Candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente, Gilson Machado e Gilson Filho participaram, neste domingo (2), da convenção partidária que oficializou a candidatura de Raquel Lyra ao Governo de Pernambuco. Os dois deixaram o PL e se filiaram ao Podemos, partido que integra a aliança da governadora.
Gilson Machado afirmou que tentou viabilizar uma candidatura própria da direita ao governo estadual enquanto estava no antigo partido. “Eu gostaria de um candidato da direita para o Governo do Estado, tentei enquanto estava no PL, mas nada foi levado adiante dentro do partido. Aqui no Podemos, eu somo e fortaleço a direita, missão que me foi confiada por Bolsonaro”, disse. Segundo ele, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, também apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Vereador do Recife, Gilson Filho justificou a adesão à candidatura de Raquel com críticas ao PSB e à gestão municipal. “Quero longe do Governo de Pernambuco candidato que já abriu a boca para dizer que, aqui no estado, bolsonarista não se cria”, afirmou.
O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD) e candidato a vice-presidente da República na chapa liderada por Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, afirmou que Raquel Lyra está entre as lideranças que ajudam a fortalecer a candidatura do goiano e disse que a governadora reúne eleitores de Lula, Bolsonaro e, “principalmente”, de Caiado. Em crítica ao próprio partido, classificou como “uma excrescência da democracia brasileira” a existência de siglas que, no primeiro turno, apoiam candidatos de outras legendas.
Lula encerrou a convenção nacional do PT com uma convocação à militância para a disputa eleitoral e um alerta contra o retorno da extrema direita ao poder. “Governar é decidir. E toda vez que você toma uma decisão, tem que escolher um lado”, disse. Ao fazer um balanço de suas gestões, o presidente pediu desculpas pelos erros cometidos e pelas coisas que não foram feitas, mas sustentou que o atual governo “entregou mais do que prometeu e vai entregar muito mais”. Antes de deixar o palco, chamou dirigentes, parlamentares e candidatos para o ato marcado para o dia 16, no estádio da Vila Euclides, em em São Bernardo do Campo (SP).
Ainda em discurso de tom emocionado, a governadora Raquel Lyra (PSD) também levou ao palco da convenção deste domingo (2) uma das policiais militares aprovadas no concurso da corporação, para destacar os investimentos do programa Juntos pela Segurança e a formação de novos PMs. Ao apresentar a agente, uma das mais de 7 mil nomeadas para a área de segurança, Raquel aproveitou para relembrar sua virada nas pesquisas. “A única virada que verdadeiramente importa de a gente falar é virar o jogo da sua vida”, disse.
Ao defender um novo mandato, Lula criticou o atual modelo de financiamento das legendas e disse sentir falta da época em que o PT dependia da mobilização dos filiados para manter suas atividades. “Eu preferia o meu partido quando a gente tinha que vender uma camiseta para arrumar dinheiro, para colocar gasolina”, comparou. Para o petista, o fundo partidário “está levando os partidos à promiscuidade” e fazendo com que todos se tornem iguais. Lula também questionou congressos partidários que chegam a movimentar “até R$ 1 bilhão por ano, sem prestar contas ao povo brasileiro”, enquanto o Executivo precisa cortar recursos de escolas e programas de saúde. “Há uma inversão que nós precisamos mudar. A minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país”, concluiu.
Ao comentar as regras da campanha eleitoral, Lula reconheceu que antecipou um pedido de votos durante a convenção do PT realizada na Bahia e brincou que poderá ser punido por isso. “Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15”, disse.
Em um dos momentos mais pessoais do discurso, Lula contou que quase desistiu da primeira disputa presidencial após ver uma pesquisa indicar queda de 3% para 2,75% nas intenções de voto. O petista disse que o resultado o levou a cogitar entregar a candidatura à então prefeita de São Paulo, Luiza Erundina. “Eu estava para desistir da campanha de 89. Vocês não têm noção do que é sofrimento”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, que criou o Fórum de São Paulo, em 1990, com o objetivo de aproximar partidos de esquerda da América Latina e fortalecer a disputa política por meio das eleições. Segundo o petista, a iniciativa buscou substituir a luta armada pela organização popular e pelo processo eleitoral. “A melhor via para a gente chegar ao poder não era a luta armada, era a organização do povo e a eleição direta. E assim nós ganhamos vários países pela América Latina”, declarou.
