Um plano para salvar a democracia

Por Maurício Rands*

Em seu último livro (“The crisis of democratic capitalism”, 2023), o editor de economia do Financial Times, Martin Wolf, brinda-nos com uma análise dos riscos que hoje pesam sobre o futuro do planeta. Começa por analisar a combinação histórica entre a economia de mercado e a democracia que forjou a nossa época. A partir daí, baseado em bom lastro teórico e evidências sérias, ele analisa a crise em que mergulhamos.

Para entender as razões dessa crise da democracia e da sociedade de mercado, ele mostra como as mudanças econômicas de longo termo deterioraram substancialmente a situação econômica e social de expressivos setores. Sobretudo nos países ricos, mas também em emergentes como Brasil, Turquia e Hungria. O fator detonador foi o aguçamento das perdas econômicas, os choques financeiros e o aumento da desigualdade. As decepções econômicas, em suma. E a isso se somou à angústia desses setores com as mudanças culturais em favor de antigas minorias, bem como a questão da imigração. Tudo erodiu a confiança no establishement e produziu a mudança política que hoje põe em dúvida a própria democracia.

O carnaval lotou ruas de Petrolina, atraiu turistas e aqueceu a economia local, movimentando e impulsionando os setores de eventos, serviços, hotéis, bares, restaurantes e o comércio informal. Uma verdadeira festa de oportunidades e investimentos. De acordo com o balanço divulgado pela gestão municipal, neste domingo (26), foram injetados cerca de R$ 30 milhões na economia da capital sertaneja.

De vendedores ambulantes a produtores de fantasias, todos contribuíram para o sucesso e o recorde na movimentação da economia. No comércio, houve um crescimento de 18% nas vendas no período carnavalesco. No comparativo à última edição do evento, antes da pandemia, o aumento foi de 80%. 

Toritama - Tem ritmo na saúde

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A palavra Uber, no idioma alemão, significa super top. O aplicativo Uber de transporte alternativo move exércitos de 4 a 5 milhões de soldados no Brazil. São batalhões de artilharia, infantaria e cavalaria. Cada soldado pode ser multiplicado por três a quatro famílias. Eles transportam passageiros e também transportam uma bombinha atômica no peito.

Todos nós Sapiens somos portadores de bombinhas atômicas, de nêutrons, elétrons, prótons, hidrogênios e de oxigênios no cérebro e no coração “Meu coração tem catedrais imensas”, dizia o poeta Dos Anjos, Augusto. As bombas atômicas de nossos corações possuem milhões de megatons e são mais potentes que as ogivas nucleares dos senhores das guerras.

Caruaru - IPTU 2026

Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco 

Já despachando ao lado do gabinete do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, vice-presidente Geraldo Alckmin, o novo secretário nacional de Micro, Pequenas Empresas e Empreendedorismo, Milton Coelho, vai procurar a governadora Raquel Lyra (PSDB), nos próximos dias, para discutir uma ação conjunta em favor das cadeias produtivas de Pernambuco.

Milton quer modernizar, por exemplo, as pequenas empresas que atuam no Polo de Confecções do Agreste, no miolo entre Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. Milton assumiu o cargo há 20 dias na cota do PSB, partido que, supostamente, estaria na oposição ao seu Governo, mas que assume uma postura independente na Assembleia Legislativa.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

Com eleição marcada para o próximo mês, a União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) deve ser objeto de mais uma disputa com muitos atores em jogo. No bloco da oposição, além do nome de Zé Raimundo, da bancada do PP na Câmara de Serra, o presidente da Câmara de Lajedo, no Agreste Meridional, Flaviano Quintino (MDB), está sendo estipulado a entrar na disputa também. Seu nome foi bastante comentado durante o encontro da categoria em Maceió, promovido no último fim de semana pela União dos Vereadores do Brasil e o Instituto Educar e Capacitar, presidido pelo jovem Mário Lucas Uchoa.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Hotéis para desabrigados

Em meio ao lamento e a comoção pela morte de mais de 50 almas vivas em São Paulo, decorrentes da enxurrada d’água sem piedade, chega, enfim, a melhor notícia: num gesto corajoso e inusitado, o governador paulista Tarcísio Freitas (Republicanos) reuniu donos de pousadas, hotéis e até colônias de férias nas áreas mais atingidas para discutir a acomodação dos desabrigados e, principalmente, dos que tiveram seus tetos levados pelas fortes correntezas.

O chefe do Executivo paulista já se reuniu com hoteleiros e propôs uma parceria, pela qual o Estado de São Paulo paga a hospedagem até que as casas que estão em construção para os desalojados sejam concluídas. “A gente vai fazer um levantamento e a ideia do Governo é comprar essas vagas na rede hoteleira”, disse o governador, falando cara a cara com os representantes da rede hoteleira.