durante a Operação Lava Jato, o argumento de “que todo mundo rouba” permaneceu. Embora, nesta época, o lulismo tenha sofrido forte baque, ao contrário do que ocorreu na época do Escândalo do mensalão.

Carro ‘popular’: quem ganha com ele?

Não estranhem ver aqui um apaixonado por carros ‘falando mal’ deles. É que esse arranjo do governo federal para incentivar a volta do “carro popular” tem vários poréns e porquês. Como se sabe, as medidas anunciadas na quinta-feira preveem desconto de até 11% sobre os preços modelos de até R$ 120 mil: quanto menor o valor do modelo, maior o desconto.

Para tanto, o governo abre mão de impostos. Bem, entra governo, sai governo e o setor automotivo sempre é incentivado, beneficiado, bajulado. O ex-presidente Itamar Franco, por exemplo, entrou no lobby da Volkswagen e em 1994 relançou o Fusca por US$ 6,8 mil (exatos R$ 6,8 mil). Já era um modelo relativamente caro – e ruim – para os padrões da época: o motor 1600 a álcool gerava ‘incríveis’ 58,7 cavalos, não tinha airbag, ABS etc. Hoje, custaria um pouco mais de R$ 80 mil.