O neodireitista Túlio Gadelha foi vaiado neste domingo (2) durante a convenção da governadora Raquel Lyra, logo após citar o presidente Lula. Também chamou atenção sua entrada no palco vestido de vermelho, numa tentativa de associar sua imagem ao campo progressista, apesar de sua recente guinada à direita.
A reação do público foi imediata. Embora a plateia presente não seja formada majoritariamente por eleitores identificados com o lulismo ou com a esquerda, as vaias evidenciaram o desconforto de parte dos presentes com o reposicionamento político do parlamentar.
O episódio reforça uma percepção que vem se repetindo ao longo da pré-campanha: a mudança de postura de Túlio Gadelha continua gerando desconfiança e resistência, tornando cada vez mais difícil conciliar sua nova aliança política com a trajetória que construiu nos últimos anos.
Por Henrique Rosa*
Ave, Raquel, cheia de promessas e sem graça. Maldita és tu, entre as mulheres.
Nilo Coelho governou Pernambuco de costas pra o mar. Pernambuco na próxima gestão será governado de costas para o Sertão.
Nem uma vaga para o Senado restou. Prevaleceu a fragilização política do Sertão, que faltará investimento estadual de recurso para a população do semiárido regional. João Campos, filho de Eduardo e neto de Arraes, roga por nós ao Sertão. Agora e por quatro anos.
Leia maisRaquel esteve aqui e prometeu. Petrolina hoje enterrou as Cinzas da sua promessa. Raquel prometeu que o Sertão seria uma estrela na sua chapa de governadora.
Hoje, domingo, na sua convenção, o Sertão se convenceu que a estrela que ela prometeu é uma estrela da manhã, onde está a estrela da manhã? Meus amigos procurem a estrela da manhã. É a mesma estrela da poesia do escritor Manoel Bandeira, da imaginação e que nunca existiu.
Toda a tristeza do mundo hoje é de Petrolina. Raquel aqui falou, uma vaga do Senado é de Petrolina. Os petrolinenses presenciaram seus gestos. Todos os ouvidos guardaram a sua voz. Mas, tudo está terminado e as urnas do Sertão serão o espaço da tristeza futura de Raquel.
*Advogado
Leia menosO presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, a nova lei sancionada pelo governo que endurece a cobrança de pensão alimentícia. Ao defender a medida, o petista afirmou que devedores poderão ser submetidos ao uso de tornozeleira eletrônica e disse que a iniciativa busca reforçar a proteção às mulheres e às crianças. “Agora, o cidadão vai ter que colocar a tornozeleira, e vai ser a tornozeleira que a mulher vai acompanhar se ele vai chegar perto dela. É assim que a gente vai educar os homens a gostarem das suas mulheres”, declarou.
Durante a convenção que oficializou a candidatura à reeleição de Raquel Lyra (PSD), neste domingo (2), o candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) fez críticas a governos anteriores, defendeu a continuidade da gestão estadual e voltou a se apresentar como elo entre a governadora e o presidente Lula. Confira um trecho!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, a trajetória de Geraldo Alckmin e afirmou que os 16 anos à frente do Governo de São Paulo, a “autoridade moral” e o reconhecimento junto aos setores da indústria e do comércio o credenciaram para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Lula também exaltou o desempenho do vice na pasta. “O Brasil nunca teve um ministro da Indústria e do Comércio da qualidade que você foi nesses quatro anos”, declarou.
O candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) afirmou, neste domingo (2), que a chapa formada pela governadora Raquel Lyra (PSD), pela vice-governadora Priscila Krause (PSD) e pelo também candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD) tem como compromisso atender à população mais vulnerável. “O que nos une é enxergar por aqueles que não são enxergados, é levar aos quatro cantos do Estado de Pernambuco a saúde, a comida, o respeito, a dignidade e poder tornar possível a força da política na vida das pessoas”, declarou.
