Em vias de deixar a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para disputar novamente o Governo do Distrito Federal, o petista Leandro Grass celebrou os passos de sua gestão para a preservação do patrimônio nacional. Todavia, reconhece que ainda há “um caminho a percorrer” nesse sentido.
“Acredito que a gente tenha dado passos importantes de 2023 para cá, no sentido de conectar a população, os gestores municipais e estaduais e a sociedade ao patrimônio cultural. Que é dela, não é de alguém, não é do governo, não é do Iphan. O Brasil tem 60 bens reconhecidos, como o forró, o frevo, a capoeira, o patrimônio arqueológico, que é vasto, imenso, no nosso país, tudo isso é patrimônio do povo brasileiro. E aí entra uma questão que tem que ser trabalhada cada vez mais nas escolas, nos meios de comunicação, que é a educação patrimonial, a conexão das pessoas com aquilo que é delas. A gente só vai cuidar daquilo que a gente conhece, a gente só ama aquilo que a gente conhece, e o Iphan investiu muito na educação patrimonial ao longo desses últimos anos”, destacou Grass, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“O Brasil tem preservado muita coisa, é preciso dizer. Agora, é claro que em um país continental como o nosso, isso não se dá apenas por uma instituição. A Constituição diz que o patrimônio cultural tem que ser preservado em colaboração do Estado com a sociedade. E o investimento privado é importante. A gente vê, em outros países, muito investimento empresarial, de particulares, na preservação do patrimônio. O Brasil tem ferramentas para isso. A Lei Rouanet permite que as empresas apoiem o patrocínio direto também em alguns casos. Os detentores, os proprietários de imóveis têm que cuidar daquilo que é seu, não desvirtuar esse patrimônio. Então, a gente tem feito esse trabalho de articulação para construir um pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro”, completou.
Grass citou o exemplo de Olinda e cobrou que o município tenha uma fundação própria para preservar seu patrimônio. “Em Olinda, temos obras do PAC que estão sendo feitas com a Fundarpe. Mas preciso fazer uma observação. A gente já se colocou à disposição da prefeitura, tanto na época do prefeito Lupércio quanto agora com Mirella. O Iphan vai ajudar Olinda, mas a cidade precisa de uma estrutura de patrimônio. Olinda é patrimônio mundial, não pode se abster ou abrir mão de ter uma estrutura própria. Precisa de uma fundação municipal de patrimônio e de uma legislação municipal. Esse trabalho do chamado Sistema Nacional tem o objetivo de colocar todo mundo na mesma página em termos de gestão e capacidade de investimento”, concluiu.
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