O deputado estadual Cayo Albino recebeu com estranheza um ofício interno enviado pela deputada Débora Almeida a todos os 49 parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Por meio do documento, a governista tenta intimidar os colegas a encerrarem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada ainda em 2025, para apurar uma milícia digital montada pelo Governo de Pernambuco com o objetivo de atacar nas redes sociais desafetos da governadora Raquel Lyra, no que ficou conhecido como “Gabinete do Ódio” de Raquel.
“É inaceitável que a governadora utilize uma de suas principais aliadas para tentar calar os deputados da Alepe, como se fôssemos nos curvar a essa intimidação. A governadora se diz à frente de uma gestão honesta e ilibada, pediu que não mexessem com a honra de ninguém. Por que tentou barrar na Justiça uma CPI que investiga as práticas de seu governo? O que ela está escondendo? A transparência que ela tanto prega não existe? Onde estão os contratos que deveriam ser claros e abertos à população?”, questionou Cayo Albino, que não poupou críticas: “A governadora agride a verdade mais uma vez! Essa, aliás, é uma prática recorrente dela.”
Leia maisCayo Albino também criticou a postura de Débora Almeida, ressaltando que sua ação parece servir aos interesses da governadora Raquel Lyra, que frequentemente se pronuncia sobre a lisura dos processos e a transparência nas contas públicas. “É lamentável ver uma postura controversa de quem deveria defender nosso papel fiscalizador e autonomia legislativa, adotando um discurso intimidador. Mais uma vez a governadora usa a deputada Débora para jogar o Judiciário contra a Alepe. Isso precisa de um basta! Não permitiremos interferência nas questões internas do Legislativo”, afirmou Albino.
O deputado lembrou ainda que, enquanto a governadora se posiciona contra a corrupção, sua administração enfrenta questionamentos sérios, como a operação irregular da empresa de ônibus Logo Caruarusense, pertencente ao pai de Raquel, João Lyra Neto, e sua família. “A governadora não vai investigar ou processar a empresa de seu pai por conta deste escândalo? Essa contradição é gritante e precisa ser abordada. A população merece respostas e ações concretas”, enfatizou.
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