Por Ricardo Guerra*
Em princípio, devemos partir de que os juros representam o custo do dinheiro emprestado. Portanto, uma engrenagem das finanças e da economia. É o “preço do dinheiro”. Por consequência, existem na maioria dos sistemas e modelos econômicos mundiais. Na prática, remunera para quem empresta e custa para quem toma emprestado.
Em economias de mercado, os juros são fundamentais para ajustar o valor do dinheiro no tempo, corrigir a inflação e medir o risco do crédito. Juros é parte fundamental das decisões estratégicas, sem a menor dúvida.
Existem vários tipos de juros: simples, composto, rotativo, moratório. Juros de mora, nominais, reais e juros sobre o Capital próprio.
É bom lembrar que juros estão presentes tanto nas relações pessoais quanto nas empresárias. Para isso, é necessária uma grande dedicação para gerenciar esta atividade que requer muita acuidade porque as diferenças, às vezes, são muitos sutis e fazem a diferença ao longo do tempo.
No Brasil, a taxa de juros básicas é a taxa Selic que é calculada como a “Taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para títulos federais”. O governo brasileiro interfere na taxa de juros da economia através do Comitê de Política Monetária (COPOM) cujo maior objetivo é manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN.
Por óbvio, quando os juros estão mais altos, encarecem o crédito e estimulam a poupança. Sem esquecer que as taxas mais altas podem dificultar a expansão da economia. Quando o COPOM aumenta a Selic, tem o propósito de conter a demanda aquecida.
Em economia, tudo é muito sensível. Aqui, entra até o mercado de trabalho. A taxa de desemprego também é levada em conta. Imagine, a tensão geopolítica com os conflitos que acontecem mundo a fora e suas consequências nos países de economias emergentes como o nosso Brasil.
Por fim e desde sempre, a taxa Selic é usada para controlar a inflação. Se os preços sobem demais, o Banco Central aumenta para frear o consumo. Se a economia está desaquecida, a Selic caí para incentivar empréstimos e investimentos. Não podemos esquecer que quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, o consumo cai e o câmbio se valoriza. Numa instabilidade econômica em que vivemos, torna-se uma difícil convivência.
Ainda que não queira abordar a “agiotagem”, atividade irregular, nesta proibitiva interação com os juros, não tem quem não recorde, no aspecto psicológico, a satisfação de quem recebe juros estratosféricos e a angustia de quem paga esta remuneração do dinheiro apelidado de juros. Em outras palavras, agiotagem é a Usura, crime previsto em nosso Código Penal.
Crime contra a economia popular. É a pratica de cobrar juros abusivos, acima do limite legal. No mundo empresarial é apelidado de “Mercado Paralelo”.
São considerados credores predatórios por tirar vantagens e se aproveitar do desespero financeiro dos tomadores.
*Empresário e jornalista
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