Qual empresa, por mais sólida que seja, neste País de juros estratosféricos e sem uma política de economia estável, que não enfrente intempéries? Em Pernambuco, algumas que já viveram seu momento áureo e depois declinaram encontraram na Associação de Empresários do Brasil (AEBR), com sede no Estado, a mão estendida para fazer a até então travessia que parecia intransponível.
Criada em 2017, depois de um encontro casual de empresários que viviam um momento comum de dificuldades, a AEBR já tem hoje mais de cem associados, em plena atividade, num cenário de crescimento, sem nunca receber apoio oficial. Braço direito da instituição, o empresário e advogado Fernando Mendonça diz que está plenamente convencido do velho conceito, de que ninguém chega a lugar algum sozinho, isolado, sem buscar uma união de forças.
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“Como presidente da AEBR, posso garantir que, dentre tantos fatores positivos que contribuem para o fortalecimento desse conjunto empresarial está o apoio emocional, jurídico e contábil”, diz Mendonça, talhado para a função que recebeu dos demais empresários por ser extremamente bem articulado, com visão ampla e elevado conceito no meio da categoria e do mundo jurídico.
Segundo ele, a AEBR se insere, ainda, em um contexto de crise econômica nacional e mundial. “Nossa preocupação é na direção de criar conexões, relacionamentos e apoio entre os empresários, principalmente, mas não, exclusivamente, nos momentos de maior dificuldade”, afirma, acrescentando que o grupo está afinado, desenvolvendo um trabalho incansável, além de uma série de iniciativas positivas.
“A Associação cresce em um cenário complexo. Os empresários perceberam que não estavam sozinhos e uniram-se com um propósito maior: apoiarem-se mutuamente para a criação de novas oportunidades de negócios”, acrescentou. A entidade é voltada, hoje, ainda segundo Mendonça, para reabertura do comércio no centro, prejudicado pela pandemia, a conexão com instituições financeiras para obter novas linhas de crédito e renegociações, além da interlocução com instituições governamentais e o auxílio em consultorias jurídicas, contábeis e econômicas.
“A AEBR desempenha um papel fundamental na recuperação, crescimento e expansão dos negócios de seus associados. Através de homenagens e reconhecimento a importantes personalidades do mundo jurídico, governamental e empresarial, fica evidente a pluralidade de atuação da Associação”, destaca. Apesar de ser uma entidade recente, a AEBR mostra-se ambiciosa, com planos de abrir filiais em São Paulo, Brasília e outras cidades relevantes.
“Pernambuco tornou-se pequeno para essa associação. Originalmente formada principalmente por empresas em dificuldade, hoje a entidade já conta com mais de 100 empresas de diversos setores, a maioria delas em situação financeira saudável e pronta para expandir em todo o território nacional”, comemora Mendonça.
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