João com mais maturidade para novos desafios
Considerado uma promessa em 2020, o então deputado federal mais votado da história de Pernambuco precisou vencer o debate sobre experiência com trabalho. João Campos (PSB) foi eleito prefeito sob a névoa do principiante e dobrou a aposta: juntou capacidade de trabalho com inovação, superando nomes como Jarbas Vasconcelos, Joaquim Francisco e João Paulo ao atingir a maior vitória já concedida pela população do Recife
Foi já maduro, com quase seis anos à frente do cargo, e na condição de presidente nacional do seu único partido — que Campos subiu ao altar ao lado da deputada federal e hoje sua esposa, Tabata Amaral. Mais do que um “sim”, João vem demonstrando postura de uma liderança com longevidade, pronto para os novos passos que se apresentam na sua trajetória política.
Leia maisCom forte repercussão nacional, não deixou dúvidas sobre a sua candidatura ao Governo de Pernambuco, hasteando no Carnaval a bandeira do Estado ao som de ninguém menos que Alceu Valença entoando “tu vens, eu já escuto os teus sinais”. Aliados comentam que essa postura do prefeito, pronto para seguir com a sua família, carrega traços de alguém que não abre mão de inovar, de pensar grande, mas sem perder o cuidado com o detalhe.
Assim como pai, o ex-governador Eduardo Campos, João é um obcecado pelo trabalho e pelas reuniões de monitoramento. Monitora e acompanha, mas entendendo que a condição do líder não é a da centralização absoluta, nem da perseguição — consiste em extrair o melhor de quem está ao lado. Tudo isso, sem perder o brilho no olho, nem a alegria de quem gosta do que faz.
Campos dá novos passos em direção ao futuro. Pelas felicitações nas redes sociais, e pelos comentários de personalidades de todo o país, faz isso muito bem acompanhado, ao lado da sua Tábata. Agora deve ter pouco mais de um mês à frente da Prefeitura do Recife. Já refutou a lua-de-mel remunerada. E segue pronto para avançar com a experiência que segue crescendo pelo trabalho.
GUERRA ENTRE FACÇÕES – A onda de homicídios na última semana em Petrolina é resultado da guerra entre duas das principais facções que atuam no País: o Comando Vermelho, com origem no Rio de Janeiro, e o Bonde do Maluco, a principal da Bahia, que disputam o domínio do tráfico de drogas na cidade. Segundo o JC, ambas as facções já atuam em Petrolina, mas a guerra entre elas se intensificou logo após o Carnaval, com mais de dez registros oficiais de mortes nos últimos dias. Além delas, outros grupos criminosos tentam ocupar territórios, ampliando a violência no município.

Guerra em 14 municípios – Um mapeamento da Secretaria de Defesa Social, ainda segundo o JC, revela que 57% das mortes violentas intencionais em Pernambuco ocorreram em apenas 14 municípios. Os dados, referentes a 2025, reforçam a necessidade de intensificação das ações policiais nesses territórios, além da participação das prefeituras em iniciativas de prevenção cidadã. Oficialmente, 3.132 mortes foram contabilizadas pela polícia no ano passado. A taxa foi de 32,76 vidas perdidas por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2004.
Concessão da Compesa – A concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deve ser assinada no próximo dia 27 de março. O presidente da estatal, Douglas Nóbrega, revelou ao DP que a transição das operações de abastecimento hídrico e saneamento básico para as empresas vencedoras do leilão de concessão parcial da corporação, em dezembro de 2025, deve acontecer em seis meses. As empresas estão divididas em dois lotes: um da Região Metropolitana e um do Sertão. As corporações ficarão responsáveis pelos serviços de distribuição de água tratada e esgotamento sanitário de dois blocos: MRAE Sertão, que reúne 24 cidades, e RMR Pajeú, com 150 municípios, além de Fernando de Noronha.
A conta cara da redução da jornada – A redução da jornada de trabalho no Brasil pode impor um custo de R$ 122 bilhões ao comércio e de R$ 235 bilhões ao setor de serviços, segundo estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A proposta que está em debate no Congresso altera o regime 6 x 1 e limita a carga semanal, hoje em 44 horas, a 40 horas. Para a entidade, a mudança tende a pressionar os preços e o emprego formal. O economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, apresentou os dados, ontem, em Brasília. Segundo ele, a medida pode elevar os preços em até 13% e reduzir até 638 mil vagas formais, conforme simulações que incluem estudos da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Estilo Marco Maciel – O presidente estadual da federação PP-União Brasil, Eduardo da Fonte, é ninja no jogo da política. Pressionado pela governadora, para que antecipe o apoio do PP à sua reeleição, Dudu, como é mais conhecido, esticou a corda. Como tem até 4 de abril, prazo final do troca-troca partidário, para sinalizar o que deseja em relação ao alinhamento com uma das candidaturas a governador, por enquanto vai exercitando a máxima de Marco Maciel: quem tem prazo, não tem pressa.
CURTAS
AFASTADO – Um dos fenômenos eleitorais do pleito proporcional de 2022, o deputado estadual Gilmar Júnior (PV), que teve mais de 68 mil votos, grande parte da classe dos enfermeiros, categoria que honra em seu mandato, se distanciou do deputado federal Clodoaldo Magalhães. E com razão: Magalhães tem fama de não cumprir acordos.
MADRUGADOR – O deputado João Paulo (PT) não tem fama de madrugador por acaso: quem o procura para agendar encontros toma um susto: chega ao seu gabinete na Assembleia Legislativa por volta das 7 da matina, depois, claro, de levitar na sua meditação transcendental.
PODCAST – O presidente do Iphan, Leandro Grass, deve confirmar, hoje, no meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, a sua pré-candidatura a governador do Distrito Federal pelo Partido dos Trabalhadores. Grass vai falar também das políticas que vem tocando na manutenção da preservação dos monumentos brasileiros.
Perguntar não ofende: Quem sabe mexer melhor o tabuleiro da política do que Dudu da Fonte?
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